terça-feira, 31 de outubro de 2017

Já chegou às livrarias “Origem”, o novo livro do fenômeno literário Dan Brown


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Mais uma vez, o protagonista é Robert Langdon, que vai usar seu talento para desvendar o maior dos mistérios da vida humana: ‘de onde viemos?’ e ‘para onde vamos’

Os milhões de fãs do escritor espalhados pelos quatro cantos do planeta tiveram que esperar quatro anos para devorar o novo livro do escritor norte-americano Dan Brown e ele já está nas livrarias de todo o mundo, inclusive no Brasil. 

“Origem” (Ed. Arqueiro, R$ 49,90) traz nova aventura de Robert Langdon, - sempre acompanhado de uma mulher de inteligência incomum, - em diversas cidades espanholas, na busca por decifrar mais um dos inigualáveis enigmas engendrados pelo autor.

Depois do seu primeiro livro “Fortaleza Digital”, que não obteve nem sombra do sucesso de dos seguintes, o professor de simbologia e iconografia Robert Langdon passou por Roma (Itália) em “Anjos e Demônios (2000); Paris (França) em “O Código da Vinci” (2003); Washington em “O Símbolo Perdido” (2009); e Florença (Itália) em “Inferno” (2013), até chegar à Espanha, percorrendo pontos turísticos conhecidos, como o Mosteiro de Montserrat, a Casa Milà e a igreja Sagrada Família, em Barcelona; o Museu Guggenheim, em Bilbao; o Palácio Real de Madri; e a Catedral de Sevilha.

Ler os romances de Dan Brown é fazer uma viagem ao redor do mundo desfrutando de narrativas dos maiores e mais importantes centros culturais, artísticos e religiosos. Antes do prólogo, uma página de “Origem”, estampa para os leitores:

“FATO

Todas as obras de arte, toda a arquitetura, todos os locais, conceitos de ciência e organizações religiosas deste livro são reais.”


Trama

O quinto romance protagonizado por Robert Langdon começa após uma grande descoberta que promete “mudar definitivamente o papel da ciência”. O autor dessa experiência é o bilionário Edmond Kirsch, ex-aluno de Langdon. Depois de uma noite caótica e cheia de aventuras, essa revelação pode se perder para sempre.

Assim, Langdon tenta descobrir os segredos de Kirsch em sua experiência tecnológica e passa por diversos cenários ao fugir de seus inimigos. A trama também envolve uma série de fatos históricos ocultos e cenas de extremismo religioso.

Best-sellers

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Os livros de Dan Brown são bastante populares. Somente “O Código Da Vinci” vendeu mais de 80 milhões de exemplares, virando filme estrelado por Tom Hanks em 2006. “Anjos e Demônios” (2009) e “Inferno” (2016) também foram adaptados para o cinema.

Em um comunicado, o escritor explicou a escolha do cenário para o novo livro: “Sempre considerei a Espanha uma terra de belos paradoxos, um lugar que possui uma rica tradição e história que não deixa de mirar o futuro inovando em ciência e tecnologia”.

Por tratar de temas como o criacionismo e a origem da humanidade, espera-se que haja uma “perseguição religiosa” por parte do Vaticano. Esse embate entre o escritor e a Igreja Católica ocorre desde o lançamento de “O Código da Vinci”, livro que entrou na lista de obras a serem boicotadas pelos cristãos de todo o mundo.

Roqueiro das antigas, Lulu grava disco com canções de Rita Lee


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Dando nova roupagem a sucessos da amiga, ‘Ovelha Negra’ se transformou em um moderno reggae e ‘Agora Só Falta Você’, pode ser ouvido como um legítimo funk carioca

Recém-chegado às lojas e plataformas digitais, 'Baby Baby!' reúne 12 releituras de canções da rainha do rock nacional, em uma performance que levou Lulu a se entusiasmar ao falar do trabalho.

Fã de Rita Lee, o músico carioca de 64 anos assume que há uma grande dose de afetividade em seu mais recente trabalho: “Para mim, não houve peso nenhum ao escolher as canções que integrariam o álbum. Nem fiz pesquisa. A escolha foi completamente afetiva. Tanto que a música que abre o álbum é Disco Voador (do álbum Babilônia/1978), que não é exatamente conhecida, mas no meu hit parade pessoal é uma das que mais gosto”.

Lado B e Hits

Há também outras canções do lado B de Rita, como Fuga nº 2 (Mutantes, 1969) e Paradise Brasil (Reza, 2012). Mas há ainda uma dose bem farta de hits de várias fases da artista: Ovelha Negra (Fruto Proibido,1975), Mania de Você (Rita Lee, 1979), Baila Comigo (Rita Lee, 1980) e Desculpe o Auê (Bombom) são alguns.

A produção é assinada pelo próprio Lulu, que convocou uma turma grande para co-produzir, como o DJ Memê, Silva, Hiroshi Mizutani, Tranquilo Soundz (Breno LT, Marcelinho Da Lua e Marcio Menescal) e Fancy Inc (Adriano Dub e Matheus Rodrigues).

A ideia de gravar um disco todo dedicado à nossa Rainha do Rock era antiga. Nelson Motta lembrou recentemente a Lulu que há cerca de 20 anos eles dois tiveram uma conversa em que o músico falava sobre esse desejo, reaflorado durante a leitura da autobiografia de Rita Lee, lançado no ano passado. Lulu estava na primeira semana daquele que seria um ano sabático, quando o livro lhe fez descobrir que cada música de Rita havia marcado um tempo de sua vida.

“Rita e eu temos esse fato em comum: somos da geração baby boomer (bebês nascidos no período pós-Segunda Guerra), né? A gente viveu a década de 50, basicamente com a mesma formação cultural. A gente vem da mesma tradição. E acho que há um encaixe entre o que eu venho fazendo e o que ela vem fazendo”, diz Lulu.

O músico reforça a relação de fã que tem com Rita: “Sem dúvida, é a artista de música brasileira de quem mais sei músicas decoradas e canto sem esforço”. Lulu diz que também se lembra das letras de Gil, Caetano e Milton, por exemplo. Mas as de Rita, segundo ele, são lembradas sem esforço, muito naturalmente.

Prêmio Jabuti anuncia o livro 'Machado', de Silviano Santiago como o vencedor da 59ª edição


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Mais tradicional e abrangente premiação do mercado editorial brasileiro, o Jabuti anuncia a relação dos vencedores do prêmio que tem ainda Simone Brantes e Walcyr Carrasco entre os laureados

Silviano Santiago, escritor brasileiro de 81 anos, foi o grande premiado do Prêmio Jabuti 2017. Celebrando a 59ª edição, o evento coroou o romance Machado, que conta – em forma de ficção – uma parte da vida de Machado de Assis. 

Já na categoria Poesia, a grande vencedora foi Simone Brantes, Veronica Stigger levou o prêmio na categoria Contos e Crônicas. Neste ano, foram recebidas 2.346 inscrições para as 29 categorias do prêmio, um número menor do que no ano passado (2.400). 

Os vencedores receberão R$ 3.500, mas no final de novembro acontece a premiação de Livro do Ano, nesta ocasião, os vencedores receberão R$ 35 mil. Este ano a cerimônia homenageou Ruth Rocha como Personalidade Literária.

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Confira a lista dos principais vencedores:

Romance

1 - Machado (Companhia das Letras), de Silviano Santiago

2 - A tradutora (Record), de Cristovão Tezza

3 - Outros cantos (Companhia das Letras), de Maria Valéria Rezende

Contos e crônicas

Sul (Editora 34), de Veronica Stigger

Se for pra chorar que seja de alegria (Global), de Ignácio de Loyola Brandão

Caixa Rubem Braga – Crônicas" (Autêntica), de Rubem Braga

Poesia

1 - Quase todas as noites (7letras), de Simone Brantes

2 - A palavra algo (Iluminuras), de Luci Collin

3 - Identidade (Urutau), de Daniel Francoy


Biografia

1 - Caio Prado Júnior: Uma biografia política (Boitempo), de Luiz Bernardo Pericás

2 - Xica da Silva: A Cinderela Negra (Record), de Ana Miranda

3 - Enquanto houver champanhe, há esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral (Intrínseca), de Joaquim Ferreira dos Santos

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Exposição em SP homenageia Francisco Brennand, um dos maiores artistas pernambucanos


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A exposição “Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos”, organizada em torno da produção do artista pernambucano reconhecido por sua arte sincrética, estreia na Caixa Cultural São Paulo, no centro da capital paulista, no ano em que o artista completa 90 anos

As obras são organizadas cronologicamente, convidando o público a uma viagem centenária que começa em 1927, no bairro da Várzea, subúrbio de Recife, no local onde hoje está a Oficina Cerâmica Francisco Brennand. Serão exibidas cerâmicas, pinturas, desenhos e fotografias que trazem um pouco do universo místico e fantástico da oficina e do Parque das Esculturas, criados pelo artista, na capital de Pernambuco.

Com objetivo de proporcionar um passeio sensorial, a ambientação propõe uma experiência de imersão visual e sonora que remete o público à oficina, onde está a maior parte do acervo de Brennand. Reproduções em profundidade de ambientes do local, vistos em grandes painéis fotográficos, são acompanhados por sonorização de cantos gregorianos, som marcante do museu-ateliê em Pernambuco.

A mostra conta com 31 obras do acervo original do artista, criadas em diversas fases da sua carreira, que evidenciam temas como reprodução, mitologia, sexualidade, fauna e flora, personagens históricos e divindades, permeados por signos da tradição popular do Nordeste, bastante valorizados em suas criações.

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“O público vai conhecer o homem Brennand e a riqueza da sua arte. A exposição pontua seu timbre nordestino com referências diversas à sua família, à literatura, às vivências adquiridas e interações com outros artistas como Abelardo da Hora e Cícero Dias, seus tutores, e os amigos de sua geração que se influenciavam mutuamente como Ariano Suassuna e Lina Bo Bardi”, disse Rose Lima, curadora da exposição.

Dispostas em quatro alas, as obras são costuradas por uma linha do tempo que passa pelos 90 anos de vida do artista. O público poderá conhecer peças representativas da carreira de Brennand, que vão desde o começo, a exemplo do óleo Autorretrato aos 19 anos (1947), até outras mais recentes, como Toques (Série O Castigo) (2013). Além das pinturas e desenhos, há o destaque às cerâmicas, que o notabilizaram internacionalmente. Entre elas, as cerâmicas vitrificadas “La tour de Babel” (1975), “Antígona” (1978) e “Pelicano” (1988), além da escultura em bronze a Arvore da vida (1987), com quase 2 metros de altura.

A curadora mesclou também ao trabalho de Brennand fotos de seu arquivo pessoal, em que ele aparece com seus pais, sua esposa e amigos como Abelardo da Hora e Ariano Suassuna. A exposição apresenta ainda conteúdo audiovisual composto pela exibição do filme documentário Francisco Brennand, dirigido por Mariana Brennand Fortes, sobrinha-neta do artista.

A exposição Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos fica em cartaz na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro), até 17 de dezembro de 2017. A entrada é gratuita.

Fonte: EBC


Premiação do Festival do Rio 2017 tem como destaque 'As boas maneiras'


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O longa de terror de Juliana Rojas e Marco Dutra venceu em cinco categorias, enquanto 'Aos teus olhos', de Carolina Jabor, conquistou quatro premiações e também foi destaque no mundo dos cinéfilos

 

Uma noite para celebrar o cinema nacional. Assim foi o evento de premiação da 19aedição do Festival do Rio, que aconteceu no CCLSR – Cine Odeon NET Claro, na noite de domingo, 15 de outubro. As mestres de cerimônia da noite foram Renata Boldrini e Suzana Pires.

Foram 10 dias exibindo diversidades, dramas, alegrias, histórias que nos fizeram rir e chorar, e admirar. Tudo isso, com o apoio de todos os patrocinadores, parceiros, equipe e o público, que sempre apoia o festival. 

Em um vídeo, foram mostrados alguns dos momentos mais marcantes dos festival: o RioMarket, os show do “Rio, Pipoca e Biscoito”, as sessões gratuitas, galas, diretores estrangeiros que vieram prestigiar o evento, a Sinfônica da Petrobras em um concerto com músicas de Tim Burton e muito mais!

O "As boas maneiras", foi o grande vencedor da 19ª edição do Festival do Rio. O longa de terror venceu cinco categorias da mostra – Melhor longa metragem de ficção pelo júri oficial, Melhor atriz coadjuvante, Prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema, Melhor fotografia, Melhor longa de ficção do Prêmio Félix.

O filme foi seguido de perto por "Aos teus olhos", de Carolina Jabor, que arrebatou quatro premiações – Melhor ator coadjuvante, Melhor roteiro, Melhor longa de ficção pelo voto popular, Melhor ator.


Novo site do Museu da Língua Portuguesa está no ar


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 Construído com a premissa de permitir a navegação de todos os públicos, o site celebra a memória do Museu e traz informações sobre sua reconstrução


Está no ar o novo site do Museu da Língua Portuguesa (MLP), instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O novo ambiente é parte do conceito “O Museu está sendo reconstruído. Mas é a nossa língua que está sempre em construção”, que busca manter viva a conexão entre o Museu e seu público durante o período de reconstrução, por meio da presença digital e também da realização de atividades off-line. O novo ambiente conta com três seções principais: Reconstrução, Memória e Educativo, além da área de novidades.

No ambiente RECONSTRUÇÃO, o visitante pode se informar sobre o processo de reconstrução e restauro do Museu da Língua Portuguesa. Na seção, é possível acompanhar uma LINHA DO TEMPO completa, que mostra cada marco, desde o incêndio que atingiu o prédio em dezembro de 2015 até hoje, além de um cronograma da obra até a reabertura.

A linha do tempo também registra as ações de mobilização realizadas durante o período de reconstrução, como a comemoração do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na Estação da Luz, a presença do Museu na 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e na 18ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio, entre outras, mostrando que o Museu segue vivo durante o restauro.

A seção MEMÓRIA é totalmente dedicada à celebração dos quase 10 anos em que o Museu da Língua Portuguesa esteve de portas abertas e recebeu aproximadamente 4 milhões de pessoas. Nela, o visitante pode relembrar, por meio de fotos e textos, como era a EXPOSIÇÃO PRINCIPAL, em um modelo de navegação intuitivo, dividido entre os andares do prédio. Na seção, também é possível conhecer ou recordar algumas das 34 EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS que passaram pelo Museu, como “Menas o Certo do Errado, o Errado do Certo”, “Clarice Lispector A Hora da Estrela”, “O Francês no Brasil em Todos os Sentidos”, entre outras. Futuramente, a área será atualizada com mais exposições temporárias.

Na seção EDUCATIVO, o visitante tem acesso a materiais educativos do Museu. No lançamento, serão disponibilizadas três áreas: BIBLIOTECA, que contém textos sobre língua portuguesa e artigos relacionados ao nosso idioma, produzidos por diversos autores; EDUCAÇÃO EM MUSEUS, que traz textos sobre práticas educativas em museus brasileiros, mapeadas pelo Museu da Língua Portuguesa para propiciar trocas de experiências e potencializar iniciativas que auxiliem a formação de mediadores culturais; e CADERNOS EDUCATIVOS, que apresenta materiais educativos sobre exposições temporárias do Museu, preparados pelo seu Núcleo Educativo para desdobrar os conteúdos e aspectos da língua portuguesa presentes nessas exposições.

Por fim, o visitante pode se manter atualizado na seção FIQUE POR DENTRO, que traz notícias, entrevistas e artigos relacionados à língua portuguesa e ao Museu.

ACESSIBILIDADE DIGITAL

Hoje, no Brasil, existem mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência – uma população do tamanho do Canadá, Espanha e Argentina. Porém, estima-se que pelo menos 95% dos sites brasileiros apresentem barreiras de navegação e não sejam acessíveis. Assim, a acessibilidade digital foi uma das principais preocupações durante a reestruturação do site do Museu da Língua Portuguesa.

Para proporcionar a navegação de públicos diversos – com ou sem algum tipo de deficiência –, o site atende às Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0 e está adaptado para cegos, pessoas com baixa visão, deficiência auditiva, deficiência motora ou mobilidade reduzida, deficiência intelectual, além de pessoas com idade avançada.

Desenvolvido pela agência Espiral Interativa, com expertise na área da acessibilidade digital, o site também é responsivo e está pronto para a navegação por meio de dispositivos móveis.

HISTÓRICO DA RECONSTRUÇÃO
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Apenas 48 horas após o incêndio, foram iniciadas as ações emergenciais na Estação da Luz e no Museu da Língua Portuguesa, com o objetivo de preservar o conjunto arquitetônico, protegendo as áreas descobertas. Dentre elas, a impermeabilização das lajes expostas, instalação de sistemas de drenagem e construção de uma cobertura provisória, além da limpeza de equipamentos e mobiliário.

Três meses depois, foi realizado na Pinacoteca de São Paulo um seminário aberto ao público, com participação de profissionais envolvidos na criação e operação do Museu, com o objetivo de debater as conquistas e os caminhos para sua reconstrução, após o incêndio de dezembro de 2015. Ao longo de todo ano de 2016, o IDBrasil realizou atividades educativas e exposições itinerantes em São Paulo.

O custo estimado da reconstrução é de R$ 65 milhões, sendo R$ 36 milhões provenientes da iniciativa privada e R$ 34 milhões da indenização do seguro contra incêndio. R$ 3 milhões foram utilizados em ações emergenciais e R$ 2 milhões serão destinados para contribuir com o primeiro ano de manutenção do Museu após sua reinauguração.

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
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Em 10 anos de funcionamento, o Museu recebeu cerca de 4 milhões de visitantes (319 mil destes em ações educativas). Primeiro do mundo totalmente dedicado a um idioma, trouxe ao país um novo conceito museográfico, que alia tecnologia e educação. Com uma narrativa audiovisual e ambientes imersivos, permitiu aos visitantes descobrir novos aspectos do idioma, elemento fundador da cultura do país. Foi eleito pelo Trip Advisor um dos três melhores museus do Brasil e da América Latina em 2015. Sua instalação na Estação da Luz é simbólica: foi ali o ponto de chegada de imigrantes de vários lugares do mundo, com diferentes idiomas e sotaques, no coração de São Paulo – maior cidade de falantes de português do mundo.

Fonte: http://museudalinguaportuguesa.org.br

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A histórica Mucugê BA, sediará o evento 'Forró da Chapada' no mês de outubro


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A Chapada Diamantina se consolida como a região com grande número de festivais de música no segundo semestre do ano e Mucugê é a bola da vez

E em 2017 acontece pela primeira vez o Festival de Forró, que promete esquentar as noites frias do histórico município de Mucugê entre os dias 12 e 14 de outubro. A grade de programação já circula nas redes sociais e na cidade chapadeira.

Na programação, além de Targino Gondin, estão ainda nomes como o de Genival Lacerda, Estakazero, Tato do Falamansa, Jô Miranda, João Lacerda, Cezzinha, Mestrinho, Zelito Miranda, Renato Borghetti e artistas locais. 

Para manter a dinâmica dos dias de evento acontece na quinta, sexta e sábado as oficinas de sanfona (das 9 às 12h), aulas de dança (da 16 às 18h) e ainda tem a participação da Rural Elétrica (sempre às 17h). Vale lembrar que toda a programação é gratuita e as oficinas também serão abertas ao público com inscrição prévia.

Chapada Cultural
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Na região chapadeira, já foram confirmados eventos como os festivais de Igatu e o de Jazz do Vale do Capão, além da Fligê que acontece em agosto, e o de Lençóis, que ainda é aguardado por moradores, já que acontece nas mesmas datas que o de forró. 

Oportunidade não vai faltar e variedades também não, isso sem contar nos eventos regionais como festas de vaqueiros, festivais de cachaça e tantos outras festas que movimentam a Chapada Diamantina neste semestre, fique atento.

Exposição de relíquias e cerâmica da Serra da Capivara ganha destaque no Rio de Janeiro


Resultado de imagem para exposição serra da capivara rjUma exposição inédita começou na última terça-feira (3), no Rio de Janeiro, e ficará por três meses aberta ao público, mostrando um pouco do impressionante universo da arqueologia








A mostra revela a beleza e o mistério da unidade de conservação arqueológica considerada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, que é a Serra da Capivara, no Piauí.
A exposição é uma oportunidade de despertar a atenção de quem não conhece essa joia preciosa que é Serra da Capivara aumentando o interesse de turistas e também de estudiosos do Brasil, e do mundo. Trata-se de um momento em que a Serra da Capivara é estudada, é olhada. A serra modifica a própria história da humanidade. 

Antes, a história contava que o homem havia chegado à América pelo Estreito de Bering, e hoje estudos coordenados pela arqueóloga Niede Guidon comprovam que a presença mais antiga do homem nas Américas é na região de São Raimundo Nonato.
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A exposição reúne peças de cerâmica produzidas por 32 mestres ceramistas, além de raras obras pré-históricas do acervo do Museu do Homem Americano, no Piauí, e por meio tecnológicos os visitantes podem conhecer, por projeção, imagens do local onde estão instalados 1.200 sítios arqueológicos e também interagir em uma mesa digital, simulando a escavação de um sítio arqueológico na busca de vestígios dos primeiros homens que viveram no continente americano. 

A mostra é dividida em Sala da Arqueologia, Sala Inscrições Rupestres, Sala Mestres Ceramistas e Sala Oficina.

Intolerância religiosa marca a estreia de documentário de Clara Nunes


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O documentário que narra em primeira pessoa a vida e carreira da cantora Clara Nunes, conhecida por ter forte conhecimento e ligação cultural com os ritmos e folclore do Brasil, estréia com protestos

Através de depoimentos de diversos artistas e personalidades como Nana Caymmi, Marisa Monte e Chico Buarque, o filme traça um panorama da personagem mais de 30 anos após a sua morte.

O documentário é resultado de um minucioso trabalho de pesquisa e traz cenas inéditas, como a apresentação da cantora na Suécia, na década de 1970. Em outras passagens, Clara Nunes revela suas raízes, desde sua saída de Paraopeba – cidade próxima a Belo Horizonte – até se tornar intérprete de compositores como Cartola e de Candeia. Ela também narra a influência das religiões afro em sua obra. Candeia, aliás, é autor de O mar serenou, uma das músicas mais executadas de Clara até hoje, passados mais de 30 anos de sua morte. Clara faleceu prematuramente, por uma complicação após uma cirurgia de varizes.

Para a estréia ontem a produção do filme pediu que espectadores comparecessem vestidos de branco para um protesto contra a intolerância religiosa, um tema relevante para Clara Nunes, que era umbandista. O documentário também foi exibido hoje (10), às 18h, no Espaço BNDES, no centro, e na quarta-feira (11), às 14h, no Ponto Cine, no bairro de Guadalupe, na zona norte. A cantora era idolatrada na região, popularmente conhecida como subúrbio.

Primeira pessoa
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A direção optou por um documentário em primeira pessoa, sem entrevistas com artistas contemporâneos ou biógrafos. A diretora Susanna Lira explicou que, diante do vasto acervo audiovisual, seria importante deixar a própria se apresentar, sobretudo às novas gerações.

Quando não é a própria Clara quem comenta sua vida em inúmeras entrevistas dadas a emissoras de TV e rádio ao longo dos anos, a atriz Dira Paes é quem interpreta a cantora em alguns trechos. Apesar do vasto material disponível, Clara Nunes, que rompeu paradigmas na indústria fonográfica e chegou a vender mais de 100 mil cópias, não tinha sido retratada em um documentário até hoje. Para os realizadores, essa foi também uma oportunidade de misturar passado e presente.

Première Brasil
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Clara Estrela integra a mostra Retratos, que reúne biografias dentro da Première Brasil. Nela, também está em cartaz o filme Callado, da documentarista Emília Silveira e Henfil, de Angela Zoé. O primeiro marca o centenário do escritor e jornalista Antônio Callado, incluindo a passagem dele pela britânica BBC, além de bastidores de suas reportagens. As últimas exibições de Callado no festival são hoje, às 18h, no BNDES, e amanhã, às 14h, no Ponto Cine.

Já o filme sobre Henfil recupera o trabalho do cartunista e ativista dos direitos humanos com depoimentos de seus colegas do jornal Pasquim. A obra mostra como o artista usou seus desenhos contra a ditadura militar e também para falar da hemofilia, doença da qual sofria. Ele precisava fazer constantes transfusões de sangue, por meio das quais acabou contraindo o vírus HIV. O longa estreou semana passada e sua última exibição será sexta-feira (13), às 14h, no Ponto Cine.

Referência: EBC

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O maior dos mistérios da Pirâmides do Egito: como foram construídas?

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O maior dos mistérios da Pirâmides do Egito: como foram construídas?A mais velha das sete maravilhas do mundo Antigo sempre foi cercada por uma aura de mistério, muito graças a seu enigmático processo de construção, iniciado há pelo menos 2,5 mil anos a.C.

Apesar dos mais de dois milênios, elas continuam maravilhando o mundo – e os cientistas – pelo enorme esforço e pelos engenhos usados na sua construção.

Para construir suas imponentes pirâmides, os egípcios tiveram que transportar gigantescos blocos de pedra e estátuas que pesavam toneladas pelo deserto. Para fazer isso eles usavam grandes trenós de madeira.

As grandes quantidades de operários que mobilizaram em grandes projetos dá uma ideia do grande conhecimento técnico e organizacional desta civilização, que se baseou em métodos simples.

Especialistas em física da Fundação para a Investigação Fundamental sobre a Matéria e da Universidade de Amsterdã disseram recentemente ter descoberto um truque simples e efetivo que pode ter sido utilizado pelos egípcios para facilitar a passagem dos trenós de madeira carregados com pedras. Eles umidificariam a areia sobre a qual os trenós deslizavam.

Ao usar a quantidade adequada de água, segundo os cientistas, eles conseguiriam reduzir pela metade o número necessário de operários para arrastar os trenós.

“Demonstramos de forma experimental que a fricção deslizante sobre a areia se reduz muito ao se adicionar um pouco – mas não muito – de água” diz o estudo realizado por um grupo liderado pelo professor Daniel Bonn e publicado na revista especializada Physical Review Letters.
Castelos de areia

Quem já construiu castelos de areia poderá entender facilmente o que propõe os cientistas: é praticamente impossível manter a forma de um monte de areia seca. Quando ela está saturada de água, a dificuldade é semelhante.

A chave está, como nos castelos de areia, na quantidade adequada de umidade. E os pesquisadores afirmam que para facilitar a tração dos pesados trenós pelo deserto, o mais provável é que os egípcios fizeram justamente isso: molhar a areia em frente ao trenó.

Esses cientistas realizaram experimentos para mostrar que a quantidade adequada de umidade reduz à metade a força necessária para empurrar um objeto. Em um laboratório, criaram uma versão do trenó egípcio e a colocaram sobre uma superfície de areia. Assim determinaram a força necessária e a firmeza da areia de acordo com a quantidade adicionada de água.

Para medir a firmeza eles usaram um reômetro, instrumento que mede o escoamento de líquidos ou misturas líquidas quando submetidas a forças externas. Com ele, determinaram que a força necessária para mover o trenó diminuía de maneira proporcional à firmeza da areia.

A razão é que quando se adiciona água à areia surgem as chamadas pontes capilares, pequenas gotas de água que unem os grãos entre si. Na presença da quantidade correta de água, a areia úmida do deserto é cerca de duas vezes mais firme que a areia seca, segundo os físicos.

Dessa forma, um trenó desliza com muito mais facilidade sobre a areia firme simplesmente porque ela não se acumula em frente ao veículo – como acontece com a areia seca.

Pista encontrada

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Segundo os cientistas, os construtores egípcios conheciam esse truque útil. Eles baseiam sua afirmação em uma pintura encontrada em uma das paredes da tumba de Djehutihotep, governante de uma das regiões do Alto Egito durante os reinados de Amenemhat II, Sesostris II e Sesostris III (1914-1852 a.C.). Ela mostra claramente uma pessoa parada na parte dianteira do trenó jogando água sobre a areia.

Mas além de revelar mais um aspecto da destreza daquela civilização antiga, esses resultados também são interessantes para suas aplicações modernas, segundo os pesquisadores. Até hoje não se entende completamente o comportamento físico dos materiais granulares – mesmo dos mais comuns, como a areia, o asfalto, o concreto e o carvão.

Os cientistas acreditam que essa descoberta pode ser útil para otimizar o transporte e o processamento de material granular, que atualmente representa cerca de 10% do consumo de energia do mundo.

E se o que você aprendeu na escola não fosse mais verdade nos dias de hoje?


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Nada nesta vida quase nada é estático e os exemplos se sucedem mostrando que alguns fatos que você aprendeu ao longo da vida, por erros de tradução ou simplificações mal feitas, simplesmente não são verdade

Nem sempre a culpa é de alguém: a própria ciência avança e transforma aquilo que conhecemos como fatos, em geral se adequando à realidade complexa em que vivemos.O site Business Insider reuniu algumas dessas pérolas – e nós selecionamos alguns dos “fatos” que vivem sendo ensinadas errado para te explicar direitinho. 


1. Existem três (ou cinco) reinos dos seres vivos

Reino animal (Animalia), vegetal (Plantae) e das bactérias (Monera) eram os “originais” dos livros didáticos. O dos protozoários (Protista) e dos fundos (Fungi) se tornaram adições comuns – mas nem esse apêndice dá conta da classificação mais atualizada dos seres vivos. Costumávamos jogar grande parte dos micro-organismos na mesma caixinha. O problema é que sabemos, hoje, que eles representam a enorme maioria das espécies do planeta. Conhecemos 1,7 milhão delas, já classificadas pela ciência. Mas estima-se que exista um total de 9 milhões de espécies na Terra – e mais de 5 milhões seriam tipos diferentes de micro-organismos.

2. A Muralha da China é a única estrutura humana que pode ser vista do espaço

Esse já de cara não parece um fato muito consolidado, não é mesmo? A verdade é que tudo depende da distância em que você está da Terra. Da Lua, segundo um dos astronautas da Missão Apollo, você só vê uma esfera esbranquiçada, com pontos de azul e no máximo uns sinais de vegetação. Já da subórbita próxima, em que ficam os satélites, dá para enxergar luzes das grandes cidades, represas, aeroportos… Grandes estruturas em geral, especialmente quando estão “destacadas” por uma camada de neve. O mesmo vale para a Muralha da China.

3. Diamante é a estrutura mais dura que existe
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O recordista desta categoria muda com frequência, já que seguimos descobrindo como combinar diferentes compostos (geralmente a pressões altíssimas) para criar materiais mais resistentes. A maioria deles é extremamente raro na natureza, mas pode ser criado em laboratório simulando as condições extremas de surgimento.

É o caso da lonsdaleíta, parecida com o diamante: também é composta de átomos de carbono, mas em outro arranjo geométrico, que a torna 58% mais resistente que ele. Pelo que sabemos do seu comportamento, provavelmente é forjada naturalmente em impactos de asteróides. Outro é o nitrato de boro de wurtzita, que surgiria em erupções vulcânicas muito violentas.

4. As bruxas de Salém foram queimadas na fogueira

De acordo com Richard Trask, arquivista da cidade (que hoje se chama Danvers), a queima de mulheres acusadas de bruxaria não aconteceu em Salém. O vilarejo, que fica em New England, nos EUA, ainda seguia a lei britânica na época, que punia a bruxaria (acusação “guarda-chuva” para qualquer não conformismo feminino à época, vale acrescentar) com enforcamento.

Queimar mulheres vivas foi uma tática mais difundida na Europa Ocidental, por recomendação da Igreja. Olha só, que “alívio”.

5. Os escravos construíram as pirâmides do Egito

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A narrativa bíblica e os filmes acabaram influenciando a história, nesse caso – muita gente associa a escravidão do povo de Israel no Egito à construção das pirâmides. Em primeiro lugar, não há menção nenhuma disso na Bíblia. Em segundo lugar, as evidências arqueológicas indicam que os trabalhadores que construíram as pirâmides eram egípcios livres. 

Alguns arqueólogos e historiadores defendem que esses homens eram subordinados a nobres, para os quais deviam uma parcela do seu tempo de trabalho, de forma similar ao feudalismo. Não seria uma escolha, propriamente dita, ficar carregando blocos de pedra, mas também não seria trabalho forçado sem qualquer remuneração. Na realidade, as evidências apontam para uma função que era até bastante privilegiada. 

Os trabalhadores tinham sua própria cidade, seu próprio cemitério e uma alimentação quase luxuosa para a época. O trabalho era sim, precário e árduo, mas era feito por gente de status social mais elevado que o de escravos.

Referência: Super Interessante

O glamour de viajar de Zeppelin no século passado

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“Eu queria passear de Zeppelin,
na cadeira ao lado do Conde Ferdinando,
num balão de gás inflamável,
pelos ares da Europa viajando.”
Para quem viveu os anos 80, a lembrança do Zeppelin se resumia à música de Sá & Guarabira, mas esses dirigíveis ficaram populares depois da 1ª Guerra Mundial, onde uma passagem de Berlim para o Rio de Janeiro custava mais de US$ 10 mil em valores atuais

A palavra “zeppelin” descreve vários dirigíveis desenvolvidos pela empresa do conde alemão Ferdinand von Zeppelin. Ele projetou uma série de modelos e o primeiro, o LZ1, decolou em 1900. Mas foi depois da 1ª Guerra que o Zeppelin se tornou o maior símbolo da aviação comercial da época. O modelo mais bem-sucedido, o LZ 127, ou Graf Zeppelin, foi usado em 1928 e ficou em operação até 1937. Nesse período, realizou 590 voos. 

No Brasil, os pousos aconteciam em Recife e no Rio de Janeiro: uma passagem Berlim - Rio custava US$ 590 (mais de US$ 10 mil em valores atuais). O acidente de 1937 com o Hindenburg, um dos sucessores do Graf Zeppelin, provocou a substituição do hidrogênio como combustível pelo hélio, que não é inflamável. Mas os alemães não produziam hélio e precisariam comprar dos EUA. Com o início da 2ª Guerra, os Zeppelins acabaram engavetados e substituídos pelos aviões.

IMPULSO PARA A FRENTE

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Para o veículo ser impulsionado, havia dois meios: ou deixar-se levar pelas correntes de ar (autonomia de 100 horas sem escalas) ou estabelecer uma direção usando motores a gasolina. Eram cinco, do modelo Maybach de 410 kW. Eles garantiam a segurança da aeronave para a necessidade de avançar contra o vento. Mas tinham autonomia menor: com gasolina, era possível viajar por apenas 67 horas sem escalas.

DEZENAS DE BALÕES

Um dirigível voa por causa de bolsas internas que podem ser enchidas (no caso do Graf, com gás hidrogênio) ou esvaziadas individualmente. Quando as 12 bolsas do Graf eram cheias, a aeronave ganhava altitude, podendo chegar a até 600 m (embora a altitude de voo fosse 200 m). Ao esvaziá-las, ela se aproximava do solo. O volume total de gás, com todas as células preenchidas, era de 105 mil m3.

CENTRO DE CONTROLE

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Os pilotos e seus assistentes ficavam na sala de controle, de onde tinham uma boa visão do trajeto. Eles operavam com base em informações fornecidas pela sala de mapas e pelos operadores de rádio. Na gôndola ficavam também os passageiros, que contavam com salões, quartos e banheiros. Os dejetos eram acumulados em um compartimento abaixo das latrinas e depois lançados no ar!

MOMENTO RARO: ENCONTRO EM VOO

Em 1935, o Graf Zeppelin permaneceu "estacionado" no ar nas imediações de Recife por cinco dias inteiros, enquanto aguardava que a situação política do país se normalizasse. De abril até meados de novembro, realizou 16 viagens ao Brasil, conduzindo 572 viajantes, numa média de 35 passageiros a cada voo. O mesmo número de passageiros que pode atualmente ser transportado em um único voo do quadrireator A380, da Airbus. 

No ano de 1936, com as instalações de Santa Cruz já quase concluídas e, conforme os compromissos que a Luftschiffbau Zeppelin havia assumido com o governo brasileiro, foram realizadas 20 viagens redondas entre a Alemanha e o Brasil: 13 operadas pelo dirigível Graf Zeppelin e as demais pelo seu irmão mais novo, o Hindenburg. Por volta das duas horas da madrugada de 31 de outubro de 1936, aconteceu algo inédito na história dos dirigíveis alemães: quando o Hindenburg fazia a viagem de regresso à Alemanha, encontrou-se em pleno oceano com o Graf Zeppelin, afastando-se da costa de Cabo Verde rumo ao Brasil.