terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Quer assistir a um ótimo filme? Veja “A Escavação”

Lançado há apenas 04 dias, “A Escavação” já é uma das produções da Netflix a ocupar um lugar de destaque no Top 10 da plataforma de streaming no Brasil

A história real por trás de A Escavação é bem interessante. Em 1939, a viúva Edith Pretty contratou o arqueólogo Basil Brown para investigar o terreno de sua propriedade em uma empreitada que resultaria na descoberta de um dos tesouros mais importantes do Reino Unido. Anos mais tarde, os artefatos anglo-saxões encontrados seriam levados ao British Museum e expostos sem nenhuma menção a Brown.

E é o personagem de Brown que rouba a cena do filme, com a sua simplicidade, resignação e acima, de tudo tenacidade na busca daquilo em que acredita. O escavador Basil Brown, a dona do terreno Edith Pretty, o casal Stuart e Margaret Piggott existiram na vida real, assim como outros personagens retratados no filme. O longa é uma adaptação do livro A Escavação, escrito por John Preston - sobrinho de Margaret Piggott - e publicado em 2007.

Brown realmente foi o responsável pela escavação de Sutton Hoo e a descoberta de diversos tesouros em uma câmara mortuária - considerada a descoberta arqueológica mais importante da Inglaterra no século XX.

Narrativa sensível



Para além da trama emocionante sobre uma descoberta histórica, A Escavação retrata como os seres humanos se relacionam com o próprio tempo. Por meio da terra, os personagens viajam pela história da humanidade enquanto encaram um futuro incerto, seja pelos dilemas pessoais ou pelas questões políticas do país - nesta época, a Segunda Guerra Mundial estava começando.

 Ainda na fase de descoberta do tesouro arqueológico, aviões de guerra já cruzavam os céus em treinamento para o embate mundial que se avizinhava. Sustentado pela atuação de seus ótimos atores, desde a já aclamada dupla de protagonistas até os coadjuvantes James e Flynn, A Escavação tem um charme inglês inegável. Vale muito a pena conferir.

Qual seria o conceito de “alimentação saudável”?

Afirmativas que duraram anos: ovo faz mal, não pode comer glúten, fuja do leite, evite qualquer gordura animal... Nutrólogos e afins não raro criam modas ou exageros que, no fim das contas, mais prejudicam do que ajudam na busca por uma alimentação saudável.

A busca do corpo perfeito, de uma “saúde de ferro” tão em voga nos dias atuais, acabou por provocar distorções causadas por interpretações errôneas que deram ao glúten, ao leite e outros alimentos o papel de vilões da alimentação saudável. Elevar algo tão básico e tão essencial, como o comer com equilíbrio, ao patamar de uma tarefa cada vez mais inatingível e complicada, acabou dando um nó na cabeça das pessoas, nó este que precisará ser desfeito nos próximos anos.

Aí você tem que conviver com as campanhas publicitárias dos produtores dos alimentos ditos “saudáveis”, com as fake news, assim como com os modismos alimentares. Alguém lança um conceito inflexível, sem profundidade e equivocado, e isso se fixa no inconsciente coletivo, feito uma cola, depois podemos demorar décadas para, enfim, corrigi-lo.

 Vários alimentos que eram tidos com altamente prejudiciais à saúde, resgataram a sua qualidade de produto natural, a exemplo da carne suína e até mesmo da gordura que o animal produz, a qual está sendo usada em larga escala em substituição aos óleos vegetais em geral, sejam eles de soja, milho, girassol ou canola.



Todo exagero é condenável então, coma o seu queijo amarelo com lactose, o seu pão com glúten, seu sorvete com lactose, sua pizza com glúten e lactose, tome a sua cervejinha, mas com muita moderação. Pode uma friturazinha? Ocasionalmente, sim, desde que não cause nenhum mal, mas, principalmente, resgate o prazer de comer. Afinal, no fim, o que faz mal é não viver. Priorize uma alimentação mais saudável, mas não viva uma vida de culpa e privação, uma vida triste, desnutrida e sem sabor como um céu cinzento.

Para pessoas que carregam o perfil psicológico de serem perfeccionistas ou obsessivos em tudo o que fazem, a alimentação pode se tornar algo extremamente exigente e chegando a fazer mal para o espírito. Em resumo: coma com moderação, evite os excessos de toda ordem, mas cuide para que isso não o torne uma noia na sua vida. Saúde!