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domingo, 9 de abril de 2017

Elton John faz show apoteótico em São Paulo


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Precedido no palco por James Taylor, Sir Elton John leva ao delírio os milhares de fãs que foram ao Allianz Parque na última quinta-feira, 06, em uma apresentação simplesmente irretocável

A noite teria sido perfeita não fosse a chuva que caiu a partir do primeiro quarto do show do astro britânico, mas nada que tenha impedido as dezenas de milhares de pessoas que estiveram no Allianz Parque de gravarem de forma indelével os dois concertos na memória.

Como manda o figurino de todo show que se preza, Taylor subiu ao palco pontualmente às 20 horas e para os fãs do setentão ficou uma ponta de frustração: ele quebrou um dedo e ficou impossibilitado de tocar o seu violão (e não "guitarra" como ele disse em português, no início do espetáculo). Uma pena, porque seu estilo no instrumento é verdadeiramente único e inimitável.

Para os que conhecem o repertório de Taylor, não faltaram as músicas dos anos 70, e ao menos uma surpresa, a cover de "Handy Man", de Jimmy Jones, que não estava sendo tocada nos shows anteriores, realizados em Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro.
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Os momentos de maior emoção foram guardados para "Only a Dream In Rio", composta por ele depois de se apresentar no primeiro Rock In Rio e que teve sua letra traduzida no telão, "Fire And Rain" (tocada em um arranjo mais lento do que a versão original) e, claro, "you've got a fiend", a canção de Carole King da qual ele há tempos praticamente tomou posse.

Pontualidade britânica
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Às 22 horas em ponto, foi a vez de Elton John adentrar no palco o seu terno nada discreto, sapatos e óculos, idem. Mas o astro provou, mais uma vez, que é um dos grandes compositores da história da música pop. No repertório, nada de muito novo, mas o que o público queria mesmo era ouvir os seus grandes hits que fizeram, - e fazem, - sucesso em todo o mundo, mesmo compostos há cerca de meio século.

E eles vieram em larga escala: "The Bitch Is Back", "Bennie And The Jets“, "Goodbye Yellow Brick Road" "Daniel“, "Rocket Man", "Your Song" e vários outros em uma sequência de tirar o fôlego dos fãs que lotaram a arena do Palmeiras.

Com a voz em excelente estado, e uma intimidade com o palco de quem tem mais de 50 anos de estrada, a conquista do público foi tarefa fácil. Para os fãs mais dedicados ele também preparou umas surpresas como a arrepiante "Burn Down The Mission", ou "Levon", de 1970 e 1971, respectivamente.

Fugindo um pouco do rótulo de autor de baladas, Elton, interpretou também várias canções mais animadas - "Sad Songs", "I'm Still Standing", "Saturday Night's Alright For Fighting" e "Crocodile Rock" – essa encerrando de vez o show. Como esperado, ele também tocou "Skyline Pigeon", que freqüentou o hit parade nacional por mais de cinco anos ininterruptos, homenageou George Michael na hora de "Don't Let The Sun Go Down On Me" e, como não poderia deixar de ser, "Candle in The Wind", canção que ele compôs para Marilyn Monroe e que foi imortalizada quando ele a interpretou para reverenciar Lady Diana.

O pianista também conta com uma banda de primeira, que inclui o guitarrista Davey Johnstone e o baterista Nigel Olsson, que começaram a tocar com ele ainda nos anos 70. Essa intimidade abre caminho para improvisos diversos, quando eles parecem se esquecer de que estão em um estádio, e começam a tocar como se estivessem fazendo uma jam para se divertir, mas que divertiram muito mais quem acompanhava o espetáculo.

Profissionalismo e respeito
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Foi um dos shows mais profissionais que tive a oportunidade de assistir: ele começou o show às 22 horas, só parava para agradecer ao público com mesuras e aplausos, a apresentação da banda não durou mais que 3 minutos e encerrou a apresentação exatamente à meia-noite. Irretocável!

Uma bela lição que os artistas tupiniquins deveriam aprender, respeitando aqueles que são a razão do sucesso de cada um e que se deslocam dos seus lares para assistir cantores e bandas entrando com horas de atraso, fazendo muita “embromation” durante o show e, não raro, saindo do palco com pouco mais de uma hora de apresentação.

Aos 70 anos, do alto da sua fama internacional e com todo o cacife de artista consagrado há mais de 50 anos, Elton mostrou todo o seu respeito para com o público que enfrentou o trânsito infernal de São Paulo, a chuva que castigou quem estava na pista e o valor dos ingressos bastante salgados, fazendo do profissionalismo a sua marca registrada.

Muito obrigado Sir Elton John, por me proporcionado a honra de acompanhar ao vivo, um espetáculo dessa magnitude!

Euriques Carneiro

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