domingo, 30 de abril de 2017

A MPB está de luto com a perda de Belchior


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Deixa a vida terrena, aos 70 anos, o cantor e compositor cearense Belchior, autor de canções que abordaram, desde os anos 1970, a alienação, as relações mercantis e a própria indústria cultural como um todo

Historicamente um artista engajado politicamente, teve que escolher o caminho de difícil assimilação para a indústria cultural que impede que qualquer artista seja levado muito a sério, por seu ostracismo ou por sua redução a uma imagem comercial.

Nome de primeira grandeza no panorama latino-americano como uma de seus grandes expoentes, Belchior foi um mestre da poesia. Foi assimilado pela indústria cultural, de fato, como Mercedes Sosa ou Che Guevara. Ele se jogou na contradição da música popular, assim como qualquer um se joga nas contradições da lógica do trabalho.

                          Uma viagem pelo universo belchiorano


Sentindo-me um verdadeiro “Rapaz latino-americano”, debrucei-me sobre “O Mapa do Tempo” e me vi em meados dos anos 70 quando minha “Alucinação” era ouvir os grandes da música nordestina, entre eles Belchior.

Com a minha carteira de estudante nas mãos, fiquei olhando a “Fotografia 3 x4” e na tenra fase de adolescente, sonhava em chegar em casa “Todo sujo de batom”, vestido na “Velha roupa colorida” e começar a ler a “Divina Comédia (Humana)” que peguei emprestado na biblioteca Arnold Silva.

Como viagem aérea ainda era um sonho inatingível, eu não tinha “Medo de avião” e me contentava em andar sobre as “Paralelas” da Av. Getulio Vargas e observar uma certa garota que era “Brasileiramente linda”, mas eu tinha consciência de que não era para o meu bico, garoto morador da Cidade Nova. Afinal, eu “Conheço o meu lugar.”

Chegada a “Hora do almoço”, era vestir a farda e ir para o Assis Chateaubriand que tinha professoras exatamente “Como nossos pais”: afagava quando era possível e reclamava quando necessário. Na volta para casa, era comum acontecer de vez em quando, um “Caso comum de trânsito”, que ilustrava os comentários de rádio no dia seguinte na “Notícia da Terra Civilizada”.

Enquanto ouvia “Mucuripe”, afagava o meu “Populus”, pensando como seria bom ter “A princesa do meu lugar” em meus braços que me dizia “Não leve flores” para mim senão meu pai desconfia.

Então, “Antes do fim”, tenho que falar dos “Galos, Noites e Quintais”, para não ficar ouvindo “Clamor no Deserto”, como “Se fosse pecado” afinal, tenho que fazer “Comentários a respeito de John” porque amanhã começa “Tudo outra vez”!


Neste 30 de abril, quando a música brasileira perde um dos seus mais expressivos nomes, o Artecultural presta esta homenagem a um dos maiores compositores da MPB! Você passou para outra dimensão grande poeta, mas a obra que você deixou o coloca no panteão da cultura nacional.

Euriques Carneiro

sábado, 29 de abril de 2017


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Segundo uma pesquisa realizada o Aeroporto do Porto é o terceiro mais apreciado do mundo e o melhor da Europa, logo a seguir aos grandes aeroportos de Singapura e de Narita, em Tóquio

Em relação às companhias aéreas, a Emirates lidera o ranking, com maior nível de satisfação. A TAP encontra-se na 31ª posição no que toca à satisfação global, enquanto a SATA surge em 38º lugar. Já no que toca à pontualidade, a TAP está em 53º.

O estudo foi feito em sete países para além de Portugal – Austrália, Brasil, Dinamarca, Bélgica, Espanha, Itália e França – e obteve mais de 11 mil respostas de passageiros. A enquete ouviu 72 companhias aéreas e 178 aeroportos.

O pior classificado é o aeroporto de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, cujas maiores críticas vão para os restaurantes e bares, e para os acessos por transportes públicos. Segundo os mais de 11 mil entrevistados, a pontualidade é o aspeto que mais pesa na satisfação com uma companhia aérea.

Moderno e e tranquilo

Quem chega ao Aeroporto do Porto, pode ficar tranquilo porque não vai enfrentar um daqueles aeroportos imensos cheios de esteiras rolantes e "quilômetros" para percorrer até conseguir sair dali.

O Aeroporto Francisco Sá Carneiro, do Porto para além d
e lindo (já ganhou várias vezes o premio do melhor aeroporto europeu), é também muito tranquilo para circular. Pequeno, na medida certa e muito funcional.

A melhor maneira de ir do Aeroporto ao centro da cidade, onde está concentrada a grande maioria dos hotéis e para quem tem bagagens fáceis de transportar, é ir de metro. Porque ele está logo ali no Aeroporto e faz o percurso até o centro em aproximadamente 30 minutos. O metro do Porto também é um dos mais modernos do mundo.

Sob forte esquema de segurança, Papa Francisco celebra missa no Egito


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Pouco afeito a rigorosos esquemas de segurança, o Papa Francisco teve que ceder e, de pé na parte traseira de um veículo, chegou ao estádio cumprimentando os fiéis

O papa Francisco celebrava neste sábado uma missa no Cairo diante de milhares de fiéis, no segundo dia de uma visita dedicada a apoiar a minoria cristã e promover o diálogo com os muçulmanos.

Em meio a um enorme dispositivo de segurança em toda a capital, Francisco entrou cercado por guarda-costas. Sorridente, saiu do veículo para cumprimentar um pequeno grupo de crianças. Nas arquibancadas, a multidão agitava bandeiras com as cores amarela e branca do Vaticano.

O pontífice argentino de 80 anos subiu posteriormente em um grande palco e iniciou sua homilia, pronunciada em italiano e traduzida ao árabe por um intérprete.

Os fiéis haviam chegado mais cedo em ônibus que precisaram atravessar vários postos de controle das forças de segurança para alcançar o estádio, com capacidade para 30.000 pessoas e sobrevoado por um helicóptero.

Freiras, famílias, homens de terno, jovens de jeans, padres ortodoxos e católicos ou idosos avançavam lentamente pelas diferentes entradas do estádio. A concentração religiosa reúne todos os ritos católicos do país, especialmente as igrejas copta, armênia, maronita e melquita. Líderes religiosos muçulmanos também participavam da missa.

Minoria católica
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O país de maioria muçulmana conta com uma comunidade católica de 272.000 fiéis, ou seja, 0,3% da população egípcia. Os católicos estão presentes no Egito desde o século V.

Nos séculos XVIII e XIX, várias ordens católicas, entre elas os franciscanos, os dominicanos e os jesuítas, se instalaram no país, onde desenvolveram uma rede de escolas, hospitais e instituições de caridade.

A viagem do Papa, que ocorre três semanas após o grupo extremista Estado Islâmico (EI) lançar dois ataques contra igrejas coptas ortodoxas que deixaram 45 mortos, adquire um caráter simbólico para os cristãos no país.

O líder espiritual de cerca de 1,3 bilhão de católicos no mundo defendeu a tolerância e o diálogo entre muçulmanos e cristãos ao chegar na sexta-feira ao Cairo.

Antes do início da missa, o pontífice saudou o público a partir de um carrinho de golfe, onde seguia também o patriarca copta católico Ibrahim Isaac Sedrak, enquanto percorria a zona envolvente do estádio, onde se encontravam cerca de 25 mil pessoas, segundo dados da agência oficial egípcia MENA.

Durante a sua homilia, o papa alertou contra a ostentação das aparências, frisando que Deus "odeia a hipocrisia". "Para Deus, é melhor não acreditar do que se ser um falso crente, um hipócrita", disse o papa.

Com apenas 5 anos de existência, o Parque Tecnológico da Bahia firma-se com referência em pesquisa no NE


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Prestes a completar cinco anos, o Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador, vem se destacando no mercado de TI colocando o estado na vanguarda da tecnologia

A iniciativa procurou concentrar empresas e instituições de pesquisa e de inovação, tornando o estado uma referência na área de tecnologia, numa busca por mudar a ênfase agroexportadora da economia baiana. O prédio, batizado de Tecnocentro, custou R$ 53 milhões e abriga empresas, como a IBM, a Portugal Telecom e a Ericsson Inovação, além de instalações da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) firmou um convênio com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação para criar no polo uma unidade de bioinformática, cujos equipamentos estão sendo adquiridos.

O parque tecnológico vai espalhar-se por uma área de 581 mil metros quadrados e está dividido em 83 lotes, sendo 22 públicos e 61 privados. Já abriga 25 empresas, sendo 9 incubadas e 16 consolidadas. A segunda fase, que envolve a construção de infraestrutura de laboratórios, de uma escola de iniciação científica e de um museu, tem conclusão prevista para dezembro de 2014, com investimentos de R$ 59 milhões.
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O investimento do poder público vem, sobretudo, traduzido no Parque Tecnológico da Bahia, que completará cinco anos de funcionamento em setembro próximo. O espaço, gerido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e situado às margens da Avenida Paralela, abriga hoje 32 empresas de tecnologia, a maioria delas startups selecionadas via edital, processo que garante aos empreendimentos incentivos como isenção de impostos e financiamento.

Da iniciativa privada, a chegada de recursos de capitais de fundos de investimento privados é a principal mola - neste processo, investidores enxergam potencial em uma empresa que ainda está nascendo e aporta dinheiro na ideia do negócio. Mas empresários e pesquisadores costumam apontar um fator, até então escasso no mercado de tecnologia baiano, fundamental para a mudança de cenário: ideias realmente competitivas.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

OLODUM 38 ANOS | Convênio viabilizará digitalização do acervo do Olodum


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Governo e Olodum firmam convênio para digitalização do acervo do mais famoso bloco afro da Bahia, que vai mostrar ao mundo todo seu acervo cultural de quase quatro décadas

Os trinta e oito anos de história do bloco afro Olodum serão eternizados e divulgados amplamente nos próximos meses. Na tarde desta terça-feira (25), dia em que é comemorado o aniversário da instituição, foi firmado um convênio com o Governo do Estado, com recursos da ordem de R$ 225 mil para a digitalização do acervo do Centro de Documentação e Memória do Olodum, localizado no Pelourinho, em Salvador.

Um total de 234 mil peças deve compor o produto, a exemplo de adereços, abadás, livros, documentos, fitas cassetes e vídeos que preservam a trajetória do bloco. O conjunto ainda será formado por discos de ouro, troféus, medalhas, e outras homenagens acumuladas no trabalho de valorização e projeção da música negra por diversos países, bem como o trabalho social e de combate ao racismo.

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“Nós vamos poder mostrar para o mundo todo, de uma maneira moderna, tudo o que o Olodum representa para a arte e para as lutas contra diversas formas de preconceito. O maior benefício do conteúdo é para a educação. Antigamente, a cultura afro não era divulgada. Pelo contrário, era evitada. É importante mostrar a participação do negro na construção da sociedade”, ressalta o presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues.

As etapas incluem triagem do acervo, digitalização do material e criação de uma plataforma digital. A iniciativa faz parte das ações da Década Internacional Afrodescendente na Bahia (2015-2024), como reconhecimento e apoio aos empreendimentos de promoção e apoio às comunidades negras. “É importante reconhecer a magnitude do Olodum e eternizar a história deste bloco afro atuante, que realiza inúmeras ações sociais, tem influência na cultura e contribui para a transformação da sociedade. É importante para a educação, para reforçar a luta contra os preconceitos”, destaca a secretária de Promoção da Igualdade Racial, Fabya Reis.

Referência: Bahia Já

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Após oito anos, Funarte retoma Projeto Pixinguinha


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No ano em que comemora o 40º aniversário de criação, o Projeto Pixinguinha, cuja última edição foi em 2009, está sendo retomado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) 

O novo formato do projeto, concebido para levar músicos brasileiros em turnês pelo país, será apresentado em um show para convidados na noite de hoje (26), no Teatro Dulcina, na Cinelândia, centro do Rio, tendo como principais atrações o cantor Moraes Moreira e o grupo A Cor do Som.

Com a cantora e atriz Zezé Motta como mestre de cerimônias, o espetáculo será aberto pelo jovem grupo baiano Sertanilia, e terá uma apresentação especial de Karen Mesquita e Cícero Gomes, do corpo de primeiros bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que dançam uma coreografia de Reina Sauer para Carinhoso, de Pixinguinha.

Entre os meses de maio e novembro deste ano, 60 cidades das cinco regiões do país receberão, cada uma, um show do projeto. Para a nova versão do Pixinguinha, serão selecionadas 15 duplas de músicos, que apresentarão quatro espetáculos cada uma, em turnê por quatro cidades de uma região determinada.

Um dos principais projetos da história da Funarte, o Pixinguinha é visto hoje, em sua retomada, como uma prioridade do Centro de Música da fundação, vinculada ao Ministério da Cultura. “Nesta nova etapa, priorizaremos cidades do interior, em diversos teatros. Além disso, levaremos um palestrante na equipe das turnês para falar da história da música popular brasileira nas universidades e escolas de música, com intuito de contribuir para a qualificação da formação de plateia”, disse o diretor do Centro de Música da Funarte, Marcos Souza.

História

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Criado em 1977, a partir de uma proposta da Sociedade Musical Brasileira (Sombras) encampada pela Funarte, o Projeto Pixinguinha teve desde o início, como marca, promover, em cada show, um encontro musical entre dois ou mais artistas – muitas vezes pertencentes a gerações, estilos musicais ou procedências diferentes. Espetáculos de qualidade a preços acessíveis, abrangendo os diversos estilos e tendências da música popular, garantiram o sucesso do projeto, que também foi responsável pela revelação de diversos talentos locais nas várias regiões por onde passou.

Entre os momentos memoráveis da história do projeto estão os shows das duplas Cartola e João Nogueira, Nara Leão e Dominguinhos, Moreira da Silva e Jards Macalé e Marlene e Gonzaguinha, entre outras. Na longa lista de artistas que se apresentaram ou foram revelados pelo Pixinguinha estão ainda nomes como João Bosco, Djavan, Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, Joyce, Toninho Horta, Leci Brandão, Danilo Caymmi, Guinga, Yamandu Costa, Leila Pinheiro, Jackson do Pandeiro, Edu Lobo, Zizi Possi, Arrigo Barnabé, Vitor Ramil, Itamar Assumpção, Fafá de Belém, Beto Guedes e Canhoto da Paraíba.

O Projeto Pixinguinha ocorreu regularmente de 1977 a 1994. Voltou em 2004 e permaneceu até 2007. Em 2008 recebeu novo formato, que só foi realizado em 2009.

Fonte: EBC

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O ritmo “brega” pode se tornar uma expressão cultural de Pernambuco


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Na última terça-feira (25), a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, em primeira instância, projeto que elege o ritmo brega entre as expressões culturais de Pernambuco

A matéria tem por finalidade incluir o ritmo na lista de expressões artísticas consideradas genuinamente pernambucanas, estabelecido no art. 3º da Lei nº 14.679, de 24 de maio de 2012.

Com essa decisão, o brega, um dos ritmos mais populares da região, será incluído na reserva estabelecida no art. 1º da referida Lei, a qual determina que os convênios firmados entre o Poder Executivo do Estado e dos Municípios terão recursos para a realização de atividades culturais. Dessa forma, o brega vai integrar as demais atividades artísticas, como teatro, dança, literatura entre outras, que deverão prever a reserva de 60% das vagas para artistas e grupos que expressem a cultura pernambucana.

O que é brega?


Inicialmente, o termo designava um tipo de música romântica, com arranjo musical sem grandes elaborações, bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas fáceis e palavras simples. A origem do termo "brega" é desconhecida e bastante discutida, porém não se sabe ao certo a origem. Ao mesmo tempo em que críticos esboçavam uma conceituação estilística pejorativa sobre o "brega", o estilo passou a influenciar e se fundir a outros artistas e gêneros musicais, o que tornava, na verdade, cada vez mais impreciso estabelecer uma definição clara sobre o que seria "música brega".

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A chegada à década de 1990 levou o "brega" a mais fusões e confusões em torno da conceituação. Nessa década, uma série de artistas passou a se assumir como "bregas". Um dos mais notórios foi o Recifense, Reginaldo Rossi, proclamado "Rei do Brega". Mas foi nas regiões Norte e Nordeste que o "brega" se consolidava como uma grande força musical. 

Embora algumas grandes bandas do "brega pop" ganhassem projeção nacional - e até mesmo internacional, o maior expoente nacional do movimento seria a Banda Calypso que teve grande sucesso inicialmente em Recife/PE, assim dando origem a muitas outras bandas do estilo "brega" na região. 

Em território pernambucano, o brega já tem dia dedicado somente a ele. Desde 2014, o dia 14 de fevereiro, data de nascimento do rei Reginaldo Rossi, foi determinado pela Lei nº 2120 o 'Dia da Música Brega'. Já na Paraíba, o Dia Estadual da Música Brega existe desde 2011 e é comemorado em 04 de setembro, dia do falecimento do cantor e compositor Waldick Soriano conforme Lei nº 9.619.

Sem mascarar as atrocidades, escritor busca desmistificar ações do nazismo

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Em "Fumaça Humana" (Companhia das Letras, 2010), o ensaísta Nicholson Baker faz o papel de advogado do diabo ao jogar uma luz sobre as ações do nazismo

Sem amenizar as dimensões do genocídio contra os judeus, ele usa documentos para desconstruir o que ele chama de "ideologia dos vencedores". Entre outras denúncias, o escritor acusa a França e a Inglaterra de não terem feito frente à Alemanha desde cedo porque apostaram que ela seria uma oposição natural à crescente União Soviética.

Para ele, esta posição culminou no Tratado de Munique que concedeu os Sudetos aos nazistas, o que teria alimentado os anseios conquistadores de Hitler. O ensaísta tenta decifrar a adesão em massa do povo alemão ao 3º Reich e desenvolve a tese de que muitas pessoas, entre eles judeus de destaque como Albert Einstein, não esperavam por um endurecimento do sistema.

Polêmico, ele acredita que o apoio ao nazismo é mais uma espécie de embotamento do que uma aproximação por identidade de opinião ou uma submissão forçada.

Sobre o assunto, elencamos abaixo algumas lendas urbanas, informações erradas e falsas notícias que envolvem o nazismo, seus símbolos e as suas crenças.

10. A suástica é um símbolo do mal
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Também chamada de cruz gamada, ela é muito mais antiga do que o nazismo. É um símbolo universal, encontrada amplamente decorando casas e templos na Grécia e Roma antigas e até na África Central e entre os índios norte-americanos. Seu significado varia muito de povo para povo. Para os greco-romanos, era relacionada a moinhos de água, mas usada principalmente como elemento decorativo. Os budistas e hinduístas ainda fazem uso amplo do símbolo, que não tem qualquer conotação negativa. Ao contrário do que talvez você tenha ouvido, uma suástica apontando em sentido anti-horário (ou horário) não é "do mal" (a dos nazistas era em sentido horário). Em sânscrito svastika significa algo como “existência de felicidade”.


9. Hitler era judeu
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A ironia pode ser irresistível, mas não tem base na realidade. A dúvida surgiu porque a avó de Hitler era mãe solteira. Durante os julgamentos de Nuremberg, seu ex-assessor Hans Frank afirmou que o pai do ditador era filho de um judeu para qual a avó trabalhou como doméstica na cidade de Graz. O problema é que não havia judeus em Graz. Eles só puderam entrar em 1860, quando Alois Hitler, o pai do ditador, tinha mais de 20 anos. Em 2010, um teste de DNA sugeriu que ele teria ascendência semita, mas foi bastante contestado – os pesquisadores nem disseram o que eles testaram, de onde tiraram o DNA.


8. Só os judeus foram mortos pelos nazistas

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Nazismo não era apenas contra judeus, mas também a "decadência moral" e a "poluição genética". Os primeiros exterminados pelo regime foram deficientes físicos e mentais, para evitar que passassem seus genes. Embora os judeus tenham se tornado as mais conhecidas vítimas do nazismo, ciganos, homossexuais, maçons, comunistas e até testemunhas de Jeová também estavam entre os assassinados pela política de Hitler. Mais de 100 mil gays foram presos e pelo menos 10 mil executados. Cada tipo de prisioneiro usava uma insígnia diferente no uniforme. Judeus, famosamente, a estrela amarela. Homossexuais, um triângulo rosa - que foi um símbolo inicial do movimento gay, até a adoção do arco-íris, nos anos 1970, já que o primeiro era muito deprimente.


7. Nazistas criaram a ideia de uma raça superior


Eles a levaram ao extremo, mas não foram seus inventores. No mundo inteiro, era fácil achar gente defendendo a superioridade dos brancos. A palavra "eugenia", em nome da qual os nazistas proibiram casamentos entre judeus e alemães e mataram deficientes mentais, foi criada pelo primo em segundo grau de Charles Darwin, Francis Galton. Os Estados Unidos foram o primeiro país no mundo a criar leis de eugenia. Ninguém menos que Winston Churchill as defendeu em livro, duas décadas antes de o nazismo nascer.



6. Auschwitz e os outros eram campos de concentração


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Campo de concentração é um local onde manter prisioneiros de guerra ou políticos em massa. As condições variam muito, desde um quase retiro rural aos gulags soviéticos. Mortos em campos de concentração são vítimas colaterais. Nazistas tinham campos de concentração, usados para prender soldados de países ocidentais. Que eram surpreendentemente bem tratados, aliás, pois a Alemanha havia assinado a Convenção de Genebra, dispondo sobre o tratamento de prisioneiros de guerra. O propósito dos campos como Treblinka, Sobibor e Auschwitz era matar as pessoas desde que chegavam (Auschwitz começou como um campo regular e ganhou depois instalações letais). Tinham uma estrutura industrial para isso. O certo é dizer que são campos de extermínio. Como a União Soviética não havia assinado a Convenção de Genebra, prisioneiros soviéticos iam para os campos de extermínio, não concentração.


5. Todos os alemães eram nazistas


Ninguém era obrigado a se filiar ao partido – ainda que isso tivesse óbvias vantagens. O maior general da Alemanha nazista, Erwin Rommel, não era filiado - e acabou sendo forçado a se matar sob suspeita de participar de uma conspiração para assassinar Hitler. Outros oficiais - como o almirante Canaris - simplesmente boicotavam o regime nazista tanto quanto podiam. Alguns membros do partido praticaram resistência passiva, como Oscar Schindler. E o grupo estudantil Rosa Branca chegou a realizar passeata contra o nazismo nas ruas de Munique.



4. O exército alemão era formado apenas por alemães


Havia muitos estrangeiros nas forças alemãs, inclusive as SS. Muçulmanos dos Bálcãs, simpatizantes espanhóis, franceses, ingleses e mais. Até mesmo judeus da Finlândia ajudaram os nazistas. Quase no fim da guerra. cerca de 10% do Exército alemão estacionado França era de soldados russos, fugidos do regime soviético. Após o Dia D, Yang Kyoungjong, um coreano, foi capturado pelos americanos entre as forças nazistas, servindo na França. Ele havia lutado pelo Japão, depois no Exército Vermelho, por fim a Wehrmacht. Morreu em 1992.



3. Os nazistas esconderam ouro roubado


Os nazistas de fato esconderam muito ouro roubado – mas não no chão, como se fossem piratas de filmes (piratas reais também não faziam isso). A maior parte dele foi “escondida” nos cofres da Suíça e da Suécia durante a guerra. Depois do conflito, outra parte foi levada para os Estados Unidos e para a URSS. Tudo com o consentimento dos respectivos governos.



2. O Brasil tinha o maior número de nazistas fora da Alemanha


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Os membros do Partido Nazista no Brasil eram menos de 3 mil. Todos alemães nativos, não descendentes, porque esses eram vistos como mestiços degenerados, que perderam sua cultura, e ninguém nem se dava ao trabalho de conferir seus ancestrais. Nos Estados Unidos, somente a Liga Germano-Americana tinha 25 mil filiados com fortes vínculos com o nazismo – eles desfilavam com bandeiras americanas ao lado da suástica. Antes da guerra, o nazismo era tido por uma ideologia tolerável, se antipática.


1. Alemães são "arianos"


Essa é uma das maiores bizarrices nazistas. Arianos eram invasores do Cáucaso que, há quase 4 mil anos, conquistaram a Índia e a Pérsia - Irã, nome que a Pérsia assumiu em 1935 quer dizer “terra dos arianos”. Teóricos do século 19 levantaram a hipótese de que esses conquistadores também chegaram à Europa, porque lá se fala línguas indo-europeias, aparentadas ao sânscrito, hindi e persa (incluindo o português). Uma migração do Cáucaso é o coerente com o que se acredita ainda hoje, ainda que a palavra "ariano" se refira apenas à leva asiática. Mas os nazistas tinham outra parte: para eles, só no norte da Europa os arianos se mantiveram "puros" – isto é, os alemães seriam mais "arianos" do que povos com real ligação com os arianos, os indianos e iranianos. Isso tem zero base na realidade.

Referência: aventurasnahistoria/uol

terça-feira, 25 de abril de 2017

Inaugurado na Coreia do Sul um edifício que quebra 3 recordes mundiais


Imagem do dia: Concluída a construção do mega arranha céus Lotte World Tower

A empresa projetista norte-americana Kohn Pedersen Fox anunciou a conclusão oficial da construção da Lotte World Tower, na Coreia do Sul

O gigante de 555 metros de altura é agora o quinto edifício mais alto do mundo, destronando o One World Trade Center do Top 5 de mega-arranha-céus. Foi igualmente reconhecido, pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), como o mais alto edifício da Coreia do Sul.

Tudo nele é colossal. O Lotte World Tower, em Seul, na Coreia do Sul, inaugurado neste mês, é um edifício com 555 metros de altura que estabeleceu três novos recordes mundiais. Ele superou o antigo campeão da cidade em cerca de 300 metros e possui um deck de observação com chão de vidro a 478 metros de altura, ou seja, o mais alto desse tipo em todo o mundo.
Imagem do dia: Concluída a construção do mega arranha céus Lotte World Tower

Em altura, o prédio é o quinto maior do planeta e conta com o mais rápido elevador de dois andares já feito! Do chão até o posto de observação, no 121º andar, são necessários apenas 60 segundos! Uma velocidade próxima a 10 metros por segundos, com tecnologia suficiente para o passageiro não se sentir desconfortável durante a viagem. Do alto do Lotte World, é possível observar toda a capital sul-coreana e algumas montanhas ao seu redor.

Esse elevador duplo é um dos mais modernos do mundo e foi construído pela gigante Otis Elevator Company, dos EUA. Ele é constituído de duas cabines que carregam passageiros a andares diferentes, semelhante ao existente, por exemplo, na Torre Eiffel, em Paris, e no Burj Khalifa, o arranha-céu mais alto da Terra, localizado em Dubai.

Imagem do dia: Concluída a construção do mega arranha céus Lotte World Tower

A escolha de um elevador duplo e com maior capacidade é uma aposta no turismo, já que o deck de observação deve atrair muitas pessoas. Cada cabine terá capacidade para levar até 52 pessoas simultaneamente, que poderão curtir 15 telas de LED que vão reproduzir imagens de Seul durante o passeio até o alto do Lotte World.

CCSP traz programação especial sobre a Mário de Andrade e Oswald de Andrade


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A exposição MáriOswald integra a Semana 'MáriOswald - 100 anos de uma amizade', uma programação especial do Centro Cultural São Paulo que homenageia dois ícones da cultura brasileira: Mário e Oswald de Andrade

O evento conta com exposições, cursos, workshops, apresentações de dança e mais! Enaltecer a cultura nacional é sempre gratificante e, claro, importante para difundir entre a população.


O Centro Cultural São Paulo - CCSP apresenta entre os dias 25 e 30 de abril a Semana MáriOswald, com uma programação especial e multifacetada em torno das contribuições de Mário de Andrade e Oswald de Andrade para o pensamento contemporâneo e repertório do país. Entre as atividades propostas, rodas de conversa, mostra de filmes, exposições, apresentações musicais e espetáculos de teatro e dança invadem os espaços da instituição.

O encontro entre ambos, em 1917, culminou na revolucionária Semana de 22. Sendo a cidade de São Paulo o território da experiência modernista e repositório desse residual simbólico, a mostra evidencia, por meio de obras e documentos pertencentes aos acervos da Secretaria Municipal de Cultura – como Coleção de Arte da Cidade, Coleção Arquivo Multimeios e Acervo Histórico da Discoteca Oneyda Alvarenga, sob guarda do CCSP –, a ‘contribuição milionária’ de Mário e Oswald. A exposição apresenta, entre outras obras, a série de desenhos originais de Tarsila do Amaral para o livro Pau Brasil (1925), de Oswald de Andrade, publicações como revista Klaxon, objetos e documentos da Missão de Pesquisas Folclóricas (1938) – expedição idealizada e organizada por Mário de Andrade no período em que ele esteve à frente do Departamento de Cultura de São Paulo – e expõe, sobretudo por meio de fotografias, audiovisual e impressos, a permanência de suas ideias e a potência de suas obras enquanto norte para demais linguagens artísticas, como O rei da vela, peça de Oswald de Andrade, sob direção de José Celso Martinez, 1967, e Macunaíma, adaptação da obra de Mário de Andrade para o teatro, sob direção de Antunes Filho, 1977. 

Semana MáriOswald:
Local: Centro Cultural São Paulo - CCSP
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso, São Paulo
Datas: de 25 a 30 de abril de 2017
Horários: checar programação
centrocultural.sp.gov.br

segunda-feira, 24 de abril de 2017

A Divina Comédia, de Dante Alighieri: uma obra que pode ser considerada uma linguagem universal

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Esta é uma obra que deveria figurar na “cesta básica” de qualquer estudante e não apenas por ser a famosa “Comédia” de Dante Alighieri, a que os pósteros houveram por bem acrescentar, por seus méritos tantos, “A Divina”

Trata-se da obra prima de Dante Alighieri, que a iniciou provavelmente por volta de 1307, concluindo-a pouco antes de sua morte (1321). Escrita em italiano, a obra é um poema narrativo rigorosamente simétrico e planejado que narra uma odisseia pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Dante, o personagem da história, é guiado pelo inferno e purgatório pelo poeta romano Virgílio, e no céu por Beatriz, musa em várias de suas obras.

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O poema possui uma impressionante simetria matemática baseada no número três. É escrito utilizando uma técnica original conhecida como terza rima, onde as estrofes de dez sílabas, com três linhas cada, rimam da forma ABA, BCB, CDC, DED, EFE, etc. Os três livros que formam a Divina Comédia são divididos em 33 cantos cada, com aproximadamente 40 a 50 tercetos, que terminam com um verso isolado no final. 

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O Inferno possui um canto a mais que serve de introdução a todo o poema. No total são 100 cantos. Os lugares descritos por cada livro (o inferno, o purgatório e o paraíso) são divididos em nove círculos cada, formando no total 27 (3 vezes 3 vezes 3) níveis. Os três livros rimam no último verso, pois terminam com a mesma palavra: stelle, que significa ‘estrelas’. Dante chamou a sua obra de Comédia. O adjetivo “Divina” foi acrescido pela primeira vez em uma edição de 1555. 

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Veja abaixo, algumas das melhores frases da obra:

O medo se deve somente àquelas coisas que podem causar algum tipo de dano; As outras não, pois não fazem nenhum mal.

Quanto mais perfeito é algo, mais dor e prazer sentimos.

O demônio não é tão negro quanto se pinta.

Considere a sua origem. Não foste formado para viver como os brutos, mas para seguir a virtude e o conhecimento.

Não há maior dor do que recordar a felicidade nos tempos de miséria.

Falando coisas quando o silêncio seria ideal, assim como aqueles que falam ali.

No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise.

Muito pouco ama, quem com palavras pode expressar quanto muito ama.

Quem és tu que queres julgar,
com vista que só alcança um palmo,
coisas que estão a mil milhas?

A vontade, se não quer, não cede,
é como a chama ardente,
que se eleva com mais força quanto mais se tenta abafá-la.

A razão vos é dada para discernir o bem do mal.

Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.

Louco é quem espera que a nossa razão
possa percorrer a infinita via
que tem uma substância em três pessoas.

A fama que se adquire no mundo não passa de um sopro
de vento, que ora vem de uma parte, ora de outra,
e assume um nome diferente segundo a direção de onde sopra.

Tiveste sede de sangue, e eu de sangue te encho.

O tempo passa e o homem não percebe.

Tão fiel fui ao glorioso ofício,
que perdi o sono e a saúde.

O falar é um efeito natural;
mas, de um modo ou de outro, a natureza deixa o homem
escolher aquele que mais lhe agrada.

E ele a mim: ‘Todos tiveram a mente
tão ofuscada pelo amor às riquezas na vida terrena,
que não despenderam nada com equilíbrio’.

Pois perder tempo desagrada mais a quem mais conhece o seu valor.

O mundo é cego, e tu vens exatamente dele.

E tal, balbuciando, ama e obedece
à sua mãe, mas, quando adulto,
deseja vê-la enterrada.

As leis existem, mas quem as aplica?

Contentai-vos em conhecer as obras de Deus; pois,
se os homens tivessem podido conhecer todas as coisas,
teria sido inútil o parto de Maria;
e os vistes desejar, sem resultado,
conhecer a causa das coisas,
tanto que a insatisfação de seu desejo constitui, eternamente, a sua pena.

A contradição não consente
o arrependimento e o pecado ao mesmo tempo.

Em leito de penas
não se alcança a fama nem sobre as cobertas;
Quem a vida consome sem a fama,
não deixa de si nenhum vestígio sobre a terra,
qual fumo no ar e espuma na água.

E eu a ele: ‘Sou um que escreve apenas
quando me fala o Amor e tenta relatar fielmente
o que ele dita dentro de mim’.

Porque jamais esquecerei, e ela me comove,
vossa estimada e boa imagem paterna,
quando no mundo, uma vez por outra,
me ensináveis como o homem se torna eterno.

Não deve o homem, pelo maior amigo, esquecer os favores recebidos do menor.

Pensa que o dia passado não volta mais!

Vês que a razão,
seguindo o caminho indicado pelos sentimentos, tem asas curtas.

Entregou-se tanto ao vício da luxúria
que em sua lei tornou lícito aquilo que desse prazer,
para cancelar a censura que merecia.

A verdade é que, como forma muitas vezes
não se harmoniza com a intenção da arte,
porque a matéria é surda a responder.

Em vida,
eu jamais teria sido tão cortês,
tal era o meu desejo de sobressair.

Não se ganha fama numa cama de penas.

Não se pode exprimir com palavras
a passagem do estado humano ao divino…

Oh, quão insuficiente é a palavra e quão ineficaz
ao meu conceito!

Depois, mais do que a dor, venceu a fome.

Uma vontade, mesmo se é boa, deve ceder a uma melhor.

Quando os seus pés deixaram a pressa,
que tolhe a nobreza a todo o ato…

Vós que viveis e sempre atribuís tudo o que ocorre na terra
aos movimentos celestes, como se tal movimento imprimisse
em todas as coisas uma necessidade,

Se assim fosse, em vós seria destruído
o livre-arbítrio, e não seria justo que o homem tivesse
por bem a alegria e por mal a dor.

Puderam vencer em mim o ardor,
que me levou a conhecer o mundo,
e os vícios e as virtudes dos homens…

domingo, 23 de abril de 2017

Mostra “Retratos de Dorian Gray” está em cartaz no Teatro da Barra até o dia 30 próximo


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Na galeria Teatro da Barra recebe, a mostra coletiva de ilustrações Retratos de Dorian Gray, celebra os 120 anos da liberdade do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wild

A mostra “Retratos de Dorian Gray”. entra em cartaz nesta quinta-feira (6). Organizada pelo Centro Cultural Carmen de Assis, Teatro da Barra, a exposição celebra os 120 anos de liberdade do dramaturgo e escritor irlandês Oscar Wilde.

A mostra tem curadoria de Mike Sam Chagas, pintor e professor da Escola de Belas Artes da UFBA (EBA) e fica em cartaz no Centro até 30 abril. 

Além do curador, outros 29 artistas transformam o clássico romance de Wilde em coloridas imagens. As releituras são feitas em diversos materias, como aquarela e nanquim.

No dia da abertura os espectadores puderam assistir em uma sessão especial a versão clássica de ‘O Retrato de Dorian Gray’, de 1945, premiada com um Oscar e um Globo de Ouro.

Serviço:

A exposição foi aberta no dia 6, segue até o dia 30 de abril, com visitação de quinta a domingo, das 14h às 18h, com entrada franca.

Concha Acústica do TCA – Salvador BA ficou lotada para aplaudir o “Grande Encontro”


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Como em uma reunião de grandes e bons amigos, quem foi ao Teatro Castro Alves para ver a nova versão do show O Grande Encontro acompanhou uma belíssima apresentação de três dos mais talentosos artistas da MPB

Para começar bem, uma atitude digna de aplausos: o show marcado para as 19 horas começou exatamente no horário e, diante da pontualidade britânica de Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, muita gente perdeu os primeiros 30 minutos de espetáculo. Os três já entraram levantando o público que assistiu toda a apresentação de pé. Ninguém ficou sentado.

Em uma formatação diferente, os três começaram o show, cantaram quatro músicas quando Elba e Alceu saíram deixando Geraldo Azevedo em uma apresentação solo. Logo após, ele chamou Elba e contou um fato curioso. Após cantar em determinado palco, um fã mais ardoroso procurou-o no camarim, afirmando: “adorei seu show, mas você canta muitas músicas de Elba Ramalho...” Claro que plateia foi um riso em uníssono.

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Elba começou prestando homenagem a três monstros sagrados: Jackson do Pandeiro, (Na base da chinela), Luiz Gonzaga (Qui nem jiló) e Dominguinhos (De volta pro aconchego), além de outros sucessos da sua belíssima carreira iniciada em 1978, com o disco “Ave de Prata.

No último bloco, os três voltaram ao palco de uma Concha Acústica lotada e que acompanhou todo o repertório, - claro que não faltou a maioria das ‘figurinhas carimbadas’ dos três amigos, - e tocaram até as 21:05 h. Mais de duas horas de um show inesquecível e que vai marcar a capital baiana por muito tempo.

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Um outro destaque digno de registro foi a grande presença do publico jovem. Quem esperava ver uma plateia formada por cinquentões se surpreendeu não só com a predominância de pessoas na faixa dos 20/30 anos, mas como eles participaram intensamente do espetáculo, cantando cada uma das músicas do trio que montou o novo “O Grande Encontro”.

Para os fãs do quarto integrante do show montado há 20 anos, ficou uma ponta de nostalgia pela ausência de Zé Ramalho que, conforme informações de Elba Ramalho durante o espetáculo, preferiu tocar projetos pessoais.

Valeu Geraldo, Elba e Alceu. Voltem sempre. A Bahia sempre os receberá de braços abertos!

Euriques Carneiro

Dia Nacional do Choro celebra aniversário de Pixinguinha e os 100 anos de 'Carinhoso'


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Canção que figura em todos os anais da MPB, “Carinhoso” é a célebre melodia de Pixinguinha escrita em 1917, mas que só ganhou a letra de Braguinha vinte anos depois

A data instituída desde o ano 2000 para celebrar o Dia Nacional do Choro, esse 23 de abril, nasceu de um motivo nobre, já que coincide com o dia do aniversário do maior nome do gênero. Lucas Telles, 28, recorre à fala do musicólogo Ary Vasconcelos para reforçar a afirmativa. “Ele diz que se você tiver 15 volumes para falar da música brasileira, tenha certeza de que é pouco, mas se tiver apenas uma palavra, nem tudo está perdido, escreva depressa: Pixinguinha”, relembra.

Violonista do grupo mineiro Toca de Tatu, premiado individualmente em concursos da capital e em âmbito nacional com o conjunto, Lucas considera que a importância fundamental de Pixinguinha, cujos 120 anos de nascimento são celebrados hoje, foi a de “solidificar uma linguagem borbulhante e formatá-la de uma maneira genial”. “O choro nasceu dessa curiosidade de músicos brasileiros que se valiam das danças europeias como a polca e a valsa e adicionavam nosso tempero, e, como qualquer cultura híbrida, caso da nossa, é fruto dessa fusão, da mistura”, explica.

Talento único
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Gênio incontestável da música brasileira, o compositor, instrumentista, arranjador e maestro Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, tem em seu arquivo pessoal composto por documentos pessoais, medalhas, troféus, álbuns com recortes de jornal, centenas de fotos, roupas, registros de memória oral realizados por seu filho Alfredo da Rocha Vianna Neto e a flauta utilizada durante muitos anos pelo músico. 

Embora tudo isso tenha grande valor documental, o núcleo mais importante – e ainda passível de revelar novas facetas do imenso talento de Pixinguinha – é um lote de aproximadamente mil conjuntos de partituras com arranjos feitos por ele. Digitalizadas e catalogadas, essas partituras vêm sendo estudadas por músicos que dominam tanto o choro quanto a linguagem da música formal. Todo esse arquivo está sob a responsabilidade do Instituto Moreira Sales – IMS.

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Teve altos e baixos na sua carreira e, em 1961, Vinicius de Moraes colocou versos em Lamentos (que virou Lamento) e em outras músicas de Pixinguinha, como Samba fúnebre e Mundo melhor. Na década de 1960, Pixinguinha recebeu muitas homenagens, como a exposição e o concerto que celebraram seus 70 anos, promovidos pelo Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro em 1968. O concerto reuniu nomes como Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali e o conjunto Época de Ouro. No mesmo ano, gravou o LP Gente da antiga, com Clementina de Jesus e João da Bahiana.

Nada obstante to do o reconhecimento da sua obra, Pixinguinha passou por dificuldades financeiras e problemas de saúde e morreu aos 75 anos, em 17 de fevereiro de 1973, na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, durante o batizado do filho de um amigo.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Instituto dos Pretos Novos: sem recursos para a manutenção, pode vir a fechar as portas


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A crise da Prefeitura do Rio de Janeiro fez mais uma vítima e o Instituto dos Pretos Novos pode ter suas atividades encerradas com o fim dos repasses do poder público municipal

O memorial foi criado a partir da descoberta de um sítio arqueológico Cemitério dos Pretos Novos e está com futuro ainda incerto. Solicitou mais recursos para manutenção da memória da chegada dos negros escravizados no Rio de Janeiro e a celebração da herança africana, mas sem sucesso até então.

Escavações mostraram que era lá que enterraram os restos mortais de africanos escravizados no século 18, que não resistiram ao degradante trajeto dos navios negreiros.

A descoberta das ossadas foi feita por Mercedes Guimarães e seu marido, há mais de 20 anos, quando eles reformavam a casa onde moravam e que hoje se transformou no Instituto dos Pretos Novos. Porém, o centro cultural pode fechar as portas por falta de apoio financeiro.

O contrato que tinham com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto foi encerrado. O grupo Roda do Cais do Valongo realizou um ato no último sábado pela manutenção do Instituto dos Pretos Novos.
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Convidado do evento, o antropólogo e coordenador da candidatura do Cais do Valongo a patrimônio da humanidade, Milton Guran diz que a região portuária do Rio foi o mais importante ponto de desembarque de pessoas escravizadas na América e o Cemitério dos Pretos Novos faz parte desta história:

"Porque nós chamamos de cemitério, mas não é cemitério. É um aterro sanitário. Isso aqui é um lixão em que corpos de seres humanos eram jogados junto com corpos de animais, cacos de lixo urbano, pedaços de boi e tudo mais. Então este instituto, preservado pela Mercedes e pelo Petrucio é a prova viva da perversidade do sistema escravocrata brasileiro."

O Cais do Valongo já é declarado patrimônio nacional e carioca, pode se tornar patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNESCO. O resultado da candidatura será anunciado em junho deste ano.

"Como é que nós vamos convencer a Unesco de que o Estado brasileiro pode manter, preservar, conservar e dar visibilidade e dignidade ao Cais do Valongo como patrimônio da humanidade se, neste mesmo momento, estão deixando fechar o Instituto dos Pretos Novos por uma quantia irrisória?"

A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro diz que o Instituto dos Pretos Novos promove ação de educação inestimável, mas o convênio de patrocínio tinha caráter temporário. Desde 2013, os repasses para o custeio do centro cultural somaram R$ 205 mil com recursos do Porto Maravilha Cultural.

Procurada, a Secretaria de Cultura disse que a prefeitura vai manter o aporte para o funcionamento do instituto, porém ainda está definindo o modelo e qual órgão municipal será responsável pelo pagamento.

O valor a ser patrocinado ainda está em negociação. Segundo a Secretaria de Cultura, foi pedido que a instituição faça um novo levantamento de custos.
Fonte: Brasil de Fato