quarta-feira, 28 de junho de 2017

A incineração das fitas amarradas no gradil da Basílica de Senhor do Bonfim, divide opiniões na capital da Bahia


Resultado de imagem para fitas de senhor do bonfim ba - queima

Desde 2012, todo mês de janeiro, a cada segunda sexta-feira de um novo ano – um dia após a Lavagem do Bonfim –, as fitas colocadas no gradil durante o ano anterior são queimadas, com apoio e colaboração da própria instituição e dos ambulantes do local, os quais as cortam regularmente

A crença nos pedidos feitos com as fitas do Senhor do Bonfim é um símbolo baiano. E todos garantem que, se a fita partir com o tempo, o pedido vai se realizar. Amarrar no gradil da Basílica da Colina Sagrada, então, é certeza que a prece será cumprida. O que poucos sabem é que as fitas vão sendo retiradas durante o ano, para serem queimadas em frente à igreja.

Serena, dona Elisa Mendonça explica o motivo do ritual: “é a fumaça que leva os pedidos para Deus”, garante a aposentada. O reitor da Basílica, padre Edson Menezes, confirma. “A fumaça é simbólica. Ela sobe, então tem esse sentido, são os pedidos que sobem para Deus. Simbolicamente é isso”, pontua.

As fitas precisam ser retiradas, pois vão se estragando ao longo do ano. E também é necessário liberar espaço para que mais pessoas possam praticar sua fé no Senhor do Bonfim. “É preciso tirar por que elas passam por um processo de deterioração. Nós tiramos e guardamos, e depois queimamos. Antes tinha uma pessoa que tirava e jogava fora. Depois que cheguei aqui, percebi que não posso jogar fora um objeto que as pessoas usam com tanta fé”, justifica padre Edson.

Sinal de respeito


Imagem relacionada


Para o padre, o ritual de queimar as fitas é um sinal de respeito à crença dos baianos e turistas, que fazem seus pedidos durante todo o ano. “Queimamos para respeitar um instrumento de expressão da fé das pessoas, que amarram as fitinhas, dão três nós e acreditam que elas irão conseguir aquilo que pedem. É uma forma de valorizar essa expressão popular. Não podemos jogar em qualquer lugar um instrumento que é um canal para Deus”.

Além das fitas, o ritual também queima os pedidos, escritos em pedaços de papel, que são depositados em caixas que ficam dentro da Basílica. Antes, no entanto, voluntários retiram cédulas que são colocadas junto com os pedidos, entre outros itens inusitados. “As pessoas têm toda uma fé nos pedidos. Elas colocam muitos currículos. Pedem emprego e coloca o currículo junto”, conta a voluntária Eliana Nunes.

Há controvérsias


Resultado de imagem para fitas de senhor do bonfim ba no pulso

A contrariedade surge, no entanto, por conta dos princípios da crença popular, a qual carrega a noção de que os desejos feitos através dos três nós, somente serão realizados quando a fita for, espontaneamente, rompida. Desde a evolução após 1809, quando criadas por iniciativa de Manuel Antonio da Silva Servo, tesoureiro da Irmandade do Senhor do Bonfim, a prática é seguida. Assim, nem todos aqueles que acreditam no simbolismo do objeto ficaram satisfeitos com a revelação.

E há uma outra justificativa para a queima: segurança. De acordo com o diácono Manoel Pedro Matias da Silva, quando as fitas iniciam o ressecamento em contato com o gradil e sob o sol quente, elas ficam propícias a entrarem em combustão. O engenheiro químico e professor Henrique Delgado confirma.

“É possível que, quando elas estão em um maior ponto de desgaste, o contato constante com o sol provoque o processo de combustão”, explica, tranquilizando aqueles que carregam a fita no pulso ou no tornozelo. “No corpo, pelo objeto não ficar no sol, parado por muito tempo em uma mesma posição, seria basicamente impossível de entrar em um processo de combustão”, garante.

Personagens ativos de todo o processo, os ambulantes aprovam a cremação, garantindo cuidado com as fitas e o respeito à fé. “O movimento das fitinhas é maior dia de sexta e domingo, então costumamos nas quintas-feiras procurar as que estão ficando mais desgastadas aqui no gradil para cortar. A gente tira e dá para a Igreja”, revela Jorge Conceição, há 40 anos trabalhando na Colina Sagrada. “Confiamos que eles guardam as fitas direito lá. Eles colocam depois as caixas aqui na frente e nós participamos do processo da queima”, diz o ambulante que integra o processo de cremação há quatro anos.


Resultado de imagem para  fitas de senhor do bonfim ba

Referência: correio24h

Seminário discute preservação da matriz africana no combate ao racismo

Resultado de imagem para Vivências do Tempo - Matriz Africana.

Experiências internacionais de valorização e preservação da memória e da matriz africana nas Américas foram apresentadas ontem (27) no seminário Mauá 360 - Cais do Valongo,
O evento ocorreu no Museu do Amanhã, dentro da semana Vivências do Tempo - Matriz Africana. Uma das experiências é o museu Smithsonian National Museum of African American History and Culture (NMAAHC), criado por ato do Congresso dos Estados Unidos, em 2003, e inaugurado em setembro de 2016, em Washington. Dedicado à valorização da cultura e memória afro-americana, a coleção conta com mais de 36 mil artefatos.

O curador do museu, Paul Gordullo, disse que falar sobre escravidão é uma coisa tão recente nos Estados Unidos quanto no Brasil. De acordo com ele, é necessário discutir a questão para se compreender melhor a herança africana compartilhada por todas as Américas.

“São histórias parecidas, de perdas, coisas escondidas. Colocar os objetos em um museu tem feito essa história visível e tem colocado luz sobre os pontos escuros. Muitas pessoas tinham receito de falar sobre isso antes, mas nós damos voz para a história. A melhor forma de fazermos isso é encontrar os objetos que contam a história dessas pessoas. Muitas vezes são fragmentos que precisam ser conectados. Precisamos abrir a janela e pensar sobre a escravidão, recuperar os objetos e a humanidade disso, personalizar faz toda a diferença. Eram pessoas com grandes histórias, quando personalizamos e colocamos em um museu ajudamos todos a perceberem isso”.

Patrimônio Mundial

O evento ocorre às vésperas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciar se o Cais do Valongo, por onde se estima que tenham desembarcado no país cerca de 1 milhão de africanos escravizados, receberá o título de Patrimônio Mundial. O anúncio está previsto para ser feito no dia 7 ou 8 de julho.

Para Paul Gordullo, o Cais do Valongo tem uma importância global significativa. “Contém artefatos que nunca foram relatados nos livros de história. Mais de 90% da história humana foi perdida, esquecida ou mesmo assassinada e oprimida, sendo propositalmente esquecida. No Valongo, nós precisamos recuperar os objetos que contam a história dessas pessoas e suprir o silêncio que a história deixou”.

O antropólogo Milton Guran, que coordenou o grupo de trabalho da candidatura do Sítio Arqueológico Cais do Valongo, lembra que o Rio de Janeiro foi o maior porto escravagista da história.

“A redescoberta do Cais do Valongo permite, impulsiona, praticamente nos obriga, a nos confrontarmos com essa realidade. Obriga a cidade do Rio de Janeiro e, por extensão, o país, a se confrontar com as suas origens. Não é por nada que nós temos a maior população negra fora da África, a segunda população nacional negra do planeta, depois da Nigéria. Nós temos que assumir isso de forma consequente, que esse país se viabilizou porque contou com a mão de obra africana em todos os níveis. E isso é positivo, nós temos uma nação pluri étnica, multicultural”.

Ele explica que a elevação do local a Patrimônio Mundial pode colocar o Brasil na vanguarda das políticas públicas globais de inclusão social e redução das desigualdades, que já vinham caminhando com leis como o ensino obrigatório da história da África nas escolas e as cotas raciais para ingresso nas universidades.

Museu da Escravidão e da Liberdade

Ao falar sobre a criação do Museu da Liberdade e da Escravidão, a ser implantado também na região portuária (1), a secretária Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Nilcemar Nogueira, anunciou que os princípios do novo espaço serão discutidos com a base social do movimento negro. Uma oficina está prevista para os dias 14 e 15 de julho, no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá. Nilcemar destacou a importância de se “conhecer o passado para efetivamente entender o presente” e o papel que o museu pode ter.

“O museu se encontra em posição privilegiada para articular questões essenciais para a sociedade e encorajar reflexões críticas sobre os legados que o dão forma ou dilaceram. Em especial, trataremos da história e do legado da escravidão no Rio de Janeiro e no Brasil, bem como do legado e da contribuição da cultura de matriz africana para a cultura e sociedade brasileira”.

Segundo a secretária, a escritora Carolina Maria de Jesus dará nome ao centro de referência do novo museu. A sede administrativa será no Centro Cultural José Bonifácio, na Gamboa, palacete fundado em 1876 por D. Pedro II e que sediou a primeira escola pública da América Latina.
Fonte: EBC

“Origem”, a nova promessa de best seller de Dan Brown, já tem capa


Resultado de imagem para origem - dan brown 2017

A Entertainment Weekly revelou ontem, terça-feira (27), a capa do novo romance de Dan Brown, “Origem”, que deve chegar ao Brasil no próximo mês de setembro e promete reeditar o sucesso dos demais livros do autor

Na história, o leitor acompanhará o simbologista Robert Langdon pela quinta vez. Ele vai até a Espanha para lidar com as duas questões que mais atormentam a humanidade: de onde viemos e para onde vamos?. Mas agora ele não se perde em desenhos renascentistas, como no clássico “O Código Da Vinci”, e sim se debruça sobre arte moderna e usa tecnologia de ponta.

No Brasil, o livro será publicado pela Arqueiro, selo da Sextante, e chega às livrarias em setembro. O último livro de Dan Brown com o simbologista Robert Langdon foi “Inferno”, lançado em 2013, e que ganhou uma adaptação para os cinemas no ano passado


Um mestre do suspense religioso

Resultado de imagem para origem - dan brown 2017

No dia 22 de junho celebramos o aniversário daquele que revolucionou o mercado de suspense ao criar um novo jeito de unir mistério e religião: Dan Brown. Muitos vieram depois, muitos já existiam. O próprio autor já havia lançado outros livros, sem grande sucesso até então, quando o fenômeno O código Da Vinci chegou às livrarias. 

Foram meses, anos até, com todas as lojas repletas de obras de Brown, não só no Brasil como em todo o planeta. Depois disso, reedições de suas obras anteriores foram reimpressas, com igual sucesso de vendas, e, a cada novo lançamento, um alvoroço é sentido entre os leitores. Foi o que aconteceu com O símbolo perdido e Inferno.

De acordo com seus editores, há mais de 200 milhões de exemplares de seus livros espalhados pelo mundo. Só no Reino Unido, foram vendidas 16 milhões de cópias, com O Código Da Vinci (4,5 milhões) encabeçando a lista do autor.

Resultado de imagem para origem - dan brown 2017

domingo, 25 de junho de 2017

A origem da fogueira nas festas juninas


Imagem relacionada

As histórias são várias mas em uma delas, o catolicismo reza que a fogueira já foi acesa nas montanhas da Judeia, para anunciar o nascimento do apóstolo João, no dia 24 de junho

Como a distância separava as famílias, foi a forma que sua mãe Isabel encontrou para comunicar a chegada do filho à Maria, sua prima, que também estava grávida e seis meses depois daria luz a Jesus.

A exemplo de Maria, Isabel também engravidou contra todas as probabilidades. Não era virgem, mas dizia-se que estava estéril e tinha idade avançada quando concebeu o último filho. Ele se tornou um pregador e ficou conhecido por batizar os gentios nas águas do Rio Jordão. [...] Para ganhar de vez o apelido de `Batista´, realizou um feito capaz de fazer inveja a qualquer outro santo: abençoou o próprio Jesus.

Alguns estudiosos da matéria afirmam que tais feitos conferiram a João Batista um lugar de honra entre os santos católicos: ele é o único do qual se comemora, assim como Jesus, o dia do nascimento e não o da morte, como os demais santos.

Antes da evangelização da Europa, na Idade Média, as fogueiras eram utilizadas em rituais pagãos, que celebravam a chegada do solstício de verão no Hemisfério Norte. Como uma maneira de dar novo significado às práticas pré-cristãs, a exemplo dos cultos solares e lunares relacionados à vida agrícola, o dia 24 de junho foi incorporado ao calendário cristão, como comemoração ao nascimento de São João Batista.

Festas juninas
Resultado de imagem para fogueiras de são pedro - viuvas

Uma tradição genuinamente nordestina, as festas juninas chegam a durar mais de 30 dias como é o caso de Campina Grande PB, que autodenominou a festa como o Maior São João do Mundo. Mas o mais comum é iniciar os festejos em 13 de junho, dia dedicado a Santo Antonio e encerrar no dia 29, onde o homenageado é São Pedro.

Muitos não sabem e não levam muito a sério, mas reza a tradição popular que, para cada santo junino, a fogueira tem de ser armada de uma determinada maneira: a de São João deve ter uma base arredondada, já a de Santo Antônio deve ser quadrada e a de São Pedro, triangular.

São Pedro
Resultado de imagem para fogueiras de são pedro - viuvas

Tido como o guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo

Resultado de imagem para pinacoteca Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo’
Noventa e três importantes obras do acervo de pintura, escultura, desenho e gravura do Museu Nacional de Soares dos Reis, que fica na cidade do Porto, em Portugal, estarão na Pinacoteca de São Paulo

Elas, ao lado de outras 14 da Pina, integram a exposição ‘Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo’ que pretende explorar a construção de uma arte nacional em Portugal e no Brasil – tema que mobilizou artistas, instituições e interessados pelas belas artes ao longo do século XIX. Esta exposição tem o patrocínio de Edp e Cisa Trading, apoio do Consulado Geral de Portugal e Experimenta Portugal 2017.

A curadoria conjunta é de Elisa Soares, conservadora de pintura do Museu Nacional de Soares dos Reis, e de Fernanda Pitta, curadora da Pinacoteca. “A partir da questão central ‘como o meio cultural português preocupou-se em identificar ou fazer surgir uma arte própria, inscrita na tradição europeia e ocidental, mas dotada de uma singularidade específica’ a exposição indaga acerca do lugar da representação da paisagem, dos tipos, dos costumes e do cotidiano nesse processo de construção, investigando também como esses temas e interesses impactam a formação dos artistas. Tal processo é bastante similar ao que ocorreu no Brasil”, explica Pitta.

Resultado de imagem para pinacoteca Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo’

‘Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo’ faz parte de um programa de exposições que busca construir relações entre a coleção da Pinacoteca e a de outras instituições afins, possibilitando novas leituras do próprio acervo. Já foram apresentadas em diálogo com obras da Pinacoteca as coleções do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora, e do Museu Paulista da Universidade de São Paulo.

A Pinacoteca de São Paulo prevê para junho a publicação de um catálogo com textos das curadoras, biografias dos artistas e fotos das obras.

A mostra permanece em cartaz até 2 de outubro de 2017, no segundo andar da Pina Luz – Praça da Luz, 02. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10h00 às 17h30 – com permanência até às 18h00 – o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 e adultos com mais de 60 anos não pagam. Aos sábados a entrada é gratuita para todos os visitantes. A Pina fica próxima à estação Luz da CPTM. pinacoteca.org.br – (11) 3335-4990.
Experimenta Portugal
Organizado pelo Consulado Geral de Portugal em São Paulo, o Experimenta chega à sua terceira edição com foco totalmente voltado para arte e cultura. Da música à gastronomia, passando pelas artes visuais, artes plásticas e literatura, o Experimenta traz uma série de atrações à cidade de São Paulo, visando promover o intercâmbio artístico e cultural entre Brasil e Portugal e estreitar cada vez mais os laços entre as duas nações.

Fonte http://pinacoteca.org.br

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Monte Roraima: atração turística do Norte do Brasil envolta em mistérios e lendas encobertas por neblina


Resultado de imagem para monte roraima onde fica

Antes de se tornar atração em novela televisiva, o Monte Roraima já era conhecido principalmente por mochileiros e a trupe que adora uma aventura por locais pouco acessíveis e fora da rota do turismo convencional

Nas fronteiras entre o Brasil, Venezuela e a Guiana existem montanhas únicas no planeta, formadas há milhões de anos. Os tepuis, como são chamadas pelos índios, são imensos platôs com 3 mil metros de altitude. Lá o tempo não existe. 

O que existem são lendas e mistérios encobertos pela neblina que envolve os tepuis, assustando e fascinando homens há tempos. Esse clima de mistério levou o escritor inglês Conan Doyle, o criador de Sherlock Homes, a escrever a ficção "O Mundo Perdido".

O Monte Roraima, um dos pontos culminantes do Brasil com 2.875m, é a morada do Deus Macunaíma, segundo a lenda dos índios caribés para explicar sua formação e a diversidade de ecossistemas das savanas amazônicas. Para protegê-lo foi criado em 1989 o Parque Nacional do Monte Roraima abrigando 116.000 hectares.

História e cultura
Resultado de imagem para monte roraima onde fica

Antes da criação do Parque já existia uma área indígena nas terras ao redor, que se denomina Ingaricó. O Monte Roraima é considerado pelos indígenas venezuelanos (Pémons) e brasileiros (Ingaricó e Macuxi) como "A Casa de Macunaima"; os Pémons ainda o chamam de "Madre de todas las Águas".

O primeiro homem branco a conhecer o Monte Roraima foi o inglês Sir Walter Raleigh que no final do século XVI, estando em busca de tesouros, embrenhou-se pelas Antilhas e cruzou a floresta na região da Guiana.

Raleigh teria chegado apenas à base do Monte. Mesmo assim coletou material suficiente para escrever a obra que denominaria Montanha de Cristal. Mais tarde, chegaria lá outro inglês, o botânico Everard Im Thum. Este sim, subiu ao cume do Morro e deixou relatórios detalhados de sua expedição, que além de serem publicados na National Geografic, inspiraram o escritor Conan Doyle a escrever "O Mundo Perdido", publicado no início deste século.

O Monte Roraima faz parte do Maciço Paracaíma, que começou a surgir há cerca de 1,8 bilhões de anos. A área do parque é toda coberta por formações de Floresta Amazônica abrigando uma grande diversidade de fauna e flora.

O mais interessante é que no parque existem várias espécies endêmicas. Flores e bromélia incrementam ainda mais a paisagem da região e devido a sua recente criação, ainda não há um completo levantamento da fauna e flora do local.

Quer conhecer? Veja as dicas
Resultado de imagem para monte roraima o que fazer

CONTRATAÇÃO DE GUIA E AGÊNCIA PARA SUBIR O MONTE RORAIMA: 

OPÇÕES E CUSTOS 

Santa Elena de Uairén Dados do mapa Termos de Uso Mapa Satélite Para subir o Monte Roraima é necessário um guia, seja pelo fato de trechos da trilha (especialmente no topo) ser difíceis, seja por que é uma regra do Parque Canaíma. Além do guia o serviço contratado normalmente inclui alimentação, alguns equipamentos, transporte até o local do início da trilha e as autorizações necessárias para entrar no parque. 

OPÇÕES DE GUIA 

Há três formas de contratar o serviço de um guia: contratar uma empresa brasileira, ainda em Boa Vista; contratar uma empresa venezuelana em Santan Elena de Uairén ou contratar um guia venezuelano diretamente. Para saber todos os detalhes do trajeto da viagem até a o ponto da trilha veja como chegar ao Monte Roraima. Há grandes diferenças de preços nessas três opções. Abaixo explicamos os detalhes, vantagens e desvantagens de cada opção do serviço de guia. 

O QUE ESTÁ INCLUSO NO SERVIÇO DE GUIA 

É importante que seja destacado que o serviço de guiada vem junto com vários outros e o preço que você paga já inclui tudo. Durante toda a expedição você não vai precisar gastar mais nada. É possível contratar somente a guiada, sem nada a mais, mas você terá de explicitar isso e não é recomendando. 

Por padrão, independente da como você contrate, os preços fornecidos já incluem os itens abaixo: Alimentação (para todos os dias da trilha, três refeições por dia) Carregamento da comida e equipamentos (barraca, fogareiro, querosene para cozinhar, utensílios de cozinha e etc) Autorizações para entrada no parque venezuelano (normalmente eles pedem seus dados e fazem isso antes de você chegar) Transporte de jipe de Santa Elena até Paraitepuy, de onde começa a trilha e na volta o inverso Serviço de cozinha (eles fazem todas as refeições) Taxas dos acampamentos (por exemplo a taxa cobrada no acampamento tek). 

O serviço de guia propriamente dito, equipamentos de segurança (rádio ou até rastreador, dependendo da agência). Alguns itens que podem ou não estar inclusos (você deve consultar): Banheiro portátil (sim, eles levam um bem pequeno, tipo assento) Lanches durante a trilha (quando está caminhando) Translado de Boa Vista até Santa Elena.

E aí, empolgou? Caso positivo, é afivelar malas, - ou preparar a mochila, - e boa viagem a esse pedaço misterioso do Norte do país!

Resultado de imagem para monte roraima o que fazer

terça-feira, 20 de junho de 2017

Bibi Ferreira comemora os 76 anos de carreira com o show “4xBibi”


Resultado de imagem para 76 anos de carreira de bibi ferreira

Uma das maiores damas dos palcos brasileiros segue, com seu espetáculo que inclui canções de nomes consagrados da musica universal como Amália Rodrigues, Sinatra e Edith Piaf

No auge dos 76 anos de carreira, Bibi Ferreira se apresenta em cidades do Brasil e do exterior com a turnê do espetáculo 4xBibi, em que empresta sua voz marcante para uma homenagem a nomes tão grandiosos como o seu, dentre eles, Edith Piaf, Frank Sinatra, Carlos Gardel e Amália Rodrigues. 

A turnê foi retalhada para recordar as histórias dos bastidores e para que Bibi mate a saudade dela mesma durante todos estes anos. Atriz, compositora, diretora e cantora, Bibi Ferreira é um dos grandes patrimônios culturais brasileiro, e Goiânia tem a honra de receber esta grande dama dos palcos.

Com simplicidade, elegância e maestria, Bibi empresta mais uma vez sua voz para relembrar canções e histórias, e revelar curiosidades inéditas sobre os bastidores das produções e shows durante todos estes anos de carreira. Uma das histórias é sobre a maior fadista de todos os tempos, Amália Rodrigues, que declarou que, se alguém fosse interpretar sua vida, seria a artista brasileira. Amália assistiu à Bibi cantando Piaf, nada menos que 14 vezes, em Lisboa.

Matando a saudade do público e dela própria, ao interpretar canções tão marcantes o show 4xBibi foi preparado especialmente para as comemorações do Jubileu de Diamante de Bibi, que teve início no Rio de Janeiro, e seguiu para São Paulo, Petrópolis, Recife e Nova Iorque. No espetáculo, a intérprete se apresenta acompanhada por um sexteto e sob a regência do maestro Flávio Mendes, responsável também pelos arranjos e direção musical. A narração e a idealização ficam a cargo de Nilson Raman, que assina o roteiro ao lado de Flávio e Bibi.

E, acompanhada dos músicos, ela interpreta, dentre outras, Fadinho Serrano e Povo Que Lavas no Rio, de Amália Rodrigues; Esta Noche Me Emborracho, de Carlos Gardel; algumas baladas românticas de Sinatra, como The Lady Is a Tramp e New New, e canções como Millord, L’Accordeniste, de Piaf.

Discreta em sua vida pessoal, o show é a oportunidade de os fãs escutarem curiosidades que colocam Bibi mais próxima do público.

Uma artista completa
Resultado de imagem para 76 anos de carreira de bibi ferreira

“Não quero mais morrer! Nasceu a primavera da minha vida. Ganhei uma filhinha de nome Abigail, a quem chamarei de Bibi. Ela vai cantar, representar e fazer muitas coisas bonitas em um palco”, escreveu o ator Procópio Ferreira, pai de Bibi Ferreira, a um amigo. E, em fevereiro de 1941, o grande ator Procópio Ferreira apresentava ao público carioca sua filha, Bibi Ferreira, como uma das atrações do espetáculo La Locandiera, de Goldoni. O que ele não imaginava é que aquela jovem se tornaria a artista mais importante dos palcos brasileiros.

Talento precoce
Resultado de imagem para bibi ferreira talento precoce

Bibi fez sua estreia teatral aos 24 dias de vida, quando substituiu uma boneca que desapareceu pouco antes do início da peça Manhãs de Sol, escrita por seu padrinho. E a futura dama dos palcos brasileiros subiu ao palco no colo de sua madrinha, de quem herdou o nome. Depois de 76 anos de carreira e de passar por todas vertentes artísticas, Bibi é considerada a maior artista brasileira em atividade. 

A dama dos palcos, como é conhecida, foi a única brasileira a ser reverenciada pelo jornal The New York Times que, em 20 de setembro de 2016, estampou: Brazil’s Grande Dame of the Stage Can’t Stop Singing, Even at 94. (“A Grande Dama dos Palcos Brasileiros Não Para de Cantar, mesmo aos 94 Anos”).

Seu primeiro programa, o Brasil 60, inaugurado em 1960 na TV Excelsior, usava um recurso moderno da época, o videotape, para transmitir reportagens das capitais brasileiras, aposentando o programa ao vivo que, até então, era comum na TV brasileira. E, na mesma emissora, foi a estrela do Bibi Sempre aos Domingos. Em 1968, voltou à televisão, mas sem o tape, com o musical Bibi ao Vivo, com direção de Eduardo Sidney. 

Bibi preza o programa ao vivo, e conta que não gostava de se ver no videotape. “Parei (de fazer programas de TV) quando perdemos as coisas feitas ao vivo, e surgiu o videotape. Achei que perdeu a graça. Você está no meio de uma entrevista maravilhosa, o papo fluindo, e alguém grita ‘corta!’. Não dá”, comenta Bibi.

Exposição Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão destaca artesanato de festas brasileiras


Resultado de imagem para Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão

O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab), localizado na Praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro, abre hoje (20) à noite para convidados a exposição Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão 

A partir de amanhã (21), o público poderá visitar a mostra, que vai até 28 de outubro. A exposição poderá ser visitada de terça-feira a sábado, entre 10h e 17h.

Ao todo, nove ambientes distintos serão ocupados com as peças selecionadas pela curadoria do antropólogo e museólogo Raul Lody e do jornalista e ex-secretário de Cultura e Esportes do Estado do Rio de Janeiro, Leonel Kaz. A concepção visual é do designer Jair de Souza.

A coordenadora do Crab do Rio, Heliana Marinho, disse que a exposição traz o que existe de artesanal na confecção de festas nacionais. “Essas festas estão bastante vinculadas à cultura popular e se inspiram na nossa miscigenação, nas correntes europeias, africanas e indígenas. É a mistura de tudo isso que gera a manifestação popular brasileira”, disse.

A exposição traz cerca de 800 itens ligados a festas tradicionais, reunindo alegorias, máscaras, fantasias e objetos de 20 estados representando festas como congado, reisado, bumba meu boi, maracatu e carnaval. Heliana explicou que, para quem não conhece alguma das festas celebradas em outros estados, a exposição significará o “encontro com a alma brasileira”, porque todos os adereços mostram a cultura popular “que é tão vibrante no Brasil”. A reunião dessas festas em grupos está associada a muitas tecnologias, como filmes e vídeos.

“[A mostra] promete ser um ambiente bastante festivo, mas focado em iluminar esse público sobre onde essas festas ocorrem, o que elas representam e, principalmente, como elas são executadas”. A intenção é mostrar que, por trás dessas festas, há um fazer artesanal e que elas não são feitas por um artesão de forma autoral, mas, em geral, são trabalhos coletivos, de grupos e comunidades que se organizam. “É um fazer coletivo que mostra como o Brasil se organiza ou se organizou ao longo dos anos para demonstrar a sua cultura, sua fé, sua alegria, suas crenças e descrenças”.

Salas especiais
Resultado de imagem para Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão

Cada uma das nove salas tem uma trilha sonora específica, o que contribui para que as pessoas tenham um contato direto e um envolvimento com as diferentes festas. Ao entrar na exposição, os visitantes podem apreciar máscaras com 12 grafismos diferentes, escolher uma delas para percorrer os ambientes e, inclusive, levar para casa após saírem.

Em uma sala especial, chamada Sala do Batuque, mais de 300 instrumentos utilizados nessas festas, como pandeiro e agogô, estão colocados no teto. Em uma mesa situada embaixo, os visitantes terão oportunidade de “tirar o som [desses instrumentos] nesse tratamento tecnológico”, disse Heliana. Há, segundo ela, uma participação efetiva do público para melhor interagir com a festa e sua alegria.

Em outra sala, de 140 metros quadrados, com arquibancada denominada Barracão, haverá multiprojeção de cinco minutos do filme inédito O Próximo Samba, de Marcelo Lavandoski, que exibe o que ocorre dentro do barracão de uma escola de samba, no caso a Estação Primeira da Mangueira. Não se mostra no vídeo o que já é comumente veiculado no carnaval, que é a apresentação da agremiação no Sambódromo, mas o trabalho dos funcionários, desde o serralheiro, até a costureira. “Como é o fazer artesanal que há por trás dessa festa”, disse Heliana.

No final, o visitante pode escolher entre 100 fotografias que retratam foliões vestidos com diferentes fantasias do carnaval de rua do Rio de Janeiro, pode se fantasiar também com perucas e colares, entre outros acessórios disponíveis e tirar uma selfie com o folião de sua preferência. A pessoa é inserida no cenário da festa e a foto pode ser encaminhada por e-mail para quem ela quiser.

Valorização
Resultado de imagem para Festa Brasileira: Fantasia Feita à Mão

A coordenadora nacional do Crab e da Carteira de Projetos de Artesanato do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Maíra Fontenele, disse que não se pode dissociar o artesanato das festas populares. “O artesanato é muito vinculado à cultura popular e a gente queria juntar as duas coisas: as festas brasileiras e a cultura popular junto com a produção artesanal”.

Maíra disse que a estratégia do Sebrae é reposicionar o artesanato brasileiro e significa apresentar às pessoas todo o valor que essa produção tem em termos culturais e enquanto produto.

Segundo ela, o brasileiro trata o artesanato, que tem técnicas muito boas, como uma coisa de menor valor, como algo de subsistência, e o Sebrae quer mostrar que, ao contrário, ele tem espaço e precisa ser valorizado. “As exposições que o Crab organiza têm a finalidade de mostrar esse valor”, disse.

Fonte: EBC

sábado, 17 de junho de 2017

“Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade” | Mostra cultural em SP aborda gênero, sexualidade, corpo e afetividade


Resultado de imagem para Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade

Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade, que acontece de 25 de junho a 3 de julho, propõe o debate e a reflexão sobre o que é gênero e como ele se constrói em nossa sociedade

O evento contará com peças de teatro, mostras de filmes, mesas de debate, performance e show, além de uma cabine que vai colher depoimentos do público sobre diferentes questões – uma a cada dia de evento.

Na programação de teatro, as peças Luis Antonio Gabriela, da Cia. Mungunzá de Teatro (SP), Joelma, do Território Sirius Teatro (BA), e O Homossexual ou a Dificuldade de se Expressar, do Teatro de Extremos (RJ). Além disso, será apresentada a performance Noite Bizarra, Recalcada e Bipolar – idealizada por Ricardo Marinelli (PR).

Serão também três dias de mostras de filmes. Em um deles, o [SSEX BBOX] apresenta filmes de produção própria; nos outros dois, o público confere a mostra audiovisual de filmes, seguida de debate com os diretores e as diretoras.

Nas mesas de debate, uma Roda de Partilha de Feminismo Interseccional (com Djamila Ribeiro, Inês Castilho, Jaqueline de Jesus e Viviane V.), a mesa Pingos nos Is: a Inclusão Radical e a Comunicação Não Violenta (com Luana Hansen, Michele Bittencourt, Fernando Ribeiro e Amara Moira) e a mesa Copi: Transgressão e Teatralidade (com Renata Pimentel, Marcos Rosenzvaig e Fabiano de Freitas).

Serão ainda duas edições do Fim de Semana em Família com oficinas e contação de história especiais para o evento, abordando o tema da diversidade e do respeito às diferenças.

Por fim, a programação conta com dois shows de Jaloo, com sua mistura de pop, eletrônico e experimental.

Confira a grade completa e mais informações sobre cada atividade na aba Programação.

O que: Todos os Gêneros

Quando:  de sábado, 25 de junho a domingo 3 de julho de 2016

Quanto: entrada gratuita

Saiba mais sobre horários e classificação indicativa na aba Programação.

Tropicalismo é o tema escolhido para marcar a 33ª Feira do Livro de Brasília


Resultado de imagem para 33ª Feira do Livro de Brasília
Com a promessa de aproximar escritores locais e o grande público foi aberta hoje (16) a 33ª Feira do Livro de Brasília 

O evento, realizado na área externa do Shopping Pátio Brasil, um dos mais antigos da cidade, acontece este ano em meio a um cenário de escassez de recursos, mas de muita disposição dos realizadores.

Com o custo orçado em R$ 250 mil reais, a feira que vai até o dia 25 de junho reúne uma média de 90 estandes e cerca de 50 expositores de livrarias e editoras de várias partes do país. Com o tema de Inclusão e Cidadania, além da venda de livros, a feira terá espaço para realização de debates, conversa com autores, homenagens, leitura de poemas e saraus.

O poeta e jornalista Luiz Turiba, um dos curadores da feira, disse que a realização do evento só foi possível porque os organizadores adotaram um “tom tropicalista”. “Imagine fazer uma feira do livro em um país em crise, de muita dificuldades. Então, fico numa alegria vendo as pessoas andando pelos corredores, passeando e comprando. É realmente um ato heroico de resistência cultural”, afirmou Turiba em entrevista à Agência Brasil e à Rádio Nacional FM.

Este ano, a feira faz homenagem aos escritores João Almino, Gustavo Dourado e ao livreiro Ivan da Silva, conhecido como Ivan Presença, em razão do papel de destaque que sua livraria Presença tem para a cultura no Distrito Federal. Os três foram homenageados com o a entrega do trofeu Quixotinho na abertura oficial da feira no fim da tarde desta sexta-feira.

Nascido no Rio Grande do Norte e radicado em Brasília, Almino foi eleito em março para a cadeira 22 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em substituição a Ivo Pitanguy, que morreu em agosto do ano passado.

João Almino é autor de seis romances, bem recebidos pela crítica e com histórias ambientadas em Brasília. Entre eles, As Cinco Estações do Amor (2001), vencedor do Prêmio Casa de Las Americas de 2003, e Cidade Livre (2010), finalista dos prêmios Jabuti e Portugal-Telecom. “Se, de um lado, dei algo na minha literatura à Brasília, recebi muito mais da cidade. Sua ideia, seu projeto puderam me inspirar como escritor.”.

Almino que lança em outubro o romance Entre facas, algodão, em que o Distrito Federal volta a aparecer como cenário, afirmou que o início de sua jornada no muindo literário ocorreu na feira do livro e na Livraria Presença. “Meu primeiro romance foi lançado na feira do livro e o 2º na Livraria Presença, que teve papel fundamental para muitos escritores daqui.”

A opinião foi reforçada pelo poeta e cordelista Gustavo Dourado, para quem o evento propicia uma espécie de vitrine para as produções locais. “É um evento em que a abordagem também gira em função de valorizar a literatura brasiliense, a literatura produzida no Distrito Federal.”

O escritor, com vasta produção em literatura de cordel e que também é presidente da Academia Taguatinguense de Letras, aproveitou a oportunidade e informou que a academia lancará amanhã uma antologia com autores locais.

“Estamos lançando a primeira antologia da academia, com 145 autores locais, dos 12 aos 70 anos. Temos ainda poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, do Mario Quintana, do Décio Pignatari, do Renato Russo”, disse Dourado.

“Eu organizo o movimento”


A feira do livro também vai homenagear escritores que já morreram. Entre os homenageados estão o cantor e compositor Belchior, que morreu em abril, os poetas Ferreira Gullar e Torquato Neto. “Gullar e Torquato são homenageados por toda sua produção poética. Já a canção do Belchior, como a de Bob Dylan, é uma canção 'poetada””, resumiu Turiba.

Torquato, um dos expoentes da Tropicália, movimento artístico surgido nos anos de 1960 e que balançou o cenário artístico no Brasil e também vai ter destaque na feira com debates sobre a sua influência na música brasileira e na arte em geral.

“O Torquato era a base literária da Tropicália. Ele saiu do Piauí para ocupar o Brasil com suas invenções literárias” observou o poeta Aroldo Pereira, autor de Paragolivro, obra que dialoga com a Tropicália e com o artista plástico Hélio Oiticica, autor da obra que deu nome ao movimento.

“Eu organizo o movimento/ Eu oriento o carnaval / Eu inauguro o monumento / No planalto central do país”. Citando os versos da canção de Caetano Veloso, cujo nome Tropicália0 foi tirado da obra de Oiticica, o poeta Nicolas Behr vai participar de um debate sobre o tema que reflete sobre a relação de Brasília com o tropicalismo.

“A racionalidade de Brasília e a irracionalidade do brasileiro... como uma cidade tão organizada - Norte, Sul, Leste, Oeste, aconteceu no coração do Brasil? Se fosse no Japão ou na Alemanha a gente entenderia, mas no Brasíl que é um país do jeitinho?, provoca Behr, que debaterá ao lado dos poetas Antônio Risério, Francisco Alvim e Antonio Cícero a contribuição do movimento tropicalista para a literatura e a Música Popular Brasileira (MPB).

Referência: EBC

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Artista plástico Romero Britto trabalha em série de animação para TV


Resultado de imagem para romero britto - trajetoria


Produção abordando os traços inconfundíveis do artista pernambucano será exibida no canal Discovery e deve ir ao ar ainda neste ano

O artista plástico Romero Britto, conhecido pelas pinturas e esculturas multi-coloridas, está produzindo uma série de animação para o canal Discovery, em parceria com um estúdio canadense.

A produção está em fase avançada e deve ir ao ar até o fim do ano. Ainda de acordo com o colunista, está será a primeira vez que o artista produz conteúdos para televisão.

Trajetória
Resultado de imagem para romero britto - trajetoria

Sua arte está espalhada por todo o país, em obras autênticas ou cópias quase sempre de má qualidade. De capa de celular a saída de praia, passando por almofadas e mouse pad, o traço inconfundível de Romero Brito está presente no cotidiano nacional.

Mas ao mesmo tempo em que ele pode ser visto nas formas mais populares, suas obras plásticas estão presentes em inúmeras galerias e cidades do mundo, sempre influenciados pelo movimento cubista e da Art Pop com cores vibrantes e traços bem demarcados, nas telas, esculturas e serigrafias. Ademais, sua obra pode ser encontrada em muitos aeroportos do Brasil (Belo horizonte, São Paulo, Salvador, Recife, Brasília, Curitiba) e do mundo (Flórida, Nova York).

Além disso, Britto teve grande destaque na área publicidade, em trabalhos com marcas como a Pepsi, Coca Cola, Audi, IBM, Apple, Absolut, Disney. No tocante à arte e sua popularização, o próprio artista afirma que: “Uma obra de arte que usa como suporte a embalagem de um produto tem enorme poder de alcance. Quero que minha arte seja democrática.”

Pelo mundo

Resultado de imagem para fundação romero britto

· A Galeria Romero Britto foi inaugurada em São Paulo, no ano de 2001, local que abriga obras e objetos de arte colecionáveis. Em 2007, o artista criou a “Fundação Romero Brito”.

· Além das celebridades norte-americanas, Britto também produziu telas para Bill Clinton, o príncipe William, Kate Middleton, Pelé, Roberto Marinho e para a Presidente do país, Dilma Rousseff.

· No carnaval de 2012, Romero Britto foi homenageado pela Escola de Samba “Renascer”.

O cardeal tradicionalista Raymond Burke lança livro no Brasil


Resultado de imagem para O cardeal tradicionalista Raymond Burke lança livro no Brasil
Como quem anda na contramão da história, religioso norte-americano é visto por analistas como principal opositor do aplaudidíssimo Papa Francisco

O cardeal norte-americano Raymond Burke começa nesta quarta (14) uma viagem pelo Brasil para divulgar o seu livro "O Amor Divino Encarnado", no qual discorre sobre aspectos da eucaristia.

Burke é um dos maiores expoentes da corrente tradicionalista da Igreja Católica, e é visto por analistas como principal antípoda do papa Francisco. O cardeal rejeita essa qualificação.

Desde a ascensão de Francisco, Burke se envolveu em polêmicas com o papa argentino. Removido do mais importante tribunal da igreja por Francisco, ele despontou como voz em favor do tradicionalismo nos dois sínodos (reuniões de bispos) que discutiram a família a partir de 2014.

Em 2016, o papa lançou um documento baseado nas discussões, "Amoris Laetitia" ("A Alegria do Amor", em latim). Burke e outros três cardeais aposentados enviaram uma carta com dúvidas acerca de aspectos do documento, como a possibilidade de divorciados que moram com outra pessoa receberem a comunhão.


Conhecedor da lei canônica


Sem resposta, Burke tornou o documento público, explicitando as diferenças na igreja. Em recente entrevista, o cardeal disse que a falta de resposta causava "grande dano" à igreja, mas afirmou ter feito o questionamento dentro da lei canônica e com total respeito à autoridade papal.

No fim do ano passado, Burke defendeu a demissão de um alto oficial da Ordem de Malta, tradicional instituição católica da qual é patrono, por ter autorizado a distribuição de camisinhas em uma ação social. O grão-mestre da ordem, que demitiu o oficial, acabou se afastando a pedido do papa - que determinou uma inédita intervenção na instituição.

Burke é conhecido como um grande conhecedor da lei canônica. Em seu novo livro, ele relata a história e os mistérios envolvidos no que chama de "mais extraordinário mistério da fé católica", a eucaristia, quando o sangue e o corpo de Cristo se tornam materiais aos fiéis.

O cardeal lança seu livro em Belém nesta quarta (14), em Brasília na sexta (16), no Rio no domingo (18) e em São Paulo, na quarta (21). Ingressos para os eventos podem ser encontrados no site https://www.eventbrite.com.br/d/brasil/cardeal-burke/.

Fonte:noticiasaominuto

terça-feira, 13 de junho de 2017

“Exodus 40”: a reedição do álbum de Bob Marley & The Wailers

Resultado de imagem para exodus - bob marley - 40 anos
Projeto celebra os 40 anos de “Exodus” e revela gravações inéditas e relembra o álbum editado originalmente em 1977

A Universal Music em conjunto com a Island Records e o The Marley Estate/Tuff Gong Worldwide acabam de anunciar a reedição (muito especial) de “Exodus”, álbum seminal de Bob Marley & The Wailers, que foi editado originalmente em 1977.

A reedição acontece em 2017 pois é este o ano que marca o aniversário do álbum, considerado um dos mais icônicos de Bob Marley. A propósito deste aniversário, Ziggy Marley voltou às gravações originais deste álbum e acabou por descobrir gravações de voz até hoje nunca ouvidas nem utilizadas, tal como diferentes frases líricas e instrumentação dos temas, incorporando e transformando todos estes elementos em novas sessões de gravação. 

Com todo o respeito pela música e pela mensagem do seu pai, Ziggy Marley criou “Exodus 40”. Sendo esta a sua visão de como o seu pai iria abordar estas canções nos dias de hoje.

Estas são assim as músicas que já todos conhecemos mas com uma abordagem singular de Ziggy, que lhes dá um novo contexto. O projeto contou ainda com conjunto de músicos de primeira linha para gravar uma nova versão para “Turn Your Lights Down Low”.

A reedição de “Exodus” já está disponível desde o dia 2 de Junho e é possível comprá-lo nas lojas em vários formatos.

Fonte: http://www.artesonora.pt

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Maior cuscuz do mundo atrai forrozeiros para o São João de Caruaru


Resultado de imagem para caruaru - maior cuscuz do mundo

No São João de Caruaru, em Pernambuco, um dos dois maiores do país, a celebração da comida à base de milho, típica dos festejos de junho, é levada à sério pela população

Ontem, domingo, o Festival de Comidas Gigantes da cidade teve seu ponto alto com a Caminhada do Forró e a distribuição do cuscuz que a organização promete ser “o maior do mundo”. A concentração da Caminhada do Forró começou às 13h, em frente ao aeroporto em direção ao Alto do Moura. 

O “maior cuscuz do mundo” foi distribuído às 17h. Foram usados 800 quilos de floco de milho para produzir o alimento. A cuscuzeira, de 4,2 metros, feita sob medida na Feira de Caruaru, precisou de uma escada pra que os funcionários chegassem até a tampa. Para abrir, foi montado um sistema de roldanas.

Como sempre tem alguém posando junto da panela gigante, o utensílio acabou virando ponto turístico. A abertura da tampa é um acontecimento. De cima da plataforma, o idealizador do cuscuz gigante e presidente da União dos Criadores das Comidas Gigantes de Caruaru, José Augusto Soares, joga os flocos para o alto, animado pelo cantor da banda do trio elétrico parado ao lado do ponto de distribuição.

A equipe começa a subir e descer a escada, apressada, levando o cuscuz para a partilha. A multidão batalha por um lugar próximo a grade, de modo a pegar um pote. Como acompanhamento, é servida salsicha ao molho de tomate.

Maratona na cozinha
Resultado de imagem para caruaru - maior cuscuz do mundo

Para deixar tudo pronto, o trabalho começou ontem (10). Eram cerca de três horas da manhã quando o cuscuz foi pra cuscuzeira gigante. A cozinheira, Maria Selma da Silva, 45 anos, revelou que a iguaria não é feita somente na panela grande. Segundo ela, primeiro os flocos de milho são cozidos em recipientes menores, trabalho iniciado às 20h, aproximadamente. Depois, tudo é reunido na estrutura gigante, aguardando a hora de servir.

A equipe da cozinha tem sete pessoas. Maria Selma, que no dia a dia é empregada doméstica, é responsável pelo preparo há nove anos. Já acumulava quase duas décadas de experiência na produção da canjica gigante em sua comunidade, Peladas. “Quem trabalha em casa de família, sabe como é puxado. Você dar conta de sua casa, de onde você trabalha, de filho, marido e, no fim de semana, ainda enfrentar uma coisa dessa. Só gostando muito”, acrescentou. “Ave Maria! É bom demais. Tem pareia não. São João é assim. Tem de ter comida de milho, forró pé de serra. É isso que faz a festa”.

Comidas Gigantes

Resultado de imagem para comidas gigantes caruaru 2017

A comida gigante é um costume de Caruaru, iniciado com a pamonha gigante. O cuscuz, feito há 24 anos, foi a segunda iguaria e atualmente são mais de 30 alimentos gigantes feitos durante o mês de junho para o festival.

Idealizador do evento, José Augusto Soares brincou afirmando que a tradição da comida gigante vem da mania de grandeza do povo de Caruaru – que adota o slogan de “maior e melhor São João do mundo”, competindo com o festejo de Campina Grande, na Paraíba – e da cultura do povo do Nordeste.

“O nordestino é assim. Recebe as pessoas em suas casas com aquela fartura. O pessoal tem o prazer e a satisfação de dar com força o alimento para as pessoas”. Pra hoje, o cálculo foi de 100 mil visitas.

Bairro
Resultado de imagem para caruaru - maior cuscuz do mundo

Nesses 24 anos de evento, a festa ficou popular. Dezenas de ônibus estacionam no portal do Alto do Moura trazendo gente de várias cidades pernambucanas. Muitas pessoas aproveitam para trazer seus paredões – equipamento de som potentes instalados nos próprios carros ou em reboques.

O bairro também se desenvolveu com o evento. Os restaurantes se multiplicaram. Muitos são de grande porte. O cardápio é composto de iguarias sertanejas: bode guizado ou assado, buchada e sarapatel. O público mistura trajes contemporâneos do meio urbano, como o boné de aba reta, os óculos coloridos e espalhados, chapéu de vaqueiro ou de palha, camisa quadriculada e a bota. O colorido se completa com as tradicionais bandeirinhas juninas.

O cuscuz também gera renda. Os patrocinadores estão por todos os lados. A visibilidade é garantida com a decoração do cuscuzeiro, repleto de marcas, bonecos, balões e o que mais houver no mercado para garantir que nenhuma imagem saia sem propaganda.

Fonte: aconteceunovale.com.br

domingo, 11 de junho de 2017

Festejos juninos do Recife começam com caminhada de trios forrozeiros


Resultado de imagem para Festejos juninos do Recife forrozeiros

Capital do frevo mas também um reduto do ritmo imortalizado por Gonzagão, Recife inaugurou no último dia 8 os festejos juninos oficiais tendo os reis do forró como abre-alas

Sanfoneiros, zabumbeiros e tocadores de triângulo saíram pelas ruas do Recife Antigo, bairro histórico da cidade, na tradicional Caminhada do Forró, que ocorre há 13 anos. Os músicos lideraram a multidão durante o percurso que começou na Rua da Moeda e acabou na Praça do Arsenal, onde artistas pernambucanos se apresentaram em um palco.

O forró não é só fonte de tradição popular, mas também de renda de muitos dos que caminharam hoje na capital pernambucana. Como Cocó dos Oito Baixos, cujo nome de registro é Eronildo Teodoro, do município de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. O sanfoneiro de 64 anos começou a tocar com 13. “Eu dava de comer aos meus filhos tocando isso aqui”, disse, enquanto mostrava alguns acordes improvisados.

No São João, Cocó dos Oito Baixos e outros artistas do gênero aproveitam para fazer uma renda maior, porque no resto do ano os convites para tocar diminuem. Para ele, é preciso que seja diminuída a diferença de cachês entre artistas famosos nacionalmente e os locais. “Ao invés de pagar R$ 10 mil a ele [artista famoso nacionalmente], paga R$ 5 mil e o resto dividia para pagar a gente”, defendeu. O músico acrescenta que quando o contrato é com o Poder Público, é comum aguardar meses até receber o dinheiro.

Público
Resultado de imagem para Festejos juninos do Recife forrozeiros

O público que acompanhou a caminhada é atraído pela cultura tradicional do São João. A socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Rejane Luiza Santana, de 41 anos, trocou o dia do plantão para aproveitar com as amigas. “Tá no sangue. O pessoal costuma dizer na minha família que as crianças já nascem dançando forró”, brincou. Quem deu o exemplo, na prática, foi Davi Henrique, de 7 anos, filho dela. Não só bailou como se vestiu de cangaceiro. Em casa, ele perpetua os costumes herdados dos pais. “Eu faço fogueira, enfeito a casa”.

Os adultos também capricham e vão a caráter, como Eliú Crespo, 71 anos, que desde a juventude se fantasia para os eventos juninos. Há três anos ele usa um traje de padre, todo em cetim. “Venho casar o povo aqui”, brincou.

Até figuras conhecidas do carnaval do Recife comparecem para continuar brincando, como o auxiliar de serviços gerais José Flaviano Fonseca, de 52 anos. Ele é o Tampa do Carnaval, uma fantasia confeccionada por ele com tampinhas de todos os tamanhos e cores. Em junho, vira o Tampa do São João. “Eu gosto dos dois, mas o São João é mais paz, mas é metade um e metade outro”.

Programação oficial

A prefeitura do Recife anunciou ainda a programação completa do São João deste ano. Serão 35 polos festivos na cidade. O principal deles, o Sítio Trindade, em Casa Amarela, começa neste domingo (11), com o Pavilhão das Quadrilhas, a Sala de Reboco e o Palco Principal.

Todos os artistas contratados são pernambucanos ou tem título de cidadão de Pernambuco, de acordo com o presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, Diego Rocha. Os últimos dias do festejo são 30 de junho, quando ocorre a Festa do Fogo, no Pátio de São Pedro, em homenagem a Xangô; e 1º de julho com três arraiais do concurso Eu Amo Minha Rua, organizado pelo poder municipal.

Fonte: EBC