sábado, 14 de abril de 2018

'De Santo Amaro a Xerém': a turnê conjunta de Maria Bethânia e Zeca Pagodinho percorre cinco cidades até o final de maio


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A arte sempre tem seu lugar e em tempos de Brasil conturbado, um alento para os amantes de uma boa música: Zeca Pagodinho e Maria Bethânia estão dividindo o palco no espetáculo 'De Santo Amaro a Xerém'

Sábado passado (7), a dupla estreou em Olinda, no Grande Recife, a turnê conjunta De Santo Amaro a Xerém, cujo título faz referência às origens da cantora baiana e do sambista carioca.

A ideia do projeto surgiu a partir de um bem-sucedido encontro que os dois tiveram em 2016. Zeca convidou Bethânia para participar de seu CD/DVD O Quintal do Pagodinho, no qual fizeram um festivo dueto de Sonho Meu, famoso samba de Delcio Carvalho.

O entrosamento foi singular e agora a dupla está com viagens marcadas para cinco cidades brasileiras: Salvador (dia 14 de abril), Rio de Janeiro (21 de abril), Belo Horizonte (6 de maio), São Paulo (18 e 19 de maio) e Brasília (30 de maio). 


Tem música inédita feita por Caetano Veloso
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Bethânia pediu ao irmão Caetano uma composição inédita para acrescentar ao novo projeto. E o maior letrista vivo da MPB entregou Amaro Xerém, classificado pelo crítico Mauro Ferreira como um "samba de roda à moda baiana, mas que dialoga com o samba do Brasil, em sintonia com os versos de Caetano".

Zeca e Bethânia cantam a música em dueto no início e no fim do show. Infelizmente, os dois afirmaram que não têm intenção de registrar o espetáculo em CD ou DVD. Isso significa que para conhecer Amaro Xerém, os fãs precisam ter um assento na plateia do show.

Sim, entre clássicos do samba e do pagode, músicas inéditas e homenagens às escolas de samba carioca Mangueira e Portela, a dupla canta no palco 40 canções – 13 delas em dueto. O roteiro reúne algumas pérolas como Você não Entende Nada, Cotidiano, Desde Que o Samba é Samba e Deixa a Vida Me Levar.

Portelense de coração, Zeca Pagodinho interpreta nesse show três sambas históricos da agremiação carioca: Portela na Avenida (1981), Lendas e Mistérios da Amazônia (1970) e Foi um Rio que Passou em Minha Vida, clássico de Paulinho da Viola.

Bethânia também tem seu momento de homenagem à sua escola preferida, Mangueira. Sozinha, ela interpreta no palco seis canções ligadas à história da escola carioca. O destaque fica por conta de A Surdo 1, presente de Adriana Calcanhotto, que compôs o samba em 2016 depois de a Mangueira ser campeã celebrando a trajetória de Bethânia.


Para os mais ansiosos, segue abaixo a letra do samba:
No alto brilha um

Risco raro

Que passa do mal ao bem

Por cima formando

Um aro

Por baixo

Um trilho de trem

De Guadalupe ao Amparo

De Xerém a Santo Amaro

De Santo Amaro a Xerém

(Zeca)

O que passa

É mais que claro

É todo mundo e é ninguém

Do generoso ao avaro

De Gaza a Jerusalém

Do bem barato

Ao bem caro

De Xerém a Santo Amaro

De Santo Amaro a Xerém

Aí amor amor amaro

Aí cheirinho de Xerém

Ai amor — paro

Ai amor — vem

(Zeca)

Com você nada comparo

Aquele seu vai-e-vem

Quando eu todo me descaro

Do Leblon a Buranhém

Desculpe o meu

Despreparo

De Xerém a Santo Amaro

De Santo Amaro a Xerém

(Maria Bethânia)

Por essa luz eu disparo

Sem repetir nhenhenhém

O Brasil é que é meu faro

Levaremos tudo além

É no samba que eu preparo

De Xerém a Santo Amaro

De Santo Amaro a Xerém

Aí amor amor amaro

Aí cheirinho de Xerém

Ai amor — paro

Ai amor — vem

Aí amor amaro

Ai cheirinho de Xerém

Ai amor - paro

Ai amor - vem

Por essa luz disparo

Sem Repetir nhennhennhém

O Brasil é que é meu faro

Levaremos tudo além

É no samba que eu preparo

De Xerém a Santo Amaro

De Santo Amaro a Xerém

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