sexta-feira, 27 de março de 2020

A assertiva mais feliz do século XXI foi de Yuval Noah Harari: “A ciência está sob ataque”




O professor israelense de História e autor do best-seller internacional Sapiens: Uma breve história da humanidade e também de Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, Yuval Noah Harari, chamou à atenção do mundo para a irracionalidade que é ignorar as descobertas da ciência


Harari nasceu em Israel, embora seja filho de judeus com raízes na Europa Oriental.[2] Especializou-se primeiro em História medieval e História militar, antes de completar seu doutorado no Jesus College, Universidade de Oxford, em 2002.

Atualmente, é especializado em História mundial e processos da macro história. Sua pesquisa se concentra em questões da macro história, tais como: Qual a relação entre a História e a Biologia? Qual a diferença fundamental entre o Homo sapiens e outros animais? Existe justiça na História? A História tem uma direção? Será que as pessoas se tornaram mais felizes com o passar do tempo?

Seu livro mais famoso é Sapiens: Uma breve História da Humanidade (originalmente publicado em hebraico sob o título Uma breve História do Gênero Humano, e depois traduzido para 30 idiomas aproximadamente).[7] O livro aborda toda a extensão da História humana, desde a evolução do Homo sapiens na idade da pedra até a revolução política e tecnológica do século XXI. A edição hebraica se tornou um best-seller em Israel. Isso gerou muito interesse, tanto do público acadêmico quanto da comunidade em geral, transformando Harari em uma celebridade instantânea.

Uma declaração de Harari de 6 meses atrás, trouxe à baila a questão do combate à ciência e, entre os motivos que detectava para tal fenômeno, ele destacou o menosprezo às enormes conquistas científicas, responsáveis pelo próprio fato de milhões de pessoas estarem vivas hoje, e a ascensão de líderes populistas, que veem a ciência como ameaça “porque ela expõe verdades que vão contra seus comandos”. Por isso, sublinhou, “devemos rejeitar com todas as nossas forças” que posturas políticas, e preconceitos de ordem religiosa, se sobreponham à razão, que norteia o conhecimento científico. 
Negação da ciênciaSapiens e Homo deus, Yuval Noah Harari – Caminhando por fora
Diante desse quadro, é espantoso constatar que, em um cenário de pandemia, com o novo Corona vírus assolando o globo e ceifando milhares de vidas — de brasileiros, inclusive —, ainda seja preciso sair em defesa da ciência. Mas essa necessidade existe, e é urgente. Sobretudo diante de posturas de governantes insanos e tresloucados que, mesmo diante de todas as evidências comprovadas em variadas pesquisas, insistem em transitar na contramão.

A humanidade está, neste momento, enfrentando uma crise global. Talvez a maior crise da nossa geração. As decisões que já foram tomadas pelas pessoas e pelos governos e as que vão ser implementadas nas próximas semanas, provavelmente moldarão o mundo nos próximos anos. Elas moldarão não apenas nossos sistemas de saúde, mas também nossa economia, política e cultura. Devemos agir de forma rápida e decisiva. 
Homo Deus - 9789588931623 - Livros na Amazon BrasilTambém devemos levar em consideração as consequências a longo prazo de nossas ações. Ao escolher entre as alternativas, devemos nos perguntar não apenas como superar a ameaça imediata, mas também que tipo de mundo habitaremos quando a tempestade passar. Sim, a tempestade passará, a humanidade sobreviverá, a maioria de nós ainda estará viva - mas habitaremos um mundo diferente.

Muitas medidas de emergência de curto prazo se tornarão estruturas instituídas da vida. Essa é a natureza das emergências. Elas fazem os processos históricos avançarem rapidamente. As decisões cuja deliberação, em tempos normais, podem se arrastar por anos, são aprovadas em questão de horas. Tecnologias ainda imaturas e até perigosas são colocadas em uso, porque os riscos de não se fazer nada são maiores.

Países inteiros servem como cobaias em experimentos sociais de larga escala. O que acontece quando todos trabalham a partir de casa e se comunicam apenas à distância? O que acontece quando escolas e universidades inteiras passam a operar online? Em tempos normais, governos, empresas e conselhos educacionais nunca concordariam em realizar tais experimentos. Mas estes não são tempos normais.

Neste momento de crise, enfrentamos duas escolhas particularmente importantes. A primeira é entre vigilância totalitária e empoderamento do cidadão. A segunda é entre isolamento nacionalista e solidariedade global.

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