sábado, 23 de setembro de 2017

Jau faz show com distribuição gratuita de novo álbum


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Neste sábado, 23, o Terminal Marítimo de Salvador, será palco do show de lançamento de Jau, com participação do Alavontê

Após o lançamento de Lázaro, álbum lançado em 2015, o cantor e compositor Jau retorna aos palcos com novo projeto, denominado Jau Natural. 

O novo trabalho autoral será lançado neste sábado (23), às 17h, no Porto Salvador Eventos, localizado no Terminal Marítimo de Salvador, no Comércio, com participação do Alavontê.

O público que já estava com saudades do cantor Jau em breve curtirá o novo trabalho do artista. O projeto denominado ‘Jau Natural’ terá 1:30 h de show e o artista promete passar muita maturidade, amor e verdade para a plateia.

O novo projeto de Jau terá ‘Serenata de Amores’ como música de trabalho. Além das 14 faixas inéditas autorais e as regravações das músicas “Tudo se transforma” e “Eu voltei/Portão”. Os interessados poderão adquirir os ingressos nos balcões de vendas da Ticketimix e na sede AMB no valor de R$60.

Serviço:

Data: 23/09/2017

Local: Porto Salvador Eventos – Terminal Náutico de Salvador

Série de ‘Máquina Mortífera’ já estreou na TV aberta


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Para os fãs que se divertiram com a franquia "Máquina Mortífera” e as loucuras de Martin Riggs (Mel Gibson) que levavam Roger Murtaugh (Danny Glover) à loucura, ta na hora de reviver as emoções com a nova série, mas com outros atores

Exibida no Brasil pela Warner Channel, a produção terá em seu segundo ciclo 22 episódios, quantidade superior à primeira, que contou com apenas 11, recebendo um acréscimo de mais sete após seu sucesso com o público e a crítica.

A nova temporada estreou ontem, sexta-feira, 22, na TV aberta, com Clayne Crawford (‘Rectify’) no papel que foi de Mel Gibson, enquanto Jordana Brewster (‘Velozes e Furiosos’) viverá a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora que trabalha como psicóloga dentro da Polícia de Los Angeles e ajuda os colegas de profissão.

Damon Wayans viverá Roger Murtaugh – interpretado por Danny Glover nos cinemas, nos três longas que fizeram sucesso há três décadas quando foi lançada o primeiro filme da série.

Perda irreparável
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A série trará o policial e ex-militar Martin Riggs se mudando para Los Angeles para recomeçar sua vida após perder seu filho e sua mulher. Com atitudes insanas e parecendo estar sempre disposto a morrer, ele se mete em situação onde parece não ter saída mas sempre se safa com uma boa dose de sorte. Na cidade, ele se torna parceiro de Roger Murtaugh (Glover), um detetive com crises de nervoso que recentemente sofreu um ataque cardíaco e vive olhando para a cicatriz e para um aparelho que controla os batimentos cardíacos.

Último fruto de uma longa safra de adaptações de clássicos do cinema para a TV (veja o Bloco X sobre o tema), a versão seriada de Máquina Mortífera não tem o charme ou o apelo da série de filmes iniciada por Shane Black e Richard Donner em 1987.

A produção da Fox ensaia, com boa vontade, criar a sua própria linguagem, mas a soma do episódio-piloto, exibido na San Diego Comic-Con 2016, mostra apenas reprodução ao pé da letra da fórmula que fez a fama do filme estrelado por Mel Gibson e Danny Glover.

Falta o contraste de personalidades fortes da dupla original. Enquanto Damon Wayans ganha facilmente o público com um estilo de humor conhecido de séries como Eu, a Patroa e as Crianças; Clayne Crawford, que tem no currículo participações em Jericho e 24 Horas, ainda é uma incógnita. O ator chega a ter momentos charmosos como Martin Riggs, mas qualquer comparação com a versão de Gibson anula todo o seu esforço.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Caetano Veloso reúne filhos para projeto especial e fará shows a partir de outubro


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Tem novidade na MPB: Caetano Veloso está preparando sua volta aos palcos, desta vez ao lado dos seus três filhos Moreno, Zeca e Tom e já tem datas agendadas para Rio, Minas, São Paulo e Bahia

A informação foi publicada no Twitter oficial de Paula Lavigne, esposa e empresária do cantor e compositor baiano. ''Olha a turma que vem aí: Caetano, Moreno, Zeca, Tom Veloso. Caetano reuniu os filhos para montar um show para outubro'', escreveu na legenda de uma imagem em que todos aparecem reunidos.

Apesar das informações ainda serem escassas, este será o primeiro projeto de Caetano Veloso desde o fim da turnê ao lado da cantora Teresa Cristina, com a qual percorreu o Brasil e também realizou shows na Europa.

O último disco de estúdio lançado pelo músico foi Abraçaço (2012), último capítulo da trilogia Banda Cê - em que Caetano se apresentava ao lado de Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria). A parceria ainda rendeu os discos Cê (2006) e Zii e zie (2009).

DNA musical

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Assim como o pai, os filhos também seguiram a carreira musical. Moreno, o mais velho, filho do relacionamento de Caetano com sua primeira esposa, Andreia Gadelha. Em 2000 ele lançou seu primeiro disco, Máquina de escrever música. O último lançamento foi Coisa boa (2014).

Já Zeca e Tom são filhos do casamento com Paula Lavigne. O primeiro deles já participou de músicas lançadas por Gal Costa. Já Tom é integrante da banda Dônica, que teve seu álbum de estreia, Continuidade dos parques, lançado em 2015.

Salvador
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Após os cariocas, mineiros e paulistas a Bahia não poderia ficar de fora e será agraciada com o novo projeto do filho da terra. O show 'Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso' chega a Salvador em janeiro, na Concha Acústica do TCA. “Há muito tempo tenho vontade de fazer música junto a meus filhos publicamente. Desde a infância de cada um deles gosto de ficar perto. Cada um é um. Sempre cantei para eles dormirem”, falou Caetano.

Avenida Paulista ganha novo centro cultural com acesso gratuito: Instituto Moreira Salles (IMS)


Resultado de imagem para Instituto Moreira Salles (IMS) inaugura, no próximo dia 20, o mais novo espaço cultural da Avenida Paulista

A Avenida Paulista não para de apresentar novidades. Ao longo dos seus 3 quilômetros tem arranha-céus, escritórios, lojas, centro culturais, shoppings e agora mais um centro cultural acaba de ser inaugurado: O Instituto Moreira Salles (IMS) abre dia 20 de setembro com programação cultural gratuita

Cinco mostras distintas, entre elas a célebre série Os americanos, do fotógrafo Robert Frank, e a premiada videoinstalação The Clock, de Christian Marclay, marcam a inauguração da nova sede do Instituto Moreira Salles em São Paulo, em 20 de setembro. O centro cultural instalado na Avenida Paulista, 2424, em prédio com características inovadoras, apresentará ao público uma ampla programação de exposições, filmes, palestras, debates, cursos e shows, entre outros eventos.

As primeiras mostras a ocuparem os mais de 1.200 metros quadrados dedicados unicamente a exposições, e divididos em quatro andares, apresentam obras de artistas com linguagens visuais diversas, num conjunto que reforça a pluralidade da imagem na arte contemporânea.

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“A proposta do IMS é permitir ainda uma interação do público com artistas e a sua participação em debates sobre arquitetura, em cursos e oficinas. Estão previstos eventos gratuitos e pagos incluindo um show com o Clube do Choro, no próximo dia 24, às 16h, cujos ingressos poderão ser retirados 30 minutos antes e com limitação de retirada de duas senhas por pessoa. No próximo dia 26, às 20h30, está programada uma homenagem aos 120 anos de Pixinguinha.

Para o dia de inauguração, no próximo dia 20, estará presente o artista suíço-americano, Christian Marclay, que exibe a obra The Clock, uma videoinstalação com 24 horas de duração, composta por milhares cenas de cinema e televisão sobre as horas do dia e que ganhou o prêmio Leão de Ouro, na 54ª Bienal de Veneza, em 2011.

A exibição prosseguirá até o próximo dia 19 de novembro com apresentações sempre aos sábados e domingos. Para isso, o IMS ficará aberto durante as madrugadas nesse período, já que a obra será projetada das 10h do sábado às 20h do domingo.

Essa obra já passou por mais de 20 locais no mundo entre os quais está o Centro Pompidou, em Paris (2011); o Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque (2012); o Museu de Arte Moderna de São Francisco (EUA/ 2013) e o museu espanhol Guggenheim Bilbao (2014).

Grupo de trabalho definirá destino de peças religiosas apreendidas no século 20


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Grupos religiosos de matriz africana solicitaram hoje (20), em audiência pública no Rio de Janeiro, a entrega de peças religiosas consideradas sagradas

Os objetos estão sob a posse da Polícia Civil, que confiscou os objetos no início do século 20. Na época, cultos afrobrasileiros eram classificados como crime pelo Código Penal vigente. As peças compõem uma coleção atualmente fechada ao público, denominada Magia Negra, no Museu da Polícia Civil, que está em reforma.

Em audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), os grupos religiosos e o governo do Rio não chegaram a um consenso. A Polícia Civil, órgão do estado, reivindicou o acervo e demonstrou a intenção de exibi-lo no futuro.

Para discutir a questão, foi criado um grupo de trabalho com a participação de lideranças religiosas, polícia, Ministério Público Federal (MPF), parlamentares e outros órgãos públicos. Em até quinze dias, o grupo fará sua primeira reunião, incluindo documentos sobre as condições do acervo de cerca de 200 peças, segundo os religiosos.

Paralelamente, a Comissão de Direitos Humanos da Alerj solicitará ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – que tombou o acervo em 1938 – a mudança imediata do nome da coleção, considerado pejorativo. Para os grupos religiosos, o termo Magia Negra reforça o preconceito contra a umbanda e o candomblé.

Restituição
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A responsável pelo terreiro Ilê Omolu Oxum, na Baixada Fluminense, Mãe Meninazinha de Oxum, que desde a década de 1980 defende a restituição das peças, disse que a audiência voltou a tratar de um tema esquecido. Hoje, ela propõe a devolução como segunda opção.

“O certo seria, não vou falar em museu, mas em memorial para esse sagrado. Não se fala em peças para visitação, mas para que as pessoas possam conhecer essa história”, disse a sacerdotisa, de 79 anos, uma das lideranças da campanha Libertem Nosso Sagrado.

Nos cálculos de Mãe Meninazinha, a Polícia Civil tem a guarda de centenas de peças, entre assentamentos (objetos de representação), símbolos dos orixás, instrumentos musicais, além de roupas rituais. Ela chegou a ver as peças uma vez, há mais de uma década.

Com a mediação entre a sociedade e governo do estado, parlamentares pretendem suspender inquérito aberto pelo MPF, pedindo a repatriação dos objetos. Os procuradores argumentam que os crimes que motivaram as apreensões não existem mais, caíram com as leis do Estado Laico, e querem que as peças sejam entregues aos religiosos. Segundo as autoridades, a guarda das peças no Museu da Polícia Civil sem tratamento adequado configura "racismo religioso".

Segundo o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), que convocou a audiência, o grupo de trabalho continuará a discussão sobre a reparação do que considera um "erro histórico" e, caso não se chegue a uma conclusão, o MPF voltará a ser acionado para dar andamento à ação judicial.

Reparação
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“As religiões poderão amadurecer a proposta da Secretaria de Cultura, de intermediar a relação, recebendo as peças por um tempo e formatar uma proposta para o futuro”, afirmou.

A Polícia Civil, que reivindica o acervo como parte da história da corporação, lamentou não ter condições de exibi-la agora, por problemas de infraestrutura. O diretor do Museu da Polícia Civil, Cyro Advínculo defendeu a manutenção das peças onde estão.

“Um museu não apreende suas peças, um museu preserva, pesquisa e expõe”, disse, na audiência. “Todos os museus constituem seus acervos com os objetos mais variados, que pertenceram a outras pessoas, grupos ou nações, e que, por circunstancias históricos, foram abrigados nesses espaços”,

O representante da chefia de Polícia Civil, Gilbert Stivanello, disse que a instituição terá “enorme felicidade” em abrir o acervo à população, quando possível. A intenção é evidenciar a mudança de atuação da polícia ao longo dos anos.

“Queremos mostrar o que o tempo faz, que a polícia que cooperou para a intolerância religiosa está sendo substituída por outra, que quer firmemente combater a intolerância para que o passado de erros não se repita.”

Já o secretário estadual de Cultura, André Lazzaroni, está de acordo com a devolução, identificação e exibição do acervo em outras condições. Ele comparou a guarda das peças pela polícia com o confisco de obras de artes por nazistas. “Se entendermos que o Estado é o verdadeiro dono desse acervo, concordaremos que a Alemanha e a Áustria são donas do acervo roubado dos judeus”.

Fonte: EBC

Zygmunt Bauman um dos maiores acadêmicos do Ocidente e as teorias levantadas em “Modernidade líquida”


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O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é conhecido mundialmente por seu conceito de Modernidade líquida - em que as ideias de emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e comunidade estão propensas a mudar com rapidez e de forma imprevisível

Bauman, que foi professor emérito de sociologia nas Universidades de Leeds (Inglaterra) e de Varsóvia (Polônia), foi agraciado com o Prêmio Príncipe das Astúrias de comunicação e humanidades em 2010, tem mais de vinte obras publicadas no Brasil, dentre as quais Modernidade líquida, O mal-estar da pós-modernidade e Vidas desperdiçadas.

Falecido em janeiro de 2017 aos 91 anos, em Leeds, na Inglaterra, é um dos mais influentes sociólogos do último século.

Houve um tempo em que conceitos eram sólidos. Ideias, ideologias, relações, blocos de pensamento moldando a realidade e a interação entre as pessoas. O século 20, com suas conquistas tecnológicas, embates políticos e guerras viu o apogeu e o declínio desse mundo sólido. A pós-modernidade trouxe com ela a fluidez do líquido, ignorando divisões e barreiras, assumindo formas, ocupando espaços diluindo certezas, crenças e práticas.

Para analisar este novo contexto, surgia um dos maiores intelectuais contemporâneos, Zygmunt Bauman, que ficou mundialmente conhecido por seu conceito de Modernidade líquida - em que as ideias de emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e comunidade estão propensas a mudar com rapidez e de forma imprevisível.

Autor de mais de 50 livros, o polonês guardava vivas as memórias da Polônia natal, do período que passou na União Soviética, da luta na Segunda Guerra Mundial, até a consagração como acadêmico no Ocidente.
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Todas estas mudanças e lembranças foram discutidas por Bauman em sua entrevista ao Fronteiras, concedida em sua casa em Leeds, onde faleceu. Democracia, laços sociais, comunidade, rede, pós-modernidade, dentre outros tópicos são analisados por esta que foi uma das grandes mentes do nosso tempo.

Em seu último livro, Estranhos à nossa porta (Zahar, 2017), o professor discutiu a crise da imigração mundial e o pânico por ela causado. O tema também apareceu em recente animação da emissora Al Jazeera, narrada pelo próprio intelectual

Bauman foi casado com a também socióloga e escritora Janina Bauman desde a época do pós-guerra. A esposa também faleceu em Leeds, em 2009. Zygmunt Bauman deixa três filhas.

Concluímos esta triste notícia com uma das falas mais emblemáticas do sociólogo:

"Estamos todos no mesmo barco. Essa é a primeira vez na história em que o mundo é realmente um único país, em certo sentido. E não há reversão. Logicamente, podemos tentar construir muros impenetráveis ao redor do nosso lugar escolhido, onde queremos ser felizes sozinhos, sem compartilhar com os outros, mas essas são tentativas fracassadas. Não darão certo a longo prazo. O fato é que nós somos, agora, interdependentes."


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domingo, 17 de setembro de 2017

CCBB Rio é apontado como uma das instituições culturais mais visitadas do mundo


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Apontado em março desse ano pela revista britânica The Art Newspaper como uma das instituições culturais mais visitadas no mundo, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio) acaba de conquistar mais um reconhecimento internacional 

Em um estudo realizado pela Universidade Erasmus, de Roterdã (Holanda), sobre a reputação das instituições culturais mais prestigiadas de dez países, o CCBB do Rio ficou em 18º lugar no ranking liderado pelo Museu do Louvre, em Paris, inaugurado em 1793, e o mais famoso do mundo.

Intitulado Por que as pessoas amam os museus de arte – estudo sobre a reputação dos 18 museus mais famosos segundo visitantes em 10 países, o relatório, publicado pelo jornal espanhol El Pais, compara as respostas de 12 mil entrevistados na Europa, nas Américas e na Ásia, todos frequentadores e não frequentadores das instituições. O estudo baseia-se em um modelo internacional que considera a estima, a boa vontade, a confiança e a admiração dos consumidores em relação a uma organização.

Em uma escala de até 100 pontos na avaliação global, todos os museus e centros culturais contaram com pontuação acima de 70 pontos, o que indica que todos são vistos de forma muito positiva. O Louvre, que encabeça a lista, ficou apenas dez pontos acima da instituição mais jovem da lista, justamente o CCBB, inaugurado em 1989, que alcançou 74,4 pontos.

“Recebemos com muito entusiasmo esse resultado, que é fruto de uma ação longeva e consistente do Banco do Brasil que visa fomentar a produção artística brasileira, proporcionar acesso fácil à programação cultural e gerar conhecimento complementar para os alunos que participam das atividades do nosso programa educativo”, comentou o gerente-geral do CCBB do Rio de Janeiro, Fábio Cunha.

“Além disso, estamos muito orgulhosos de contribuir para a visibilidade do Brasil no exterior como potência cultural, e de projetar a cidade do Rio de Janeiro no circuito das grandes exposições internacionais, ao lado de cidades importantes como Paris, Nova Iorque, Londres e Berlim”, comemorou.

Para Fábio Cunha, a programação regular, diversificada e acessível ao público explica o grande sucesso do CCBB, que, no ano passado, recebeu 2,2 milhões de visitantes. “Isso resulta em uma programação abrangente e que possibilita ao visitante encontrar a qualquer momento uma ou mais atividades para fruir, seja na área de exposição, música, teatro, dança, cinema e filosofia; além da biblioteca e dos espaços de convivência, como café, livraria e restaurante”, disse.


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Atualmente com duas exposições dedicadas à arte brasileira em cartaz – Cicero Dias – um percurso poético (retrospectiva do pintor pernambucano falecido em Paris em 2003) e Tropicália – um disco em movimento – o CCBB Rio anuncia para outubro uma exposição dedicada ao artista austríaco Erwin Wurm. A mostra exibirá cerca de 40 obras que reconfiguram objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico.

Em novembro, o destaque será a exposição e mostra de cinema Raymond Depardon, que trará obras do cineasta e fotografo francês. “Em janeiro de 2018 estreamos a exposição Ex África, uma mostra com obras de artistas contemporâneos africanos, antecipou Fábio Cunha.

No ranking da The Art Newspaper, O CCBB Rio ficou com o 26º lugar entre as 100 instituições mais visitadas no mundo, mas seus congêneres de Brasília e de São Paulo também marcaram presença na lista: o da capital federal em 59º lugar, com 1,1 milhão de visitantes e o paulistano na 68ª posição, com 965 mil visitantes.


Fonte: EBC

domingo, 10 de setembro de 2017

Segunda Guerra Mundial | O Canibalismo Japonês foi lenda?



O tão falado canibalismo praticado pelo soldados japoneses terá sido ficção, mais um mito popular, uma invenção dos prisioneiros de guerra?

Não sei confirmar, mas o texto abaixo relata um dos fatos mais cruéis e talvez mais nojento da Segunda Guerra Mundial. Muitos relatórios escritos e testemunhos recolhidos pela Secção Australiana de Crimes de Guerra do Tribunal de Tóquio e investigados pelo promotor William Webb (o futuro juiz em chefe) indicam que soldados japoneses em muitas partes da Ásia e do Pacífico cometeram atos de canibalismo contra prisioneiros de guerra.

Devido ataques Aliados cada vez mais frequentes nas linhas de abastecimento japonesas, e pela morte e doença do pessoal japonês como resultado da fome, os soldados eram obrigados a cometer o canibalismo de forma sistemática, e muitas vezes esquadrões inteiros praticavam o ato sob comando de oficiais.

Um prisioneiro de guerra indiano , Havildar Changdi Ram, declarou que: “. [Em 12 de novembro de 1944] Eu vi isso atrás de uma árvore e vi alguns cortes de carne, braços, pernas, quadris, nádegas… Eles cortavam em pequenos pedaços, levava para os quartos e fritava. “

Em alguns casos, a carne foi cortada de pessoas vivas: um outro prisioneiro indiano, Lance Naik Hatam Ali testemunhou em Nova Guiné e afirmou:

… os japoneses começaram a selecionar prisioneiros, todos os dias um prisioneiro foi levado para fora e morto e comido pelos soldados. Eu pessoalmente vi isso acontecer e cerca de 100 prisioneiros foram comidos neste lugar pelos japoneses. O restante de nós foi levado para outro local, a 80 km de distância, onde 10 prisioneiros morreram de doença. Neste lugar, os japoneses voltaram a selecionar prisioneiros para comer. Os selecionados foram levados para uma cabana onde sua carne foi cortada de seus corpos enquanto eles estavam vivos e eles foram jogados em uma vala onde eles morreram mais tarde.



De acordo com outro relato de Jemadar Abdul Latif do 4/9 Regimento Jat do exército indiano que foi resgatado pelo exército australiano na Baía Sepik em 1945:

“Na aldeia de Suaid, um médico japonês visitou periodicamente o complexo indiano e selecionou os homens mais saudáveis. Estes homens foram levados ostensivamente para cumprir seus deveres, mas nunca reapareceram”

O mais alto oficial condenado por canibalismo foi o general Yoshio Tachibana, que com 11 outros membros do pessoal japonês foi julgado em agosto de 1946 em relação à execução de aviadores da Marinha dos EUA e o canibalismo de pelo menos um deles, em agosto de 1944, em Chichi Jima , nas Ilhas Bonin . 

Os aviadores foram decapitados pelas ordens de Tachibana. Como o direito militar e internacional não lidava especificamente com o canibalismo, eles foram julgados por assassinato e “prevenção de enterro honroso”. Tachibana foi condenado à morte e enforcado.

Fonte: Ecos da II Guerra, por Ricardo Lavecchia

Arte e memória se misturam em exposição nas ruínas do Cassino da Urca RJ


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A exposição “A invenção da praia: cassino” começou na quarta-feira (9), dentro das ruínas do antigo Cassino da Urca, Zona Sul do Rio

Aberta ontem, sábado (9) a exposição A Invenção da Praia: Cassino, ocupa todo o espaço da sala principal do antigo Cassino da Urca, na Praia da Urca, com intervenções de 12 artistas: Bruno Faria, Caio Reisewitz, Chiara Banfi, Giselle Beiguelman, Katia Maciel, Laercio Redondo, Laura Lima, Lula Buarque de Hollanda, Maria Laet, Mauricio Adinolfi, Nino Cais e Sonia Guggisberg. 

Localizado no bairro da Urca, zona sul da cidade, o prédio está sendo restaurado, e as intervenções interagem com o aspecto de “ruína” do local.

Doze artistas foram convidados a escavar o passado, desenterrar mistérios e reescrever as histórias do edifício e de seus personagens, por meio de trabalhos realizados em performance, som, instalação, fotografia, texto e publicação”, como conta a curadora Paula Alzugaray.

Além da exposição organizada pelo Instituto Europeo di Design), será lançado o livro de poemas de Katia Maciel em parceria com outras 26 mulheres. Intitulado “Alto-mar”, a proposta do lançamento vai contar com uma performance de leitura de poemas pelas autoras no fosso da orquestra das ruínas do Cassino todos os dias às 19h.

Serviço:

“A invenção da praia: cassino”

9 a 16 de setembro de 2017
Curadoria: Paula Alzugaray
Instituto Europeo di Design IED (ruínas do antigo Cassino da Urca)
Rua João Luís Alves, 13, na Urca.
Sábados: 12h às 17h
Segunda a sexta-feira: 16h às 22h
Entrada gratuita

Bienal do Livro recebe 680 mil visitantes, e a maioria é de jovens


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A 18ª Bienal Internacional do Livro superou as expectativas de público e recebeu ao menos 680 mil visitantes desde 31 de agosto 

O número, divulgado hoje (10) pelos organizadores do evento, ainda pode crescer, já que o balanço foi preparado antes das 17h e a Bienal funciona até as 22h deste domingo.A expectativa inicial dos organizadores era de que 600 mil pessoas fossem ao Riocentro participar da Bienal, que ampliou em 30% sua programação cultural.

Um dos destaques do crescimento foi o público de 15 a 19 anos, cuja participação aumentou de 18% para 33% do total de visitantes. Em 10 anos, a participação dessa faixa etária aumentou três vezes, já que a Bienal de 2007 teve apenas 11% de público nesse grupo.

A vice-presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Mariana Zahar, disse que a Bienal deste ano ocorre em um momento em que o mercado literário começa a dar sinais de recuperação."A Bienal está marcando a saída desse momento [de crise] do mercado editorial."

De janeiro até a primeira semana de setembro, o setor cresceu 5% sobre o mesmo período do ano passado. Mariana pondera que a alta de 2017 deve ser vista com cautela, porque 2016 registrou queda de 20% em relação a 2015. Sobre a participação dos jovens, ela comemora: "Está alinhado com o que vem acontecendo no mercado editorial e nos enche de esperanca de que teremos um público leitor maior daqui para frente."

O público jovem que foi à Bienal encontrou uma programação mais reforçada. A Arena #Semfiltro, por exemplo, teve o espaço ampliado de 90 para 400 lugares e, mesmo assim, atingiu uma lotação média de 90% ao longo do evento. Os organizadores também avaliam que o espaço Geek & Quadrinhos também teve boa resposta do público.


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A diretora da Bienal, Tatiana Zaccaro, destacou que o público jovem responde a um investimento feito pelo evento nos últimos 10 anos. Já o crescimento da oferta de atrações está alinhado com a proposta de fazer da Bienal um programa cultural mais amplo que uma feira de livros. "A Bienal vai muito além disso. Tanto para a gente que organiza quanto para os próprios editores", diz Tatiana. "O que a Bienal se propõe é invadir o Rio e o Brasil com a importância da leitura, do livro, dos autores, é se tornar um programa cultural e estar no calendário do carioca."

Os números divulgados no fim da tarde de hoje mostram que a média de livros comprados por visitante manteve-se em 6,6, com um gasto médio de R$ 25,18. Esses números também podem sofrer revisões após o fim do evento.

A nota recebida pela Bienal em avaliação do público aumentou de 8,4 para 8,6, e 93% dos visitantes disseram que pretendem voltar nas próximas edições.

Um em cada quatro visitantes foi à Bienal do Livro pela primeira vez este ano, e 14% deles vieram de outros estados.


Fonte: EBC

domingo, 3 de setembro de 2017

Indicado ao Nobel de Literatura, Carlos Nejar recebe homenagem em Brasília


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O poeta teve o nome recomendado ao Prêmio Nobel de Literatura pela Academia Brasileira de Letras, que é credenciada pela Academia Sueca (Svenska Akademien), em Estocolmo, Suécia, para fazer as indicações ao prêmio

Ocupante da cadeira número 4 da Academia Brasileira de Letras, o poeta Carlos Nejar – candidato ao Prêmio Nobel de Literatura 2017 – recebeu na noite desta quinta-feira (31), em Brasília, o título de membro honorário da Academia de Letras de Brasília (ALB). A cerimônia ocorreu na Embaixada de Portugal, em Brasília.

O presidente de honra da ALB, José Carlos Gentili, disse que Carlos Nejar não é apenas um dos maiores expoentes da literatura do Brasil, mas também “um dos 37 maiores poetas vivos do mundo”.
Brasília - O poeta Carlos Nejar é homenageado pela Academia de Letras de Brasília (ACLEB) em evento na Embaixada de Portugal. À esquerda o presidente da ACLEB, Tarcízio Dinoá Medeiros (Valter Campanato/Agência Brasil)
O poeta Carlos Nejar (D) é homenageado pela Academia de Letras de Brasília    Valter Campanato/Agência Brasil

















O poeta teve o nome recomendado ao Prêmio Nobel de Literatura pela Academia Brasileira de Letras, que é credenciada pela Academia Sueca (Svenska Akademien), em Estocolmo, para fazer as indicações ao prêmio. “Fiquei honrado com a indicação [ao Prêmio Nobel], mas a minha obra é que tem que falar por mim porque creio no poder da palavra”, disse o poeta no discurso.

Obra

Gentili lembrou ainda, durante a cerimônia, que Carlos Nejar é um “verdadeiro gênio vivo” da poesia contemporânea, lido e estudado nos mais diversos centros linguísticos e literários do mundo. Citou o livro Somos Poucos, traduzido em francês, como uma das principais obras do homenageado. E acrescentou que Nejar acaba de lançar Monumento ao Rio Doce, também traduzido em inglês, que fala sobre a destruição causada pelo rompimento da barragem de mineração em Mariana (MG), que causou o maior desastre ambiental do Brasil.

Corrupção

Em uma referência à corrupção, noticiada diariamente nos jornais e emissoras de rádios e televisão, Carlos Nejar disse, no discurso de posse, que nunca desistiu do Brasil. Afirmou que jamais deixou de reconhecer a grandeza brasileira, mesmo que alguns tentem “encolher” o país.

Ele acrescentou que o Brasil “há de ser cada vez mais prezado entre as nações, seu caminhar não recua, seu vigor não envelhece, sua cultura e arte [continuarão] a ser das mais altas do mundo”.
Fonte: EBC - Edição: Carolina Pimentel e Nira Foster

Exposição em SP questiona estruturas sociais com obras de artistas negros


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Com abertura que ocorreu na última quinta-feira (31), mostra “Agora Somos Todxs Negrxs?” apresenta um recorte da produção contemporânea de artistas negras e negros

Estreou na última quinta-feira, 31, em São Paulo, a exposição “Agora Somos Todxs Negrxs?”, que reúne produção contemporânea de artistas negras e negros reconhecidos no cenário das artes no Brasil.

Segundo os organizadores, a ideia é apresentar olhares sobre o racismo e o sexismo a partir do ponto de vista da negritude e da desconstrução do impacto da colonização e da escravidão. E também colocar em perspectiva o papel do negro na sociedade brasileira, reelaborando símbolos da história nacional.

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O título da mostra é inspirado no artigo 14 da Constituição do Haiti, de 1805, que diz: “Todos os cidadãos, de agora em diante, serão conhecidos pela denominação genérica de negros”. Hoje, 200 anos após a revolução haitiana que expulsou o governo colonial francês do país, artistas e ativistas negras e negros analisam as questões que envolvem o racismo institucional, as desigualdades sociais e as questões de gênero na América colonizada. Desta forma, questionam: “Agora Somos Todxs Negrxs?”

O “x” que substitui as inflexões de gênero nas palavras do título também é uma provocação. Segundo o curador Daniel Lima, não se discute racismo sem discutir gênero.

A mostra exibe trabalhos de artistas negras e negros renomados no circuito nacional e internacional como Rosana Paulino, doutora em Artes Visuais pela ECA/USP e especialista em gravura pelo London Print Studio, Jota Mombaça, ensaísta e performer, Frente 3 de Fevereiro, Ana Lira, Luiz de Abreu, Musa Michelle Matiuzzi, Moisés Patrício e outros.

A exposição “Agora Somos Todxs Negrxs” dá sequência a um ciclo de exposições do Galpão VB, espaço de artes na Vila Leopoldina, zona oeste da cidade de São Paulo que, ao longo deste ano de 2017, vem propondo reflexões sobre as relações entre arte e política.
Serviço:
  • Agora somos todos negrxs?
  • Visitação: até 16 de dezembro de 2017
  • Onde: Galpão VB. Avenida Imperatriz Leopoldina, 1150, Lapa. 
  • Entrada franca