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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Intolerância religiosa marca a estreia de documentário de Clara Nunes


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O documentário que narra em primeira pessoa a vida e carreira da cantora Clara Nunes, conhecida por ter forte conhecimento e ligação cultural com os ritmos e folclore do Brasil, estréia com protestos

Através de depoimentos de diversos artistas e personalidades como Nana Caymmi, Marisa Monte e Chico Buarque, o filme traça um panorama da personagem mais de 30 anos após a sua morte.

O documentário é resultado de um minucioso trabalho de pesquisa e traz cenas inéditas, como a apresentação da cantora na Suécia, na década de 1970. Em outras passagens, Clara Nunes revela suas raízes, desde sua saída de Paraopeba – cidade próxima a Belo Horizonte – até se tornar intérprete de compositores como Cartola e de Candeia. Ela também narra a influência das religiões afro em sua obra. Candeia, aliás, é autor de O mar serenou, uma das músicas mais executadas de Clara até hoje, passados mais de 30 anos de sua morte. Clara faleceu prematuramente, por uma complicação após uma cirurgia de varizes.

Para a estréia ontem a produção do filme pediu que espectadores comparecessem vestidos de branco para um protesto contra a intolerância religiosa, um tema relevante para Clara Nunes, que era umbandista. O documentário também foi exibido hoje (10), às 18h, no Espaço BNDES, no centro, e na quarta-feira (11), às 14h, no Ponto Cine, no bairro de Guadalupe, na zona norte. A cantora era idolatrada na região, popularmente conhecida como subúrbio.

Primeira pessoa
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A direção optou por um documentário em primeira pessoa, sem entrevistas com artistas contemporâneos ou biógrafos. A diretora Susanna Lira explicou que, diante do vasto acervo audiovisual, seria importante deixar a própria se apresentar, sobretudo às novas gerações.

Quando não é a própria Clara quem comenta sua vida em inúmeras entrevistas dadas a emissoras de TV e rádio ao longo dos anos, a atriz Dira Paes é quem interpreta a cantora em alguns trechos. Apesar do vasto material disponível, Clara Nunes, que rompeu paradigmas na indústria fonográfica e chegou a vender mais de 100 mil cópias, não tinha sido retratada em um documentário até hoje. Para os realizadores, essa foi também uma oportunidade de misturar passado e presente.

Première Brasil
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Clara Estrela integra a mostra Retratos, que reúne biografias dentro da Première Brasil. Nela, também está em cartaz o filme Callado, da documentarista Emília Silveira e Henfil, de Angela Zoé. O primeiro marca o centenário do escritor e jornalista Antônio Callado, incluindo a passagem dele pela britânica BBC, além de bastidores de suas reportagens. As últimas exibições de Callado no festival são hoje, às 18h, no BNDES, e amanhã, às 14h, no Ponto Cine.

Já o filme sobre Henfil recupera o trabalho do cartunista e ativista dos direitos humanos com depoimentos de seus colegas do jornal Pasquim. A obra mostra como o artista usou seus desenhos contra a ditadura militar e também para falar da hemofilia, doença da qual sofria. Ele precisava fazer constantes transfusões de sangue, por meio das quais acabou contraindo o vírus HIV. O longa estreou semana passada e sua última exibição será sexta-feira (13), às 14h, no Ponto Cine.

Referência: EBC

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