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domingo, 14 de maio de 2017

Hospital de Câncer de Barretos: um belíssimo exemplo em meio ao caos da saúde no país


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De norte a sul do Brasil, do mais recôndito canto do país até as grandes metrópoles, com raríssimas e honrosas exceções, a realidade da saúde é uma só: descaso, falta de vagas, de profissionais, de equipamentos e pessoas morrendo nas filas dos hospitais, mas em Barretos existe um ponto fora dessa curva

Quando se fala na cidade de Barretos, cidade de 112 mil habitantes a 425 km de São Paulo, a primeira imagem que vem a mente das pessoas é afamada Festa do Peão de Boiadeiro, o maior evento do gênero no país, mas a bela cidade do interior paulista tem um referencial bem mais importante que é exemplo para o restante do país.

A Festa do Peão de Boiadeiro, que tornou a cidade famosa por promover o “maior rodeio do mundo”, ponto de encontro dos milionários do agronegócio, mulheres bonitas, jatinhos, carrões, muita música sertaneja, comida e muita bebida, torna-se um grão de areia no deserto quando confrontada com a história do Hospital de Câncer de Barretos, uma entidade que mostra a grandeza humana e científica de uma obra erguida e tocada por uma família de nome Prata.

A trajetória dessa família é uma dessas belíssimas histórias que nos faz acreditar cada vez mais no Brasil e nos brasileiros – uma história de fé, determinação, superação, dedicação e amor ao próximo, sem esperar nada em troca.

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O fazendeiro Henrique Duarte Prata, 58 anos, só estudou até os 15, foi emancipado aos 16, quando começou a tocar as fazendas do avô Antenor Duarte, tirou brevê de piloto aos 17 e, aos 22, comprou seu primeiro avião. Ficou rico muito jovem fazendo negócios com terras, gado e cavalos em propriedades que se espalham de Barretos a Rondônia. 

Seu pai, Paulo Prata, um médico humanista que se formou na USP, fundou o Hospital São Judas em Barretos, para atender aos pacientes da roça sem recursos para fazer tratamento em São Paulo. Foi o embrião do complexo hospitalar da Fundação Pio XII, que ocupa hoje uma área de 90 mil m2, com 50 mil de área construída, onde são atendidos 20 mil novos pacientes por ano – em sua absoluta maioria, pacientes pobres, vindos de outros estados.

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Em 1988, com a hiperinflação no governo José Sarney, o São Judas quebrou, e Paulo Prata se afundou em dívidas, depois de vender os bens da família para manter o hospital especializado em oncologia. Único filho sem curso superior e sempre mais próximo do avô que do pai, Henrique assumiu e pagou as dívidas pensando em fechar o hospital, mas teve um sonho que mudaria a sua vida e a de milhares de pessoas pobres que passaram a receber de graça um tratamento só encontrado em grandes hospitais como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, em São Paulo.

Qual foi o milagre para transformar o sonho de Henrique em realidade? A história é bonita, mas é longa, nem sei por onde começar. Com a visão humanista do pai e a vocação empreendedora do avô, Henrique comanda hoje um batalhão de 500 médicos, inaugurou em julho o maior Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Treinamento da América Latina, construiu uma Faculdade de Medicina (pronta há dois anos e ainda fechada por falta de autorização para funcionar) capaz de formar os profissionais necessários para levar sua rede de hospitais a outros estados e assim evitar que 300 veículos, entre ônibus, ambulâncias e vans, cheguem diariamente a Barretos de todos os cantos do País trazendo novos pacientes. 

A receita de Henrique para atender com qualidade a mais pacientes, gastando menos que os hospitais públicos, pode ser resumida em duas palavras: solidariedade e credibilidade. É assim, com a multiplicação de exemplos como os dele que se pode melhorar a saúde pública no País sem a criação de impostos.

Acompanhe palavras do Prata em recente entrevista:

Para transformar o pequeno Hospital Geral São Judas Tadeu no grande e complexo Hospital de Câncer de Barretos foi preciso… me converter e me ocupar com as coisas que agradam a Deus e não só a mim. Isso é uma doação de tempo e uma mudança de vida da água para o vinho, porque eu tinha um negócio só para dar lucro e Deus fez com que eu me ocupasse com o amor ao próximo e em cuidar de pessoas todos os dias.

Ser referência em oncologia para mais de 1600 municípios dentro e fora do Estado de São Paulo significa… certo orgulho de provarmos que o melhor tem mais apreço e demanda e que do mesmo jeito que há problema, existe solução. O povo é sábio e tem conhecimento que vai encontrar o que há de melhor para o tratamento de câncer, conservando a essência de ser 100% SUS. Nos tornamos um centro de excelência e pesquisa e isso chama atenção fora do País.

Para equilibrar as contas de um hospital essencialmente filantrópico, que vive de doações e recursos do SUS, fazemos…1.000 campanhas por mês de tudo que você pode imaginar, e com o lançamento do livro (Acima de tudo o amor), que conta a história dos 50 anos do Hospital de Câncer de Barretos, o empresário conhece o projeto e ajuda. Inclusive o livro já está na segunda edição. Temos um déficit de R$ 8 milhões por mês no hospital.

O segredo para realizar mais de 100 mil atendimentos, oferecendo tecnologia de ponta a uma população que não pode pagar por recursos médicos avançados é… a honestidade com que cada um faz seu trabalho aqui, e fazer o melhor não importando o custo. Não há nada que a medicina privada de São Paulo faça para um rico que aqui não façamos para o pobre.

Quero investir em educação médica… para evoluir, porque o maior número de erros que existem vem da falta de qualificação profissional em todas as áreas. Quando se oferece tudo em termos de oportunidade de aprendizado, se elimina grande parte dos erros humanos.

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