domingo, 15 de abril de 2018

Codex Gigas - A Bíblia do Diabo é o maior livro da Idade Média


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A Bíblia "Codex Gigas" é o maior manuscrito da Idade Média, foi escrito por um monge que teria vendido a alma ao Diabo e há uma macabra lenda sobre o que o demo fez nele

A Idade Média é um período da história que guarda alguns dos mitos e escritos mais misteriosos. Um deles é o maior manuscrito medieval do mundo, o “Codex Gigas”, uma bíblia profana gigante que, segundo a lenda, foi escrita em condições sobrenaturais por um monge que vendeu a alma ao arcanjo caído, Lúcifer.

O manuscrito pesa 74 quilogramas, mas o que realmente impressiona é a gigantesca dimensão do livro (quase 1 metro de comprimento: 92 x 50.5 x 22 cm). Apesar de tudo, o mistério reside no conteúdo das 624 páginas: foi feita no século XIII por um só homem e, sem qualquer explicação aparente, uma página inteira é dedicada a um desenho sinistro de um demônio.

Acredita-se que o livro foi feito num convento beneditino da região de Boemia. Não se conhece o autor deste manuscrito, nem em que circunstâncias foi feito o desenho do diabo, mas os especialistas ficaram surpreendidos com a excelente caligrafia e a ausência de erros. 


Um monge excomungado
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A lenda diz que esta “Bíblia do Diabo” foi trabalho de um monge que foi sentenciado à morte por esmagamento entre duas paredes, após quebrar os votos. Para não ser executado, o monge sugeriu fazer uma cópia da Bíblia durante apenas uma noite. Os juízes aceitaram. O monge foi-se apercebendo que não ia conseguir terminar tamanha tarefa. Em desespero, fez uma oração a Lúcifer, o arcanjo caído, também conhecido como diabo. 

O monge pediu então a ajuda do demônio para terminar o livro em troca da sua alma. O diabo terá então completado o manuscrito e o monge acrescentou numa das páginas, uma imagem de Lúcifer, em sinal do seu apreço. A lenda diz ainda que esta “Bíblia do Diabo” está amaldiçoada e que traz doença e desastres. Ainda é desconhecida a origem desta lenda.
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Muitos historiadores apoiam a teoria de que o castigo do monge copista era comum. Contudo, inúmeros estudiosos acreditam que o autor do manuscrito entrou numa clausura de 5 anos para escrever o livro. Segundo dados do National Geographic, seriam necessários 5 anos de escrita para completar o livro, sem contar com as ilustrações. Um dos mistérios que ainda está por desvendar é o uso da mesma tinta em todas as páginas. Era habitual mudar-se de tinta com o passar das semanas.

A “Bíblia do Diabo” já esteve em exposição em Praga e agora se encontra na Biblioteca Nacional de Estocolmo.



Rreferência: https://observador.pt

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