terça-feira, 5 de junho de 2018

2018 MARCA OS 83 ANOS DO “LEBENSBORN”, O INSANO PROGRAMA NAZISTA DE REPRODUÇÃO HUMANA


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Em mais uma aberração nazista, “As crianças de Hitler” tentou criar gente 'ariana' com o programa 'Lebensborn' que, entre outras atrocidades, arrancou crianças dos braços de seus pais para encontrar os genes 'desejáveis'

Algumas histórias que estão nos escritos históricos, de tão loucas e inadmissíveis parecem ficção fruto do imaginário dos escritores, mas chega a ser aterrorizante saber das atrocidades que certos seres humanos são capazes de cometer. E a realidade nesse caso, é mais cruel do que podemos imaginar.

Durante a Alemanha nazista, sob o controle da SS (organização militar nazista) e do de Heinrich Himmler, foi criado um programa secreto chamado ‘Lebensborn’, “fonte de vida” em alemão. 


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Em um arroubo de loucura que só poderia sair da mente doentia dele, surgiu o rumor sobre a intenção de Adolf Hitler de criar uma raça perfeita finalmente se tornava um fato; estava convencido de que apenas os arianos puros deveriam ser os governantes do mundo. Deste modo, adaptou um laboratório SS para realizar os experimentos com a nova geração pertencente à elite nazista.

O ‘Lebensborn’ era um programa contrário ao Holocausto, pois aqui o objetivo principal era, a todo custo, preservar a pureza da raça ariana, independentemente dos meios para alcançá-lo.

Como a narrativa é bastante longa, resumimos abaixo os pontos principais do programa com seus dados mais relevantes, evidenciando outra faceta cruel da era nazista.

Gestação 


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A entrada de mulheres grávidas no programa foi condicionada a características raciais rígidas e específicas: deviam ter fundamentalmente olhos azuis, cabelos loiros, pele branca e alta estatura. Também foi necessário verificar a identidade do pai (da mesma fisionomia) e verificar que não apresentavam problemas genéticos.

Himmler encorajou a procriação de seus oficiais da SS com mulheres qualificadas para o programa, buscando o nascimento de crianças arianas mais puras.

Expansão de Lebensborn
Devido à escassez de crianças classificadas como arianas puras na Alemanha, o regime nazista ampliou o programa Lebensborn aos países ocupados no norte e oeste da Europa, principalmente na Polônia e na Noruega.

Os vikings
A origem da raça ariana se deu na Noruega. Os antigos vikings eram considerados progenitores da “raça perfeita”. Himmler afirmou que os escandinavos possuíam a aparência física ideal da raça ariana, bem como o sangue mais puro. Eles criaram clínicas exclusivas para o nascimento de bebês de mães norueguesas e militares alemãs.

Finalmente, quando a guerra terminou, essas “crianças de Hitler” tiveram que suportar atos discriminatórios, já que foram consideradas “filhos do inimigo”.

Crianças raptadas
Milhares de crianças que apresentavam características de um ariano puro foram sequestradas de seus lares com o objetivo de serem enviadas para a Alemanha e criadas por famílias nazistas. Em abrigos especiais, receberam nomes alemães, aprenderam a língua, a cultura, os costumes e foram induzidos a ideologia nazista.

Extermínio de “impuros”
As crianças sequestradas que não cumpriram as condições de pureza foram levadas a campos de concentração e, em seguida, exterminadas, impedindo, assim, a propagação de seus “genes impuros”.

Sem identidade
Entre os anos 1936 e 1945, as clínicas alemãs produziram cerca de 8 mil nascimentos. Por se tratar de um programa secreto, muitas dessas pessoas não foram oficialmente registradas, nunca conheceram sua origem, nem sua identidade, muito menos a de seus pais.

Retorno dos raptados
Após o fim da guerra, em 1947, as crianças sequestradas pela SS foram procuradas e questionadas se deveriam ou não retornar para suas famílias. A maioria deles já se consideravam alemães, porém não se lembravam do passado e temiam ser separados de suas famílias adotivas. Apenas 3% retornaram aos seus países de origem.

Germanização
Estima-se que existiram dez clínicas Lebensborn na Alemanha e nos países ocupados, e cerca de 25 mil crianças foram sequestradas e levadas para a Alemanha para “germanização”.

Fim do programa
Não se sabe quantas crianças foram sequestradas. Ao perceberem que iriam perder, os nazistas trataram de queimar os arquivos.

Estimativas feitas pelo governo polonês sugerem que 10 mil crianças foram tomadas e menos de 15% devolvidas a suas famílias biológicas. Já estimativas feitas pelo historiador australiano Dirk Moses sugerem que esse número é o dobro. A maioria dessas crianças não teve a (duvidosa) sorte de Matko em descobrir seu passado.

Quanto às mulheres que participaram do programa, foram escorraçadas pela sociedade. Tinham o cabelo raspado, as roupas rasgadas, foram espancadas e desfiladas pela cidade - por uma população que, dias antes, ainda jurava fidelidade ao Fuhrer. Certamente alguns deles ainda cuidando de crianças tomadas de longe. 


Referência: http://www.editoracontexto.com.br/



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