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domingo, 23 de abril de 2017

Dia Nacional do Choro celebra aniversário de Pixinguinha e os 100 anos de 'Carinhoso'


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Canção que figura em todos os anais da MPB, “Carinhoso” é a célebre melodia de Pixinguinha escrita em 1917, mas que só ganhou a letra de Braguinha vinte anos depois

A data instituída desde o ano 2000 para celebrar o Dia Nacional do Choro, esse 23 de abril, nasceu de um motivo nobre, já que coincide com o dia do aniversário do maior nome do gênero. Lucas Telles, 28, recorre à fala do musicólogo Ary Vasconcelos para reforçar a afirmativa. “Ele diz que se você tiver 15 volumes para falar da música brasileira, tenha certeza de que é pouco, mas se tiver apenas uma palavra, nem tudo está perdido, escreva depressa: Pixinguinha”, relembra.

Violonista do grupo mineiro Toca de Tatu, premiado individualmente em concursos da capital e em âmbito nacional com o conjunto, Lucas considera que a importância fundamental de Pixinguinha, cujos 120 anos de nascimento são celebrados hoje, foi a de “solidificar uma linguagem borbulhante e formatá-la de uma maneira genial”. “O choro nasceu dessa curiosidade de músicos brasileiros que se valiam das danças europeias como a polca e a valsa e adicionavam nosso tempero, e, como qualquer cultura híbrida, caso da nossa, é fruto dessa fusão, da mistura”, explica.

Talento único
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Gênio incontestável da música brasileira, o compositor, instrumentista, arranjador e maestro Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, tem em seu arquivo pessoal composto por documentos pessoais, medalhas, troféus, álbuns com recortes de jornal, centenas de fotos, roupas, registros de memória oral realizados por seu filho Alfredo da Rocha Vianna Neto e a flauta utilizada durante muitos anos pelo músico. 

Embora tudo isso tenha grande valor documental, o núcleo mais importante – e ainda passível de revelar novas facetas do imenso talento de Pixinguinha – é um lote de aproximadamente mil conjuntos de partituras com arranjos feitos por ele. Digitalizadas e catalogadas, essas partituras vêm sendo estudadas por músicos que dominam tanto o choro quanto a linguagem da música formal. Todo esse arquivo está sob a responsabilidade do Instituto Moreira Sales – IMS.

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Teve altos e baixos na sua carreira e, em 1961, Vinicius de Moraes colocou versos em Lamentos (que virou Lamento) e em outras músicas de Pixinguinha, como Samba fúnebre e Mundo melhor. Na década de 1960, Pixinguinha recebeu muitas homenagens, como a exposição e o concerto que celebraram seus 70 anos, promovidos pelo Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro em 1968. O concerto reuniu nomes como Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali e o conjunto Época de Ouro. No mesmo ano, gravou o LP Gente da antiga, com Clementina de Jesus e João da Bahiana.

Nada obstante to do o reconhecimento da sua obra, Pixinguinha passou por dificuldades financeiras e problemas de saúde e morreu aos 75 anos, em 17 de fevereiro de 1973, na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, durante o batizado do filho de um amigo.

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