quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Senta a Pua! Símbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB)


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Quando ainda nem se sabia o que era uma furadeira elétrica, carpinteiros e moveleiros tinham apenas o Arco de Pua para furar madeira, mas a ferramenta serviu de mote para a expressão “Senta a Pua”

Para o surgimento do “grito de guerra” e a sua simbologia, o Capitão Aviador, depois Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, Comandante da Esquadrilha Azul, explica os elementos que compõem o símbolo que se tornou um marco do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB):


- Faixa externa verde-amarela - o Brasil
- Quepe do avestruz - piloto da Força Aérea Brasileira
- Escudo - a robustez do avião P-47 Thunderbolt e proteção ao piloto.
- Fundo azul e estrelas - o céu do Brasil com o Cruzeiro do Sul
- Pistola - poder de fogo do avião P-47 Thunderbolt
- Nuvem - o espaço aéreo
- Fumaça e estilhaços - a artilharia antiaérea inimiga
- Fundo vermelho - o sangue derramado pelos pilotos na guerra

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O avestruz, símbolo maior do ‘Senta a Pua’ é um caso a parte, que merece uma explicação mais detalhada. Nada melhor do que o depoimento do seu próprio criador, o Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira:
"....E lá em Nova York era aquele bando de gente com aquele quepe branco, pareciam mesmo avestruzes, e ainda por cima comendo as coisas mais disparatadas para o brasileiro: feijão com açúcar, leite em pó, café ralo parecendo um chá ... Nós comíamos aquilo, e só mesmo um estômago de avestruz para agüentar a dieta. 

Bom, isso é só uma introdução para dizer que durante a viagem no Colombie alguém disse: “ Nós precisamos bolar o nosso símbolo”, e na discussão, disseram: “A coisa que mais nos caracteriza aqui é o fato de nós sermos ‘avestruzes', comendo essas coisas”.

Todos acharam uma boa idéia, e ficou a pergunta: “Quem é mais parecido com avestruz aqui?”. “O Lima Mendes”, concordou o grupo. Aí eu pedi para o Lima Mendes pousar um pouquinho, fiz a caricatura dele, depois adaptei a cara do avestruz e acrescentei as cores , tudo com um significado especial. Então veio o termo ‘SENTA A PUA' , trazido pelo Tenente Rui Moreira Lima. 

‘Senta a pua' era um termo do Norte/Nordeste e o comandante dele chamado Capitão Firmino, mais conhecido como Firmino da Paraíba , toda vez que ia entrar em ação, fazer alguma coisa, dizia: “Senta a Pua !”. O Rui sugeriu: “Que tal ‘Senta a Pua' ?” e todos concordamos.

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Estávamos ao redor de uma mesinha no navio: eu, Lima Mendes, Rui, o Meira - se não me engano- então eu desenhei o símbolo. Tem a nuvem, que é o chão do avião, o vermelho que é o céu de guerra, o escudo que representa o cruzeiro do sul ... Armei o avestruz com uma pistola que era o “tiro”, depois botei o quepe. 

Quando nós entramos em combate e começamos a ‘levar tiro' dos alemães, fizemos mais um “flak” (explosão) estourando perto do avestruz. É essa a história do ‘Senta a Pua': muito simples e eu acho que engraçada também ... bem humorada. ”

Se trouxermos esta expressão para os dias atuais, ela seria como a expressão: "Manda bala!" Uma frase de incentivo como “vá em frente...”

Cavaleiros Templários: o que há de verdade e que é lenda?

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Eles surgiram como uma espécie de exército religioso e já foram citados em filme de Spielberg e em livro de Dan Brown, sendo formada por monges cavaleiros para proteger Jerusalém

Segundo a literatura que aborda a matéria, após a conquista da cidade, no século XII, pelas Cruzadas – expedições organizadas pelas potências cristãs europeias para tirar a região do domínio muçulmano. Cavaleiros franceses, liderados por Hugues de Payens, criaram o grupo em 1139, inspirados por São Bernardo, místico e ativista religioso que incentivava ações militares contra os “infiéis” na Terra Santa. 

Em Jerusalém, o grupo ocupava uma ala do palácio real da cidade, que, diziam, havia feito parte do Templo de Salomão. Daí veio o nome Templários para a ordem, também formalmente conhecida como Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão. Sua principal identificação era a túnica branca com uma cruz

Influência Papal
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Nenhum papa teve influência mais duradoura no curso da história mundial do que Urbano II. O conflito atual entre as democracias cristãs do mundo ocidental e os terroristas fundamentalistas islâmicos do Oriente Médio pode ser atribuído ao seu apelo aos príncipes cristãos da Europa por uma Cruzada para resgatar a Terra Santa dos muçulmanos.

"No discurso feito ao Concílio de Clermont, na França, em 27 de novembro de 1095, ele combinou a ideia de peregrinação à Terra Santa com a guerra santa (...) Ele declarou: “O Ocidente deve marchar em defesa do Oriente. Todos devem ir, ricos e pobres. Devem ir contra os infiéis e lutar uma guerra justa. Deus os guiará, pois estarão fazendo Seu trabalho. Haverá absolvição e remissão dos pecados para todos os que morrerem a serviço de Cristo. Aqui eles são pobres e miseráveis pecadores; lá serão ricos e felizes. Que ninguém hesite; eles devem marchar no próximo verão. Deus assim o deseja!'"

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Foram empreendidas sete cruzadas entre 1095 e 1250, mas após o sucesso inicial da conquista de Jerusalém, os cruzados não conseguiram manter o Santo Sepulcro. Desses quase 200 anos de expedições militares realizados por guerreiros medievais em nome de Deus, surgiram figuras românticas como o rei Ricardo Coração de Leão e os cavaleiros fictícios da Távola Redonda de Camelot, do rei Arthur, sempre em busca do Santo Graal. Mas foi um romance do século XXI que tirou um grupo de cruzados dos livros de histórias, trazendo-o para a cultura popular.

O arcebispo Guilherme de Tiro, testemunha ocular, escreveu em 1118 a respeito dos cavaleiros templários que "certos homens nobres no posto de cavaleiros, homens religiosos; devotos e tementes a Deus, colocaram-se a serviço de Cristo" e prometeram viver "sem posses, sob os votos de castidade e obediência". Seus líderes eram Hugo de Payens, cavaleiro da Borgonha, e Godefroid (Godofredo) de St. Omer, do sul da França. Sem uma "igreja ou residência fixa" quando chegaram a Jerusalém, tiveram permissão para "morar perto do Templo do Senhor" (as ruínas do templo judaico em Jerusalém). Seu principal dever era "proteger as rotas e estradas contra o ataque de bandidos e ladrões" E fizeram isso, observou Guilherme de Tiro, "especialmente para proteger os peregrinos". Por nove anos após a fundação da ordem, os cavaleiros templários usaram roupas seculares. Usavam "as roupas que as pessoas, para a salvação de suas almas, lhes davam".

Adotando o nome de "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", ficaram conhecidos como templários. Sancionados pela Igreja em 1128 no Concílio de Troyes, logo foram reconhecidos, e temidos, por sua ferocidade nas batalhas. "Após a retomada de Jerusalém pelo Islã em 1239, conquistaram a ilha de Chipre para quartel-general da ordem e usavam a vasta riqueza acumulada com espólios de guerra para se firmarem como financistas internacionais." Inventando o sistema bancário, montaram um Templo em Paris. Mais ricos do que qualquer governo do continente, esses outrora "Pobres Cavaleiros de Cristo" passaram de nove para algo entre 15 mil e 20 mil membros, com 9 mil mansões e castelos.

"Eles cresceram tanto, que há nessa ordem atualmente", escreveu Guilherme de Tiro em algum momento entre 1170 e 1174, "cerca de 300 cavaleiros que usam mantos brancos, além de irmãos, muitos numerosos. Dizem que eles têm imensas posses tanto aqui como no exterior, de forma que não há hoje uma única província no mundo cristão que não tenha concedido aos tais irmãos uma parcela de seus bens. Dizem que suas riquezas é tão grande quanto os tesouros dos reis."

Os templários tornaram-se tão ricos e poderosos, observou Guilherme de Tiro, que "se tornaram extremamente problemáticos"

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Em 13 de outubro de 1307, funcionários da Corte de Justiça do rei entraram no quartel-general dos templários em Paris e prenderam os cavaleiros. Presos e torturados, foram obrigados a confessar heresias, entre elas a adoração do demônio e perversões sexuais. Foi oferecida a escolha entre a renúncia ou a morte. Apesar de ter confessado sob tortura, De Molay rapidamente renegou a renúncia. Condenado com outro templário, foi levado para uma ilha do rio Sena, à sombra da Catedral de Notre-Dame, e queimado em 1312.

Existe uma lenda que segundo a qual, enquanto as chamas cresciam ao seu redor, ele profetizou que o rei e o papa morreriam em um ano. A profecia se realizou. Mas antes de morrer, o papa dissolveu a ordem e avisou a todos os que ousassem pensar em si juntar aos templários que seriam excomungados e condenados como hereges. Apesar da decisão do rei Felipe e do papa Clemente de erradicar os templários, alguns conseguiram escapar e, acredita-se, estabeleceram a ordem na Escócia. Hoje a Ordem dos Cavaleiros Templários sobrevive como afiliada da Maçonaria.

Embora os arquivos do Vaticano e os volumes de história europeia contenham inúmeros relatos em que se cruzam os objetivos de reis e papas, e até caso de conspiração, nada se compara ao acordo feito entre o papa Clemente V e Felipe, o Belo para encobrir a avareza com o manto da religião. O fato de Clemente reconhecer a ilegalidade das acusações de heresia contra os cavaleiros templários foi registrado em um documento colocado nos arquivos secretos do Vaticano, e lá permaneceu por sete séculos.

Para espanto dos historiadores, em 2007 o Vaticano anunciou que publicaria 799 cópias com detalhes dos julgamentos dos templários, que pretendia vender por 8 mil dólares. A coleção de documentos incluía o Pergaminho de Chinon - cidade francesa onde foram realizados os julgamentos - que registrava por que o papa Clemente V havia dissolvido a Ordem dos Cavaleiros Templários e emitido mandados de prisão para todos os membros. O papa se diz forçado a dissolver a ordem para manter a paz com a França e evitar um cisma na Igreja.

Referência: http://historiaonlineam.blogspot.com.br




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

"1939 - 1945 Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."


Imagens Engraçadas e Curiosas da Segunda Guerra Mundial

Apesar das atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, ela foi um palco riquíssimo da história contemporânea e não apenas a tragédia e a angústia foram personagens dessa mancha indelével da história da humanidade

Houve espaço para de tudo um pouco, claro, prevalecendo o horror diário das milhões de mortes, miséria, doenças, etc. Nunca antes uma guerra havia sido tão documentada em todas as formas, como foi a Segunda Guerra Mundial. Fato que nos proporciona até hoje em dia a possibilidade de explorar as diversas facetas do conflito.

E dentro desse quadro de horrores, teria havido espaço para fatos e fotos descontraídas e engraçadas? Pois houve sim e vamos observar algumas delas aqui no Artecultural!
E o carrinho suportou?
"Os 10 mandamentos"? Cadê o Charlton Heston em uma dessas bigas"
Já tinha "litrinho" na II Guerra e com direito a maestro!
Soneca após o almoço!
O Gordo e o Magro!
Dois Davi(s) e um Golias!
Opa: soltaram um pum na cabeça do Lênin?

O cão é o melhor amigo do homem!

Referência: http://segundaguerra.net

domingo, 19 de novembro de 2017

Raimundo Sodré, o homem de “A Massa”, volta a Feira de Santana para lançar seu novo álbum “Os Girassóis de Van Gogh”


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O espaço alternativo de Feira de Santana, Cidade de Cultura, traz de volta à cidade o cantor e compositor Raimundo Sodré, que apresentará no dia 08.12, sexta-feira, seus sucessos e as canções do seu mais recente álbum, “Os Girassóis de Van Gogh”

No seu novo trabalho, ele reúne canções inéditas e regravações em parcerias com Roberto Mendes e Jorge Portugal, do período em que integrou o grupo Sangue e Raça, na década de 70 e que foi responsável por um dos períodos mais efervescentes da música baiana.

Já em 1980, o ipiraense Sodré ganhou notoriedade nacional ao apresentar ao Brasil, no Festival da Nova MPB 80, da Globo, a canção “A Massa”, criada em parceria com o santamarense Jorge Portugal. A letra, uma ousadia para a época, já que vivíamos os resquícios da ditadura, fala da opressão sobre as pessoas e, neste contexto, mantém-se mais atual do que nunca.


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O sucesso da música e a sua letra reacionária, fez que com que Sodré colecionasse alguns desafetos de peso, - literalmente, - e o levou a morar na França por dez anos. Ele afirma que quando apresenta suas canções no país, os franceses se espantam com a semelhança entre a sonoridade brasileira e africana. O samba chula feito por Sodré vem de casa. “Eu não sou um músico acadêmico, sou um músico nato. Minha mãe que me ensinou a tocar chula". A chula e o batuque são ritmos que fazem parte das tradições do “Samba de Ipirá".

Raimundo Sodré faz parte do grupo de artistas que são mais conhecidos lá fora do que no Brasil. Aliam-se a ele músicos da estirpe de Roberto Mendes e do percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, falecido no ano passado.

O show
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No espaço Cidade da Cultura, que costumeiramente abre as portas para o artista, Raimundo Sodré será precedido no palco pelo cantor feirense Flávio Bastos, que vem se destacando no cenário local, tendo feito a abertura da apresentação de Alceu Valença no Ária Hall, na semana passada.

CLIPE DE MARCA DE CERVEJA TENDO “ASA BRANCA” COMO MOTE, FOI GRAVADO EM EXU PE


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Parte de uma campanha publicitária, o vídeo Eterno Gonzagão, mesmo contando com a participação de mais de 70 artistas nordestinos, não fez o sucesso esperado, decorridos 120 dias de lançado

Asa Branca, um dos maiores clássicos de Luiz Gonzaga, completa 70 anos em 2017 e, para celebrar a data, o artista ganhou seu primeiro videoclipe oficial. O vídeo, batizado de Eterno Gonzagão, contou com a participação de mais de 70 artistas nordestinos.

Uma imagem de Luiz Gonzaga, do acervo da TV Cultura, foi projetada sobre a capela da Fazenda de Araripe, em Exu, no Sertão de Pernambuco; e os artistas fizeram sua performance de Asa Branca diante do prédio, complementando a do próprio Gonzagão. O vídeo faz parte de uma campanha publicitária de uma marca de cerveja e, publicidade ou não, emociona.

Participaram do projeto artistas como Oswaldinho do Acordeon, parceiro de Gonzaga; Joquinha Gonzaga, sobrinha do Rei do Baião; e sanfoneiros como Clayton Sobrinho Gama, Ana Caroline Lourenço da Silva, Sarah Assis, João Roberto de Santana Alves, Terezinha Bezerra Chaves, Lulinha Alencar, Enok Virgolino Dantas e José Marcelino da Silva. Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e neto de Gonzagão, acompanhou o processo de criação do clipe, e também foi responsável por liberar os direitos autorais para a divulgação do projeto.

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O clip foi produzido a partir de imagens de um vídeo inédito em que Gonzaga toca Asa Branca só em voz e sanfona, resgatado do acervo da TV Cultura de São Paulo. Aos pés do Luiz gigantesco projetado no vídeo mapping da fachada da casa onde nasceu Gonzagão, cerca de 50 “sanfoneiros machos” e algumas sanfoneiras.

A comunidade da Fazenda Araripe também participou das gravações. Logo atrás dos sanfoneiros, ajudaram no coro, dançaram e tiraram fotos. Uma das que estavam lá, quando era criança, conheceu Gonzagão de perto. Ele e a mãe dela eram vizinhos. “É como se tivesse vendo ele de novo, né? Só que maior. Ele é grande desse jeito aí mesmo”, disse Jamila Maria de Souza, 49 anos.

Lançada em 1947, Asa Branca é uma parceria de Luiz Gonzaga com Humberto Teixeira – e já foi regravada mais de 350 vezes, por artistas de estilos tão variados como Agnaldo Rayol, Toquinho, Raul Seixas, Ney Matogrosso, Caetano Veloso e Wilson Simonal.

domingo, 12 de novembro de 2017

Alceu Valença apresentou o show "Anjo de Fogo" em Feira de Santana


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Apresentação foi ontem, 11, na casa de shows Aria Hall, dentro do projeto Aria Sound, que trouxe grande nomes da MPB para a Princesa do Sertão

O cantor e compositor pernambucano Alceu Valença trouxe o novo show "Anjo de Fogo" para o público feirense no último sábado, 12 de novembro. 

A apresentação foi no Aria Hall e teve seu início à meia noite, sendo precedido por apresentações dos artistas locais Flávio Bastos e Ismael Oliveira.

Fazendo um apanhado da sua longa carreira, Alceu interpretou sucessos com temas repletos de metáforas que marcaram sua fase inicial até o período de grande sucesso a partir dos anos 1980 e 90. Levou o publico a acompanhá-lo com uma seleção que pode constar em qualquer antologia da canção brasileira: “Anunciação”, “Tropicana”, “Como Dois Animais”, “Pelas Ruas Que Andei”, “Solidão”, “Estação da Luz”, “Cabelo no Pente”, “Coração Bobo”, “Belle de Jour”, “Girassol”.

Gonzagão - eterna referência
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No show, ele incluiu ainda músicas de Luiz Gonzaga que exercem influência decisiva na sua obra como “Pagode Russo”, “Baião” e “Vem Morena” e que reafirmam a identidade primeira do menino criado na fronteira entre o agreste e o sertão do Pajeu.

Como ponto negativo apontado por muitos que pagaram até R$ 140,00 para ver o espetáculo, ficou a duração do show de pouco mais de 1 hora. Quando se viu o ex-Beatle Paulo McCartney cantar por quase 3 horas na sua apresentação em Salvador, ou Sir Elton John se apresentar por exatas 2 horas no seu show no Alianz Parque, em São Paulo, ficou uma sensação de frustração no final do espetáculo de Alceu Valença, em Feira de Santana.

Euriques Carneiro

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Sagrada Família | Obra maior de Antonio Gaudi é joia da coroa da arte espanhola mesmo estando ainda em construção


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A Sagrada Família é o monumento mais visitado da Espanha. Milhares de turistas fazem fila para conhecer a obra mais espetacular do arquiteto Antonio Gaudí e está incluída em todos os roteiros, guias e blogs que falem de Barcelona

A inigualável atração turística é o mais importante cenário do mais novo livro de Dan Brown, “Origem” que, bem ao estilo do escritor a descreve com detalhes que levam o leitor a se imaginar contemplando o monumento.

A Sagra Família é uma igreja de cinco naves, com cruzeiro de três, que formam uma cruz latina. Suas dimensões interiores são: nave e abside, 90 metros; cruzeiro, 60 metros; largura da nave central, 15 metros; naves laterais, 7,5 metros cada uma (a nave principal tem no total 45 metros); largura do cruzeiro, 30 metros.

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No ano 1866, Joseph Maria Bocabella fundou a Associação de Devotos de São José, com o objetivo básico de construir um templo. Sua construção começou com um estilo neogótico.

Uma das ideias mais potentes trazidas por seu projeto foram as elevadas torres cônicas circulares que se sobrepõem aos portais, e que vão afinando com a altura. Gaudí as projetou com uma torção parabólica, o que deu uma tendência ascendente a toda a fachada, favorecida por muitas janelas que perfuram as torres seguindo as suas formas espirais.

Para ilustrar, relacionamos abaixo algumas curiosidades sobre a igreja!

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1. A igreja começou a ser construída em 1882. Gaudí só assumiu a obra em 1883, com 31 anos.

2. Gaudí começou a construção pelo lado do nascimento. Segundo ele mesmo disse: se começasse pelo lado da Paixão as pessoas iam odiar a igreja. Porque queria que o lado da Paixão refletisse toda a dor e sofrimento de Jesus.

3. Quando a igreja estiver pronta terá 170 metros de altura, 18 torres e será a igreja mais alta do mundo. Uma torre dedicada a Jesus, uma a Maria, 12 aos apóstolos e quatro aos evangelistas. A mais alta será a de Jesus.

4. Gaudí está enterrado na cripta da igreja.

5. A construção da igreja é totalmente financiada com as entradas dos visitantes e doações. A finalização da obra está prevista para 2026.

6. Gaudí morou os últimos 15 anos da sua vida na igreja. Junto ao seu escritório possuía uma cama que fazia as vezes de quarto.

7. A fachada da Paixão começou a ser construída nos anos 50. Ela tem esculturas do escultor catalão Sobra. Suas obras causaram bastante burburinho, pois diziam que destoava das esculturas de Gaudí no lado do nascimento.

8. Apenas a cripta e a fachada do nascimento foram declaradas patrimônio da humanidade pela UNESCO em 2005.

9. Em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, a igreja foi atacada e sofreu um grande incêndio que destruiu documentos e os planos de Gaudí e provocou danos na maquete da igreja deixada por ele. Por causa disto, atualmente, a igreja é construída mais inspirada na obra de Gaudí do que nos planos feitos por ele.

10. Diferente de outras igrejas toda a história da vida de Jesus está na fachada da Sagrada Família. Dentro só tem 4 estátuas: Jesus, Maria, José e um São Jorge.

11. Tem duas esculturas que representam a pessoa do Gaudí. Uma está no lado da Natividade e outra no lado da Paixão.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A competente diretora Caroline Leone construiu uma bela história em “Pela janela”


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Rosália (Magali Biff) é uma operária de 65 anos que dedicou a vida ao trabalho em um fábrica de reatores da periferia de São Paulo. Um dia, é demitida, e consolada pelo irmão José (Cacá Amaral)

Então, ele resolve levá-la em uma viagem de carro até Buenos Aires, com o objetivo de distraí-la. No país vizinho, Rosália vê pela primeira vez um mundo desconhecido e distante de sua vida cotidiana.

No belo ‘Pela Janela’, quando não estamos na fábrica, verifica-se o dia-a-dia silencioso e solitário de Rosália em casa. Um contraste pouco estimulante, pois, no fundo, Rosália continua imersa em si. Reage como um autômato. 

Sua vida se resume a pouco e tudo já muito decodificado. Não falta dignidade, mas falta viço. No entanto, todo esse “pouco” é muito para essa senhora metódica, com uma vida regrada e sem sobressaltos. É assim que Rosália construiu e alimenta seus alicerces.

O cotidiano de fatos simples se sucedem dando nova dimensão à vida da Rosália, que ganha um frescor típico de quem estava preso às correntes e parecia não perceber, não entender que algo de anormal se passava. Pela Janela é um filme simples e muito bem pensado. Uma bela estreia em longas dessa jovem diretora!

SERVIÇO:

Em Salvador, o filme será exibido no dia 9 de novembro, às 20h20, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, seguido de conversa com os diretores. Antes, serão exibidos os curtas Galeria F, Quando a Chuva Passa, de Henrique Dantas (BA) e A Passagem do Cometa, de Juliana Rojas (SP).

Na histórica cidade de Cachoeira, o filme será exibido no dia 13/11, às 14h30, no Cine Theatro Cachoeirano.

São Paulo Companhia de Dança e OSESP apresentam o II ato de O Lago dos Cisnes na Sala São Paulo


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Paulistanos e visitantes têm um programa inédito que reúne a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) e a Osesp para apresentação do II ato do balé O Lago dos Cisnes, o balé mais famoso de todos os tempos

Nos dias 10, 11 e 12 de novembro, os espaços do palco e do coro da Sala São Paulo serão adaptados para que músicos e bailarinos formem um conjunto único dando nova vida a esta obra. A coreografia é de Mario Galizzi e a regência do maestro Roberto Tibiriçá.

O Lago dos Cisnes é uma história romântica que narra a história da princesa Odete, enfeitiçada pelo bruxo Rothbart. Aprisionada no corpo de um cisne durante o dia, volta a ser princesa durante a noite. Para se libertar do feitiço, ela precisa que um príncipe lhe jure amor eterno. O segundo ato mostra o encontro do príncipe Siegrified e da princesa Odete, na floresta. 

Da meia noite ao amanhecer, ela é a princesa da noite, uma criatura mágica e delicada, que o príncipe deseja amar e proteger. Durante o dia, a rainha dos cisnes: frágil, amedrontada e, ao mesmo tempo, corajosa e protetora do seu grupo. Essa obra marca a história da arte e encanta todas as gerações pelo seu tema e pela ligação entre a dança e a música.

A apresentação inclui partes de três outras obras de Tchaikovsky: abertura Romeu e Julieta (abertura da Orquestra), o Grand Pas de Deux de O Quebra-Nozes (Balé e Orquestra) e a Valsa das Flores, também de O Quebra-Nozes (Orquestra).

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Os figurinos elaborados por Tânia Agra, procuram trazer para a cena a magia desta obra, que tem na roupa feminina os icônicos tutus, que marcam a história da dança como o figurino essencial da bailarina. O feiticeiro Rothbart é um nobre e um pássaro. O príncipe que sai para caçar com seus amigos tem a elegância da nobreza. Cada detalhe aqui faz diferença na caracterização dos personagens.

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), companhia da Secretaria da Cultura do Estado, gerida pela Associação Pró-Dança, é dirigida por Inês Bogéa e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, gerida pela Fundação Osesp, tem direção executiva de Marcelo Lopes e artística de Arthur Nestrovski.

Serviço:

II Ato de O Lago dos Cisnes
São Paulo Companhia de Dança e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Dias 10, 11 e 12 de novembro de 2017
Sexta, às 21h, Sábado, às 16h30 e domingo, às 19h.
Local: Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos – São Paulo/SP
Ingressos: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)– A apresentação inclui partes de três outras obras de Tchaikovsky: abertura Romeu e
Julieta (abertura da Orquestra), o Grand Pas de Deux de O Quebra-Nozes (Balé e
Orquestra) e a Valsa das Flores, de O Quebra-Nozes (Orquestra).

Encontro no RJ debate preservação dos fortes militares


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A importância da preservação dos fortes militares como patrimônio mundial é o tema do Encontro Internacional de Fortificações e Patrimônio Militar Icofort, que começou ontem (6) no Rio de Janeiro


Até amanhã (8), serão apresentadas e debatidas experiências de gestão, inovação, memória e uso turístico e cultural de fortificações do Japão, Argentina, Uruguai, Peru, México, Jamaica, Espanha e Itália, além de vários estados brasileiros.

Esta é a primeira vez que o encontro científico ocorre no Brasil e decorre do interesse apresentado em 2015 para a candidatura do conjunto de 19 fortificações brasileiras como Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O encontro é organizado pelo Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social (LTDS) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), em parceria com o Icofort, Conselho Internacional de Monumentos e Sítio (Icomos, da sigla em inglês), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Exército Brasileiro.

“As fortalezas históricas podem ser vulneráveis porque a memória tem um risco e o risco da memória é o esquecimento. Eventos como esse são muito importante para que não sejamos desmemoriados e para que possamos fazer da nossa memória um compromisso. E que essa rede que hoje está aqui se desdobre rumo ao futuro”, disse Bartholo.

Segundo o Coppe, no Brasil existem cerca de mil fortificações em diferentes estados de preservação, entre edificadas e em uso, mesmo que não militares, ruínas ou resquício arqueológico. Para a presidente do Icofort, Milagros Flores, o encontro no Rio de Janeiro é fundamental para compartilhar o conhecimento acumulado sobre o tema.

Na abertura do evento foi assinado um acordo de cooperação científica entre o Icofort e o LTDS, para a troca de informações, organização de eventos e publicação de artigos em prol da preservação e do uso sustentável dessas edificações.

Fortes selecionados
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Segundo o representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no encontro, Sérgio Magalhães, que apresentou modelos de gestão do patrimônio tombado, a escolha das 19 fortificações selecionadas para esta candidatura considerou a relevância na história da constituição do território nacional e das fronteiras do país:

“É um conjunto de fortificações no Brasil, é um bem de localização espalhada no território nacional, é um bem cultural seriado, tipologia de monumentos e arquitetura militar, cronologia do século XVI ao XIX. De mais de uma centena de fortificações que nós temos no nosso país, foram selecionadas essas 19 que são emblemáticas no processo de constituição do território nacional”.

“A Carta de Recife trouxe alguns elementos que devem ser considerados como elementos comuns no sistema de gestão pra essas fortificações. É a compreensão de bem compartilhado por todos os interessados, então não se trata de 19 unidades que vão procurar a candidatura de um modo diferenciado, mas sim haverá uma coordenação para isso. Deve haver pelo menos um ciclo de planejamento, monitoramento, avaliação e controle para todo o conjunto de fortificações”, disse o representante do Iphan Sérgio Magalhães.

Os fortes incluídos no conjunto candidato a ser tombado como patrimônio mundial são: Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói (RJ); Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ); Fortaleza de São José, em Macapá (AP); Forte dos Reis Magos, em Natal (RN); Forte Coimbra, em Corumbá (MS); Forte de Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO); Forte de Santa Catarina, em Cabedelo (PB); Forte de Santa Cruz (Fort Orange), em Itamaracá (PE); Forte São João Batista do Brum, no Recife (PE); Forte São Tiago das Cinco Pontas, no Recife (PE); Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador (BA); Forte São Diogo, em Salvador (BA); Forte São Marcelo, em Salvador (BA); Forte de Santa Maria, em Salvador (BA); Forte de Nossa Senhora de Mont Serrat, em Salvador (BA); Forte de Santo Amaro da Barra Grande, no Guarujá (SP); Forte São João, em Bertioga (SP); Fortaleza de Santa Cruz de Anhantomirim, em Governador Celso Ramos (SC); e Forte de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis (SC).

O mais antigo deles, o de Bertioga, foi construído em 1532 para impedir que os povos indígenas utilizassem o canal Bertioga para atacar a cidade de Santos e onde serviu o artilheiro alemão Hans Staden, autor de um dos primeiros relatos da conquista da América.

Referência: EBC