segunda-feira, 20 de julho de 2020

“Memórias Póstumas de Brás Cubas” uma das mais expressivas obras de Machado de Assis, tem edição esgotada em um dia nos EUA


Memórias Póstumas de Brás Cubas faz sucesso nos EUA e ganha nova ...

Ao longo dos últimos 139 anos a distância linguística e outras barreiras culturais impediram o mundo de modo geral de conhecer Machado de Assis, um dos maiores escritores da história da literatura

Quis o destino que os americanos tomassem conhecimento de um dos mais expressivos escritores brasileiros através de um dos melhores e mais importantes romances já escritos. Pois aparentemente o resto do planeta está finalmente começando a descobrir que um dos grandes gênios da escrita no último século e meio era um homem negro nascido no Rio de Janeiro, onde viveu até o fim da sua vida, em 1908.

Os protestos contra a morte de George Floyd haviam acabado de completar sete dias nos Estados Unidos – e continuariam levando norte-americanos às ruas em cidades de todo o país por semanas – quando o livro do autor brasileiro foi lançado. Não era exatamente um lançamento pois o autor morreu há 112 anos e o romance foi publicado em 1879. Resultado: a edição de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, lançada nos EUA pela Penguin Classics esgotou-se em um dia. Nesta semana, já é possível comprar o livro no site da editora, tanto na versão impressa quanto na digital. 


Tradução de Machado de Assis nos EUA esgota em um dia - Folha PE

O Memórias Póstumas de Brás Cubas lançado pela Penguin Classics, ou The Posthumous Memoirs of Brás Cubas, como ficou a edição norte-americana, foi traduzido pela americana radicada no Brasil Flora Thomson-DeVeaux, que também assinou a introdução e é responsável pelas notas explicativas sobre o clássico de Machado. O livro tem prefácio assinado pelo escritor e editor David Eggers.

Em recente entrevista, Flora disse que o prefácio pode ter contribuído para Memórias Póstumas ter se esgotado em um dia nos Estados Unidos em meio a uma pandemia e a protestos raciais. O prefácio de Eggers foi publicado, antes do lançamento da tradução, na prestigiosa revista “The New Yorker”, que já teve entre seus colaboradores autores como Truman Capote e J.D. Sallinger. Outro fator, na opinião de Flora, também é a vontade do leitor dos EUA em procurar autores não brancos e que não façam parte do cânone norte-americano.

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