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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Caetano Veloso | 75 anos de talento e poesia


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Considerado por muitos o maior letrista vivo da MPB, Caetano surpreende, se recicla de forma ousada e camaleônica e se reinventa sem cessar

A canção Meu coração vagabundo abria Domingo, de 1967, estreia em LP de Maria da Graça Costa Penna Burgos – mais conhecida como Gal Costa – e Caetano (Emanuel Viana Teles) Veloso. Um melancólico idílio bossa nova – que não iria durar muito tempo.

Corte rápido para Tropicália ou Panis et Circensis: já em seu álbum solo do ano seguinte, Caetano provocava um big bang que iria abalar as bases da nação e seguir reverberando, décadas mais tarde. Seu nome já era um manifesto: "Tropicalismo" era a expressão de um Brasil entre a oca e a guitarra elétrica, entre o pau-de-arara e o homem na Lua.

Gilberto Gil, Tom Zé, Torquato Neto, Caetano e outros estavam pondo em prática a antropofagia postulada pelo pensador Oswald de Andrade. Aí, devoraram o baião e os Beatles da fase LSD, digeriram Stockhausen e música eletroacústica, metabolizaram o concretismo poético de Augusto e Haroldo de Campos. E puseram no mundo uma linguagem de transgressão de fronteiras artísticas e culturais.

Nunca se vira tal coisa na música popular brasileira: esse Caetano Veloso, então, era um vanguardista?

Personalidade caleidoscópica
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O filho ilustre de Dona Canô, baiano de Santo Amaro da Purificação, irmão de Maria Bethânia e mais outros quatro, faz 75 anos neste 7 de agosto de 2017. São 3/4 de século de vida e 1/2 de carreira musical, do samba-canção ao rock, do tango ao reggae, da experimentação mais radical ao sucesso brega nos qual ele apõe o seu “carimbo de qualidade”.

Esse monstro sagrado da MPB, com sua capacidade ímpar de se apoderar de quase qualquer gênero musical e dá-lhe nova roupagem é citado pela crítica musical norte-americana que o compara a Bob Dylan ou Paul Simon.
O renomado New York Times declara-o "Poeta Laureado inoficial" do Brasil, entre outras citações elogiosas. São títulos lisonjeiros, sem dúvida, mas, a sério: como fazer jus a tal biografia ao descrever o caleidoscópio dessa personalidade absolutamente genial?

Porões da ditadura
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O ano? O fatídico 1969. Caetano e o conterrâneo Gilberto Gil esgotaram a paciência da ditadura militar. Depois de ter várias de suas músicas censuradas e proibidas, os dois foram detidos, tiveram a cabeça raspada, acusados de subversão, desrespeito ao hino e à bandeira nacional.

A terra do AI-5 está tenebrosa para artistas de espírito crítico ou meramente "irreverentes". Acompanhados das esposas, os baianos pegam o avião para Londres, no mesmo ano em que Chico Buarque se autoexila na Itália. Antes de retornar ao Brasil, três anos mais tarde, Caetano ainda fará escala em Madri e Tel Aviv.

Incursões no cinema

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Na produção Tabu, de 1982, Caetano vive o compositor Lamartine Babo; em Os Sermões – A história de Antônio Vieira, de 1989, fora o poeta colonial Gregório de Matos – ambos os filmes de Júlio Bressane. Em 1983 fizera também uma aparição em O Rei da Vela, do selvagem diretor paulista José Celso Martinez Corrêa.

Tratava-se da adaptação cinematográfica da peça homônima de Oswald de Andrade, o próprio mentor do Movimento Antropofágico. Coincidência ou não, exatamente dez anos mais tarde Caetano se reuniria a Gil no CD Tropicália 2. Embora detratores diagnosticassem mero oportunismo, uma coisa pelo menos está registrada nos vídeos dos shows: a dupla baiana se divertiu demais com esse revival.

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Dos 75 anos completados hoje, têm dentro deles 52 de carreira que o tornaram num dos maiores nomes da música brasileira e do movimento tropicalista, em particular, mas Caetano Veloso não mostra vontade de querer descansar.

Ainda em 2017, também são lembrados os 50 anos do lançamento do disco de estreia, "Domingo" (com Gal Costa), completou a digressão internacional com Teresa Cristina, um ano depois de outro périplo com Gilberto Gil, e prepara-se agora para montar um espetáculo com os três filhos, em outubro, prevendo ainda reeditar o livro de memórias "Verdade Tropical".

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