quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Descobrindo o Recife antigo e suas atrações

No último mês de outubro, estive na capital pernambucana para rever parentes e amigos queridos, em uma legitima confraternização em família

Como o encontro propriamente dito aconteceu no domingo, reuni esposa, filhos e sogros e fomos ao Recife antigo, para uma viagem à cultura e gastronomia da terra de Gonzagão.

Mercado de São José

Nossa primeira parada foi no Mercado de São José, inaugurado em setembro de 1875, com sua bela arquitetura em ferro típica do século XIX. O Mercado de São José ocupa uma área coberta de 3.541 metros quadrados. 

O prédio é formado por dois pavilhões, com 377 compartimentos de diversos produtos, assim distribuídos: 27 pedras de peixe, 34 barracas internas – para vender comidas e caldo de cana – e outras 70 espalhadas pela calçada do pátio. Atualmente, são 545 boxes no total. 

Artesanato em barro, corda e palha fazem do mercado polo de atração turística. É, também, ponto tradicional do comércio de pescado onde, semanalmente são vendidos cerca de 02 toneladas do produto, entre peixe e crustáceos.

No lado externo, estão instalados cerca de 50 restaurantes simples, onde são servidos os mais diversos pratos da culinária regional. Da buchada de bode ao guisado de boi, porco e frango, passando pelo charque e peixe fritos, tudo é servido em porções generosas. Como diz o restaranter de Paulo Afonso BA, Egydio do Aconchego, lá ‘se bota comida como bota palma para boi...”. É possível pedir um guisado de frango, acompanhado por feijão, - de caldo ou tropeiro, - arroz, macarrão e salada e ainda com farinha à vontade, pagando-se inimagináveis R$ 12,00. Detalhe: ainda tem um copo de suco grátis!

Marco Zero

Uma das grandes atrações do Recife, o Marco Zero, na Praça Rio Branco, é conhecido como local de fundação da cidade do Recife e também como ponto inicial de contagem das distâncias calculadas a partir da cidade. O lugar é um dos pontos mais importantes na capital Pernambucana, pois é também uma região de forte movimento durante o Carnaval.

Não tem como visitar o marco Zero e não tirar fotos com os dois marcos (o antigo e o novo), observar a vista para o Parque de Esculturas e os edifícios do Centro Cultural da Caixa e da Associação Comercial de Pernambuco. Se estiver a fim de fazer umas compras, vale a pena visitar o novo Mercado de Artesanato, que também fica no local.

Museu do Cais do Sertão
Estando o Recife Antigo e para quem, como eu, estuda a obra de Luiz Gonzaga há mais de três décadas, impossível não andar dois quarteirões e visitar um dos mais modernos equipamentos culturais do Brasil, o Cais do Sertão, instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife.

Dedicado a retratar e a festejar a cultura, a vida e a história do Sertão nordestino, o Museu Cais do Sertão homenageia a obra de um de seus maiores intérpretes, o cantor e compositor pernambucano Luís Gonzaga do Nascimento, conhecido como Rei do Baião e eleito o NORDESTINO DO SÉCULO XX.

O museu é um local de convivência, diversão e conhecimento, polo gerador de novas ideias e experiências. Abrigando e reverenciando a obra de Luiz Gonzaga, o grande homenageado do espaço. Dividido em três salões, o museu traz uma linha do tempo da vida do povo sertanejo desde a sua chegada no Sertão do São Francisco até a história recente da cidade de Petrolina.

Visitar o Recife Antigo, mesmo para quem já conhece, é sempre uma opção cultural superagradável, pela diversidade das atrações, fácil e acesso e, como estamos em época de grana curta, o fato dos preços serem bastante módicos, se torna uma atração a mais.

Euriques Carneiro (texto e fotos)


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