segunda-feira, 25 de junho de 2018

Nome de peso da moderna literatura portuguesa, Valter Hugo Mãe acaba de lançar o seu mais novo livro ‘Homens imprudentemente poéticos'


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Escritor, editor e artista plástico, Mãe cursou pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Universidade do Porto, possui livros publicados de poesia, contos e narrativa longa, destacando-se no panorama da literatura portuguesa pelo carisma e o ecletismo
A coincidência de completar 20 anos de carreira e ter um novo romance, 'Homens imprudentemente poéticos', poderia não ter acontecido pois foi um parto difícil para Valter Hugo Mãe. Ele fala sobre a inimizade de dois artesãos japoneses, um texto que recomeçou dezessete vezes: "Em algumas versões já tinha passado da página 100."

O esforço valeu a pena, pois este novo romance do autor é - mais uma vez - tão diferente que o torna uma das mais importantes vozes da literatura nacional, porque foge à vulgaridade do que a maioria dos autores da geração do terceiro milênio está a apresentar. Aliás, se já o tinha conseguido com a máquina de fazer espanhóis, por exemplo; se subira um grande degrau na busca e execução do romance que tem como cenário a Islândia, A Desumanização, volta a realizar uma escrita inesperada nesta narrativa japonesa. 

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Onde transporta o leitor de uma forma elegante e íntima para aquela parte do mundo sem o fazer passar por um voyeur de costumes. Mais, o registro encontrado para estes homens imprudentes surpreende por poder ser assinado por um escritor daquele país, tal é o modo como evita a confluência baralhada do olhar ocidental e se cinge à verdade da natureza - presença importante -, impondo-se o relato com uma reprodução de personagens que não desvirtuam as prováveis pessoas.

Estranha-se bastante a linguagem, "escangalhada" por um escritor que não se quer repetir e que ao teimar nessa meta entrega um dos muito poucos bons romances portugueses deste ano.

Em recente entrevista, foi-lhe perguntado: Ter um filho ou um livro. Qual é que lhe faz mais falta?

R - Como já escrevi sete romances o que gostaria era de ter um filho. Até digo mais, sabendo hoje o que sei trocava os meus sete romances por um filho. Quem não tem romance e tem filho, tem a obrigação de ser mais feliz do que eu.
‘Homens imprudentemente poéticos' chega às livrarias terça-feira, é surpreendente na reinvenção da língua portuguesa, no tema e cenário e aparece como promessa no mercado literário português em 2018.

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