quinta-feira, 19 de agosto de 2021

O Afeganistão sob o domínio do Talibã

Depois de mais uma semana de intensos conflitos no Afeganistão, o grupo extremista Talibã iniciou uma série de ataques a diversas províncias do país, capturando todo o território afegão, culminando com a tomada da capital Cabul


Contando apenas o conflito mais recente, iniciado em 2001, a Guerra do Afeganistão durou duas décadas. As origens do conflito e o surgimento do Talibã, porém, remontam a 40 anos atrás.

Como surgiu o Talibã

O Talibã é um grupo fundamentalista que atua no Afeganistão desde os anos 1990. Com uma visão extremista da religião islâmica, a agremiação atua tanto de forma política quanto militar.

A origem do Talibã se deu após a Guerra Afegã-Soviética, que aconteceu de 1979 a 1989. Neste conflito, a União Soviética e o governo do Afeganistão, de orientação marxista e que havia chegado ao poder com um golpe de Estado em 1978, enfrentaram milícias ligadas ao Paquistão e à Arábia Saudita.

Estes grupos paramilitares, chamados mujahidins, tinham também apoio logístico e treinamento dos Estados Unidos e da Inglaterra. Esta foi uma das chamadas "guerras por procuração", comuns no embate entre Estados Unidos e União Soviética, em que os dois países nunca entravam em conflito direto.

Entre as tropas que receberam treinamento, dinheiro e armas dos Estados Unidos, estavam nomes como Mohammed Omar, Akhtar Mansour e Hibatullah Akhundzada. Os três são fundadores do Talibã, que começou como um grupo de estudos do islã ("talib", no idioma afegão).

Em 1994, Omar, com cerca de outros 50 estudantes, decidiu criar uma organização que militasse pelo endurecimento das leis no Afeganistão segundo uma interpretação extremista da Sharia, código de conduta islâmico. Com amplo apelo em escolas religiosas do Afeganistão e do Paquistão, em 1995 o Talibã já tinha cerca de 15 mil membros.

Entre os posicionamentos de Omar estavam a oposição tanto à invasão soviética, que trouxe costumes ocidentalizados ao Afeganistão, quanto às milícias que governavam partes do país após o fim do conflito. À época, diversas facções de mujahidins disputavam o vácuo de poder deixado pelos soviéticos, em uma guerra civil que durou de 1992 a 1996. Na visão do Talibã, os conflitos geravam sofrimento ao povo afegão, e aconteciam porque a população não seguia as interpretações mais rígidas da Sharia.

Para ilustrar a situação do país e tentar entender a situação do seu povo, vários foram os filmes e documentários rodados, dentre os quais destacamos:

1. 2020), Leslye Davis e Catrin Einhorn O documentário traça um estudo etnográfico sobre a masculinidade americana e o vínculo paternal desafiado por muitas gerações pelo dever de servir ao exército.

2. Missão no Mar Vermelho (2019), Gideon Raff O filme conta a história verídica de uma missão de resgate israelense nos anos 1980, a Operação Irmãos. Um grupo de agentes disfarçados do Mossad (Serviço Secreto Israelense), aluga um resort deserto no Sudão, onde canaliza refugiados judeus etíopes e os envia para barcos navais de Israel

3. Mosul (2019), Matthew Michael Carnahan A produção norte-americana e completamente em idioma árabe conta a história de um esquadrão paramilitar que atua na cidade destruída pela guerra no Iraque, Mosul. O grupo enfrenta a organização jihadista Estado Islâmico

4. A Vida Pela Notícia (2018), Hernán Zin Hernán decidiu entrevistar outros jornalistas para entender o que estava acontecendo consigo mesmo. Os relatos dos traumas sofridos por repórteres de guerras são retratados neste documentário brutal sobre aqueles que se arriscam para manter o mundo informado.

5. Cães de Guerra (2016), Todd Phillips David Packouz e História de dois amigos que vivem uma vida comum e enfrentam dificuldades financeiras, mas que conseguem fechar um acordo com o pentágono para fornecer armas e munições para aliados dos Estados Unidos no Afeganistão. Inspirado em uma história real

6. A Hora Mais Escura (2012), Kathryn Bigelow O longa-metragem retrata a caçada por Osama Bin Laden nas duas horas que antecedem sua morte. Observamos as táticas da CIA, como detalhes clínicos práticos, técnicas de vigilância para aproximar da presa e grampeamento de telefones, perseguições e satélites usados para espionar o terrorista líder do Al Qaeda, que foi o homem mais procurado do mundo após os ataques de 11 de setembro


quarta-feira, 30 de junho de 2021

O maior valor do Anel do Tucum está em seu significado!

 Símbolo de simplicidade, o Anel de Tucum tem um significado que remete aos tempos em que negros e índios eram explorados na sociedade, na época do Império no Brasil

Enquanto a classe dominante usava joias, os negros e índios confeccionavam seu próprio anel, a partir da semente de uma palmeira, comum da Amazônia, denominada Tucum. Os senhores de engenho e as sinhás, em seus matrimônios usavam anéis de ouro, mas os escravos o faziam com o Anel de Tucum.

No período da escravidão no Brasil, o Anel de Tucum, simbolizava para os escravos, símbolo de amizade, união e resistência na luta pela libertação. Esse anel então, se tornou para as camadas sociais oprimidas, um símbolo de aliança e parceria.

O uso do Anel de Tucum na atualidade

Devido à sua origem, este anel, nos dias de hoje, passou a ser considerado símbolo das causas indígenas e populares e, geralmente, quem o usa quer expressar que é a favor delas e as apoia. Posteriormente, os cristãos católicos também aderiram ao uso do Anel de Tucum, o transformando em símbolo de fé, libertação e humildade.

Jovens atualmente optam por usar esse anel como forma de sinalizar que defendem a causa pela igualdade e justiça social. Outras pessoas o utilizam apenas como enfeite e adorno, sem se dar conta de seu real significado. Pelo seu significado histórico, o anel de Tucum se tornou um símbolo da aliança com a causa dos mais simples, desfavorecidos e humildes. Geralmente, quem usa o anel, expressa sua identificação com as causas que têm os ideais da igualdade, justiça e solidariedade para os mais necessitados.

O Anel de Tucum – o documentário

Em 1994, Conrado Berning, cineasta ganhador de diversos prêmios nacionais e internacionais, fez um documentário sobre “O Anel de Tucum”. Nesse filme, um dos entrevistados é o bispo Dom Pedro Casaldáliga. Ele dá a seguinte declaração: “Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas consequências. Você toparia usar o anel?”
Félix artesão do Anel de Tucum há três décadas

No Brasil temos um artesão, chamado Félix, que vive no Piauí e mora na zona rural de Esperantina, que confecciona este anel há três décadas e de forma bem rústica.

O maior valor do Anel do Tucum está em seu significado!

O valor do Anel de Tucum, diferente de uma joia de metal precioso, está mais atrelado a seu simbolismo do que à questão material. O preço do anel é quase nulo e esse desprendimento, coincidentemente, tem relação ao seu simbolismo, atrelado aos desfavorecidos e à uma existência mais simples e igualitária para todos.

Os materiais utilizados são todos naturais e a confecção realizada de forma rústica e manual reforçam, ainda mais, o significado que lhe é atribuído: Anel de Tucum: o Símbolo da Simplicidade!

domingo, 30 de maio de 2021

Já está disponível o acesso gratuito ao acervo digital de Vinicius de Moraes

Fazem parte do acervo, cerca de 11 mil documentos originais do escritor carioca, com poemas, correspondências e outros textos

Um verdadeiro “cidadão do mundo”, mas eminentemente brasileiríssimo, Vinicius é mostrado no acervo onde se registra a amizade com Menininha do Gantois, Orson Welles, Tom Jobim, Pablo Neruda, João Cabral de Melo Neto, Charlie Chaplin, Baden Powell, entre outros. Passa pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Ouro Preto, Montevidéu, Paris, Oxford, Los Angeles e Brasília.

Acervo Digital

A partir do final da década de 80, a família de Vinicius de Moraes (1913-1980) fez uma série de significativas doações que somam mais de 11 mil documentos de seu acervo pessoal ao Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Em 1992, o arquivo ficou disponível para consulta pública na mesma instituição. Considerando a relevância de preservar a memória da cultura brasileira e de garantir acessibilidade a um número ilimitado de pesquisadores, professores, escritores, músicos, artistas e do público em geral, a VM Cultural lança o Acervo Digital Vinicius de Moraes em 27 de maio. Em um site criado para o projeto – http://acervo.viniciusdemoraes.com.br – será possível acessar os milhares de documentos originais digitalizados. Acervo Digital Vinicius de Moraes tem patrocínio do Ministério do Turismo e do Itaú, com realização da VM Cultural.

Com idealização e coordenação de Julia Moraes e coordenação técnica e design de Marcus Moraes, respectivamente neta e sobrinho-neto de Vinicius, o Acervo Digital Vinicius de Moraes surgiu do desejo de preservar digitalmente o arquivo, incentivar a pesquisa e democratizar o acesso à obra do poeta, compositor, dramaturgo, jornalista e diplomata carioca. A trajetória múltipla de Vinicius atravessa os mais diversos ambientes culturais e intelectuais – de Mãe Menininha do Gantois a Orson Welles, de Baden Powell a Pablo Neruda; passando por cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Ouro Preto, Montevidéu, Buenos Aires, Paris, Oxford e Los Angeles.

Antes de ser doado ao Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, o acervo estava na casa da família do poeta, na Gávea, bairro da Zona Sul carioca, onde foi bem cuidado por suas irmãs Lygia e Laetitia de Moraes. São 6 mil registros que contemplam mais de 11 mil documentos originais, entre manuscritos e datiloscritos, totalizando mais de 34 mil imagens digitalizadas. Marcus Moraes destaca a importância do projeto, que segue a tendência dos grandes acervos digitais nacionais e internacionais. “Estamos preservando esse material de qualquer problema físico e dando acesso gratuito à informação.”

Ao percorrer o acervo, particularidades do processo de criação do poeta são reveladas em anotações, correções, trechos refeitos ou cortados. “Vinicius era um grande trabalhador da palavra. Você vê isso com muita clareza, como ele fazia e refazia os seus poemas”, diz Marcus. “Do ponto de vista de quem quer entender os processos literário e criativo, o acervo é muito rico. É um mapa da criação. Não são só acertos, ali estão os erros também. Acredito que isso valorize todos os artistas”, avalia Julia Moraes.

Para Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, não existe inovação sem conservação. “Sem constituirmos a memória do passado, não se estabelecem novas fronteiras, conhecimentos ou saberes”, defende. “Quando não está organizado, catalogado, digitalizado e acessível, o passado realmente se entristece. Na medida em que isso acontece, o acervo deixa de ser apenas passado e se torna algo absolutamente contemporâneo. Por isso, apoiar a constituição dessas memórias com o Arquivo Digital de Vinicius de Moraes é dar um novo significado de contemporaneidade a este valioso material”, completa.

O acervo está dividido em três grandes séries: Correspondências, Produção Intelectual e Documentos Diversos. São poemas, textos em prosa, letras de música, peças, roteiros, discursos, notas e cartas que revelam amplas trocas intelectuais ao longo de quase 50 anos. Os documentos poderão ser consultados por meio de um sistema de buscas on-line. Revisado e atualizado, o inventário completo do acervo estará disponível gratuitamente para download em PDF, permitindo uma busca off-line também.

Destaques do acervo

Na série Correspondências, há cartas, cartões e telegramas de renomados nomes da literatura, da música e do cinema do Brasil e do mundo; além de missivas com políticos, familiares, amigos e editoras. De seus parceiros musicais, há cartas de Baden Powell, Carlos Lyra e Tom Jobim. Entre seus amigos estrangeiros estão presentes Orson Welles, Gabriela Mistral, Pablo Neruda e Waldo Frank. Há uma carta de Charles Chaplin agradecendo o envio da primeira edição da revista Filme, fundada por Vinicius em Los Angeles.

Em uma das cartas enviadas ao poeta Manuel Bandeira, Vinicius solicita uma leitura crítica de seus poemas. Em outra, pede a opinião sobre versos de seu poema Pátria Minha, com receio de ter problemas políticos. O poeta João Cabral de Melo Neto fala do seu trabalho à frente da editora O Livro Inconsútil, selo que publicaria Pátria Minha em 1949, numa edição de cinquenta exemplares.

A série Produção Intelectual traz uma documentação abrangente, mostrando o extenso campo de atividades nas quais Vinicius se dedicou ao longo da vida: poesia, textos em prosa, artigos, peças, letras de música, shows, roteiros de cinema, discursos, entrevistas e traduções.

Há diferentes versões do roteiro de Les Amants de la Mer e detalhes da produção até o roteiro final de Garota de Ipanema. É possível consultar o roteiro decupado do filme Orfeu Negro, dirigido pelo cineasta francês Marcel Camus, além da versão francesa do texto e uma entrevista de Vinicius revelando que adaptou a peça Orfeu da Conceição para o cinema em apenas 15 dias.

Na área musical, são mais de 260 letras. Assim como os poemas, muitas têm mais de uma versão. Destacam-se Insensatez, Chega de Saudade, Canto de Ossanha (quatro versões), Canção do Amanhecer (nove versões), Por Toda a Minha Vida, Tarde em Itapoã, Samba da Bênção e A Minha Namorada. Destaque também para a documentação completa de Brasília: Sinfonia da Alvorada, poema sinfônico de Vinicius e Tom Jobim feito a pedido de Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer para a inauguração de Brasília.

Na produção teatral, encontram-se o original de Orfeu da Conceição, as versões incompletas do 1º e do 2º ato do espetáculo, as provas tipográficas e o texto impresso sobre a peça na revista Anhembi (1954), além de notas sobre gastos, roteiro de luz e bilhetes de pré-estreia. Há o texto datilografado incompleto de Ópera do Nordeste, tragédia musical com canções de Vinicius e Baden Powell. E ainda Os Três Amores, de 1927, uma imitação de A Ceia dos Cardeais, de Júlio Dantas, com uma observação: “Foi feito com a idade de 14 anos. Peço, pois, ao leitor ser bondoso comigo.”

No que diz respeito à poesia, todos os livros de Vinicius de Moraes estão disponíveis para leitura, assim como manuscritos, versões datilografadas, provas tipográficas, emendas, correções e textos com mais de uma versão. Alguns trazem uma apresentação com detalhes de cada publicação, com destaque para O Caminho para a Distância (primeiro livro publicado, em 1933), Poemas, Sonetos e Baladas (com 47 poemas, entre eles Soneto de Fidelidade e Soneto de Separação) e Roteiro Lírico e Sentimental da Cidade do Rio de Janeiro (obra inacabada que é uma declaração de amor ao Rio e foi publicada postumamente). Há os originais de Obra Poética com todos os poemas que compõem a Arca de Noé, sendo possível consultar as versões manuscritas de A Casa, O Pato e O Leão, entre outros.

A maioria dos textos em prosa tem origem na imprensa carioca dos anos 1940 e 1950. Vinicius escrevia crônicas, críticas de cinema e textos sobre música popular em jornais e revistas. Muitos destes textos foram reunidos em dois livros de crônicas cujos originais, além dos diários sobre as obras, estarão disponíveis: Para Viver um Grande Amor (1962) e Para uma Menina com uma Flor (1966).

Em Documentos Diversos, há folhetos, cadernos de anotações, cartões de visita, convites e documentos importantes para o estabelecimento da história do cinema no Brasil. Há um dossiê sobre a criação do Instituto Nacional do Cinema, além de relatórios sobre os festivais internacionais de cinema e atas das reuniões do Primeiro Festival Internacional de Cinema no Brasil.

Podcast e mini-doc

Criados para o projeto, o podcast Caderno de Leituras Vinicius de Moraes e o mini-doc Acervo Digital Vinicius de Moraes estarão disponíveis no site: http://acervo.viniciusdemoraes.com.br.

Publicado em 2009 pela Companhia das Letras, Caderno de Leituras Vinicius de Moraes convida os leitores a adentrarem na poesia de Vinicius, em textos escritos por Eucanaã Ferraz, Noemi Jaffe, Ana Lucia Souto Mayor e Maria do Carmo Campos. Em sua versão podcast, cada capítulo ganhou um episódio com narração da cantora Mariana de Moraes, neta de Vinicius, e do jornalista e pesquisador Pedro Paulo Malta, que também assina a adaptação e o roteiro. Com músicas de Vinicius de Moraes, a trilha sonora foi criada e montada por Mario Adnet.

Dirigido por Julia Moraes, o mini-doc mostra como são guardados e organizados esses documentos raros, como é feito o processo de digitalização do acervo e a história da criação do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, uma iniciativa do escritor Carlos Drummond de Andrade, na década de 1970. “Nossa ideia era explicar um pouco o que é um arquivo pessoal e a importância de se ter um museu de literatura. Tentamos fazer uma conexão com uma imagem de um homem escrevendo, trabalhando a sua palavra, o seu verbo”, diz a diretora.


Ficha Técnica

Realização: VM Cultural
Diretoras VM Cultural: Georgiana de Moraes e Maria Gurjão de Moraes
Idealização: Julia Moraes
Coordenação Geral: Julia Moraes, Mariza Adnet e Marcus Moraes
Coordenação Técnica: Marcus Moraes
Identidade Visual: Marcus Moraes
Produção Executiva: Mariza Adnet
Gestão Administrativa: VM Cultural
Pesquisa: Daniel Gil
Textos: Miguel Jost
Digitalização: Arquivos Organização e Gestão Documental
Coordenação de Digitalização: César Oliveira
Desenvolvimento de Sistema: Marcos Rogozinski/Satara Sistemas
Cotejo e revisão: Natalia Natalino
Assistente de Design: Victória Sacagami
Assessoria Jurídica: Maria Luiza Fernandes
Assistente de Produção: Maria Inês Adnet
Assistente Administrativo: Alexandre Cinelli
Secretaria: Bruno Rosa e Silva
Captação de Recursos: Flor de Manacá
Assessoria de Imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha

Agradecimentos

Companhia das Letras
Eucanãa Ferraz
Alice Sant'Anna

Podcast Caderno de Leituras Vinicius de Moraes publicado pela Companhia das Letras

Coordenação Textos: Eucanãa Ferraz
Autores: Eucanãa Ferraz, Noemi Jaffe, Ana Lucia Souto Mayor e Maria do Carmo Campos
Narração: Mariana de Moraes e Pedro Paulo Malta
Adaptação e Roteiro: Pedro Paulo Malta
Trilha Musical: Mario Adnet
Gravado e mixado por Gabriel Pinheiro nos estúdios da Biscoito Fino
Assistente: Lucas Ariel

Referência: https://plataforma9.com/investigacao/acervo-digital-vinicius-de-moraes

Joana D’Arc, a Santa que foi destaque na Guerra dos Cem Anos

Soldado, guerreira, acusada de bruxaria, heresia, tudo isso faz parte da história de Joana D’Arc, entre verdades, mentiras e acusações

Joana D’Arc é um nome conhecido por quem gostava de História na escola. Mas o que muita gente talvez não saiba é que, além de guerreira com participação de destaque durante a Guerra dos Cem Anos — travada entre ingleses e franceses entre 1337 e 1453 —, ela é santa da igreja católica, cujo Dia de Santa Joana D'Arc se comemora em 30 de maio.

Joana d’Arc foi uma camponesa francesa que ficou gravada na história do seu país por liderar tropas contra os ingleses durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453). A francesa alegava ter visões e ouvir vozes que falavam para ela ingressar na luta contra os ingleses. Após conquistar importantes vitórias para a França, foi capturada por aliados dos ingleses, levada a julgamento e condenada à morte na fogueira por bruxaria. Foi canonizada no começo do século XX.
Origens

Joana d’Arc nasceu em Domrémy (atual Dorémy-la-Pucelle, na França) em 1412. A data correta do nascimento dela ainda é alvo de polêmica, haja vista a dificuldade de comprovação histórica, mas alguns acreditam que ela nasceu em 6 de janeiro. De toda forma, ela pertencia a uma família de camponeses. Seus pais se chamavam Jacques d’Arc e Isabelle Romée.

O casal de camponeses teve cinco filhos no total. Os quatro irmãos de Joana se chamavam Jacquemin, Jean, Pierre e Catherine. A criação dela foi muito católica, como era tradicional na França do século XV. Enquanto camponesa, começou cedo a trabalhar no cultivo das terras de seus pais.

Contexto histórico

Joana d’Arc nasceu no período em que a França travava uma guerra contra os ingleses pelo controle de terras e pelo trono francês. Essa era a Guerra dos Cem Anos, iniciada em 1337 e finalizada em 1453. Ao longo desse período, vários armistícios foram acordados entre as duas coroas.

O fato que iniciou o conflito foi uma disputa dinástica pelo trono francês. Em 1328, o rei francês Carlos IV faleceu sem deixar herdeiros diretos para ocupar o trono da França. Isso abriu a possibilidade para que outros parentes pudessem assumir o trono, e um deles era Eduardo III, rei da Inglaterra.

O rei da Inglaterra era parente de Carlos IV por ligação materna, mas seu interesse no trono francês não foi apoiado pela nobreza francesa, principalmente porque isso representaria o fim da autonomia francesa. Assim, os nobres da França rejeitaram a pretensão de Eduardo III por meio da Lei Sálica, uma lei que impedia que mulheres e seus descendentes assumissem o trono francês.

Nascimento ignorado

Não há registros históricos da data de nascimento de Joana D’Arc. Sabe-se que ela nasceu na cidade francesa de Domrémy-la-Pucelle. A morte, sim, é precisamente registrada: 30 de maio de 1431, em Rouen, também na França. Que ela existiu, não há dúvidas. "O que se tem é a documentação da morte, já que ela foi uma prisioneira de guerra. 

Ninguém nasce santo. Um santo se constrói. Não faz uma grande diferença se ela existiu ou não. Se há um processo devocional em torno dela, ela existe", pontua Valéria Rocha Torres, doutora em ciências da religião pela PUC-SP, mestre em história pela Unicamp e professora da Unipinhal. A morte é muito mais importante para o santo.

Marcelo Rubens Paiva e Jacqueline Cantore lançam livro sobre seriados

 Obra é um verdadeiro mergulho nos detalhes da confecção das séries que hoje dominam a programação de todos os tipos de canais



Marcelo Rubens Paiva cresceu apaixonado por séries, embora ouça, desde criança, que são verdadeiros enlatados. Jacqueline Cantore se embrenhou tanto nesse meio que acabou por trabalhar em canais como Fox, BBC, Viacom, Globo e A+E. No ano passado, Jacqueline e Marcelo se deram conta, durante o isolamento, que, juntos, combinavam uma experiência que ficaria bem em um guia para aficionados por séries. Assim nasceu Séries. o livro — De onde vieram e como são feitas.

Escrito em formato híbrido que mistura guia com orientações técnicas e curiosidades, o livro é um verdadeiro mergulho nos detalhes da confecção das séries que hoje dominam a programação de todos os tipos de canais. “A gente se conheceu trabalhando e me encantei com a Jacque, porque ela defende coisas que defendo, é uma estudiosa, entende a obra do Robert McKee de quem sou fã, grande teórico do roteiro, e tem bastante experiência no meio”, conta Rubens Paiva. Ele aponta que não havia na literatura brasileira nada semelhante ao que McKee fez em Story, obra emblemática sobre a produção de roteiro para cinema e tevê.

Como Jacqueline costumava dar algumas aulas e guardava anotações para estruturar o ensino, Rubens Paiva decidiu trabalhar sobre esse material. “Ela falou que tinha umas aulas que costumava dar, mas que não tinha tempo ou método para escrever um livro e, como sou profissional do livro, falei vamos fazer juntos um livro que pudesse unir tanto a parte teórica numa linguagem que o leitor leigo também se interessasse quanto as histórias das séries”, explica.

O mercado americano saiu na frente na largada e, por isso, a roteirista aponta que ainda temos muito a aprender com ele. No Brasil, a falta de uma indústria de produção traz problemas como carência de financiamento, pouca qualidade dos roteiros e, nos últimos anos, aniquilamento do pouco que já existia. “É cultural, o americano é um desbravador, um settler, é uma sociedade capitalista, é um negócio. E nós somos um mercado pequeno e ainda muito romântico, que segue um modelo europeu”, explica Jacqueline. “O problema de não existir uma indústria é cultural, mas os roteiros de oito anos para cá melhoraram muito.”

O QUE? Séries. o livro - De onde vieram e como são feitas

AUTORES:  Jacqueline Cantore e Marcelo Rubens Paiva.

EDITORA: Objetiva, 206 páginas

VALOR:  R$ 47,92

 

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 20 de abril de 2021

Com uma carreira irretocável, Anthony Hopkins, concorre ao Oscar de Melhor Ator

Consagrado ator que já interpretou Nixon, Hitchcock, Odin e Hannibal Lecter está concorrendo na categoria de Melhor Ator no Oscar 2021 com “Meu Pai”

Anthony Hopkins, senão o maior ator em atividade, mas seguramente no top 3, pode ter essa condição sacramentada no Oscar 2021, que acontecerá no próximo domingo, 25, onde o galês de 83 anos está concorrendo na categoria de Melhor Ator com Meu Pai.

No filme britânico e francês, o personagem de Anthony Hopkins vive sozinho em Londres e rejeita todos os cuidadores contratados pela filha, Anne (Olivia Colman). Tudo começa a mudar quando ela anuncia que irá morar em Paris com um namorado e situações estranhas passam a acontecer.

Mais de 100 filmes
Com quase 60 anos de carreira e atuando em mais de 100 produções, incluindo um prêmio Oscar, um Globo de Ouro e dois Emmys no currículo, Anthony Hopkins tem uma das carreiras mais completas, extensas e invejadas do cinema.

Na tela, já interpretou praticamente todos os tipos de personagens; desde o médico de O Homem Elefante ao ex-presidente dos EUA, Richard Nixon; do cineasta Alfred Hitchcock ao editor de Charles Chaplin; do caçador de vampiros Van Helsing a Odin, pai de Thor; do papa Bento 16 ao serial killer Hannibal Lecter. A lista é imensa.

Meu Pai é um dos grandes indicados ao Oscar 2021. Além de melhor ator com Anthony Hopkins, o longa concorre a melhor filme, melhor atriz coadjuvante com Olivia Colman, melhor montagem, design de produção e roteiro adaptado.

Qual a universidade mais antiga do mundo?

Se perguntarmos aos terráqueos qual é a universidade mais antiga do mundo ainda em atividade, a maioria deles vai pensar em alguma instituição de ensino europeia, com as suas tradições seculares



Uma pesquisa no site Google, indicará a Universidade de Bologna, na Itália, fundada em 1088, a de Salamanca, na Espanha, estabelecida em 1134, ou a de Oxford, na Inglaterra, criada entre 1096 e 1167, mas a surpresa será descobrir que a universidade mais antiga do mundo na verdade fica no Marrocos.

Chamada Universidade de Al Quaraouiyine, ela se encontra na cidade histórica de Fez e foi estabelecida no ano de 859. A universidade é reconhecida tanto pela UNESCO quanto pelo Guinness Book, o Livro dos Recordes, como a instituição de ensino ainda em atividade mais antiga do mundo e a primeira a conceder diplomas universitários.
História surpreendente

Marrocos

Originalmente, a Universidade de Al Quaraouiyine foi fundada como mesquita e madraça — isto é, uma espécie de escola para estudos dedicados ao islamismo — e foi um dos principais centros educacionais e espirituais do mundo muçulmano. Outro aspecto interessante sobre a instituição é que, embora ela unicamente admita estudantes islâmicos e do sexo masculino, foi fundada por uma mulher, uma jovem tunisiana chamada Fatima al-Fihri.

Filha de um importante mercador chamado Mohammed al-Fihri, Fatima pertencia a uma das muitas famílias xiitas que emigraram da Tunísia para Fez no século IX. Mais precisamente, a família de Fatima era de Kairouan — daí o nome da mesquita — e, uma vez no Marrocos, os al-Fihri se uniram à comunidade xiita que já se encontrava instalada na próspera cidade de Fez.

A jovem recebeu um alto nível de educação e era profundamente devota ao islamismo. E, quando Mohammed faleceu, a moça acabou herdando uma enorme fortuna. Mas, em vez de sair esbanjando a herança pelo mundo, Fatima decidiu usar todo o dinheiro para construir uma mesquita e um centro educacional onde a comunidade xiita pudesse aprender e se devotar a Alá. No entanto, com o passar do tempo, o local passou a ampliar suas atividades.
Al Quaraouiyine

Outra curiosidade interessante sobre a universidade é que seu complexo também abriga a biblioteca em atividade mais antiga do mundo. O local foi fundado na mesma época de Al Quaraouiyine e conta com um acervo de mais de 4 mil manuscritos — alguns deles incrivelmente raros, como é o caso de um Alcorão do século 9, assim como possivelmente a coleção de hádices (ensinamentos de Maomé) mais antiga de que se tem notícia.

Pré requisitos
A Universidade de Al Quaraouiyine foi fundada com o propósito de servir como centro de estudos religiosos, mas não demorou até que ela se tornasse uma renomada instituição de ensino, mas sem abrir mão do seu cunho religioso. Para se ter uma ideia, qualquer estudante que deseje estudar em Al Quaraouiyine deve, antes de sequer ser considerado para admissão, memorizar o Alcorão inteirinho, além de outros textos islâmicos. Em sua época áurea, a universidade atraiu uma enorme quantidade de alunos, boa parte dela filhos de importantes mercadores e sultões — que investiram pesado na instituição e fizeram importantes doações na forma de livros, presentes e tesouros.

Dando mostras da sua importância milenar, enquanto a Europa entrava na Idade das Trevas, a cultura islâmica florescia, e foi graças aos estudiosos muçulmanos que inúmeras obras gregas e romanas foram traduzidas e preservadas. E mais: a proximidade do Marrocos com o sul da Espanha permitiu que a os europeus acabassem absorvendo boa parte do conhecimento desenvolvido pelos islâmicos.

Ocaso
Por volta do século 20, quando as elites no norte da África começaram a enviar seus filhos a universidades que seguiam métodos educacionais ocidentais ou a instituições internacionais, a quantidade de alunos de Al Quaraouiyine caiu drasticamente. Ela ainda se mantém super tradicional e recebe estudantes de várias partes do Marrocos, de países do Oeste da África e de algumas regiões da Ásia, mas sem o glamour de séculos passados.


Referência: https://www.megacurioso.com.br/

sábado, 10 de abril de 2021

Vinicius de Moraes – Documentário revisitado 16 anos depois

 Há 16 anos, era lançado o documentário sobre a vida e obra de Vinicius de Moraes, com direção de Miguel Faria Júnior onde, além de um elenco consagrado, destaca-se as participações mais que especiais de convidados não menos consagrados que o homenageado



Já está disponível na NETFLIX o filme/documentário VINICIUS DE MORAES, rodado em 2005, onde é mostrada todas as facetas de um dos maiores poetas da nossa história. Diplomata de carreira, Vinicius de Moraes, o sublime poeta do cotidiano, foi autor de mais de 400 poesias e letras de músicas, várias delas inscritas nos anais da MPB. 

O filme celebra a vida e a obra de um criador multifacetado - autor teatral, poeta, parceiro dos nomes mais importantes da MPB e, acima de tudo, um iluminado personagem da história cultural do país, reúne um incomparável elenco de parceiros, intérpretes, amigos e raras imagens de arquivo que relembram a genial simplicidade de Vinicius com a espontaneidade, humor e liberdade de quem conversa em uma mesa de bar, exatamente como gostaria o eterno Vinicius.



Do alto dos seus impensáveis nove casamentos, - fora os afairs, - Vinicius foi um cara que viveu intensamente as suas paixões, tanto amorosas quantos artísticas. Ao longo dos seus quase 67 anos, criou um leque de produções literárias e musicais memoráveis. Além de um dos mais famosos nomes da Música Popular Brasileira (MPB), foi escritor, poeta, jornalista, crítico de cinema, diplomata e muito mais. Em síntese, foi um dos grandes nomes da cultura do Brasil no século XX.

Vinicius de Moraes também é conhecido como “poetinha”, apelido dado pelo seu grande parceiro Tom Jobim, com quem escreveu a música brasileira mais famosa do mundo e um dos ícones da Bossa Nova, “Garota de Ipanema”.

Os depoimentos dos amigos e parceiros dão uma mostra do que foi o homenageado. No de Tônia Carrero, ela cita um verso, hilário:



“Se eu tiver muitos vícios, meu nome será Vinicius,

se esses vícios forem demais, serei Vinicius de Moraes...”



Já após os créditos do filme, Chico Buarque solta mais um: indagado sobre o que seria se renascesse, o poetinha respondeu, “queria ser o mesmo Vinicius, mas com um membro fálico, bem maior...”. Esse era o Vinicius de Moraes!

Prêmios do filme:

- Ganhou 2 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Som.

- Ganhou o Prêmio ACIE de Cinema de Melhor Documentário.

- Ganhou o prêmio de Melhor Documentário, no Prêmio Contigo! de Cinema.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Quer assistir a um ótimo filme? Veja “A Escavação”

Lançado há apenas 04 dias, “A Escavação” já é uma das produções da Netflix a ocupar um lugar de destaque no Top 10 da plataforma de streaming no Brasil

A história real por trás de A Escavação é bem interessante. Em 1939, a viúva Edith Pretty contratou o arqueólogo Basil Brown para investigar o terreno de sua propriedade em uma empreitada que resultaria na descoberta de um dos tesouros mais importantes do Reino Unido. Anos mais tarde, os artefatos anglo-saxões encontrados seriam levados ao British Museum e expostos sem nenhuma menção a Brown.

E é o personagem de Brown que rouba a cena do filme, com a sua simplicidade, resignação e acima, de tudo tenacidade na busca daquilo em que acredita. O escavador Basil Brown, a dona do terreno Edith Pretty, o casal Stuart e Margaret Piggott existiram na vida real, assim como outros personagens retratados no filme. O longa é uma adaptação do livro A Escavação, escrito por John Preston - sobrinho de Margaret Piggott - e publicado em 2007.

Brown realmente foi o responsável pela escavação de Sutton Hoo e a descoberta de diversos tesouros em uma câmara mortuária - considerada a descoberta arqueológica mais importante da Inglaterra no século XX.

Narrativa sensível



Para além da trama emocionante sobre uma descoberta histórica, A Escavação retrata como os seres humanos se relacionam com o próprio tempo. Por meio da terra, os personagens viajam pela história da humanidade enquanto encaram um futuro incerto, seja pelos dilemas pessoais ou pelas questões políticas do país - nesta época, a Segunda Guerra Mundial estava começando.

 Ainda na fase de descoberta do tesouro arqueológico, aviões de guerra já cruzavam os céus em treinamento para o embate mundial que se avizinhava. Sustentado pela atuação de seus ótimos atores, desde a já aclamada dupla de protagonistas até os coadjuvantes James e Flynn, A Escavação tem um charme inglês inegável. Vale muito a pena conferir.

Qual seria o conceito de “alimentação saudável”?

Afirmativas que duraram anos: ovo faz mal, não pode comer glúten, fuja do leite, evite qualquer gordura animal... Nutrólogos e afins não raro criam modas ou exageros que, no fim das contas, mais prejudicam do que ajudam na busca por uma alimentação saudável.

A busca do corpo perfeito, de uma “saúde de ferro” tão em voga nos dias atuais, acabou por provocar distorções causadas por interpretações errôneas que deram ao glúten, ao leite e outros alimentos o papel de vilões da alimentação saudável. Elevar algo tão básico e tão essencial, como o comer com equilíbrio, ao patamar de uma tarefa cada vez mais inatingível e complicada, acabou dando um nó na cabeça das pessoas, nó este que precisará ser desfeito nos próximos anos.

Aí você tem que conviver com as campanhas publicitárias dos produtores dos alimentos ditos “saudáveis”, com as fake news, assim como com os modismos alimentares. Alguém lança um conceito inflexível, sem profundidade e equivocado, e isso se fixa no inconsciente coletivo, feito uma cola, depois podemos demorar décadas para, enfim, corrigi-lo.

 Vários alimentos que eram tidos com altamente prejudiciais à saúde, resgataram a sua qualidade de produto natural, a exemplo da carne suína e até mesmo da gordura que o animal produz, a qual está sendo usada em larga escala em substituição aos óleos vegetais em geral, sejam eles de soja, milho, girassol ou canola.



Todo exagero é condenável então, coma o seu queijo amarelo com lactose, o seu pão com glúten, seu sorvete com lactose, sua pizza com glúten e lactose, tome a sua cervejinha, mas com muita moderação. Pode uma friturazinha? Ocasionalmente, sim, desde que não cause nenhum mal, mas, principalmente, resgate o prazer de comer. Afinal, no fim, o que faz mal é não viver. Priorize uma alimentação mais saudável, mas não viva uma vida de culpa e privação, uma vida triste, desnutrida e sem sabor como um céu cinzento.

Para pessoas que carregam o perfil psicológico de serem perfeccionistas ou obsessivos em tudo o que fazem, a alimentação pode se tornar algo extremamente exigente e chegando a fazer mal para o espírito. Em resumo: coma com moderação, evite os excessos de toda ordem, mas cuide para que isso não o torne uma noia na sua vida. Saúde!