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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O glamour de viajar de Zeppelin no século passado

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“Eu queria passear de Zeppelin,
na cadeira ao lado do Conde Ferdinando,
num balão de gás inflamável,
pelos ares da Europa viajando.”
Para quem viveu os anos 80, a lembrança do Zeppelin se resumia à música de Sá & Guarabira, mas esses dirigíveis ficaram populares depois da 1ª Guerra Mundial, onde uma passagem de Berlim para o Rio de Janeiro custava mais de US$ 10 mil em valores atuais

A palavra “zeppelin” descreve vários dirigíveis desenvolvidos pela empresa do conde alemão Ferdinand von Zeppelin. Ele projetou uma série de modelos e o primeiro, o LZ1, decolou em 1900. Mas foi depois da 1ª Guerra que o Zeppelin se tornou o maior símbolo da aviação comercial da época. O modelo mais bem-sucedido, o LZ 127, ou Graf Zeppelin, foi usado em 1928 e ficou em operação até 1937. Nesse período, realizou 590 voos. 

No Brasil, os pousos aconteciam em Recife e no Rio de Janeiro: uma passagem Berlim - Rio custava US$ 590 (mais de US$ 10 mil em valores atuais). O acidente de 1937 com o Hindenburg, um dos sucessores do Graf Zeppelin, provocou a substituição do hidrogênio como combustível pelo hélio, que não é inflamável. Mas os alemães não produziam hélio e precisariam comprar dos EUA. Com o início da 2ª Guerra, os Zeppelins acabaram engavetados e substituídos pelos aviões.

IMPULSO PARA A FRENTE

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Para o veículo ser impulsionado, havia dois meios: ou deixar-se levar pelas correntes de ar (autonomia de 100 horas sem escalas) ou estabelecer uma direção usando motores a gasolina. Eram cinco, do modelo Maybach de 410 kW. Eles garantiam a segurança da aeronave para a necessidade de avançar contra o vento. Mas tinham autonomia menor: com gasolina, era possível viajar por apenas 67 horas sem escalas.

DEZENAS DE BALÕES

Um dirigível voa por causa de bolsas internas que podem ser enchidas (no caso do Graf, com gás hidrogênio) ou esvaziadas individualmente. Quando as 12 bolsas do Graf eram cheias, a aeronave ganhava altitude, podendo chegar a até 600 m (embora a altitude de voo fosse 200 m). Ao esvaziá-las, ela se aproximava do solo. O volume total de gás, com todas as células preenchidas, era de 105 mil m3.

CENTRO DE CONTROLE

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Os pilotos e seus assistentes ficavam na sala de controle, de onde tinham uma boa visão do trajeto. Eles operavam com base em informações fornecidas pela sala de mapas e pelos operadores de rádio. Na gôndola ficavam também os passageiros, que contavam com salões, quartos e banheiros. Os dejetos eram acumulados em um compartimento abaixo das latrinas e depois lançados no ar!

MOMENTO RARO: ENCONTRO EM VOO

Em 1935, o Graf Zeppelin permaneceu "estacionado" no ar nas imediações de Recife por cinco dias inteiros, enquanto aguardava que a situação política do país se normalizasse. De abril até meados de novembro, realizou 16 viagens ao Brasil, conduzindo 572 viajantes, numa média de 35 passageiros a cada voo. O mesmo número de passageiros que pode atualmente ser transportado em um único voo do quadrireator A380, da Airbus. 

No ano de 1936, com as instalações de Santa Cruz já quase concluídas e, conforme os compromissos que a Luftschiffbau Zeppelin havia assumido com o governo brasileiro, foram realizadas 20 viagens redondas entre a Alemanha e o Brasil: 13 operadas pelo dirigível Graf Zeppelin e as demais pelo seu irmão mais novo, o Hindenburg. Por volta das duas horas da madrugada de 31 de outubro de 1936, aconteceu algo inédito na história dos dirigíveis alemães: quando o Hindenburg fazia a viagem de regresso à Alemanha, encontrou-se em pleno oceano com o Graf Zeppelin, afastando-se da costa de Cabo Verde rumo ao Brasil.

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