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quarta-feira, 28 de junho de 2017

A incineração das fitas amarradas no gradil da Basílica de Senhor do Bonfim, divide opiniões na capital da Bahia


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Desde 2012, todo mês de janeiro, a cada segunda sexta-feira de um novo ano – um dia após a Lavagem do Bonfim –, as fitas colocadas no gradil durante o ano anterior são queimadas, com apoio e colaboração da própria instituição e dos ambulantes do local, os quais as cortam regularmente

A crença nos pedidos feitos com as fitas do Senhor do Bonfim é um símbolo baiano. E todos garantem que, se a fita partir com o tempo, o pedido vai se realizar. Amarrar no gradil da Basílica da Colina Sagrada, então, é certeza que a prece será cumprida. O que poucos sabem é que as fitas vão sendo retiradas durante o ano, para serem queimadas em frente à igreja.

Serena, dona Elisa Mendonça explica o motivo do ritual: “é a fumaça que leva os pedidos para Deus”, garante a aposentada. O reitor da Basílica, padre Edson Menezes, confirma. “A fumaça é simbólica. Ela sobe, então tem esse sentido, são os pedidos que sobem para Deus. Simbolicamente é isso”, pontua.

As fitas precisam ser retiradas, pois vão se estragando ao longo do ano. E também é necessário liberar espaço para que mais pessoas possam praticar sua fé no Senhor do Bonfim. “É preciso tirar por que elas passam por um processo de deterioração. Nós tiramos e guardamos, e depois queimamos. Antes tinha uma pessoa que tirava e jogava fora. Depois que cheguei aqui, percebi que não posso jogar fora um objeto que as pessoas usam com tanta fé”, justifica padre Edson.

Sinal de respeito


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Para o padre, o ritual de queimar as fitas é um sinal de respeito à crença dos baianos e turistas, que fazem seus pedidos durante todo o ano. “Queimamos para respeitar um instrumento de expressão da fé das pessoas, que amarram as fitinhas, dão três nós e acreditam que elas irão conseguir aquilo que pedem. É uma forma de valorizar essa expressão popular. Não podemos jogar em qualquer lugar um instrumento que é um canal para Deus”.

Além das fitas, o ritual também queima os pedidos, escritos em pedaços de papel, que são depositados em caixas que ficam dentro da Basílica. Antes, no entanto, voluntários retiram cédulas que são colocadas junto com os pedidos, entre outros itens inusitados. “As pessoas têm toda uma fé nos pedidos. Elas colocam muitos currículos. Pedem emprego e coloca o currículo junto”, conta a voluntária Eliana Nunes.

Há controvérsias


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A contrariedade surge, no entanto, por conta dos princípios da crença popular, a qual carrega a noção de que os desejos feitos através dos três nós, somente serão realizados quando a fita for, espontaneamente, rompida. Desde a evolução após 1809, quando criadas por iniciativa de Manuel Antonio da Silva Servo, tesoureiro da Irmandade do Senhor do Bonfim, a prática é seguida. Assim, nem todos aqueles que acreditam no simbolismo do objeto ficaram satisfeitos com a revelação.

E há uma outra justificativa para a queima: segurança. De acordo com o diácono Manoel Pedro Matias da Silva, quando as fitas iniciam o ressecamento em contato com o gradil e sob o sol quente, elas ficam propícias a entrarem em combustão. O engenheiro químico e professor Henrique Delgado confirma.

“É possível que, quando elas estão em um maior ponto de desgaste, o contato constante com o sol provoque o processo de combustão”, explica, tranquilizando aqueles que carregam a fita no pulso ou no tornozelo. “No corpo, pelo objeto não ficar no sol, parado por muito tempo em uma mesma posição, seria basicamente impossível de entrar em um processo de combustão”, garante.

Personagens ativos de todo o processo, os ambulantes aprovam a cremação, garantindo cuidado com as fitas e o respeito à fé. “O movimento das fitinhas é maior dia de sexta e domingo, então costumamos nas quintas-feiras procurar as que estão ficando mais desgastadas aqui no gradil para cortar. A gente tira e dá para a Igreja”, revela Jorge Conceição, há 40 anos trabalhando na Colina Sagrada. “Confiamos que eles guardam as fitas direito lá. Eles colocam depois as caixas aqui na frente e nós participamos do processo da queima”, diz o ambulante que integra o processo de cremação há quatro anos.


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Referência: correio24h

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