terça-feira, 20 de abril de 2021

Com uma carreira irretocável, Anthony Hopkins, concorre ao Oscar de Melhor Ator

Consagrado ator que já interpretou Nixon, Hitchcock, Odin e Hannibal Lecter está concorrendo na categoria de Melhor Ator no Oscar 2021 com “Meu Pai”

Anthony Hopkins, senão o maior ator em atividade, mas seguramente no top 3, pode ter essa condição sacramentada no Oscar 2021, que acontecerá no próximo domingo, 25, onde o galês de 83 anos está concorrendo na categoria de Melhor Ator com Meu Pai.

No filme britânico e francês, o personagem de Anthony Hopkins vive sozinho em Londres e rejeita todos os cuidadores contratados pela filha, Anne (Olivia Colman). Tudo começa a mudar quando ela anuncia que irá morar em Paris com um namorado e situações estranhas passam a acontecer.

Mais de 100 filmes
Com quase 60 anos de carreira e atuando em mais de 100 produções, incluindo um prêmio Oscar, um Globo de Ouro e dois Emmys no currículo, Anthony Hopkins tem uma das carreiras mais completas, extensas e invejadas do cinema.

Na tela, já interpretou praticamente todos os tipos de personagens; desde o médico de O Homem Elefante ao ex-presidente dos EUA, Richard Nixon; do cineasta Alfred Hitchcock ao editor de Charles Chaplin; do caçador de vampiros Van Helsing a Odin, pai de Thor; do papa Bento 16 ao serial killer Hannibal Lecter. A lista é imensa.

Meu Pai é um dos grandes indicados ao Oscar 2021. Além de melhor ator com Anthony Hopkins, o longa concorre a melhor filme, melhor atriz coadjuvante com Olivia Colman, melhor montagem, design de produção e roteiro adaptado.

Qual a universidade mais antiga do mundo?

Se perguntarmos aos terráqueos qual é a universidade mais antiga do mundo ainda em atividade, a maioria deles vai pensar em alguma instituição de ensino europeia, com as suas tradições seculares



Uma pesquisa no site Google, indicará a Universidade de Bologna, na Itália, fundada em 1088, a de Salamanca, na Espanha, estabelecida em 1134, ou a de Oxford, na Inglaterra, criada entre 1096 e 1167, mas a surpresa será descobrir que a universidade mais antiga do mundo na verdade fica no Marrocos.

Chamada Universidade de Al Quaraouiyine, ela se encontra na cidade histórica de Fez e foi estabelecida no ano de 859. A universidade é reconhecida tanto pela UNESCO quanto pelo Guinness Book, o Livro dos Recordes, como a instituição de ensino ainda em atividade mais antiga do mundo e a primeira a conceder diplomas universitários.
História surpreendente

Marrocos

Originalmente, a Universidade de Al Quaraouiyine foi fundada como mesquita e madraça — isto é, uma espécie de escola para estudos dedicados ao islamismo — e foi um dos principais centros educacionais e espirituais do mundo muçulmano. Outro aspecto interessante sobre a instituição é que, embora ela unicamente admita estudantes islâmicos e do sexo masculino, foi fundada por uma mulher, uma jovem tunisiana chamada Fatima al-Fihri.

Filha de um importante mercador chamado Mohammed al-Fihri, Fatima pertencia a uma das muitas famílias xiitas que emigraram da Tunísia para Fez no século IX. Mais precisamente, a família de Fatima era de Kairouan — daí o nome da mesquita — e, uma vez no Marrocos, os al-Fihri se uniram à comunidade xiita que já se encontrava instalada na próspera cidade de Fez.

A jovem recebeu um alto nível de educação e era profundamente devota ao islamismo. E, quando Mohammed faleceu, a moça acabou herdando uma enorme fortuna. Mas, em vez de sair esbanjando a herança pelo mundo, Fatima decidiu usar todo o dinheiro para construir uma mesquita e um centro educacional onde a comunidade xiita pudesse aprender e se devotar a Alá. No entanto, com o passar do tempo, o local passou a ampliar suas atividades.
Al Quaraouiyine

Outra curiosidade interessante sobre a universidade é que seu complexo também abriga a biblioteca em atividade mais antiga do mundo. O local foi fundado na mesma época de Al Quaraouiyine e conta com um acervo de mais de 4 mil manuscritos — alguns deles incrivelmente raros, como é o caso de um Alcorão do século 9, assim como possivelmente a coleção de hádices (ensinamentos de Maomé) mais antiga de que se tem notícia.

Pré requisitos
A Universidade de Al Quaraouiyine foi fundada com o propósito de servir como centro de estudos religiosos, mas não demorou até que ela se tornasse uma renomada instituição de ensino, mas sem abrir mão do seu cunho religioso. Para se ter uma ideia, qualquer estudante que deseje estudar em Al Quaraouiyine deve, antes de sequer ser considerado para admissão, memorizar o Alcorão inteirinho, além de outros textos islâmicos. Em sua época áurea, a universidade atraiu uma enorme quantidade de alunos, boa parte dela filhos de importantes mercadores e sultões — que investiram pesado na instituição e fizeram importantes doações na forma de livros, presentes e tesouros.

Dando mostras da sua importância milenar, enquanto a Europa entrava na Idade das Trevas, a cultura islâmica florescia, e foi graças aos estudiosos muçulmanos que inúmeras obras gregas e romanas foram traduzidas e preservadas. E mais: a proximidade do Marrocos com o sul da Espanha permitiu que a os europeus acabassem absorvendo boa parte do conhecimento desenvolvido pelos islâmicos.

Ocaso
Por volta do século 20, quando as elites no norte da África começaram a enviar seus filhos a universidades que seguiam métodos educacionais ocidentais ou a instituições internacionais, a quantidade de alunos de Al Quaraouiyine caiu drasticamente. Ela ainda se mantém super tradicional e recebe estudantes de várias partes do Marrocos, de países do Oeste da África e de algumas regiões da Ásia, mas sem o glamour de séculos passados.


Referência: https://www.megacurioso.com.br/

sábado, 10 de abril de 2021

Vinicius de Moraes – Documentário revisitado 16 anos depois

 Há 16 anos, era lançado o documentário sobre a vida e obra de Vinicius de Moraes, com direção de Miguel Faria Júnior onde, além de um elenco consagrado, destaca-se as participações mais que especiais de convidados não menos consagrados que o homenageado



Já está disponível na NETFLIX o filme/documentário VINICIUS DE MORAES, rodado em 2005, onde é mostrada todas as facetas de um dos maiores poetas da nossa história. Diplomata de carreira, Vinicius de Moraes, o sublime poeta do cotidiano, foi autor de mais de 400 poesias e letras de músicas, várias delas inscritas nos anais da MPB. 

O filme celebra a vida e a obra de um criador multifacetado - autor teatral, poeta, parceiro dos nomes mais importantes da MPB e, acima de tudo, um iluminado personagem da história cultural do país, reúne um incomparável elenco de parceiros, intérpretes, amigos e raras imagens de arquivo que relembram a genial simplicidade de Vinicius com a espontaneidade, humor e liberdade de quem conversa em uma mesa de bar, exatamente como gostaria o eterno Vinicius.



Do alto dos seus impensáveis nove casamentos, - fora os afairs, - Vinicius foi um cara que viveu intensamente as suas paixões, tanto amorosas quantos artísticas. Ao longo dos seus quase 67 anos, criou um leque de produções literárias e musicais memoráveis. Além de um dos mais famosos nomes da Música Popular Brasileira (MPB), foi escritor, poeta, jornalista, crítico de cinema, diplomata e muito mais. Em síntese, foi um dos grandes nomes da cultura do Brasil no século XX.

Vinicius de Moraes também é conhecido como “poetinha”, apelido dado pelo seu grande parceiro Tom Jobim, com quem escreveu a música brasileira mais famosa do mundo e um dos ícones da Bossa Nova, “Garota de Ipanema”.

Os depoimentos dos amigos e parceiros dão uma mostra do que foi o homenageado. No de Tônia Carrero, ela cita um verso, hilário:



“Se eu tiver muitos vícios, meu nome será Vinicius,

se esses vícios forem demais, serei Vinicius de Moraes...”



Já após os créditos do filme, Chico Buarque solta mais um: indagado sobre o que seria se renascesse, o poetinha respondeu, “queria ser o mesmo Vinicius, mas com um membro fálico, bem maior...”. Esse era o Vinicius de Moraes!

Prêmios do filme:

- Ganhou 2 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Som.

- Ganhou o Prêmio ACIE de Cinema de Melhor Documentário.

- Ganhou o prêmio de Melhor Documentário, no Prêmio Contigo! de Cinema.