quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Centro Integrado Assis Chateaubriand: um marco na educação de Feira de Santana, completa 50 anos em 2019


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Em dezenove de setembro de 1969, foi inaugurado em Feira de Santana – Bahia, o Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand (C.I.E.A.C.), um divisor de águas na educação pública da segunda cidade do Estado

Ao cortar a fita inaugural, o governador Luís Viana Filho afirmou que “ ... a Bahia homenageia não apenas a figura do grande brasileiro , mas acima de tudo, reverenciava o seu grande exemplo como jornalista e educador Assis Chateaubriand...”

Num pronunciamento feito perante dezenas de autoridades e cerca de mil estudantes perfilados em memória do fundador dos Diários Associados, o governador lembrou o carinho especial do jornalista Assis Chateaubriand para com as coisas da Bahia e, em particular, o seu amor declarado à cultura e à gente de Feira de Santana.

Ao descerrar o retrato de Assis Chateaubriand no salão principal do novo educandário, o jornalista Odorico Tavares agradeceu em nome dos Diários Associados do Brasil e lembrou dois exemplos do amor do homenageado por Feira de Santana: o Aeroclube e o Museu Regional, que possui um dos maiores acervos culturais do País.

O nome de Assis Chateaubriand está definitivamente inscrito entre os grandes beneméritos de Feira. Seus artigos sobre a cidade são citados com frequência, principalmente aquele publicado as vésperas da inauguração do museu: “Feira de Santana está com o Cão”.

50 anos de história
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Nesse meio século de existência, o Assis, como é conhecido pela população feirense, formou uma plêiade de profissionais que se destacaram em diversas áreas como medicina, direito, engenharia, administração e economia, entre tantas outras.

O Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand está localizado no bairro do Sobradinho, possui 3271 alunos (segundo dados do Censo Escolar de 2018) em Ensino Fundamental II, Ensino Médio e EJA. A escola possui 5 avaliações de pais e alunos e nota média de 4.86.

O filho do Vale do Jiquiriçá Gilton Della Cella lança seu novo trabalho, “Seu tempo”


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Ele veio ao mundo na cidade de Ubaíra-Ba, no verde vale do Jiquiriçá e botou a cara no sol em 1984 no Festival dos Bancários da Bahia, onde arrebatou o 2º lugar com a música “Grande Circo Brasileiro” e, para fechar com chave de ouro, ganhou também naquela noite o prêmio de melhor letrista

Em 1997 voltou a vencer o mesmo festival desta vez com a música “Canto de Açoite”, interpretada por Anna Magdalla, aliás, nos festivais, Gilton Della Cella teve presença marcante, vencendo o Festival Disparada – 1984, promovido pelo Sistema Nordeste de Comunicação , com a música “Destino Lavrador” , de parceria com Kleber Ramos e Renato Fechine , festival de música de Itaberaba 1984 e 1985 com as músicas “Grande Circo Brasileiro” e “Canto de Açoite”, participante do projeto Banco de Talentos, promovido pela Febraban em 1994-1998-2000-2002-2004 e 2006, com apresentações no Memorial da América Latina, Tom Brasil e Citibank Hall –São Paulo, sob a batuta dos maestros Nelson Ayres e Marco Romera.

Selecionado pelo projeto Circuito Cultural Banco do Brasil – 2003, dividiu o palco com Luiz Melodia. Classificado no festival da rádio Educadora da Bahia em 2004, 2005 e 2006 com as músicas “Brasis” e “Navegador de Sonhos” e “Solidão Pirata”; classificado no festival Canta Nordeste 1996; finalista dos festivais de Serra Negra-SP-2004, Toledo-PR –2004 e Tatuí-SP 2005, Seabra-BA 2007, Ribeirão Preto-SP 2007, Angra dos Reis-RJ 2007, Festival de samba paulista no Tuca-SP 2007, Garanhuns-PE 2007.

Novo trabalho
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Em parceria com Marcelo Nunes, Gilton compôs e está lançando “Seu tempo”, uma música que, conforme sua própria definição, é um convite à reflexão. Antenado com os novos caminhos da música, o álbum “A Boca e o Beijo” já está disponível na net para baixar e ouvir, assim como outros trabalhos desse baiano de fibra.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

No último dia 31, o Brasil celebrou o nascimento de um dos seus maiores expoentes musicais, o “O Rei do Ritmo” Jackson do Pandeiro


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Artista multifacetado, o cantor, instrumentista e compositor, Jackson do Pandeiro, desbravou o cenário musical do sul do país, sem abrir mão da sua proposta de música genuinamente Nordestina

Jackson nasceu em Alagoa Grande, Paraíba e era filho do oleiro José Gomes e da cantora de coco pernambucana Flora Mourão (Glória Maria da Conceição) e, quando pequeno, gostava de assistir aos emboladores de coco e repentistas na feira da cidade, assim como adorava cinema, principalmente os filmes de faroeste: “Na época eu brincava de artista, naquele tempo do cinema mudo.

E ele narra o início da sua trajetória: “Então tinha aquele pessoal do faroeste, e todo menino fazia suas quadrilhas, de índio, de chefe de quadrilha, de bandido, e eu era então o Jack Perry. Comprei um chapelão de palha, um revólver de madeira, e a gente brincava. Depois fui crescendo, tinha que ajudar minha mãe a dar de comer à moçada e tive que trabalhar. Parei com a brincadeira mas fiquei com o nome Jack, só J-a-c-k. Comecei a tocar pandeiro e os caras: – Come que é, e aí, Jack, Jack do Pandeiro… Fiquei sendo Jack do Pandeiro”.
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Em 1939, utilizando o nome artístico de Jack do Pandeiro, passou a fazer dupla com o irmão mais velho de Genival Lacerda, José Lacerda, começando a fazer sucesso em Campina Grande. Quando se mudou para o Recife, Pernambuco, em 1948, para trabalhar na Rádio Jornal do Commercio, passou a adotar o nome artístico de Jackson do Pandeiro, considerado de maior efeito sonoro, formando uma dupla com o já famoso compositor e apresentador Rosil Cavalcanti.

Gravou dezenas de músicas que fizeram sucesso nacional como O canto da ema (Ayres Vianna e João do Valle), Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho) e Cabo Tenório e Moxotó (Rosil Cavalcanti); 1 a 1 (Edgar Ferreira); Forró em Caruaru (Ze Dantas); Como tem Zé na Paraíba (Manezinho Araújo e Catulo de Paula), Casaca de Couro (Rui de Morais e Silva); Meu enxoval (Gordurinha e José Gomes); 17 na corrente (Edgar Ferreira e Manoel Firmino Alves); Coco do Norte (Rosil Cavalcanti); O velho gagá (Almira Castilho e Paulo Gracindo), Vou ter um troço (Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro) entre muitos outros.
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Expoentes da Música Popular Brasileira, como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, gravaram alguns dos seus sucessos e ele tocou pandeiro na gravação de vários trabalhos de estúdio, a exemplo do primeiro disco de Elba Ramalho, “Ave de Prata”, lançado em 1979.

Em Portugal, a apoteose estrondosa de 'Jojo Rabbit'


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Uma comédia com Hitler como amigo imaginário foi ovacionada de pé no Festival de Toronto. Chama-se Jojo Rabbit, de Taika Waititi, e é mais um filme no congestionamento da antecâmara dos Óscares, juntamente com Le Mans '66: O Duelo e Knives Out

Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Jojo (Roman Griffin Davis) é um jovem nazista de 10 anos, que trata Adolf Hitler (Taika Waititi) como um amigo próximo, em sua imaginação. Seu maior sonho é participar da Juventude Hitlerista, um grupo pró-nazista composto por outras pessoas que concordam com os seus ideais. Um dia, Jojo descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está escondendo uma judia (Thomasin McKenzie) no sótão de casa. Depois de várias tentativas frustradas para expulsá-la, o jovem rebelde começa a desenvolver empatia pela nova hóspede.

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Ocaso mais sério do TIFF foi e vai ser até ao final Jojo Rabbit, de Taika Waititi, com Scarlett Johansson e Sam Rockwell. O tal filme sobre um menino nazi na Alemanha da Segunda Guerra Mundial que tem como amigo imaginário Adolf Hitler (interpretado pelo próprio Taika Waititi) é também uma história de amor e amizade entre o menino fã da suástica e uma rapariga judia escondida no seu sótão. 


Farsa antiódio com comicidade de gozo puro à crueldade do III Reich, Jojo Rabbit é das coisas mais originais e provocadoras de humor que um filme de uma major americana (a Fox) teve coragem de lançar. Humor que contagia, mas que também arrepia, um pouco como também acontecia com A Vida É Bela, de Benigni. Mas nesta sátira há o nonsense contemporâneo muito ao estilo do humor de Waititi (quem tiver visto o último Thor ou What We Do in the Shadows vai compreender...), capaz de aplicar coordenadas pop ou o disparate mais absurdo. 

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Jojo Rabbit situa-se entre os limites do humor correto e a fina linha que pode ofender. É óbvio que está do lado do universo judeu e do seu próprio código de humor, mas também recorre aos Beatles e a David Bowie (na sua versão alemã de Heroes) para baralhar tudo. O resultado é uma montanha-russa de gargalhadas e de momentos para nos deixar em pele de galinha. 


Uma ode à coragem de todas as mães e ao espírito de resistência de quem já foi vítima de opressão. Não poderia ser o objeto mais atual para estes dias, mesmo quando, paradoxalmente, homenageia o espírito das comédias dos ZAZ (em especial Top Secret - Ultra Secreto) e a tradição de Mel Brooks.

Concorrente da Netflix, a Apple revela o Apple TV+ como a grande novidade do setor


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O serviço de vídeos por assinatura da Apple no novo app Apple TV dará aos usuários acesso a séries, filmes e documentários originais e exclusivos

Durante o evento da Apple desta terça-feira, 10 de setembro, a gigante de Cupertino finalmente apresentou novidades mais concretas a respeito de data de lançamento e preço do seu serviço de streaming de filmes e séries que chega este ano para competir com gigantes da indústria como a Netflix, o Apple TV Plus.

No palco, o CEO da Apple Tim Cook confirmou que o TV Plus será lançado no dia 1 de novembro pelo preço de apenas US$ 4,99 (R$ 20) na inscrição familiar, valor muito inferior ao plano mais popular da Netflix nos Estados Unidos, que custa US$ 12,99 (R$ 53) e também inferior ao já competitivo valor da inscrição do Disney Plus, que será lançado no dia 12 e novembro por US$ 6,99 (R$ 24).

No dia do lançamento do serviço de streaming da Apple, produções originais da plataforma estarão disponíveis, incluindo The Morning Show com Jennifer Aniston e Reese Witherspoon, além do drama Dickinson sobre a poeta Emily Dickinson. Claramente a Apple não terá uma diversidade de catálogo tão grande como o que veremos no Disney Plus, mas seus conteúdos originais de alta qualidade deverão chamar muita atenção.

Mas a empresa está empenhada em apresentar produções cada vez melhores: segundo o Bloomberg, a Apple elevou o seu orçamento de US$ 1 bilhão para US$ 6 bilhões, e há informações de que a empresa esteja gastando uma quantia aproximada de US$ 15 milhões de dólares por cada episódio de suas séries atuais, incluindo não apenas o The Morning Show como também a nova série See, uma ficção científica com Jason Momoa.

Apple planeja apresentar novas séries, filmes e produções originais a cada mês, e o sistema de liberação de episódios será semanal, diferente da estratégia da Netlix em oferecer toda a temporada de uma só vez, mas próxima ao que outros serviços como Amazon Prime Video e Hulu adotam.

Durante o evento, a Apple afirmou que aqueles que comprarem os novos iPhones terão acesso gratuito ao TV Plus durante um ano.
Lançamento no Brasil?

Segundo Thássius Veloso, o Apple TV Plus será lançado no Brasil por apenas R$ 9,90 a partir do dia 1º de novembro junto com os 100 primeiros países. Mais informações e detalhes devem ser divulgados em breve.

Referência: tudocelular.com

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Um andarilho da cultura e da poesia na conexão Uauá / Feira, assim podemos definir Zecalu


O poeta Zecalu é advogado e produtor cultural, mas o seu talento de poeta nos remete às nossas vivências e dramas urbanos com bom humor e um traço bastante sertanejo
Geralmente, a criatividade que leva as pessoas a juntarem sílabas de dois nomes para formar um outro nome, resulta em palavras pouco palatáveis, digamos assim. Tenho um amigo cuja junção de parte do nome da mãe e do pai, resultou em Florisnaldo. Uma outra, o pai se chamava Valter e a mãe Regina... já perceberam a anomalia que resultou nas sílabas desses nomes, não é?

Mas existem exceções nessa regra e uma delas é o de José Luiz Guimarães Elpídio. Da mistura de José com Luiz nasceu Zecalu. O apelido de infância virou nome artístico e o menino que começou a escrever versos aos 16 anos virou poeta e compositor. Para isso, teve de vencer a timidez e apresentar as escrituras não apenas aos amigos, mas aos desconhecidos também. 

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E foi assim, arriscando aqui e ali que conquistou o segundo lugar no Concurso Literário da Faculdade de Letras enquanto estudava Direito na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus. A primeira vitória acendeu a chama da poesia e há cinco anos ele exibe seus trabalhos para o mundo. É só acessar a página Zecalu numa Rede Social que o visitante vai conhecer a diversificada obra do artista que passeia por poemas longos, curtos, cordéis em sintonia com desenhos e fotografias. “A ideia é resgatar a infância e ser algo mais manual, com colagens e montagens saindo da digitalização e criando uma personalidade”.

A música também está na veia de Zecalu que tem parceria com diversos artistas, entre eles os cantores regionais João Sereno, Del Feliz e Tenison Del Rey. Com Maviael Melo a parceria se concretizou com um cordel. A inspiração vem do cotidiano, do amor, da política com pitadas de humor e protesto. Junto com um amigo DJ construiu o projeto Trilha Sonora Pra Criar Cabras, uma junção de música, teatro e poesia apresentado, em 2016 e que ele planeja repetir a dose. 

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O mais novo rebento de Zeca, como gosta de ser chamado, é “Meio Poema Basta!”. O livro é uma coletânea dos poemas curtos aliados as imagens e deve ser lançado, que foi lançado simultaneamente em Salvador, Feira de Santana e Uauá cidades que marcaram a vida do autor. Afinal, Zeca penou, mas chegou!

1994 – Primeiro poema

Pelos idos de 1994, lembra de ter escrito o que considera seu primeiro poema, num coletivo a caminho do colégio. Desde então, envolvido em gincanas culturais realizadas nos colégios e estimulado pelo Professor Marcus Moraes (in memoriam), passou a escrever textos para recitais e enquetes teatrais para apresentações em gincanas escolares. Começou, também, junto com colegas de escola, a compor músicas.

Em 1997, em virtude da aprovação no curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz, mudou-se para Ilhéus, onde, envolvido com o movimento político estudantil, passou a escrever de forma mais intensa e contínua músicas e poemas com inclinação para a temática política, com uma carga de protesto e denúncia.

Parceria com Rennan Mendes
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Juntando seu talento de poeta com a habilidade de Rennan Mendes, um virtuose da sanfona, provindo das terras do Uauá, Zecalu tem produzido em parceria com o talentoso músico, projetos como o “Conexão Uauá / Feira”, resultando em belíssimas apresentações no espaço Cúpula do Som, em Feira de Santana. No último desses espetáculos, realizado em maio/2019, surgiu a ideia de realizar o caminho inverso e viabilizar o “Conexão Feira / Uauá”, levando para a “Capital do Bode”, um punhado de gente boa e talentosa para se apresentar naquela bucólica e acolhedora cidade.

Os versos de Zecalu, sempre em caprichados “rabiscos” manuscritos, podem ser vistos na sua página no Instagran. Vale muito a pena conferir.

A bênção, poeta!

Roberto Mendes: um mago dos sons e mestre das chulas


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A exemplo de outros músicos da sua estirpe como, Sérgio Mendes e o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, Roberto Mendes é mais conhecido no exterior do que em seu próprio país


Natural de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo da Bahia, conterrâneo portanto, dos monstros sagrados Caetano Veloso e Maria Betânia, Roberto Mendes tem três décadas de pesquisas sobre a chula e o samba de roda, fruto do contato direto com os grandes mestres de saberes da região, trabalho expresso em vários discos já lançados e no livro “Sotaque em Pauta – Chula: o canto do Recôncavo baiano”, onde o artista e escritor fala sobre as “verdadeiras origens” do samba brasileiro e registra em DVD um show de chula e técnica do ritmo com violão e voz.

Sobre a chula do Recôncavo
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A chula é um canto ritual, onde homens e mulheres têm os seus papéis definidos. Na roda somente homens em pé tocam e um deles puxa o canto ao estilo de uma declamação. As mulheres entram na roda quando o “comandante” da chula concede a permissão. Na roda de dança, apenas as mulheres podem entrar, uma de cada vez, reverenciando os tocadores. Depois tudo se transforma numa festa. A parte litúrgica tem os homens como protagonistas exclusivos, que cantam nos desafios das duas parelhas: uma canta e a outra responde. 
Roberto Mendes em Feira de Santana
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Foi esse verdadeiro mago dos sons e mestre maior da chula que se apresentou na última quinta-feira, 23, no Espaço Cultural Cidade da Cultura, em Feira de Santana, fazendo a festa com os convidados do agitador cultural, Asa Filho.

Como a cidade de Feira de Santana não tem apoio dos poderes públicos para manifestações culturais há mais de 20 anos, o espaço Cidade da Cultura faz o papel de guardião das nossas tradições, trazendo sempre artistas cuja obra é ligada à cultura, para se apresentar no seu palco.

Referência: http://mpumalanga.com.br

domingo, 7 de abril de 2019

Espetáculo Ovo, do Cirque du Soleil, tem brasileiros no elenco


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O espetáculo Ovo está em turnê pelo Brasil e estreou, em Brasília na última sexta-feira. A autoria, direção e coreografia de Deborah Colker guiam o tom brasileiro da obra

Além do título em português, o show guarda outros traços tupiniquins, como as músicas, embaladas por ritmos regionais tais quais o samba, carimbó, maracatu e funk. Tudo realizado ao vivo por músicos brazucas. No entanto, o protagonismo brasileiro vai além, esteja ele diante dos holofotes ou não.

Ladybug
Ovo conta a história de uma colônia de insetos. Eles estão em harmonia até a chegada de um forasteiro ao local. Não bastasse o jeitão atabalhoado do novato, ele — uma mosca — se apaixona pela Ladybug, interpretada pela capixaba Neiva Nascimento. A atriz é a primeira brasileira a ocupar o posto de personagem principal no Cirque e, além de envolver o pretendente, ela também encanta o público com suas tiradas bem-humoradas e postura empoderada.

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Filha de artistas, Neiva deu os primeiros passos no circo quando ainda era criança. É formada pela Escola Nacional de Circo e já esteve em algumas caravanas. Ela está em Ovo há cinco anos e se apresentou em 14 países. Um sonho que demorou uma década para se realizar. “Eu fazia um trabalho social em uma ONG, até que o Cirque chegou para realizar audições em 2004. Foi lá que eles me conheceram, mas não passei. Porém, em 2014, 10 anos depois, eles me ligaram para esse papel”, recorda.

“Quando entro no palco, eu entro me entregando. Passando toda a energia que nós brasileiros temos de sobra. Os próprios estrangeiros, meus colegas, ficam parados me olhando e querendo saber da onde vem tudo isso. A força vem da gente mesmo, temos problemas, mas eles não dominam a gente. Brasileiro sempre tenta mostrar que está feliz”, se orgulha Neiva, em sua primeira apresentação em casa. “É diferente de todos os lugares que eu já estive”, revela.

Líder nos bastidores
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Já imaginou estar à frente de todo o treinamento físico e técnico dos artistas? É preciso considerar que são habilidades distintas como acrobacias, equilibrismo e contorcionismo. Soma-se a isso que o grupo é formado por 50 pessoas de 25 países. A faixa etária também é variada. Parece complicado, né? A tarefa requer, além do conhecimento técnico dos números, habilidades sociais para manter o grupo em paz. O responsável por essa engenharia humana é o paulistano Emerson Neves.

“Eu comecei no Cirque em 2006. Fui atleta de saltos ornamentais, fiz treinamento para um show e fui artista do espetáculo Saltimbanco. Depois, passei a ser treinador, tive uma experiência fora daqui e retornei para o Ovo há três anos. Minha vontade era continuar como artista, mas a idade e as lesões chegam. Como estive no palco e nessa rotina, com a experiência de ter vivenciado isso, eu acho que esse é o diferencial que eu tenho”, explica.

Em regra, os espetáculos ficam entre 10 e 12 semanas na estrada. Então, alguns problemas de relacionamento são naturais. “Eu tenho uma sensibilidade maior para ver essas coisas. Tem uns mais extrovertidos, outros são mais quietos. No meu começo como artista foi difícil, nem sempre a gente leva uma piadinha numa boa. Mas com o tempo você entende a diferença de cultura. Nem sempre todo mundo se entende. É preciso ter muito jogo de cintura”.

Serviço:

Ovo - Cirque du Soleil

Ginásio Nilson Nelson (SRPN). De 5 a 13 de abril. Os preços das entradas inteiras variam de R$ 260 a R$ 900. Confira os horários e valores detalhados no site do Correio.


Fonte: Correio Braziliense

A Cassiopeiae e a relação com o filme “A Espera de um Milagre”


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O longa, escolhido como um dos 5 filmes para se ver antes de morrer, segundo a rádio Capital FM em Londres, se desenvolve com o personagem Paul, já velho, contando à Elaine a história do "milagre"


Em uma das cenas do filme, quando Paul (Tom Hanks) e Brutal levam John para fora, o gigante olha para as estrelas e fala "Olhe Chefe, é a Cassie, a senhora na cadeira de balanço." Esta é uma referência à constelação Cassiopéia. Na mitologia grega a rainha Cassiopéia é constantemente caracterizada por estar sentada numa cadeira de balanço ou numa cadeira comum.

Alpha e Gamma

Também conhecida como Tamaquaré pelos brasileiros, a Cassiopeia é uma constelação em formato de W, localizada no hemisfério celestial norte. Essa constelação possui cerca de trinta estrelas que são visíveis a olho nu, além de outras, e as cinco principais, que formam o desenho da letra W.

A Alpha Cassiopeiae (ou Shedir) é a estrela mais brilhante de toda constelação e possui cor avermelhada. Já a Gamma Cassiopeiae é outra estrela bastante importante, que está no centro do desenho W, ou seja, no meio das estrelas principais, e é a terceira com mais luz. O W, ou M, também é formado pela Beta Cassiopeiae, Delta Cassiopeiae e Epsilon Cassiopeiae. 
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Em locais de latitudes médio setentrionais, ou seja, do hemisfério norte, ela pode ser observada em qualquer período do ano, mas sua visualização possui mais destaque durante o inverno. Esta constelação tem como característica grupos estelares abertos.

A Cassiopeia fica próxima às constelações Cepheus, Andrômeda, Perseus e Camelopardalis. O nome desta constelação tem origem grega, de Kassiópeia. Já a forma que o nome é escrito hoje vem do latim.

Mitologia Grega
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De acordo com a mitologia grega, esta constelação tem a ver com a rainha da Etiópia, a Cassiopeia, esposa de Cefeu e mãe de Andrômeda. O W formado pelas estrelas de Cassiopeia mostra a imagem da rainha, sentada em seu trono ou em uma cadeira de balanço, penteando os cabelos – isso porque ela era conhecida por sua beleza e sua vaidade.

Uma vez, a rainha chegou à conclusão de que era a mais bela dentre todas as nereidas, o que desagradou a todas as outras. Desagradou, inclusive, Anfitrite, que registrou sua queixa ao deus dos mares, que também era seu marido, Poseidon. Em represália à atitude da rainha da Etiópia, Poseidon exigiu que Andrômeda, a filha da rainha, fosse sacrificada ao monstro marinho Cetus. Caso sua exigência não fosse cumprida, toda a Etiópia seria inundada.

Andrômeda foi, então, oferecida para o sacrifício. Mas, no último segundo, ela foi salva por Perseu, que se apaixonou por ela e matou a criatura marinha. Como castigo final, Cassiopeia foi colocada no céu em posições desconfortáveis (por isso que o W forma a rainha sentada de cabeça para baixo), para que ela permanecesse em posição de humilhação.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Mantendo uma tradição do seu Estado, Flávio Leandro firma-se como um dos maiores nomes da música Nordestina


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Sempre que me perguntam sobre os maiores compositores de forró de todos os tempos e eu costumo separar em dois grupos: os que já estão em outra dimensão e os que, graças a Deus, ainda estão entre nós, produzindo, cantando e encantando os apreciadores da boa música

Entre os que já partiram, não se pode deixar de fora, Humberto Teixeira, Zé Dantas e um compositor que foi importantíssimo na retomada da carreira de Gonzagão, quando este vivia um certo ostracismo após movimentos musicais como a Bossa Nova, o Tropicalismo e a Jovem Guarda. Estou falando do pernambucano João Silva, autor de canções que levaram Luiz Gonzaga a vender cerca de 500 mil cópias de um só disco. 
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No outro grupo, eu destaco um outro pernambucano de Caruaru e que tem um extenso rosário de músicas de sucesso: Petrúcio Amorim. Talvez, fora do seu Estado, a maioria das pessoas só conheçam suas musicas na voz de outros cantores, com destaque para o paraibano de Monteiro, Flávio José, que gravou quase todas as composições de Petrúcio. 
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Maciel Melo é outro ícone do forró, também nascido em Pernambuco, na cidade Iguaraci e, assim como Petrúcio, autor de inúmeros sucessos gravados por ele e por outros intérpretes. Lembro-me que na década de 90 eu chegava em um bar onde reuniam-se vários amigos e presenciei uma discussão sobre quem era o autor da música “Caboclo Sonhador”. Um grupo afirmava que era de Flávio José e outro contra argumentava que era Fagner, já que ambos gravaram a canção. “E aí, Euriques, qual dos dois é o autor? ”. “Sinto decepcioná-los, mas nenhum dos dois é o compositor e sim, Maciel Melo.

Perceberam que, dos compositores acima citados só um não é pernambucano? Pois é, o Humberto Teixeira é cearense de Iguatu. E para não fugir à regra, vamos abordar mais amiudemente a carreira de um outro pernambucano, - ô terra de cabra bom de forró... – este natural de Bodocó, Francisco Flávio Leandro Furtado, ou simplesmente Flávio Leandro, que também escreve seu nome nos anais da música nordestina, com canções que falam de amor, do sofrimento do povo da sua terra e de protesto por este mesmo povo viver ao desamparo de políticas públicas em todos os níveis.

Compositor precoce 
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Com apenas 13 anos de idade já começou a rabiscar suas primeiras composições e, em 1985, participou pela primeira vez de um festival, o Sementes da Terra, com o qual se apresentou cantando composições suas. Em 1987, ficou classificado em um dos primeiros lugares no Festival Estudantil da Canção, na cidade de Crato (PE).

Em 2004, recebeu o “Título de Cidadão Exuense”, na cidade natal de Luiz Gonzaga, Exu (PE), e, em agradecimento ao título, gravou o CD "Na casa do rei", interpretando canções do Rei do Baião. No ano seguinte, gravou a coletânea “Feliz da vida”. Em 2006, lançou seu primeiro DVD, “Dez léguas de Forrobodó”; dois anos depois, lançou mais um CD "Xô aparreio!". Em 2011, lançou mais um CD “Cheiro de nós”. Na mesma época, lançou seu segundo DVD.

Sempre privilegiando o forró pé-de-serra, ao longo da carreira teve composições suas gravadas por artistas como Elba Ramalho, Flávio José, Adelmário Coelho, Santanna O Cantador, Jorge de Altinho, Waldonys, Cristina Amaral, Maciel Melo e Petrúcio Amorim.

Realizou, em média, 150 apresentações por ano, em quase todas as regiões do país. Em 2012, participou da coleção tripla de CDs "Pernambuco forrozando para o mundo - Viva Dominguinhos!!!", produzida por Fábio Cabral, cantando a música "De mala e cuia", dele mesmo. Essa mesma canção foi um dos grandes sucessos da carreira de Flávio José, hoje um dos maiores intérpretes do gênero.

Outra grande composição de Flávio Leandro é “Oferendar”, canção na qual ele lançou sua filha Sarah Lopes nos palcos da vida. “Oferendar” foi gravada com uma linda roupagem pela paraibana Elba Ramalho e já faz parte dos grandes sucessos da carreira e Flávio Leandro.

Dentre as canções onde o compositor clama pela situação do povo nordestino é “Chuva de Honestidade”, que teve uma gravação histórica ao lado de Cícero Mendes e Chico Justino. A canção tem um refrão bastante sugestivo e retrata o momento que o país vive, com alguns bandidos de colarinho branco presos e a maioria solta e rindo da cara do cidadão brasileiro:

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente

Mas, tem mão boba enganando a gente, secando o verde da irrigação

Não! Eu não quero enchentes de caridade, só quero chuva de honestidade

Molhando as terras do meu sertão” 

Euriques Carneiro