quinta-feira, 21 de maio de 2020

Butão | O país mais feliz do mundo e as suas peculiaridades


BUTÃO, O REINO DA FELICIDADE – HGArquitetura
A emoção de uma visita ao Butão começa no momento em que o avião pousa no aeroporto, cuja pista de aterrissagem é considerada uma das perigosas do mundo, mas continua com a visão da imensa cadeia montanhosa, com picos de até 8 mil metros de altura

O Butão é um país budista no extremo leste do Himalaia, e viajar para este lugar é literalmente conhecer um outro universo que parece ter parado no tempo. E dada a velocidade de nossa vida atualmente, isto pode nos fazer um bem inesperado. O próprio aeroporto parece um templo budista tradicional, não somente pela decoração e arquitetura, mas principalmente pelo estranho e não esperado silêncio, do qual os ocidentais não estão mais acostumados.

Para preservar a beleza natural do país, do qual 72% ainda são florestas intocadas, existe uma taxa de turismo de U$ 250 por dia, o que assusta a grande maioria dos turistas. Uma característica única do Butão é a cultura ao pênis, onde é considerado sagrado e costuma ser usado para afastar pessoas más e maus espíritos. Representados abertamente em placas nas ruas, revistas ou qualquer outro tipo de mídia, para os cidadãos do Butão, mostrar um pinto não é considerado tabu e eles não têm esta ligação de pudor algo hipócrita com o sexo que nós temos. 




Aberto a turistas somente desde 1974, há pouquíssimos voos internacionais ao país, que obriga os turistas a estarem o tempo todo acompanhados de guias locais para garantir que eles fiquem nas áreas designadas. Mosteiros solitários, natureza exuberante, monges de capas vermelhas e culinária rica. Porém, a característica que mais chama à atenção e cativa os visitantes é a relação dos butaneses com a própria vida.

“Viver uma vida positiva, a preservação da natureza e manter as coisas simples. Parece ser tão difícil ter isso em muitos outros países onde dinheiro e ganância atrapalham”.

O país mais feliz do mundo é conhecido por ter sido o primeiro no mundo a implementar um índice chamado ‘Felicidade Interna Bruta’. Lá, mais importante do que calcular o dinheiro, é valorizar a felicidade e a simplicidade. Com menos de 70 mil turistas por ano, este número parece não ser um problema para o Butão, que prefere manter o turismo restrito com modelo baseado no baixo volume e alta qualidade, este misterioso país promete ser uma experiência inesquecível para quem for visitá-lo.

Um rei especial
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Era uma manhã fria de início de março, quando Bert Hewitt, um militar reformado americano de 76 anos, apaixonado por caminhadas e escalada, dava entrada num hospital de Thimphu, a capital do Butão. Ele queixava-se de dores no estômago e falta de ar. Feito o teste, o diagnóstico não deixava margens para dúvidas: estava diagnosticado o primeiro doente de covid-19 no pequeno reino dos Himalaias, entalado entre gigantes como a Índia e a China.

"A ordem de Sua Majestade foi que lhe fossem dados todos os cuidados possíveis", explicou em entrevista Dechen Wangmo, ministro da Saúde do Butão, formado em Medicina, tal como o primeiro-ministro butanês, acrescentando: "Toda a nação estava a rezar por Brett".
Brett e Sandi estava a fazer a sua viagem de sonho ao Butão quando o físico ficou doente com covid-19

A salvação chegaria dias depois, quando o rei Jihme Khesar Namgyel Wangchuck, o homem que dirige aquele que é conhecido como o país mais feliz do mundo desde 2006, ofereceu o seu avião pessoal para repatriar o turista americano para o seu país.

Brett foi, portanto, o primeiro caso de covid-19 no Butão. E diante desse alarme, o reino tomou medidas drásticas, isolando todos os que tinham tido contato com o americano, decretando o confinamento da população e o encerramento das fronteiras. Os resultados foram muito positivos: até hoje o reino apenas teve 21 casos registados do novo Corona vírus e não regista nenhum morto.

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