domingo, 30 de maio de 2021

Joana D’Arc, a Santa que foi destaque na Guerra dos Cem Anos

Soldado, guerreira, acusada de bruxaria, heresia, tudo isso faz parte da história de Joana D’Arc, entre verdades, mentiras e acusações

Joana D’Arc é um nome conhecido por quem gostava de História na escola. Mas o que muita gente talvez não saiba é que, além de guerreira com participação de destaque durante a Guerra dos Cem Anos — travada entre ingleses e franceses entre 1337 e 1453 —, ela é santa da igreja católica, cujo Dia de Santa Joana D'Arc se comemora em 30 de maio.

Joana d’Arc foi uma camponesa francesa que ficou gravada na história do seu país por liderar tropas contra os ingleses durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453). A francesa alegava ter visões e ouvir vozes que falavam para ela ingressar na luta contra os ingleses. Após conquistar importantes vitórias para a França, foi capturada por aliados dos ingleses, levada a julgamento e condenada à morte na fogueira por bruxaria. Foi canonizada no começo do século XX.
Origens

Joana d’Arc nasceu em Domrémy (atual Dorémy-la-Pucelle, na França) em 1412. A data correta do nascimento dela ainda é alvo de polêmica, haja vista a dificuldade de comprovação histórica, mas alguns acreditam que ela nasceu em 6 de janeiro. De toda forma, ela pertencia a uma família de camponeses. Seus pais se chamavam Jacques d’Arc e Isabelle Romée.

O casal de camponeses teve cinco filhos no total. Os quatro irmãos de Joana se chamavam Jacquemin, Jean, Pierre e Catherine. A criação dela foi muito católica, como era tradicional na França do século XV. Enquanto camponesa, começou cedo a trabalhar no cultivo das terras de seus pais.

Contexto histórico

Joana d’Arc nasceu no período em que a França travava uma guerra contra os ingleses pelo controle de terras e pelo trono francês. Essa era a Guerra dos Cem Anos, iniciada em 1337 e finalizada em 1453. Ao longo desse período, vários armistícios foram acordados entre as duas coroas.

O fato que iniciou o conflito foi uma disputa dinástica pelo trono francês. Em 1328, o rei francês Carlos IV faleceu sem deixar herdeiros diretos para ocupar o trono da França. Isso abriu a possibilidade para que outros parentes pudessem assumir o trono, e um deles era Eduardo III, rei da Inglaterra.

O rei da Inglaterra era parente de Carlos IV por ligação materna, mas seu interesse no trono francês não foi apoiado pela nobreza francesa, principalmente porque isso representaria o fim da autonomia francesa. Assim, os nobres da França rejeitaram a pretensão de Eduardo III por meio da Lei Sálica, uma lei que impedia que mulheres e seus descendentes assumissem o trono francês.

Nascimento ignorado

Não há registros históricos da data de nascimento de Joana D’Arc. Sabe-se que ela nasceu na cidade francesa de Domrémy-la-Pucelle. A morte, sim, é precisamente registrada: 30 de maio de 1431, em Rouen, também na França. Que ela existiu, não há dúvidas. "O que se tem é a documentação da morte, já que ela foi uma prisioneira de guerra. 

Ninguém nasce santo. Um santo se constrói. Não faz uma grande diferença se ela existiu ou não. Se há um processo devocional em torno dela, ela existe", pontua Valéria Rocha Torres, doutora em ciências da religião pela PUC-SP, mestre em história pela Unicamp e professora da Unipinhal. A morte é muito mais importante para o santo.

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