sábado, 29 de abril de 2017

Sob forte esquema de segurança, Papa Francisco celebra missa no Egito


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Pouco afeito a rigorosos esquemas de segurança, o Papa Francisco teve que ceder e, de pé na parte traseira de um veículo, chegou ao estádio cumprimentando os fiéis

O papa Francisco celebrava neste sábado uma missa no Cairo diante de milhares de fiéis, no segundo dia de uma visita dedicada a apoiar a minoria cristã e promover o diálogo com os muçulmanos.

Em meio a um enorme dispositivo de segurança em toda a capital, Francisco entrou cercado por guarda-costas. Sorridente, saiu do veículo para cumprimentar um pequeno grupo de crianças. Nas arquibancadas, a multidão agitava bandeiras com as cores amarela e branca do Vaticano.

O pontífice argentino de 80 anos subiu posteriormente em um grande palco e iniciou sua homilia, pronunciada em italiano e traduzida ao árabe por um intérprete.

Os fiéis haviam chegado mais cedo em ônibus que precisaram atravessar vários postos de controle das forças de segurança para alcançar o estádio, com capacidade para 30.000 pessoas e sobrevoado por um helicóptero.

Freiras, famílias, homens de terno, jovens de jeans, padres ortodoxos e católicos ou idosos avançavam lentamente pelas diferentes entradas do estádio. A concentração religiosa reúne todos os ritos católicos do país, especialmente as igrejas copta, armênia, maronita e melquita. Líderes religiosos muçulmanos também participavam da missa.

Minoria católica
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O país de maioria muçulmana conta com uma comunidade católica de 272.000 fiéis, ou seja, 0,3% da população egípcia. Os católicos estão presentes no Egito desde o século V.

Nos séculos XVIII e XIX, várias ordens católicas, entre elas os franciscanos, os dominicanos e os jesuítas, se instalaram no país, onde desenvolveram uma rede de escolas, hospitais e instituições de caridade.

A viagem do Papa, que ocorre três semanas após o grupo extremista Estado Islâmico (EI) lançar dois ataques contra igrejas coptas ortodoxas que deixaram 45 mortos, adquire um caráter simbólico para os cristãos no país.

O líder espiritual de cerca de 1,3 bilhão de católicos no mundo defendeu a tolerância e o diálogo entre muçulmanos e cristãos ao chegar na sexta-feira ao Cairo.

Antes do início da missa, o pontífice saudou o público a partir de um carrinho de golfe, onde seguia também o patriarca copta católico Ibrahim Isaac Sedrak, enquanto percorria a zona envolvente do estádio, onde se encontravam cerca de 25 mil pessoas, segundo dados da agência oficial egípcia MENA.

Durante a sua homilia, o papa alertou contra a ostentação das aparências, frisando que Deus "odeia a hipocrisia". "Para Deus, é melhor não acreditar do que se ser um falso crente, um hipócrita", disse o papa.

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