segunda-feira, 30 de março de 2020

Cancelada a edição 2020 da SP-Foto estava prevista para acontecer em agosto


Orelhas gigantes são espalhadas por SP em exposição
Na feira, o conceito de fotografia expandida ganha atenção com a presença de obras de artistas que fogem dos formatos convencionais de elaboração, produção e apresentação das imagens

Íntegra da mensagem dos organizadores:

Em meio ao agravamento da situação envolvendo a COVID-19 no Brasil, é nosso compromisso garantir a segurança e saúde de expositores e visitantes e, por isso, acreditamos que o melhor curso de ação neste momento é suspender a 16ª edição da SP-Arte, que aconteceria de 1º a 5 de abril, no Pavilhão da Bienal, até termos condições adequadas para sua realização.

A SP-Arte mantém um compromisso firme com o mercado profissional das artes e com a programação cultural em São Paulo, e entende que o evento é um importante momento para todo o circuito. Justamente por isso é nossa prioridade assegurar a integridade de todos os envolvidos na organização da Feira. Com base em um monitoramento diário, nos esforçamos até o último momento para manter a SP-Arte como planejada. Avaliamos cuidadosamente todas as opções possíveis ao lado de nossos parceiros, patrocinadores e expositores e decidimos, em conjunto e com grande pesar, pela suspensão.

Frente à declaração de pandemia pela Organização Mundial da Saúde, a realização de um evento dessa natureza e proporção se mostra comprometida. Dada a escala internacional da Feira, não temos ainda como calcular os impactos logísticos e operacionais, que vêm aumentando a cada dia com restrições de mobilidade e fechamento de fronteiras. Seguimos avaliando alternativas para viabilizar a 16ª edição da SP-Arte em um momento mais oportuno, e manteremos todos os nossos públicos informados a respeito de quaisquer desenvolvimentos.

Atenciosamente,
SP-Arte

Holanda | Quadro de Van Gogh roubado de museu que estava fechado


O Covid19 paralisou o mundo, mas não as atividades criminosas e uma pintura avaliada em até seis milhões de euros, foi levada por assaltante durante a noite, com u museu fechado ao público

Uma pintura de Vincent Van Gogh foi roubada de um museu na Holanda, que estava atualmente encerrado devido à pandemia de covid-19, anunciou o diretor executivo do museu Singer Lauren, situado em Laren a 30 km de Amsterdã, e que tinha a obra nas suas instalações a título temporário para uma exposição.

"Houve uma entrada forçada ontem [domingo] e uma pintura de Van Gogh foi roubada", disse Evert van Os, diretor-executivo do museu Singer Laren, numa mensagem vídeo. O responsável nomeou o trabalho roubado como "Parsonage Garden at Neunen in Spring", uma pintura de 1884 que faz parte de uma série feita quando o famoso pintor vivia na casa do seu pai.

A pintura tem um valor estimado entre um e seis milhões de euros, informou a imprensa holandesa. As 3.000 obras do museu também incluem pinturas do mestre holandês Piet Mondrian e do pintor holandês-indonésio Jan Toor. Mas mais nenhuma foi roubada. O museu foi fundado em 1954 por Anna Singer, viúva do pintor americano William Singer, para exibir a sua coleção.

A pintura tinha sido emprestada pelo Museu Groninger, de Groningen, que só possuía este Van Gogh na coleção. Os assaltantes, cerca das 03.15 da madrugada, forçaram a porta da frente de vidro e o alarme até disparou. Contudo os criminosos já tinham desaparecido quando a polícia chegou. 


Van Gogh - Saraiva

Segundo o responsável do Singer Laren, a segurança estava delineada "inteiramente de acordo com o protocolo". "Nós coordenamos isso bem com os nossos especialistas em seguros, mas é claro que podemos aprender com isto", diz o diretor executivo Evert van Os, que deu a notícia no canal de Youtube do museu.

O diretor do museu, Jan Rudolph de Lorm, diz que está "chocado e incrivelmente irritado". De Lorm considera que o roubo é "muito ruim para o Museu Groninger, para o Singer Laren e especialmente terrível para todos nós. A arte existe para ser desfrutada, especialmente durante este período difícil".

O diretor do Museu Groninger também está em choque. "É o roubo de uma obra que pertence a todos", diz Andreas Blühm, que realça que o seu museu continuará a colaborar com o Singer Laren. "Não nos vamos deixar levar por isto."

O museu em Laren está atualmente fechado devido ao Corona vírus. O Van Gogh fazia parte da exposição "Mirror of the Soul. Toorop tot Mondriaan, que começou em 14 de janeiro e duraria até 10 de maio.

Não é o primeiro roubo no museu. Em janeiro de 2007, sete estátuas foram roubadas do jardim do mesmo espaço.


sexta-feira, 27 de março de 2020

Quarentena: o que fazer para não perder a conexão com a cultura


10 museus para visitar online durante a quarentena | EXAME

Dias e dias em casa, já vi a maioria dos filmes interessantes da NETFLIX, o noticiário da TV já está maçante pois só se fala dos assuntos Covid19 e politicagem, mas ainda têm muita coisa interessante para se fazer e algumas dicas seguem logo abaixo
Visitas virtuais a museus, galerias e bibliotecas, festival de música, show em formato de live. Confira como se entreter culturalmente

Não tem como escapar da quarentena, mas as medidas necessárias não nos afastam da cultura e ela deve fazer parte da sua vida. E ainda bem que existem os recursos “on-line”!

Além de atividades que agregam conhecimentos específicos como os cursos gratuitos on line da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, graças à tecnologia, muitos museus liberaram o acesso às visitas on-line. Tem também plataforma de streaming oferecendo o catálogo gratuitamente, festival de música on-line com 40 horas de duração e muito mais.

Sendo assim, reunimos aqui algumas dessas possibilidades. Mas lembre-se: quarentena não é férias! É um momento de prevenção contra a propagação do vírus. Use e abuse das nossas dicas com responsabilidade. Indique para os amigos e família também. Confira!
Museus, galerias e bibliotecas públicas 


10 museus para visitar sem sair de casa: tour virtual e coleções ...

Ir a museus é uma atividade cultural que, mesmo que indiretamente, envolve outras pessoas. Isso porque muita gente vai visitar o local ao mesmo tempo. Pensando nisso, alguns museus estão com visitas on-line abertas durante os próximos dias. Um deles é o Louvre. Localizado em Paris, conta com visitação virtual em algumas salas e galerias. No momento, as visitas presenciais estão suspensas por tempo indeterminado.

Vale lembrar que as orientações para a vista virtual são em inglês. Entre as salas liberadas está boa parte do pavilhão do Egito, um dos mais curiosos do Louvre. Claro que é diferente de estar frente a frente com uma múmia, mas diante das circunstâncias, está valendo!

Além dele, tem o Museu Metropolitano de Nova York e a Galeria Nacional de Arte, em Washington, nos Estados Unidos. No Brasil também há opções, como é o caso do Museu Casa de Portinari, que fica em São Paulo, e o Museu da Imagem e do Som de São Paulo, que conta com acervo virtual com informações sobre os itens museológicos e bibliográficos.

Este artigo do G1 fez uma lista recheada de locais para visitar virtualmente. Mas, além disso, você pode visitar o Google Arts & Culture, que reúne locais do mundo todo e informações sobre artistas e obras de arte. Entretanto, é importante lembrar, que grande parte dos museus tem visita virtual independentemente de pandemia. Ou seja, você pode visitar a qualquer momento. 


Literatura

Uma volta ao mundo em 28 livros de viagem

Para quem gosta de literatura e quer atualizar a leitura, a L&PM Editores está liberando um e-book grátis a cada dia, como um incentivo à leitura. Entre eles, estão títulos clássicos, como Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, além de diversas obras dos gêneros policial e aventura. Além disso, a editora oferece descontos em todo o seu catálogo on-line. A iniciativa vale até o dia 31 de março. Para adquirir os e-books gratuitos, basta acessar o site da editora e clicar em “comprar”. Ao colocar no carrinho, o livro sairá gratuito.

No Instagram alguns perfis estão fazendo contação de histórias em formato de lives. Boa opção para entreter a criançada. Confira:

Fafa Conta, 10h30 (seg, qua e sex) e 16h30 (ter é qui)

Mãe que lê, 11h

Carol Levy, 11h30

Marina Bastos, 12h30

Camila Genaro, 15h

Marina Bigio (histórias, cordéis, oficinas e música), 18h.

Outra opção é o site Domínio Público. A plataforma promove acesso a obras literárias, artísticas e científicas em formato de textos, áudios, imagens e vídeos. Todas elas, vale lembrar, em domínio público ou que tenham a divulgação autorizada. Só para ilustrar, centenas de livros clássicos, brasileiros e de outros países estão lá, como A divina comédia de Dante, A metamorfose, de Kafka, Dom Quixote I e II, de Miguel de Cervantes. Além de títulos de Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Olavo Bilac, Castro Alves, Augusto dos Anjos e Machado de Assis. Aqui vai uma listinha para ajudar. Ah! Tudo é gratuito e on-line!


Música Veja a programação do Festival Amazonas de Ópera em 2019 | Em tempo

Até o dia 22 março, a Metropolitan Opera, mais conhecida como Met Opera, está oferecendo concertos gratuitos de forma virtual. Um por dia. Tem Tchaikovsky, Donizetti, Verdi (La Traviata) e outros. Acesse o site para acompanhar.

Diretamente de Portugal, o Festival #EuFicoemCasa promete 40 horas de música para você curtir da sua sala. Em resumo, são 78 artistas, durante seis dias (17 a 22 de março), tocando por meia hora através de live no Instagram. Esta é uma oportunidade para conhecer novos nomes da música. Ao seguir o perfil, é possível acompanhar nos Stories uma contagem regressiva para o próximo show. O recurso permite que você recebe uma notificação quando a live começar.

Voltando a falar de música clássica, devido à quarentena, a Filarmônica de Berlim liberou todo o acerto do Digital Concert Hall. Isso quer dizer que qualquer pessoa do mundo pode ser cadastrar no site, que é um projeto de transmissões digitais de concertos da orquestra, e acessar mais de 600 vídeos de toda a trajetória da filarmônica. Para isso, acesse este link e digite o código BERLINPHILL. Novos usuários precisam se cadastrar.


Streaming e televisão
Como assistir canais pagos de graça no computador ou celular ...

Todos os canais do Telecine estarão disponíveis em todas as operadoras de TV por tempo indeterminado, bem como o streaming do canal, que está aberto durante 30 dias para novos assinantes.

Alguns títulos do Globoplay também estão disponíveis gratuitamente. A maioria dos programas é para o público infantil.

As operadoras de televisão também vão liberar o sinal. A Claro TV, por exemplo, liberou todos os canais (menos HBO Premium, Fox Premium, e pay per view) para os clientes e eles ficarão disponíveis por tempo indeterminado. A Sky TV disponibilizou diversos canais na TV aberta e pelo streaming Skyplay.

Referência: https://culturadoria.com.br/cultura-na-quarentena-dicas-de-atividades-para-fazer-on-line/

A assertiva mais feliz do século XXI foi de Yuval Noah Harari: “A ciência está sob ataque”




O professor israelense de História e autor do best-seller internacional Sapiens: Uma breve história da humanidade e também de Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, Yuval Noah Harari, chamou à atenção do mundo para a irracionalidade que é ignorar as descobertas da ciência


Harari nasceu em Israel, embora seja filho de judeus com raízes na Europa Oriental.[2] Especializou-se primeiro em História medieval e História militar, antes de completar seu doutorado no Jesus College, Universidade de Oxford, em 2002.

Atualmente, é especializado em História mundial e processos da macro história. Sua pesquisa se concentra em questões da macro história, tais como: Qual a relação entre a História e a Biologia? Qual a diferença fundamental entre o Homo sapiens e outros animais? Existe justiça na História? A História tem uma direção? Será que as pessoas se tornaram mais felizes com o passar do tempo?

Seu livro mais famoso é Sapiens: Uma breve História da Humanidade (originalmente publicado em hebraico sob o título Uma breve História do Gênero Humano, e depois traduzido para 30 idiomas aproximadamente).[7] O livro aborda toda a extensão da História humana, desde a evolução do Homo sapiens na idade da pedra até a revolução política e tecnológica do século XXI. A edição hebraica se tornou um best-seller em Israel. Isso gerou muito interesse, tanto do público acadêmico quanto da comunidade em geral, transformando Harari em uma celebridade instantânea.

Uma declaração de Harari de 6 meses atrás, trouxe à baila a questão do combate à ciência e, entre os motivos que detectava para tal fenômeno, ele destacou o menosprezo às enormes conquistas científicas, responsáveis pelo próprio fato de milhões de pessoas estarem vivas hoje, e a ascensão de líderes populistas, que veem a ciência como ameaça “porque ela expõe verdades que vão contra seus comandos”. Por isso, sublinhou, “devemos rejeitar com todas as nossas forças” que posturas políticas, e preconceitos de ordem religiosa, se sobreponham à razão, que norteia o conhecimento científico. 
Negação da ciênciaSapiens e Homo deus, Yuval Noah Harari – Caminhando por fora
Diante desse quadro, é espantoso constatar que, em um cenário de pandemia, com o novo Corona vírus assolando o globo e ceifando milhares de vidas — de brasileiros, inclusive —, ainda seja preciso sair em defesa da ciência. Mas essa necessidade existe, e é urgente. Sobretudo diante de posturas de governantes insanos e tresloucados que, mesmo diante de todas as evidências comprovadas em variadas pesquisas, insistem em transitar na contramão.

A humanidade está, neste momento, enfrentando uma crise global. Talvez a maior crise da nossa geração. As decisões que já foram tomadas pelas pessoas e pelos governos e as que vão ser implementadas nas próximas semanas, provavelmente moldarão o mundo nos próximos anos. Elas moldarão não apenas nossos sistemas de saúde, mas também nossa economia, política e cultura. Devemos agir de forma rápida e decisiva. 
Homo Deus - 9789588931623 - Livros na Amazon BrasilTambém devemos levar em consideração as consequências a longo prazo de nossas ações. Ao escolher entre as alternativas, devemos nos perguntar não apenas como superar a ameaça imediata, mas também que tipo de mundo habitaremos quando a tempestade passar. Sim, a tempestade passará, a humanidade sobreviverá, a maioria de nós ainda estará viva - mas habitaremos um mundo diferente.

Muitas medidas de emergência de curto prazo se tornarão estruturas instituídas da vida. Essa é a natureza das emergências. Elas fazem os processos históricos avançarem rapidamente. As decisões cuja deliberação, em tempos normais, podem se arrastar por anos, são aprovadas em questão de horas. Tecnologias ainda imaturas e até perigosas são colocadas em uso, porque os riscos de não se fazer nada são maiores.

Países inteiros servem como cobaias em experimentos sociais de larga escala. O que acontece quando todos trabalham a partir de casa e se comunicam apenas à distância? O que acontece quando escolas e universidades inteiras passam a operar online? Em tempos normais, governos, empresas e conselhos educacionais nunca concordariam em realizar tais experimentos. Mas estes não são tempos normais.

Neste momento de crise, enfrentamos duas escolhas particularmente importantes. A primeira é entre vigilância totalitária e empoderamento do cidadão. A segunda é entre isolamento nacionalista e solidariedade global.

quarta-feira, 25 de março de 2020

“Maio de 68” – Um marco nas relações de trabalho na França


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Maio Francês ou Maio de 68, nome com o qual são conhecidos os acontecimentos sucedidos na França em 25 de março da primavera de 1968, marcou indelevelmente a história francesa

Tudo começou com a ocorrência de uma série de greves estudantis em numerosas universidades e institutos de Paris, seguidas de confrontos entre a universidade e a polícia. A tentativa do presidente De Gaulle de terminar com as greves mediante uma maior carga policial só contribuiu para acender os ânimos dos estudantes, que protagonizaram batalhas campais contra a polícia no Bairro Latino e, posteriormente, uma greve geral de estudantes e distúrbios diversos secundados por dez milhões de trabalhadores em todo o território francês (dois terços dos trabalhadores franceses).

Os protestos chegaram a tal ponto que De Gaulle dissolveu a Assembleia Nacional e foram feitas eleições parlamentares antecipadas em 23 de junho de 1968. A época imediatamente anterior a maio de 68 é considerada o boom da pós-guerra; a afiliação aos sindicatos era muito baixa e os salários estavam em alta, mas uma parte dos trabalhadores ainda tinha salários minúsculos apesar de o comércio exterior chegar a se triplicar. 

Universitários & Operários
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Inicialmente, as manifestações estudantis visavam reformas no setor educacional. O movimento cresceu tanto que evoluiu para uma greve de trabalhadores que balançou o governo do então presidente da França, Charles De Gaulle. “Os universitários se uniram aos operários e promoveram a maior greve geral da Europa, com a participação de cerca de 9 milhões de pessoas. Isso enfraqueceu politicamente o general De Gaulle, que renunciou um ano depois”, diz o historiador Alberto Aggio, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Franca (SP).

O estopim foi uma série de conflitos entre estudantes e autoridades da Universidade de Paris, em Nanterre, cidade próxima à capital francesa. No dia 2 de maio de 1968, a administração decidiu fechar a escola e ameaçou expulsar vários estudantes acusados de liderar o movimento contra a instituição. As medidas provocaram a reação imediata dos alunos de uma das mais renomadas universidades do mundo, a Sorbonne, em Paris.

De Gaulle acuado
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Eles se reuniram no dia seguinte para protestar, saindo em passeata sob o comando do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit. A polícia reprimiu os estudantes com violência e durante vários dias as ruas de Paris viraram cenário de batalhas campais. A reação brutal do governo só ampliou a importância das manifestações: o Partido Comunista Francês anunciou seu apoio aos universitários e uma influente federação de sindicatos convocou uma greve geral para o dia 13 de maio.

No auge do movimento, quase dois terços da força de trabalho do país cruzaram os braços. Pressionado, no dia 30 de maio o presidente De Gaulle convocou eleições para junho. Com a manobra política (que desmobilizou os estudantes) e promessas de aumentos salariais (que fizeram os operários voltar às fábricas), o governo retomou o controle da situação. As eleições foram vencidas por aliados de Gaulle e a crise acabou, mas ficou para a história uma das maiores mobilizações populares da história.

Um dos maiores nomes da World Music, Sir Elton John chega aos 73 anos


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Se for feita a pergunta “você conhece o cantor, compositor e pianista Reginald Kenneth Wight?”, poucas pessoas saberão responder, mas se indagar por Elton John, quase que a totalidade dos habitantes do planeta dirão ‘sim’

Com mais de 50 anos de carreira, o cantor, compositor, pianista e produtor britânico Elton John celebra 73 anos nesta quarta-feira (25), e como uma homenagem à trajetória do artista, o canal BIS vai transmitir o documentário "The Nation’s Favorite Song", às 22h.

Dirigido por Kerry Allison, Donna Bertaccini, o filme estreou em 2017 e faz parte de uma série inglesa totalmente dedicada à música. Detalhes da carreira do cavaleiro da rainha são abordados por ele mesmo, que compartilha inspirações e histórias ligadas às 20 de suas maiores composições. Ele também fala de relacionamentos, amizades e sobre como ele monta e escolhe seus looks sempre extravagantes e muito coloridos.

Em 2020, John conquistou seu segundo Oscar de melhor canção original com “(I'm Gonna) Love Me Again", que faz parte da trilha sonora da elogiada cinebiografia "Rocketman" (2019). O filme narra justamente os principais episódios ligados à biografia do artista inglês.

Relembre alguns dos seus hits:


"Candle In the Wind"
 
  "Rocket Man"
 
  "Don't Go Breaking My Heart"
"Your Song"
 
  "Sacrifice"
 
  "Nikita"
 
  "Can You Feel The Love Tonight"


O Covid19 trouxe de volta a preocupação com as pandemias que ciclicamente assombram a humanidade


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Em seu livro "The Butterfly Defetc", Ian Goldin, economista da Universidade de Oxford, já dizia lá em 2015 que as pandemias sempre ameaçaram a humanidade mais do que as guerras e seus riscos sistêmicos em um mundo interdependente

Os países "não mediram bem esse risco", disse ele em entrevista à AFP. "Contribuímos demais com os nossos exércitos (...) comparado aos nossos sistemas de saúde", subfinanciados após anos de austeridade.

A globalização trouxe prosperidade a muitas regiões do mundo, mas, em termos de saúde, deu origem a uma grande concentração de pessoas em cidades gigantescas, com localidades insalubres e mercados de animais localizados perto de aeroportos, de onde os vírus se espalham por todo o mundo, à medida que a resistência aos antibióticos cresce.

"Faz muito tempo desde que tivemos uma pandemia da magnitude" da gripe espanhola de 1918, "que contaminou um terço da população mundial e matou cerca de 50 milhões de pessoas", diz este sul-africano, ex-conselheiro de Nelson Mandela. Recentemente "foi possível conter" as epidemias de ebola, SARS e gripe aviária, "o que nos fez ter muita confiança", enfatiza.

E isso em um momento em que o mundo se afasta de instituições multilaterais, como o FMI, a OTAN, a ONU, ou de organizações que lutam contra a crise climática. "Isso é particularmente verdade nos Estados Unidos, enquanto a Europa se encontra no meio da crise do euro e do Brexit e quando ninguém confia na China para liderar o mundo", diz Goldin.

Daí o atual "vácuo de liderança", que contrasta com a última crise financeira de 2008, quando Washington convocou o G20 após o colapso do Lehman Brothers. "São os Estados Unidos novamente que presidem o G7, mas (o presidente Donald) Trump culpa o resto do mundo, especialmente a China", diz o especialista.

A próxima reunião do G7 ocorrerá apenas em junho, por videoconferência. No entanto, os países devem "cooperar, seja para encontrar uma vacina, compartilhar equipamentos médicos ou repatriar pessoas", insiste Goldin, vice-presidente do Banco Mundial.

Especialmente porque a crise econômica resultante da atual pandemia será "muito pior" do que a de 2008, alerta. "Poderemos ver uma cascata de choques financeiros", com falências de empresas, mas também de países, diz o economista sul-africano.

E ele dá o exemplo da Itália, que já passava por dificuldades antes da pandemia e precisará de "cuidados intensivos”. "A severidade do que acontece depende da nossa" capacidade de trabalhar juntos: "O mundo é capaz de desenvolver um plano de ação coordenado?" Goldin acredita que a resposta das autoridades é insuficiente no momento, apesar dos bilhões prometidos pelos bancos centrais e governos.

- Oferta e demanda - 

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"Já tínhamos taxas de juros próximas de zero (...) o problema não é liquidez" e as políticas de estímulo podem não funcionar porque "a oferta e a demanda estão quebradas", acredita. A urgência, ele argumenta, é dar uma renda básica àqueles que têm "baixa renda ou nenhuma cobertura médica" e que, se forem infectados com o corona vírus, continuarão trabalhando com o risco de infectar outras pessoas.

E também é necessário sustentar empresas "que não têm mais fornecedores ou clientes", adiando ou cancelando impostos e outras despesas durante a crise e o confinamento estabelecido em muitos países, o que paralisa a economia, incluindo as companhias aéreas, turismo ou entretenimento.

Não repetir erros do passado

Entre 2007 e 2009, os bancos centrais, instituições multilaterais e governos "favoreceram os bancos", enquanto milhões de trabalhadores perderam seus empregos, casas e cobertura social, lembra Goldin.

"Vimos uma estagnação maciça dos salários" e uma maior escassez de moradias, enquanto uma parte "dos 1% (mais ricos) ganhou quantias extraordinárias e ninguém foi preso", denuncia.

Fonte: AFP