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domingo, 23 de julho de 2017

120 anos da ABL | A casa que já abrigou os maiores intelectuais da história cultural brasileira


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Na composição atual da ABL há nomes controversos, no mínimo, mas as salas do Petit Trianon, onde estão bustos de Castro Alves, Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo, entre outros, já abrigaram a nata da intelectualidade nacional

Com fundação datada de 20 de julho de 1897 por iniciativa de um grupo de escritores, tendo à frente o mais importante deles na época, Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras (ABL) comemorou no último dia 20, os 120 anos de existência, com uma solenidade no salão nobre do Petit Trianon, sede histórica da instituição, no centro do Rio.

Tendo Machado de Assis como um dos fundadores e para a qual dedicou os último anos de sua vida, nada mais justo que ele seja um dos principais homenageados. O prédio, que abriga a nata da intelectualidade brasileira, fica no Centro da cidade (Avenida Presidente Wilson 203) e é um importante centro cultural para moradores e visitantes.

Fundador ilustre


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Machado já chegava à casa dos 60 anos quando foi eleito por unanimidade o primeiro presidente da Academia, que tinha como inspiração a Academia Francesa. Um grupo de intelectuais da Revista Brasileiro teve a ideia de criar um local de valorização da literatura nacional e foi buscar respaldo do já renomado escritor. Ter Machado como presidente significava nada de brigas ou desavenças. O escritor foi presidente da casa por 10 anos e só deixou o posto por causa de sua morte.

Para os apreciadores da literatura portuguesa, visitar a "Casa de Machado" é um passeio e tanto. O Petit Trianon, como é chamado o prédio que é sede da ABL, foi doado pelo governo francês em 1923. É uma réplica do Petit Trianon do Palácio de Versalhes. Na entrada do prédio, repousa Machado, esculpido em bronze, acompanhando o vai e vem de visitantes e acadêmicos. Ao lado, já em estilo moderno, está o Palácio Austragésilo de Athayde que é a ponte da ABL com o futuro e espaço de diversas atividades culturais.

Nas salas do Petit Trianon estão bustos de Castro Alves, Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo, Fagundes Varela e Gonçalves Dias. É chamada de Sala dos Poetas Românticos. Uma grande reprodução do estatuto da Academia, de 1897, assinado por Machado de Assis, Joaquim Nabuco, entre outros, está afixada na Sala das Sessões. Na Sala Machado de Assis, encontram-se objetos pessoais do "bruxo do Cosme Velho": livros, a escrivaninha onde trabalhava e um belo retrato a óleo de Machado. Todo o acervo pode ser visto em visitas guiadas, que acontecem sempre às 14h.

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A consulta ao acervo pode ser feita pela Internet nas bibliotecas Rodolfo Garcia e Acadêmico Lúcio de Mendonça. O acervo da ABL é de valor incalculável. A Academia, desde sua fundação, recebe doações de bibliófilos do mundo todo. Fazem parte do seu acervo as primeiras edições de obras clássicas da literatura mundial, além de um grande número de obras raras dos séculos XVI a XX, destacando-se a edição princeps de Os Lusíadas, de 1572, e um raríssimo exemplar das Rhythmas, impresso em Lisboa, no ano de 1595, de Luís de Camões.

A programação cultural pode ser consultada no site da ABL ou no Facebook da instituição: https://www.facebook.com/academia.org.br. Cercada de bons restaurantes, próxima ao metrô da Cinelândia, a ABL é uma opção de passeio no Centro do Rio. Mesmo que você não goste de literatura ou dos livros, aprecie o jardim, o café, esbarre com algum acadêmico e puxe conversa. Machado ficará orgulhoso.

Referência: Bahia Já

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