terça-feira, 28 de abril de 2020

Dia Nacional da Caatinga | Bioma 100% brasileiro acolhe 20 milhões de habitantes


Blog "No Sertão da Paraíba": Dia da Caatinga
Esta data foi criada com o intuito de não apenas homenagear este bioma único, mas também conscientizar as pessoas sobre a importância da sua conservação para o equilíbrio ambiental
Hoje, dia 28, se comemora o Dia Nacional da Caatinga, único bioma 100% brasileiro e um dos biomas mais povoados (são mais de 20 milhões de brasileiros vivendo nos 850 mil km²) que representam cerca de 11% do território nacional, abrangendo todos os estados do Nordeste e do norte de Minas Gerais.

Esta em que se homenageia esse pedaço sofrido do Brasil, me fez lembrar os idos de 1986, quando mais um período de estiagem fustigava a Bahia. Diariamente, eu e o gaúcho Feliz Josteir Moraes da Cunha, nos deslocávamos da cidade de Santo Estevão para a vizinha Ipecaetá, onde trabalhávamos em um Posto Avançado de Crédito Rural, do Banco do Brasil. Ao ver aquele solo ressequido, vegetação seca e, plagiando o célebre Nordestino do Século XX, Luiz Gonzaga, “verde naquelas bandas só pano de bilhar e penas de papagaio”, meu parceiro de viagens comentou, “amigo, do jeito que essas terras estão, serão necessários uns dois meses de chuva para se recuperarem...”. Na qualidade de filho de Ipirá e conhecedor das agruras da seca, respondi: “que nada, Feliz, na primeira chuva você vai ver tudo se transformar...”. E ele não tardou em constatar essa característica da caatinga, pois logo tivemos um período chuvoso e aquela mesmo cenário desolador se transformou em um rico e fértil campo, verificando-se naquele ano uma safra recorde de milho e feijão, naquele pedaço do Nordeste.

Data passa despercebida
Caatinga: resumo, características, fauna, vegetação e clima

O dia 28 de abril ficou instituído como Dia Nacional da Caatinga. Como a maioria das datas comemorativas instituídas no país sem conotação econômica, esta passa despercebida pela maior parte da população. Nossas escolas pouco citam a importância e a beleza desse bioma, pelo contrário, alguns livros didáticos o associam à pobreza, à feiura, descrevendo-o como um ambiente rústico e inóspito. Quem conhece verdadeiramente a caatinga, sabe que esse retrato não é correto. 

A caatinga é um bioma único, genuinamente brasileiro, que comporta uma infinidade de espécies vegetais adaptadas a viver sob o regime de chuvas típicas do clima semiárido (com estação chuvosa curta e alta taxa de evaporação) e em solos com baixa fertilidade. Com isso, a maioria das plantas, na estação seca, perde suas folhas e fica com seus troncos “brancos e brilhantes”, o que deu origem a seu nome: o termo indígena ca-a (floresta), tî (branco) e o sufixo ngá, (que lembra). Quando surgem as primeiras chuvas, a vegetação responde prontamente gerando uma paisagem maravilhosa, com muito verde, muitas flores, muitos frutos. 

As verdadeiras – e muitas – cores da Caatinga - ((o))eco

Esta data foi oficializa através do Decreto Federal de 20 de agosto de 2003, que determina que anualmente, em 28 de abril, seja comemorado o Dia da Caatinga no país.

Ainda de acordo com o Decreto, a responsabilidade para a promoção e organização de ações próprias para conscientizar a população sobre a importância desse bioma caberá ao Ministério do Meio Ambiente.

O dia 28 de abril foi escolhido em homenagem ao professor João Vasconcelos Sobrilho (1908 – 1989), um dos pioneiros nos estudos ambientais no Brasil.

Decisões contemporâneas trazem à baila a expressão, “A Escolha de Sofia”


A Escolha de Sofia” e a farpa de gelo no coração do escritor ...
Nos últimos meses, pelo menos em duas oportunidades, podemos verificar nos noticiários referências à “A Escolha de Sofia”, em tomada de decisões de diferentes esferas governamentais

Um preposto do governo do Rio Grande do Sul, citou a frase para falar do dilema das escolhas das despesas do Estado onde quais seriam quitadas e quais ficariam em aberto. Mas esse dilema tem sido enfrentado pela classe médica com a pandemia do COVID19, notadamente em locais onde os recursos são insuficientes para atender a todos os portadores do vírus, e há que se decidir qual paciente será atendido e qual vai aguardar a sua vez.

Qual o critério de escolha? Seria por idade, por ordem de chegada, pela gravidade e fase mais avançada da doença? Diariamente, quando os recursos disponíveis são menores que a demanda de pacientes, médicos têm que fazer “A Escolha de Sofia”. Mas qual a origem dessa expressão que, de repente, passou a frequentar o cotidiano do Brasil?

Histórico
A escolha de Sofia | Isso eu não sabia!
"A escolha de Sofia" é uma expressão que invoca a imposição de se tomar uma decisão difícil sob pressão e, muitas vezes, enorme sacrifício pessoal, quando o caminho a seguir pode impactar vidas humanas, valores e convicções.

O drama em questão foi abordado no filme homônimo de 1982 que valeu a Meryl Streep o Oscar de melhor atriz. A trama conta a história de Sofia, uma polonesa que, sob acusação de contrabando, é presa com seus dois filhos pequenos, um menino e uma menina, no campo de concentração de Auschwitz durante a II Guerra. 
Um sádico oficial nazista dá a ela a opção de salvar apenas uma das crianças da execução, ou ambas morrerão, obrigando-a à terrível decisão. Ela escolhe salvar o menino, que é mais forte e tem mais chances na vida, mas nunca mais tem notícias dele. Atormentada com a decisão, Sofia acaba se matando anos depois.

Dilemas morais
Dilemas morais, como a escolha de Sofia,... - Pensando ética no ...
Decisões como a escolha de Sofia acabam se tornando dilemas morais e são situações nas quais nenhuma solução é satisfatória. São encruzilhadas que desafiam todos que tentam criar regras para decidir o que é certo e o que é errado, de juristas a filósofos que estudam a moral.

É que, segundo novas pesquisas, raramente usamos a razão para decidir se devemos tomar uma atitude ou não. Analisando o cérebro de pessoas enquanto elas pensavam sobre dilemas, os pesquisadores perceberam que muitas vezes decidimos por facilidade, empatia ou mesmo nojo de alguma atitude.

domingo, 26 de abril de 2020

A degradação humana em Alang – India, revela a face aterradora do capitalismo em desmanches de navios


São milhares de trabalhadores, grande parte formada por menores de idade, que trabalham 14 horas/dia para ganhar o equivalente a R$ 15,00 em desmanches de navios de todos os tamanhos, na costa indiana

São cerca de 700 grandes navios por ano, entre cargueiros, petroleiros, porta-contêineres e até ex-luxuosos transatlânticos de passageiros, que são desativados, desmanchados e transformados em sucata em todo o mundo. No entanto, mais da metade deles acabam os seus dias num só lugar: uma pobre e lamacenta praia da Índia, chamada Alang, dona do maior desmanche naval do planeta – e que, por isso mesmo, é considerada o maior cemitério de navios do mundo. 

Todos os dias, velhos navios chegam à localidade para serem desmantelados, reciclados e vendidos como ferro-velho – um serviço necessário e economicamente útil, não fosse a forma como ali isso é feito: manualmente, por milhares de trabalhadores. 

Quando a maré baixa, os navios ficam encalhados a centenas de metros dos depósitos e o caminho até eles vira um penoso lamaçal, que torna ainda mais difícil trazer suas pesadas placas de aço no braço. Uma simples placa de aço de meia dúzia de metros quadrados pesa cerca de meia tonelada, mas, ainda assim, é carregada, nos ombros, por uma dezena de trabalhadores, chafurdando na lama, do navio até o depósito. São como escravos. Um trabalho insano, pago com migalhas de rúpias indianas. 

Trabalho escravo 


Na média, um trabalhador de Alang recebe o equivalente a menos de R$ 15,00 por dia, para 14 horas seguidas de trabalho. Cerca de um terço deles são meninos, entre 15 e 17 anos de idade. As frouxas leis trabalhistas nos estaleiros de Alang sempre geraram, e continuam gerando, reclamações e protestos no mundo inteiro. "Alang é um bom exemplo do que de pior a globalização pode trazer para a humanidade", diz um defensor das questões trabalhistas do setor. "É para onde as nações desenvolvidas mandam o seu lixo, que, hipocritamente, julgam que irá ajudar os países mais pobres a se desenvolverem". 


Tudo o que é retirado dos navios sucateados em Alang é vendido ali mesmo, o que torna as ruas uma interminável sucessão de ferros velhos, visitados por compradores do mundo inteiro. É um negócio que fomenta muito dinheiro, mas apenas para os donos dos estaleiros – os mesmos que não costumam permitir fotografar nem filmar os trabalhadores, para que não fique documentado a forma precária como eles trabalham. 

Não bastasse toda a precariedade da atividade, poucos usam luvas e capacetes e quase todos vestem sandálias de borracha, em vez de botas adequadas. Os operadores de maçaricos, instrumento básico na atividade, passam o dia desviando das faíscas que pulam das chapas de aço, sem, muitas vezes, sequer usarem óculos de proteção.

Fonte: historiasdomar.blogosfera.uol.com.br


A Espada de Dâmocles e o tema comum na literatura medieval, que agora é usado para descrever um perigo iminente




O conto de Dâmocles representava a ideia de que quem está no poder, vive sempre sob o espectro da ansiedade e da morte, e que “não pode haver felicidade para aquele que está sob apreensões constantes”

A expressão “espada de Dâmocles” originou-se de uma antiga parábola moral, popularizada pelo filósofo romano Cícero no livro Tusculan Disputationes, escrito no ano 45 a.C. A versão de Cícero fala sobre Dionísio II, um rei tirânico que governava a cidade siciliana de Siracusa durante os séculos IV e V a.C.

Embora fosse rico e poderoso, Dionísio era extremamente infeliz. Por governar com mão de ferro, ele vivia atormentado pelo medo de ser assassinado. O pavor do rei era tão intenso, que ele dormia em um quarto cercado por um fosso e só confiava em suas filhas para raspar-lhe a barba com uma navalha.

Dâmocles era um cortesão bajulador na corte de Dionísio. Ele dizia que, sendo um homem de grande poder e autoridade, Dionísio era bastante afortunado. Dionísio ofereceu-se para trocar de lugar com ele por um dia, para que ele também pudesse sentir o gosto de toda esta sorte, sendo servido em ouro e prata, atendido por rapazes de extraordinária beleza e banqueteado com as melhores comidas.

No meio de tanto luxo, Dionísio ordenou que uma espada fosse pendurada sobre a cabeça de Dâmocles, presa apenas por um fio de rabo de cavalo.

Dâmocles não podia acreditar na própria sorte, mas assim que havia começado a desfrutar da vida de um rei, ele viu a espada afiada, pendurada no teto. Desse momento em diante, Dâmocles perdeu o interesse pela excelente comida e pelos belos rapazes. Ele abdicou do seu posto, achando melhor não ser assim tão afortunado. 




Para Cícero, o conto de Dionísio e Dâmocles representava a ideia de que quem está no poder, vive sempre sob o espectro da ansiedade e da morte, e que “não pode haver felicidade para aquele que está sob apreensões constantes. ” A parábola mais tarde tornou-se um tema comum na literatura medieval e o termo "espada de Dâmocles" agora é usado para descrever um perigo iminente.

Da mesma forma, a expressão “por um fio” tornou-se um sinônimo para uma situação preocupante ou precária. Um de seus usos mais famosos ocorreu em 1961 durante a Guerra Fria, quando o presidente John F. Kennedy fez um discurso perante as Nações Unidas no qual ele disse que “todo homem, mulher e criança vive sob uma espada nuclear de Dâmocles, pendurada pelo mais fino dos fios, capaz de ser cortado a qualquer momento por acidente, erro de cálculo ou pela loucura”.



A espada de Dâmocles é assim uma alusão, frequentemente usada, para representar a insegurança daqueles com grande poder que podem perdê-lo de repente devido a qualquer contingência ou sentimento de danação iminente.

domingo, 19 de abril de 2020

Qual o momento exato para se “Atravessar o Rubicão”?

Golpistas, não cruzem o Rubicão; a guerra vos espera do outro lado ...
No mês de janeiro de 49 a.C. o general Júlio César tomou a iniciativa de atravessar o rio Rubicão, seguido pelo seu exército, indo contra a lei do Senado que determinava guerra toda vez que o general de Roma entrasse na Itália pelo Norte

Com essa decisão de Júlio César, a sorte foi lançada para o estabelecimento do Império Romano e ele sabia que a partir do momento que atravessasse o rio Rubicão estava declarando uma Guerra Civil contra Pompeia, e por esse motivo só restavam duas opções, ou conquistava Roma ou então seria esmagado por Pompeu. Essa guerra foi a segunda da República Romana e a decisão de Júlio César que fez com que se firmasse o Império Romano.

Nos dias de hoje, sempre que alguém tem uma decisão de crucial importância a tomar, utiliza-se a metáfora “Atravessar o Rubicão”. Esse passo pode parecer difícil, mas ainda existirão muitos outros para se atravessar ao longo das nossas vidas. A busca pelo desconhecido passa a ser muito mais interessante e dinâmica que puramente medrosa. Aliás, após algum período até o medo passa a ser uma ferramenta mais de coragem do que de trava.

O “Rubicão” na história


Hoje no Mundo Militar na Twitterze: "Neste dia em 49 a.C. Júlio ...
O Rubicão é um pequeno rio no nordeste da Itália, cuja identificação não é completamente segura, mas que se pensa tratar-se do rio Fiumicino. Na Antiguidade, o rio marcava a fronteira entre a Gália Cisalpina e os territórios administrados por Roma.

A 10 de janeiro de 49 a.C., o general romano Júlio César passou o rio em direção a Roma, com a sua legião, o que era estritamente proibido pelas regras da República e considerado como um ato de guerra. Júlio César terá então proferido a célebre frase “alea iacta est” (“a sorte está lançada”) e a expressão “passar o Rubicão” ficou para a História como uma decisão arriscada, irreversível e sem retorno.

· Qual o motivo que o levou a tomar essa decisão?
rubicão hashtag on Twitter

Dois homens disputavam o poder, nessa altura: o general Pompeu Magno, que era o homem mais poderoso de Roma e que tinha o apoio das famílias mais importantes do Senado, e Júlio César. Este ganhava cada vez mais apoios, sobretudo junto do povo romano, devido aos sucessos militares que tinha obtido nas campanhas da Gália. Apesar de terem formado uma aliança durante algum tempo (o Primeiro Triunvirato), o conflito era inevitável.

Quando regressou da Gália a caminho de Roma, César soube que o Senado lhe tinha retirado o poder e que se preparava para destituí-lo. Ordenou-lhe, portanto, que regressasse a Roma e dispersasse o seu exército. Em vez de obedecer, Júlio César fez exatamente o contrário: avançou sobre Roma à frente da sua legião, num claro desafio ao Senado romano e ao seu rival.

· Que consequências teve?
quando você vai atravessar o rubicão?

A decisão de César levou a um período de guerra civil. Apesar de ter apenas uma legião, a sua ousadia assustou os seus inimigos, que fugiram de Roma em vez de defender a cidade. Assim, apesar de dispor de forças inferiores, César perseguiu Pompeu Magno, que se refugiou na Grécia. Nas várias batalhas que se sucederam, César conseguiu vitórias importantes, mesmo quando estava em clara inferioridade.

De homem mais poderoso de Roma e paladino do Senado e das leis da República, Pompeu Magno passou a fugitivo em pouco tempo, até à sua derrota final no Egito, onde foi assassinado por ordem do rei Ptolomeu XIII. Júlio César derrotou os seus inimigos e prosseguiu a sua trajetória vitoriosa até ser aclamado como ditador perpétuo em Roma. Viria a ser assassinado em pleno Senado, 5 anos depois da famosa passagem do Rubicão, por um grupo de senadores.


Barão Vermelho: o piloto de guerra da alma sombria


Aventuras na História · O Barão Vermelho, corajoso e digno inimigo

Depois de variadas publicações, a edição das memórias de combate do célebre piloto de caça e uma nova biografia mostram um predador aéreo distante da impressão cavalheiresca que formou a sua lenda 


A cintilante luta aérea das trincheiras lamacentas da Primeira Guerra Mundial, um avião se destacou com a cor mordaz e desafiadora de Marte e o nome de Manfred von Richthofen (1892-1918), o Barão Vermelho, o piloto de combate mais famoso de todos os tempos

O Barão Vermelho, é um dos nomes mais conhecidos da Primeira Guerra Mundial. O destemido piloto de caça combateu mais de 80 aviões e fez com que sua trajetória fosse transformada numa lenda.

Seu apelido, que teve influência pela cor de sua aeronave, causava medo nos inimigos. Entretanto, pouco se sabe sobre a vida íntima do jovem prussiano que morreu em 1918, enquanto perseguia um caça inglês e foi atingido.

Por trás das perseguições
Aventuras na História · O homem por trás do mito: a vida íntima do ...

O historiador Joachim Castan, de 41 anos, foi o primeiro a realizar a biografia do piloto. Durante três anos, o escritor e um documentarista pesquisaram sobre sua vida, além de obter acesso a diversas cartas e escritos inéditos. Assim, todo o estudo resultou em um livro intitulado Die Ganze Geschichte (Toda a História, em português) que foi lançado em 2007.

Não obstante, a biografia aborda temas que nunca receberam devida atenção, até o momento, como o ser complexo que existiu por trás da figura de piloto. “Devo admitir que tinha uma imagem de von Richthofen antes de começar minha pesquisa sobre ele como o último verdadeiro cavalheiro dos céus em uma guerra brutal desumanizada e industrializada, participando heroicamente de duelos no ar”, disse Joachim.

No livro, foi exposta a paixão do jovem pela caça. Devido a influência de seu pai, o Barão Vermelho se mostrou interessado pela atividade desde os 11 anos. Dessa maneira, Manfred foi transferido para uma escola de cadetes na Prússia com o objetivo de ser treinado como um soldado.

“Ele levou sua paixão pela caça aos seus, transpondo-a individualmente. Ele estava cumprindo seu dever de defender sua pátria. Ao mesmo tempo, ele estava satisfazendo sua paixão pela caça”, comentou o historiador.

Joachim também revelou ter descoberto a existência de um mito bem conservado do combatente. A lenda propagava a ideia de que o jovem abatia aeronaves, mas garantia, sempre que possível, que o piloto sobrevivesse.

De acordo com o escritor, esse mito foi apenas uma imagem criada pela propaganda alemã em 1917. “Eles precisavam de um jovem herói radiante e bonito, um vencedor que pudesse ser servido a uma sociedade relativamente desmoralizada”.

Sangue frio
História Aventuras de Augusto: a lenda do barão vermelho ...

Ao mesmo tempo, o historiador oferece uma visão completamente diferente sobre o piloto. Para ele, o homem – que era corajoso e ambicioso – também agia a sangue frio e seu único objetivo era atingir a maior quantidade de aeronaves possíveis.

Castan também afirmou que esse fato foi escrito pelo próprio combatente. "Eu nunca entro em uma aeronave por diversão. Aponto primeiro para o chefe do piloto, ou melhor, para o chefe do observador, se houver algum", escreveu o aviador.

Além da sede de vitória, havia um homem que não expressava sutileza, já que ele mesmo relatou que, ao derrubar um inglês, sua paixão pela caça se acalmava por pelo menos quinze minutos.

Após abatê-los, o homem recolhia diversos elementos dos aviões inimigos para colecioná-los como troféus. Além disso, os objetos eram utilizados como decoração em seu quarto.

Entretanto, Castan relata que isso não faz com que as atitudes o transformem num assassino brutal. De acordo com as escrituras do piloto, ele sempre refletiu sobre seus atos e houve vezes que se sentiu mal pelo seu trabalho. Segundo a biografia, o homem ficava em seu quarto durante horas e não dialogava com ninguém.

Mais tarde, a partir de 1917, o piloto também passou a ter questionamentos sobre o fim da guerra. “Para mim, ele é uma figura trágica, lutando fanaticamente, sem remorsos, em uma guerra perdida. Eu acho que ele gradualmente percebeu que havia chegado a um beco sem saída”, disse o autor.

Em um breve texto, o Barão relatou um pensamento mais insolente. Assim, explicou que a guerra não é como ele esperava. Não é divertida, nem heroica, apenas um momento triste. Não obstante, sua angústia ascende e sua vida torna-se sombria.

No cinema
O Barão Vermelho – Wikipédia, a enciclopédia livre

Em 2008, o filme intitulado O Barão Vermelho, Nikolai Muellerschoen, reforça, em partes, a imagem do mito de Richthofen. Dessa maneira, sua figura de caçador radiante é ressaltada e ele se torna um homem bom após se apaixonar por uma enfermeira.

“É uma maneira de ver von Richthofen que é popular no momento - como uma espécie de herói quebrado que é relativamente inocente em alguns aspectos”, disse Castan.



Referências: aventurasnahistoria.com.br e https://brasil.elpais.com/brasil

terça-feira, 14 de abril de 2020

Vaticano | A oração de Andrea Bocelli continua a ecoar e emocionar o mundo

Coronavírus: Live de Andrea Bocelli na catedral de Milão alcança ...
Foto: uolentretenimento

Como quem une o planeta, independentemente da religião professada, o curto e impactante concerto do tenor italiano no Domingo de Páscoa, direto da vazia Catedral de Milão, na Itália, já foi visto por mais de 30 milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo

Uma voz que “encheu a Catedral, privada de milhares de orações dos fiéis ou dos seus visitantes apaixonados” e que “uniu Milão e o mundo inteiro numa única oração de súplica e confiança, de gratidão e de louvor”, disse o arcipreste Gianantonio Borgonovo.

A performance musical de Andrea Bocelli intitulada #MusicForHope (na tradução livre Música Pela Esperança) foi transmitida ao mundo, via streaming, ao final da tarde do Domingo de Páscoa, direto da Catedral de Milão, na Itália. O curto e impactante Concerto Pascal, de cerca de 25 minutos, já chegou a mais de 30 milhões de visualizações nesta terça-feira (14), na página oficial do tenor italiano. Um resultado que coloca a exibição em primeiro lugar das tendências mundiais e entre os vídeos mais vistos de todos os tempos.

O arcipreste da Catedral de Milão, Gianantonio Borgonovo, como reporta a agência de notícias Ansa, disse que o show de Andrea Bocelli foi “uma iniciativa que certamente vai ficar nos anais do nosso arquivo como uma página inesquecível”. Ele acrescentou que, com a voz do tenor que “encheu a Catedral, privada de milhares de orações dos fiéis ou dos seus visitantes apaixonados, a Aleluia Pascal no dia da Ressureição pode ressoar nas casas do mundo inteiro. A ‘nossa’ Catedral, a casa dos milaneses, uniu Milão e o mundo inteiro numa única oração de súplica e confiança, de gratidão e de louvor”. 

A força da oração
Para o Concerto Pascal direto da Catedral de Milão, Andrea Bocelli – que não cobrou cachê – foi acompanhado somente por Emanuele Vianelli, que tocou um dos maiores órgãos de tubos do mundo. No repertório, a interpretação de hinos religiosos, como Ave Maria, de dentro da igreja vazia, e de Amazing Grace, em frente à Catedral; nas imagens, além do templo vazio, a live repercorreu a realidade deserta das principais capitais do mundo. 

Saiba onde assistir o concerto de Andrea Bocelli após a missa do Papa

“Acredito na força de rezar juntos”, disse o cantor de 61 anos para promover o evento do Domingo de Páscoa: “acredito na Páscoa cristã, um símbolo universal de renascimento que todos, sejam crentes ou não, realmente precisam agora”. Bocelli é um dos tenores mais famosos do mundo, com mais de 70 milhões de discos vendidos.
A resposta pelas redes sociais

Num mundo provado pela pandemia do Covid-19, com medidas obrigatórias de distanciamento social e isolamento domiciliar na maior parte dos países, a live de Páscoa de Bocelli, gratuita e disponibilizada ao vivo, via streaming, acalentou e confortou corações angustiados.

Pelas redes sociais, as reações se repetiam em tempo real descrevendo o forte poder da música em meio à crise sanitária. Mensagens como: “a live do Andrea Bocelli foi tão incrível que me fez esquecer por um instante todo o caos que o mundo está vivendo” ou ainda “a voz de Andrea Bocelli neste domingo nos traz uma mensagem de esperança e paz nestes tempos sombrios”. 

Todos podem colaborar com doações

Para “abraçar os corações feridos”, o concerto também procurou sensibilizar para uma campanha de arrecadação de fundos feita pela fundação do tenor, que já tem feito contribuições. No próprio Domingo de Páscoa, a “Andrea Bocelli Foundation” doou 4 respiradores e uma ala de 30 leitos dedicada ao tratamento de Covid-19.

Primeiramente o objetivo era contribuir com o Hospital de Camerino, na Itália, comunidade que recebe da fundação um projeto de reconstrução, depois do terremoto de 2016. No entanto, com a generosidade das doações, outros hospitais já estão sendo auxiliados. A fundação trabalha há quase 10 anos ajudando as pessoas em dificuldade por causa de doenças, pobreza e desigualdade sociais tanto na Itália, como em países em desenvolvimento, como o Haiti.


Fonte: www.vaticannews.va

Mito da Caverna – “Conhecer a verdade mais profunda através do raciocínio...”


O Mito da Caverna de Platão - Resumo, interpretação, o que é
Recentemente, um fato do cotidiano dos bastidores do poder brasileiro trouxe à tona uma metáfora de Platão exarada em “Mito da Caverna” ou “Alegoria da Caverna”, onde ele discorre sobre a política ateniense da Grécia Antiga, mostrando a relação direta que existe entre o conhecimento e o poder político

Mito da Caverna ou Alegoria da Caverna é uma metáfora elaborada por Platão e contida em sua obra A República. A República é uma obra política de Platão que disserta sobre a política ateniense da Grécia Antiga e apresenta a tese de Platão que relaciona o conhecimento ao poder político. Segundo o filósofo, o conhecimento da verdade mais profunda proporcionado apenas pelo raciocínio é a condição fundamental para que um governante tenha uma boa gestão.

O livro é todo construído como um diálogo. O trecho que apresenta a Alegoria da Caverna é um diálogo entre Sócrates, personagem principal, e Glauco, personagem inspirado no irmão de Platão. Sócrates constrói um exercício de imaginação com Glauco, falando para o jovem figurar em sua mente uma situação passada no interior de uma caverna em que prisioneiros foram mantidos desde o seu nascimento.

Acorrentados em uma parede, eles somente podiam ver a parede paralela à sua frente. Nessa parede, sombras formadas por uma fogueira num fosso anterior aos prisioneiros eram projetadas. Pessoas passavam com estatuetas e faziam gestos na fogueira para projetar as sombras na parede frontal aos prisioneiros, e esses achavam que toda a realidade eram aquelas sombras, pois o seu restrito mundo resumia-se àquelas experiências.

Um dia, um dos prisioneiros é liberto e começa a explorar o interior da caverna, descobrindo que as sombras que ele sempre via eram, na verdade, controladas por pessoas atrás da fogueira. O homem livre sai da caverna e encontra uma realidade muito mais ampla e complexa do que a que ele jugava haver quando ainda estava preso.

No início, o homem sente um incômodo muito forte com a luz solar, elemento que as suas retinas não estavam habituadas e que o cega momentaneamente. Após algum tempo de visão ofuscada, o homem consegue enxergar e percebe que a realidade e a totalidade do mundo não se parecem com nada do que ele tinha conhecido até então.

Tomado por um dilema, de retornar para a caverna e correr o risco de ser julgado como louco por seus companheiros ou desbravar aquele novo mundo, o homem aprende que o que ele julgava conhecer antes era fruto enganoso de seus sentidos, que são limitados.

A intenção de Platão é apresentar uma disposição hierárquica para os graus de conhecimento. Existe um grau inferior, que se refere ao conhecimento obtido pelos sentidos do corpo (é o tipo de conhecimento que permite ao prisioneiro ver apenas as sombras) e um grau superior, que é o conhecimento racional, obtido no exterior da caverna. 

Fonte: historiadomundo.com.br


sábado, 11 de abril de 2020

Manuscrito de ‘Hey Jude’, foi arrematado por US$ 910 mil


Manuscrito de 'Hey Jude', pele de bateria e cinzeiro dos Beatles ...



Outros objetos como pele de bateria, guitarras, vinis e cinzeiro dos Beatles batem recorde em leilão

O manuscrito do clássico dos Beatles “Hey Jude”, uma composição de Paul McCartney de 1968, foi vendido por US$ 910 mil em leilão on-line nesta sexta-feira (10). A venda foi organizada em comemoração ao 50º aniversário de separação da lendária banda britânica.

A folha com a canção rabiscada à mão por McCartney, usada durante a gravação nos estúdios Trident de Londres, alcançou quantia cinco vezes maior que a estimada pela empresa de leilões californiana Julien’s Auctions, sediada em Los Angeles.

O leilão reuniu cerca de 250 objetos dos Beatles e teve de ser realizado pela internet devido à pandemia do Corona vírus. Fãs de todo o mundo fizeram lances na expectativa de arrematar guitarras, vinis e itens autografados pelos Beatles.

A entrevista em que McCartney anunciou o fim do grupo, considerado uma das mais influentes da história da música, completou meio século na sexta-feira.

Em 1968, ele escreveu a letra de “Hey Jude” para consolar o filho de John Lennon, Julian, que atravessava um momento doloroso com o divórcio dos pais, provocado pela relação que Lennon tinha iniciado com a artista japonesa Yoko Ono. O casamento de Lennon com sua primeira mulher, Cynthia, não resistiu à paixão de Lennon por Yoko.

Inicialmente, McCartney pensou em chamar a canção de “Hey Jules”.
O manuscrito vendido contém uma letra parcial juntamente com anotações que incluem a palavra “break” (“pausa”, em inglês), usada para ajudar na gravação da música.

Outros itens arrematados no leilão foram a pele de uma caixa de bateria com o logotipo dos Beatles, usada na primeira turnê internacional da banda, nos Estados Unidos, em 1964, arrematada por US$ 200 mil.

Uma página manuscrita do roteiro do clipe da canção “Hello, Goodbye”, de 1967, foi leiloada por US$ 83,2 mil, e um cinzeiro utilizado pelo baterista Ringo Starr nos estúdios Abbey Road, nos anos 1960, foi comprado por US$ 32,5 mil.

Fonte: RFI

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Em virtude da pandemia, Jane Fonda troca protesto presencial por virtual


Jane Fonda - Página inicial | Facebook
Não é de hoje que a laureada atriz Jane Fonda empreende árdua luta por causas sociais, notadamente de cunho ambiental, seja sozinha ou parceria com entidades como o Greenpeace

Jane Fonda não vai parar de protestar — mesmo em meio a uma pandemia. No ano passado, a atriz foi presa várias vezes por protestar com o grupo Fire Drill Fridays, que exige ações mais enfáticas dos governos mundiais (e especialmente do estadunidense) contra o aquecimento global. 


Agora, embora vá seguir as recomendações de prevenção contra o Corona vírus e ficar em casa, Fonda está planejando uma edição virtual do protesto, em parceria com o Greenpeace. O evento acontece amanhã, 03 de abril, no Instagram da organização, a partir das 15h, no horário de Brasília.

Os "protestos virtuais", que contarão com a presença de Fonda e de cientistas e ativistas pelo meio ambiente, devem continuar semanalmente até o dia 22 de abril, quando é comemorado o Dia da Árvore nos EUA. "Estávamos planejando o maior protesto global de todos os tempos para esta data", disse Fonda à Variety. "Mas agora tudo é diferente, é claro. Estamos tentando descobrir o que podemos fazer através da internet, para que as pessoas fiquem conscientes da crise existencial da mudança climática"

"Nós também devemos perceber que o novo Corona vírus tem a ver com o aquecimento global", refletiu ainda. "São muitos fatores climáticos, e até mesmo o maior contato de humanos com animais, que levam a este tipo de pandemia. Aids e Ebola também vieram de animais". No vídeo chamando os seguidores para o protesto de amanhã, o Greenpeace contou com a participação de mais celebridades: Chelsea Handler, Piper Perabo, Marisa Tomei e Alyssa Milano participaram da gravação.

Fonte: https://www.bol.uol.com.br/