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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cavaleiros Templários: o que há de verdade e que é lenda?

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Eles surgiram como uma espécie de exército religioso e já foram citados em filme de Spielberg e em livro de Dan Brown, sendo formada por monges cavaleiros para proteger Jerusalém

Segundo a literatura que aborda a matéria, após a conquista da cidade, no século XII, pelas Cruzadas – expedições organizadas pelas potências cristãs europeias para tirar a região do domínio muçulmano. Cavaleiros franceses, liderados por Hugues de Payens, criaram o grupo em 1139, inspirados por São Bernardo, místico e ativista religioso que incentivava ações militares contra os “infiéis” na Terra Santa. 

Em Jerusalém, o grupo ocupava uma ala do palácio real da cidade, que, diziam, havia feito parte do Templo de Salomão. Daí veio o nome Templários para a ordem, também formalmente conhecida como Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão. Sua principal identificação era a túnica branca com uma cruz

Influência Papal
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Nenhum papa teve influência mais duradoura no curso da história mundial do que Urbano II. O conflito atual entre as democracias cristãs do mundo ocidental e os terroristas fundamentalistas islâmicos do Oriente Médio pode ser atribuído ao seu apelo aos príncipes cristãos da Europa por uma Cruzada para resgatar a Terra Santa dos muçulmanos.

"No discurso feito ao Concílio de Clermont, na França, em 27 de novembro de 1095, ele combinou a ideia de peregrinação à Terra Santa com a guerra santa (...) Ele declarou: “O Ocidente deve marchar em defesa do Oriente. Todos devem ir, ricos e pobres. Devem ir contra os infiéis e lutar uma guerra justa. Deus os guiará, pois estarão fazendo Seu trabalho. Haverá absolvição e remissão dos pecados para todos os que morrerem a serviço de Cristo. Aqui eles são pobres e miseráveis pecadores; lá serão ricos e felizes. Que ninguém hesite; eles devem marchar no próximo verão. Deus assim o deseja!'"

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Foram empreendidas sete cruzadas entre 1095 e 1250, mas após o sucesso inicial da conquista de Jerusalém, os cruzados não conseguiram manter o Santo Sepulcro. Desses quase 200 anos de expedições militares realizados por guerreiros medievais em nome de Deus, surgiram figuras românticas como o rei Ricardo Coração de Leão e os cavaleiros fictícios da Távola Redonda de Camelot, do rei Arthur, sempre em busca do Santo Graal. Mas foi um romance do século XXI que tirou um grupo de cruzados dos livros de histórias, trazendo-o para a cultura popular.

O arcebispo Guilherme de Tiro, testemunha ocular, escreveu em 1118 a respeito dos cavaleiros templários que "certos homens nobres no posto de cavaleiros, homens religiosos; devotos e tementes a Deus, colocaram-se a serviço de Cristo" e prometeram viver "sem posses, sob os votos de castidade e obediência". Seus líderes eram Hugo de Payens, cavaleiro da Borgonha, e Godefroid (Godofredo) de St. Omer, do sul da França. Sem uma "igreja ou residência fixa" quando chegaram a Jerusalém, tiveram permissão para "morar perto do Templo do Senhor" (as ruínas do templo judaico em Jerusalém). Seu principal dever era "proteger as rotas e estradas contra o ataque de bandidos e ladrões" E fizeram isso, observou Guilherme de Tiro, "especialmente para proteger os peregrinos". Por nove anos após a fundação da ordem, os cavaleiros templários usaram roupas seculares. Usavam "as roupas que as pessoas, para a salvação de suas almas, lhes davam".

Adotando o nome de "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", ficaram conhecidos como templários. Sancionados pela Igreja em 1128 no Concílio de Troyes, logo foram reconhecidos, e temidos, por sua ferocidade nas batalhas. "Após a retomada de Jerusalém pelo Islã em 1239, conquistaram a ilha de Chipre para quartel-general da ordem e usavam a vasta riqueza acumulada com espólios de guerra para se firmarem como financistas internacionais." Inventando o sistema bancário, montaram um Templo em Paris. Mais ricos do que qualquer governo do continente, esses outrora "Pobres Cavaleiros de Cristo" passaram de nove para algo entre 15 mil e 20 mil membros, com 9 mil mansões e castelos.

"Eles cresceram tanto, que há nessa ordem atualmente", escreveu Guilherme de Tiro em algum momento entre 1170 e 1174, "cerca de 300 cavaleiros que usam mantos brancos, além de irmãos, muitos numerosos. Dizem que eles têm imensas posses tanto aqui como no exterior, de forma que não há hoje uma única província no mundo cristão que não tenha concedido aos tais irmãos uma parcela de seus bens. Dizem que suas riquezas é tão grande quanto os tesouros dos reis."

Os templários tornaram-se tão ricos e poderosos, observou Guilherme de Tiro, que "se tornaram extremamente problemáticos"

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Em 13 de outubro de 1307, funcionários da Corte de Justiça do rei entraram no quartel-general dos templários em Paris e prenderam os cavaleiros. Presos e torturados, foram obrigados a confessar heresias, entre elas a adoração do demônio e perversões sexuais. Foi oferecida a escolha entre a renúncia ou a morte. Apesar de ter confessado sob tortura, De Molay rapidamente renegou a renúncia. Condenado com outro templário, foi levado para uma ilha do rio Sena, à sombra da Catedral de Notre-Dame, e queimado em 1312.

Existe uma lenda que segundo a qual, enquanto as chamas cresciam ao seu redor, ele profetizou que o rei e o papa morreriam em um ano. A profecia se realizou. Mas antes de morrer, o papa dissolveu a ordem e avisou a todos os que ousassem pensar em si juntar aos templários que seriam excomungados e condenados como hereges. Apesar da decisão do rei Felipe e do papa Clemente de erradicar os templários, alguns conseguiram escapar e, acredita-se, estabeleceram a ordem na Escócia. Hoje a Ordem dos Cavaleiros Templários sobrevive como afiliada da Maçonaria.

Embora os arquivos do Vaticano e os volumes de história europeia contenham inúmeros relatos em que se cruzam os objetivos de reis e papas, e até caso de conspiração, nada se compara ao acordo feito entre o papa Clemente V e Felipe, o Belo para encobrir a avareza com o manto da religião. O fato de Clemente reconhecer a ilegalidade das acusações de heresia contra os cavaleiros templários foi registrado em um documento colocado nos arquivos secretos do Vaticano, e lá permaneceu por sete séculos.

Para espanto dos historiadores, em 2007 o Vaticano anunciou que publicaria 799 cópias com detalhes dos julgamentos dos templários, que pretendia vender por 8 mil dólares. A coleção de documentos incluía o Pergaminho de Chinon - cidade francesa onde foram realizados os julgamentos - que registrava por que o papa Clemente V havia dissolvido a Ordem dos Cavaleiros Templários e emitido mandados de prisão para todos os membros. O papa se diz forçado a dissolver a ordem para manter a paz com a França e evitar um cisma na Igreja.

Referência: http://historiaonlineam.blogspot.com.br




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