domingo, 10 de maio de 2020

Como é a vida no Turcomenistão, um dos países mais repressores do mundo


Turcomenistão: dicas gerais de um dos países mais fechados do ...

O Turcomenistão, país da Ásia Central situado entre Irã, Afeganistão, Cazaquistão. Uzbesquistão e mar Cáspio, é constituído predominantemente de desertos, mas que detêm um poderio econômico oriundo das suas intermináveis reservas de gás
O país passou a ser constantemente citado por ser uma das quatro nações do mundo onde seu líder desprezou o caráter letal do Covid 19 e, mais que isso, chegou a afirmar que a vodca combateria o vírus.

Segundo Rachel Denber, da ONG Human Rights Watch, a situação dos direitos humanos no Turcomenistão permanece "péssima". "Não há liberdade de expressão, de congregamento, ou religiosa", afirma Denber. "Trata-se de um país em que os cidadãos vivem com medo das autoridades em todos os níveis, incluindo para algo tão simples como conseguir um aparelho de ar-condicionado no verão".
Gás e democracia

Mas o Turcomenistão não enfrenta a condenação da comunidade internacional. Na verdade, governos e empresas ocidentais buscam seduzir as autoridades para ganhar acesso os recursos naturais do país.

Mas a falta de democracia não parece assustar, por exemplo, a União Europeia, que negocia com o presidente a construção de um gasoduto para levar o gás do Turcomenistão para a Europa. O representante do bloco no país, Denis Danilidis, diz que as reformas virão.

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Apesar dos ares de metrópole, com largas avenidas e grandes edifícios de mármore branco, Asjabad, a capital do Turcomenistão, país da Ásia Central, parece deserta. O único som que se escuta é o dos muitos chafarizes em praças públicas. De vez em quando aparecem garis, que varrem as calçadas sem parar.

Fica a sensação de se estar sendo observado. Há sempre um policial, mesmo em trajes civis, com um walkie talkie na mão e reprimindo qualquer tentativa de fotografias ou filmagem. Os policiais que vigiam as ruas vazias são uma lembrança de que o Turcomenistão é um dos países mais repressores do mundo.

O Turcomenistão possui em torno de 5,1 milhões de habitantes (dados de 2014), a maioria vivendo na região metropolitana da capital Ashkhabad/Asgabate e margens do mar Cáspio. As cidades mais populosas desse país são: Ashkhabad, Türkmenabat, Dasoguz, Mary e Balkanabat. Cerca de 700 mil pessoas vivem em Ashkhabad.

A maior parte da população é de etnia turcomena. Existe, no entanto, um grande contingente de russos (10% da população), uzbeques e outros povos. O turcomeno é a língua mais falada. Trata-se de uma língua do grupo linguístico altaico, que inclui o turco, o cazaque, o azeri, o usbeque e quirguiz.

A religião predominante é o islamismo do ramo sunita, praticada por 89% da população. Em torno de 10% seguem a Igreja Ortodoxa Russa e o restante não possui crenças. A principal fonte de receita do país nos últimos anos têm sido a exploração de gás e petróleo. A exportação dessas commodities levou o Turcomenistão a um crescimento de 10% ao ano a partir da década de 2000.

Ex república da União Soviética
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Assim como o Cazaquistão, o Azerbaidjão e outras nações da Ásia Central, o Turcomenistão era uma das 15 repúblicas que formavam a União Soviética. A independência de Moscou ocorreu no ano de 1991. Metade da população vive na área rural e tem a produção de algodão como a maior fonte de renda (o país é um dos 10 maiores produtores mundiais). 
A moeda típica é manta turcomeno, criada em 1993 para substituir o rublo russo. O Turcomenistão é membro de uma comunidade supranacional chamada Comunidade dos Estados Independentes/CEI, uma espécie de mercado comum formado pelas ex-repúblicas soviéticas. Possui fortes laços comerciais com o Irã, a Rússia e a Turquia. 
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A maior parte do território – diga-se, em torno de 80% – é formado por desertos. O maior e mais conhecido é o deserto de Karakum. A mais espetacular atração turística do Turcomenistão é a Porta do Inferno, uma cratera de 60 metros de diâmetro e 20 de profundidade que arde em chamas há mais de 40 anos. O fogo surgiu quando geólogos soviéticos resolveram atear fogo no gás metano que saia do lugar, na vã esperança de que ele logo se dissipasse.

As ruínas da cidade de Gonur-Tepe é talvez o mais misterioso lugar desse longínquo país. Acredita-se que ela tenha sido fundada há mais de 4 mil anos, na Idade do Bronze. A cidade faz parte do patrimônio mundial da UNESCO desde 1999.

Outra atração fascinante do Turcomenistão é o Parque Nacional de Koytedang, onde pode-se observar altas montanhas, cavernas, lagos e cachoeiras. O que chama mais a atenção por lá, no entanto, é o Platô dos Dinossauros, o abrigo de um dos mais importantes conjuntos de pegadas de dinossauros do mundo. São mais de 2 mil pegadas, algumas com 40 centímetros de comprimento e 30 de largura.
Fonte: https://www.sabedoriaecia.com.br/

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