domingo, 19 de janeiro de 2020

Como uma guerra embrutece: a história das adolescentes holandesas que seduziam e matavam nazistas


Resultado de imagem para II guerra - as tres adolescentes holandesas
A história destas mulheres, que seduziam nazistas e traidores holandeses para depois os matar, é recordada no livro de Sophie Poldermans "Seduzindo e Matando Nazis - Hannie, Truus, e Freddie: Heroínas Holandesas da II Guerra Mundial"
Freddie, de 14 anos, Truus Oversteegen, de 17 acabados de fazer, e Hannie Schaft, de 19, entraram para a resistência holandesa pouco tempo após a invasão alemã da Holanda, em 1940.

Criadas por uma mãe solteira com fortes convicções antifascistas, as irmãs Oversteegen trabalharam de perto com Hannie Schaft, numa célula da resistência composta por apenas sete pessoas, mas que causou muitos danos aos alemães durante a II Guerra Mundial.

"Estas mulheres nunca se consideraram heroínas", diz Sophie Poldermans, que é também uma ativista dos direitos humanos na Holanda, e que privou com as irmãs Oversteegen durante 20 anos, antes de decidir escrever o livro. "Eram extremamente dedicadas e acreditavam que não tinham opção senão juntar-se à resistência. Nunca se arrependeram do papel que tiveram durante a guerra", acrescenta a autora.

De protetoras de judeus a assassinas de nazis 
Resultado de imagem para II guerra - as tres adolescentes holandesas

As adolescentes, cuja missão principal era ajudar e proteger famílias judaicas na Holanda, tinham frequentemente como missão resgatar crianças de origem judia das mãos dos nazis.

Começaram por ter como missão principal roubar documentos de identificação holandeses para ajudar judeus perseguidos pelos nazis, mas depressa subiram na hierarquia da resistência local, assumindo-se como um dos maiores espinhos cravados na pele dos alemães.

Hannie Schaft, a mais velha, aprendeu alemão para melhor levar a cabo as missões que lhe eram destinadas. Tinha cabelo ruivo e uma cara bonita e pintava os lábios de vermelho vivo. Nos bares da cidade de Haarlem, onde residia, seduzia soldados alemães ou colaboracionistas holandeses, que depois eram mortos pela resistência.

Esta forma de atuação foi adotada também pelas irmãs Oversteegen, que usavam maquilhagem para parecerem mais velhas. Encantados com a beleza das jovens, os nazis, alemães ou holandeses, acompanhavam-nas para os bosques nas redondezas, onde eram mortos, normalmente, por colegas das jovens, escondidos no arvoredo.

Muitas vezes eram as próprias jovens que eliminavam os alvos. "Eram assassinas, mas tentaram manter-se humanas. Disparavam sempre pelas costas para eles não perceberem que iam morrer", recorda a autora do livro.

As encantadoras de nazis não se ficavam por este método. São conhecidos os casos das mortes em andamento, em que usavam a bicicleta para fugir do local após eliminarem um alvo.

As três adolescentes holandesas
Resultado de imagem para II guerra - as tres adolescentes holandesas
Freddie, a mais nova, tinha apenas 14 anos quando começou a trabalhar para a resistência holandesa. Passava por ser estudante e aproveitava esta imagem para servir de correio e levar informações durante a ocupação.

Truus tinha 17 anos acabados de fazer quando a Holanda foi ocupada. Um dia, viu um soldado alemão pegar numa criança judia pelas pernas e bater com ela na parede, até morrer. A jovem não se conteve. Sacou da arma e executou o nazi. "Não era uma missão, mas não me arrependo", contou, no livro agora publicado. "Estávamos a lidar com um cancro na nossa sociedade e tínhamos de o extirpar", acrescentou.

Hannie, de 19 anos, era uma jovem estudante quando os alemães irromperam pela Holanda. Participou em operações de sabotagem de instalações militares alemãs, bombardeamentos de linhas elétricas e de carregamentos de munições, mas foi por seduzir soldados nazis, levando-os para a morte que a jovem ruiva ficou conhecida e com a cabeça prémio durante o terceiro Reich.

Em pouco tempo, "a rapariga de cabelo vermelho" tornou-se um alvo prioritário para a Alemanha Nazi, por ordem do próprio Hitler. Perseguida, pintou o cabelo de preto e passou a usar óculos para escapar ao radar, até que foi capturada em março de 1945, numa operação de rotina.

Levada para a Casa de Detenção de Amsterdam, foi torturara pelos nazis e colocada numa solitária com um letreiro na porta: "morderin", assassina. Hannie foi executada a 17 de abril de 1945, apenas 18 dias antes da libertação da Holanda.

As famosas últimas palavras de Hannie
Imagem relacionada
As últimas palavras, em frente ao pelotão de fuzilamento, ficaram famosas e ajudaram a fazer de Hannie uma lenda para os holandeses. "Disparo melhor que vocês, idiotas", terá dito após a primeira ronda de tiros do pelotão de fuzilamento, que a deixou apenas ferida. A amiga Truus diz, no livro, que Hannie morreu com coragem, olhando os executores nos olhos.

Hannie Schaft foi agraciada, a título póstumo, como a Medalha da Liberdade, atribuída pelo Comandante Supremo das Forças Aliadas, o norte-americano Dwight Eisenhower.

As irmãs Oversteegen foram agraciadas pelo primeiro-ministro holandês em 2014, que lhes atribuiu a Cruz da Mobilização Militar. Truus foi também homenageada no Yad Vashem, o memorial israelita às vítimas do holocausto, pelo papel que teve na defesa e proteção dos judeus holandeses durante a segunda Guerra Mundial, 25% dos quais terão morrido nos cinco anos de ocupação alemã.

Truus morreu em 2016, com 92 anos. A irmã mais nova, Annie, morreu com a mesma idade, dois anos depois. 


Referência:
jn.pt

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Os mais cruéis e sanguinários Imperadores da Roma Antiga


Resultado de imagem para tiberio imperador
Apesar dos ‘ridículos tiranos’, os antigos romanos foram responsáveis por alguns dos avanços mais importantes da história. Sua arquitetura, política e cultura ainda exercem influência em todo o mundo

Mas nem tudo são flores e, apesar do seu valioso legado, o Império Romano também deu à luz imperadores cruéis e o cinema em especial, tem mostrado ao longo dos anos, várias atrocidades cometidas e autorizadas por dirigentes da Roma Antiga.

Há 20 anos, Ridley Soft dirigiu o ótimo “Gladiador”, onde Joaquin Phoenix vive um imperador extremamente cruel, - com requintes que incluem um incesto, - e que não hesita em aniquilar quem cruza o seu caminho.

A história está repleta dessa estirpe de déspotas e assassinos, entre os quais destacam-se os três seguintes:

Tibério
Resultado de imagem para tiberio imperador
Tibério Cláudio Nero César, segundo imperador de Roma, governou o Império Romano durante 23 anos, de 14 d.C. até 37 d.C. Ele chegou ao poder após uma série de mortes e intrigas familiares, e seu governo se destacou pela proibição das religiões e a perseguição aos astrólogos. Os historiadores da época descreveram a extrema importância que esse imperador deu à satisfação de seus desejos, a ponto de criar o cargo de “Intendente de Prazeres”. Tibério desconfiou de tudo e de todos, assassinando com crueldade senadores e colaboradores, incluindo alguns de seus descendentes. Aos 77 anos, ele morreu em circunstâncias suspeitas: historiadores sugerem que ele foi sufocado por um complô entre seu conselheiro pessoal e Calígula. 
Calígula Resultado de imagem para imperador caligula biografia
Calígula, o terceiro imperador de Roma, governou o Império Romano durante somente 4 anos, de 37 d.C. a 41 d.C. Ele herdou o poder após a morte de Tibério, que havia determinado que Calígula governasse junto com seu primo Tibério Gêmelo. Mas, para governar sozinho, Calígula mandou matar o primo. O historiador Sêneca descreveu o sadismo com que Calígula atormentava os que o rodeavam. Ele possuiu praticamente todas as mulheres que conheceu, incluindo a prometida de um amigo, a qual raptou em plena festa de casamento e a proclamou sua esposa. Guardava em seus armários amplas coleções de venenos, com os quais assassinava listas intermináveis de homens, mulheres e crianças. Calígula chegou a proclamar-se deus supremo e criou um templo para sua própria adoração. Foi assassinado por um capitão da Guarda Pretoriana.

Nero
Resultado de imagem para NERO caligula biografia
Nero, o último imperador da dinastia júlio-claudiana, governou Roma durante 14 anos, de 54 d.C. até 68 d.C. No poder, governava sob forte influência da mãe, Agripina, a Jovem. No ano 59 d.C., mandou matá-la, pois acreditava que ela faria oposição ao seu casamento com Popeia Sabina. Nero também teria matado seu meio-irmão, Britânico. Ele se considerava um ser todo poderoso e adorava ser amado pelo povo, o que o levou a perdoar a vida de muitos gladiadores. Após assassinar sua mãe, Nero se tornou um severo tirano e realizou gigantescas matanças. Seu governo é geralmente associado à tirania e à extravagância. A maioria dos historiadores romanos antigos, como Suetônio e Cássio Dio, oferecem relatos extremamente negativos de sua personalidade. Tácito afirma que o povo romano o considerava compulsivo e corrupto. Ele também foi acusado por alguns historiadores de ser o responsável pelo grande incêndio que devastou Roma em 64 d.C. Ele se suicidou em 9 de junho de 68 d.C., quando soube que havia sido julgado à revelia e condenado à morte como inimigo público, tornando-se o primeiro imperador romano a se suicidar.
Fonte: MSN 
Imagens: Shutterstock.com, Giovanni Dall'Orto, via Wikimedia Commons e cjh1452000, via Wikmedia Commons


sábado, 11 de janeiro de 2020

Salvador terá mural de 300 m2, de autoria de Eduardo Kobra


Resultado de imagem para santa dulce dos pobres
A imagem de Santa Dulce dos Pobres em Salvador retratada em um mural, é a nova obra da referência mundial no grafite, o paulista Eduardo Kobra


Um dos maiores nomes do grafite mundial, o paulista Eduardo Kobra homenageará Santa Dulce dos Pobres com um mural de 300 metros quadrados, em uma das fachadas laterais do Shopping Barra, em Salvador, terra natal da primeira santa brasileira.

O muralista, que já grafitou murais com imagens de nomes como Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King e Mandela, agora retrata a santa baiana que foi canonizada em outubro do ano passado.


A obra terá 32 metros de altura por 10 de largura e começou a ser feita na última quarta-feira (8), com previsão de término em até 12 dias. A arte será baseada em uma foto de Irmã Dulce abraçando uma criança e fará parte do projeto “Olhares da Paz “.

Kobra é conhecido por transformar espaços neutros em grandes obras de arte. O uso de cores fortes, a riqueza de detalhes e a precisão dos traços são algumas de suas marcas. Quando for instalada, a fachada do Shopping Barra será o primeiro trabalho dele em um centro de compras.

Destaque nos EUA


Uma das obras mais destacadas de Kobra no exterior é o mural com imagem de David Bowie feito por Eduardo Kobra nos Estados Unidos. Trata-se de um descomunal painel com uma imagem bem colorida do ídolo pop.

Obras na “Praça do Poeta” levam à descoberta das ruínas do Teatro São João da Bahia


Antiga Fotografia Theatro
As escavações das obras da Praça Castro Alves, no Centro, trouxeram à baila um dos maiores orgulhos do centro da Salvador antiga, o Teatro São João da Bahia

Voltando no tempo, é possível até imaginar as carruagens luxuosas deixando senhoras e senhores à porta. Mais de 200 anos depois da inauguração de um dos maiores espaços culturais que o Brasil já teve, eis que o esqueleto do Teatro São João da Bahia ressurge em forma de ruínas. Parte da fachada e as escadas que davam acesso ao foyer, depois que se ultrapassavam uma das suas três suntuosas portas. 


Segundo secretário de Cultura e Turismo de Salvador, estrutura aparenta ser de uma fonte do Teatro São João. Arqueólogos fazem pesquisa para confirmar a relação.  — Foto: Arquivo Pessoal

O único testemunho material da existência de um dos principais prédios da história de Salvador deve fazer parte de um projeto de adaptação da prefeitura, que realiza a obra desde a Avenida Sete de Setembro. A ideia da Fundação Gregório de Matos é criar um espaço que utilize a estrutura da antiga fonte encontrada em escavações no final de 2019 como um palco para pequenos shows. Além disso, um sítio arqueológico com as ruínas da fachada do São João, fariam parte do mesmo ambiente e estariam ali para serem tocadas e contempladas.

Ocaso da Praça Castro Alves
Resultado de imagem para praça castro alves salvador

Afora o Carnaval e alguns parcos eventos pontuais, a Praça Castro Alves é pouco utilizada, apesar da sua vista linda e privilegiada. “Nossa ideia é fazer um projeto que movimente este lugar”, afirma Nivaldo Vieira de Andrade, professor da Faculdade de Arquitetura da UFBA, que vai elaborar o projeto da prefeitura. “Vamos agitar esse lugar o ano inteiro. Não seria um espaço para mega shows. É um palco pequeno. Esse seria um uso adequado. Até porque o palco está ali, pronto”, diz presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, apontando para a fonte descoberta antes da fachada. “Pensei em chamar palco dos poetas”.

Discussão


O uso que se pretende dar às descobertas não chega a ser uma unanimidade. O professor de Teoria, Crítica e Projeto de Arquitetura da UFBA, Márcio Campos, diz que não vê sentido em colocar os achados para contemplação. “Caso não sejam enviados a um museu, a melhor forma de proteger é cobri-los novamente, o que acontece com 90% dos achados arqueológicos do mundo. Salvador não é Roma”, pondera Marcio Campos.

Polêmicas à parte, a descoberta não deixa de ser uma joia rara e traz reminiscências daquilo que foi a Capital dos Baianos” no passado. Se vai para um museu, exposta para contemplação ou recoberta com terra novamente, é uma discussão para os entendidos, - ou não, como diria Caetano Veloso, - e para o público em geral resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Referência: Correio da Bahia

“Dois Papas” – o filme mais comentado do final de 2019, merece todos os comentários elogiosos


Resultado de imagem para dois papas
Em 2013, o mundo foi pego de surpresa quando o papa Bento XVI anunciou que iria renunciar ao cargo, algo tão inusitado que a última ocorrência conhecida de renúncia de um sucessor de São Pedro é a do Papa Celestino V em 1294, depois de apenas cinco meses de seu pontificado

Dentro da liturgia da Igreja, tal ato era impensável, tendo em vista a simbologia do papado como a representação de Cristo crucificado, que permaneceu no posto até sua derradeira morte. Se a eleição de um novo papa, Francisco I, fatalmente trouxe a produção de um sem número de produções oportunistas sobre sua vida, o diretor Fernando Meirelles entrega um filme bem mais ambicioso: discutir os bastidores da Igreja a partir de um encontro entre o atual e o futuro papa, no qual tal transição é não apenas comunicada, mas também justificada. Isto de forma muito bem-humorada, ao ponto de provocar deliciosas gargalhadas em vários momentos.

O diretor Meirelles e o roteirista Anthony McCarten tiveram a ideia genial de explorar a fundo a personalidade de cada um. Com isso, desde o início acompanhamos a simpatia do futuro Papa Francisco, ainda cardeal Jorge Bergoglio, bem como sua proximidade com a comunidade carente de seu país-natal, em belas cenas na periferia de Buenos Aires que tão bem exploram as cores locais da América Latina. Não se faz qualquer esforço para gostar de Bergoglio: ele é acessível, descontraído, informal, apaixonado por futebol e tango como todo bom argentino, ou seja, gente como a gente. Com extrema sensibilidade, Jonathan Pryce capta tais características e entrega um personagem adorável, capaz de assobiar "Dancing Queen", do Abba, em plena eleição no Vaticano ou pedir uma fatia de pizza em uma barraca qualquer assim que chega a Roma.

Bento – alemão impenetrável
Resultado de imagem para dois papas
Já Bento, é totalmente diferente: catedrático, sisudo e autoritário, almejou o cargo que ocupa através da política interna do Vaticano. Sua ausência de carisma não o tornou tão amado quanto seu antecessor, João Paulo II, e ele tem consciência disto. De certa forma, é fácil não gostar dele e é tocante ver Anthony Hopkins, - um do maiores atores em atividade, se não for o melhor, - aos 80 anos, se sujeitar a um personagem que lhe exija tanto em relação à postura física. Seu conhecido olhar penetrante combina muito bem com a personalidade forte de Bento, não só ao se ver contrariado, mas também quando precisa convencer seu colega de fé. 
A bem da verdade, Bento e Bergoglio não são inimigos e é prazeroso ver o respeito que nutrem um pelo outro em tempos de tanta intransigência e egoísmo. A grande beleza do roteiro está justamente em estabelecer tão bem as características de cada um e, a partir delas, apresentar ao espectador diferentes facetas sobre a mesma questão. Não há mocinhos nem bandidos nesta história, apenas pessoas que, humanas que são, falham. Simples assim. 
Resultado de imagem para dois papas

Se o debate exercido em Dois Papas por si só já vale (muito) a pena, Fernando Meirelles vai além ao incluir pílulas de um humor delicioso e absolutamente orgânico, em relação a ambos os personagens. Soma-se a isso uma trilha sonora que não apenas surpreende, pelo uso inusitado das canções "Dancing Queen" (Abba), "Bella Ciao" (música-tema da série La Casa de Papel) e "Blackbird" (Beatles), como ainda presta homenagem à América Latina como um todo, através de ícones como "Besame Mucho" e "Guantanamera". Ainda neste sentido, merece destaque o retrato feito da Argentina nas muitas sequências de flashback, de um apuro técnico e reconstituição impressionantes que auxiliam tanto nesta belíssima compreensão das dores e alegrias em ser latino-americano, tão bem refletida na história de vida de Bergoglio. Isso sem falar do belo trabalho de Juan Minujin, como a versão jovem do futuro papa.

Profundamente humano, Dois Papas conta com grandes atuações de seus protagonistas em um duelo verbal que dá gosto de ver, seja pela forma como se desenvolve ou mesmo por admirar a dedicação tanto de Pryce quanto de Hopkins em compor personagens o mais verossímil possível, diante da persona pública tão conhecida de ambos. Vale também destacar a fotografia de César Charlone, que perambula nos mais variados formatos e estilos sem jamais abandonar a coesão estética diante do exibido, e um momento específico, que fará a alegria de todo e qualquer apaixonado por futebol: quando Bergoglio usa a religião para explicar o jogo coletivo no esporte. Absolutamente genial!

Referência: Adoro Cinema