sábado, 11 de julho de 2020

Consumo de vinhos aumentam na quarentena impulsionado pelas vendas online


Tendências de consumo no mercado de vinhos em 2020
Com as medidas do isolamento e campanha do #FiqueEmCasa, as vendas online de vinhos subiram 40% desde o início da quarentena

Para uma análise do mercado brasileiro sobre o consumo per capta de vinhos, vale uma analogia com aquele vendedor de sapatos em uma localidade onde todos andam descalços. O fato é que essa análise é um pouco mais complexa do que isso.

A carência de bons dados de mercado sempre foi um desafio em nosso país, visto que a informação errada leva ao diagnóstico errado, e este ao tratamento errado. Uma pesquisa divulgada recentemente, apresentou um estudo sério sobre o consumo per capta no Brasil.

Os dados são interessantes e revelam que o consumo per capta no Brasil em 2018 atingiu 1,93 litros por habitante acima de 18 anos de idade. Este número engloba vinhos nacionais e importados de uvas vitis viníferas e vinhos de mesa.

Apesar do crescimento de 27% no consumo per capta de vinhos finos entre adultos nos últimos cinco anos, o estudo revela que este número está abaixo do 0,8 litro alardeado pelos “experts”. Em 2014, o consumo per capta de vinho fino entre adultos era de 0,56 litro e em 2018 chegou a 0,71 litro.

Aumento durante a quarentena
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Desde a decretação da quarentena, houve alta de 136% nas vendas de bebidas alcoólicas, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em comércio eletrônico.

Em lojas focadas apenas em vinho, o aumento também foi bem expressivo. Na Evino, por exemplo, o número de pedidos totais subiu 20% entre fevereiro e março em relação ao mesmo período de 2019. Já a quantidade de novos clientes cresceu 72% no mesmo intervalo.

Na Wine, que trabalha como clube de assinaturas, o número de novos clientes cresceu 40%. As assinaturas podem ser mensais, de seis meses ou um ano. O preço médio das garrafas mais vendidas varia de R$ 35 a R$ 40.

“As lojas de vinho trabalham com estoques para três, seis meses. Por isso, a alta recente do dólar ainda não está se refletindo no preço dos vinhos agora. Mas no segundo semestre, haverá aumentos de preços”, diz Marcelo D’Arienzo, presidente da Wine, onde o vinho mais vendido é o Toro Loco, por R$ 31,90.

A empresa, segundo ele, congelou o preço de 200 rótulos para poder vender mais durante a pandemia. Ele entende que, nessa época de pouco entretenimento, a missão social da companhia é ajudar as pessoas a ter um tempo bom para si, em casa.

“As pessoas antes reuniam os amigos, iam a restaurantes para beber um bom vinho. Agora, elas não podem mais fazer isso. Mas o vinho pode chegar a até elas”, diz ele. 


Dá tempo para beber tudo
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Diante da nova realidade, muita gente, está mudando seus hábitos de consumo de vinho. Com o trabalho em casa e as pessoas passando mais tempo em suas residências, muita gente até perde a noção do tempo. E, antes da pandemia, as pessoas diziam: não vamos abrir uma garrafa agora, porque vai sobrar, não vai dar tempo beber tudo. Hoje o tempo sobra e se tem tempo para tomar tudo e até mais de uma garrafa.

Mas como vinho bom quase nunca é barato, o desafio de encontrar bons rótulos a preços camaradas virou um passatempo para os consumidores em isolamento. Comprar vinho caro e bom é fácil, mas o desafio é descobrir os bons e baratos e encontrar boas ofertas. Aí entra uma outra vertente do mercado de vinhos que é a quantidade de cursos on line que auxiliam como identificar os bons vinhos sem que eles custem necessariamente os olhos da cara. Há ainda os blogs gratuitos de enólogos e sommeliers que contam as suas experiências advindas de estudos e visitas, que podem dar um norte sobre onde encontrar vinhos de qualidade a preços acessíveis.

Os sites especializados usam algoritmos que identificam o gosto de cada cliente e já enviam mensagens com as ofertas de acordo com a preferência de cada consumidor e isso facilita para lojas e clientes.

O prazer de tomar a bebida a dois ou com os familiares que residem na mesma casa, também aumentou durante a pandemia e a busca pelos vinhos bons e baratos é uma tarefa a ser dividida com quem vai degusta-los. E está garantido o programa da noite. 


Tin, tin!

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