sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Igreja do Rosário dos Pretos | Um dos mais emblemáticos das centenas de templos católicos de Salvador


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No século XVII, os negros eram proibidos de frequentar as igrejas de Salvador e, para professar a fé, eles resolveram construir sua própria igreja, tarefa que consumiu recursos que eles não dispunham e quase um século de árduo trabalho

Como outros grupos da colônia, os negros se organizavam em agrupações religiosas de ajuda mútua, as chamadas irmandades ou confrarias e eram particularmente devotos de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito.

A Igreja da Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo, mais conhecida como Igreja do Rosário dos Pretos, situada no Largo do Pelourinho, na antiga rua das Portas do Carmo, foi fundada em 1685, por uma das primeiras irmandades dos homens pretos do Brasil. A Irmandade foi elevada à categoria de ordem terceira em dois de julho de 1899.

Inicialmente, o culto dessa Irmandade era realizado em uma capela da antiga Sé, dedicada à Nossa Senhora do Rosário, com uma imagem de 1685. A atual Igreja do Pelourinho começou a ser construída em 1704 pela própria Irmandade, pelos próprios irmãos negros, incluindo escravos. A imagem barroca de N.S. do Rosário, de 1685, foi transladada da Sé e está no altar-mor. 

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Em 1710, já se celebravam atos religiosos no local. Em 1718, a Igreja passou a abrigar também a Irmandade do Santíssimo Sacramento do Passo, até a construção da Igreja do Passo, a partir de 1736. O templo tem notável mérito arquitetônico. As torres, com terminações em bulbo, são revestidas de azulejos e foram concluídas em 1781, junto com a fachada em estilo rococó, pelo mestre Caetano José da Costa.

No início do século 19, são realizadas obras de reforma e ampliação. Seu interior é decorado com azulejos que retratam temas da devoção à N.S. do Rosário de Lisboa (cerca de 1790) e da vida de São Domingos. Acredita-se que esses azulejos foram confeccionados na Fábrica do Rato, em Portugal pelo renomado artista português Francisco Gonçalves da Costa. 
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O retábulo do altar-mor, de 1871 e inspiração neoclássica, é de autoria do entalhador João Simões F. de Souza. A pintura do teto da nave e do altar-mor é da mesma época, feita pelo artista José Pinto Lima dos Reis. Além da Imagem de N.S. do Rosário, a Igreja também abriga as imagens de São Benedito, de Santo Antônio de Catigerona e do Cristo Crucificado, em marfim.

Em 1872, foi demolido o cemitério da Irmandade. Entre 1873 e 1875, a fachada foi alterada com a construção de duas novas portas, ao lado da porta principal (veja uma fotografia de Ben Mulock, de 1859, com a fachada anterior). No final do século 19, outras melhorias foram realizadas, como a construção de um altar na sacristia (1894) e o douramento da Igreja (1895). Em 2011, a Igreja foi restaurada.

O conjunto arquitetônico da Igreja foi tombado pelo Iphan, em 1938. Todo o Pelourinho é um patrimônio da humanidade, na lista da Unesco.

Funcionamento:
Às terças, missa em louvor a Santo Antônio de Categeró – Terça da Benção.

Festas:
Santo Antônio de Categeró (2º dom janeiro)
São Benedito (Último dom abril)
Santa Bárbara (4/dez)
Aniversário da Irmandade (2/jul)
Festas dos santos negros (Elesbão, Efigênia), e N. Sra. Senhora dos Anjos, N. Sra. do Rosário (último dom de out).

Missas:
Segunda e domingo – 9h. Terça, última quarta do mês, 1ª quinta do mês e sexta, às 18h.

Visitação:
De seg a sáb, das 8 às 12h e das 13 às 17h
Taxa visitação: R$ 3,00 

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