quinta-feira, 2 de março de 2017

VATICANO - O MENOR SISTEMA FERROVIÁRIO DO MUNDO



Está no Vaticano, o menor sistema ferroviário nacional do mundo, que foi construído durante o pontificado do Papa Pio IX, formada de uma única estação e dois conjuntos de trilhos com cerca de 300 metros de comprimento

O transporte ferroviário no Vaticano consiste numa única estação ferroviária. Os dois conjuntos de trilhos têm menos de 300 metros de comprimento, sendo considerado por isso o menor sistema ferroviário nacional do mundo. Construída durante o pontificado Papa Pio XI, tem acesso e ligação às redes ferroviárias italianas que foram garantidos pelo Tratado de Lateral no ano de 1929.

O tráfego consiste principalmente em mercadorias (importação de bens) vindas da Itália, embora a linha tenha servido em certas ocasiões para transportar passageiros, habitualmente por razões simbólicas ou cerimoniais. A primeira locomotiva entrou no Vaticano em março de 1932, posteriormente em 1934 à estação foi aberta oficialmente e, no mesmo ano, a Convenção Ferroviária foi ratificada entre a Itália e o Vaticano.

O trem oficial do Papa Pio IX permanece em exposição no Museu de Roma, no Palas Braschi. O Papa Pio IX havia sido o última Papa a visitar Loreto (como o executivo dos Estados Pontifícios) e o último papa a viajar de trem. Em 1979 a estrada de ferro foi utilizada algumas vezes para propósitos simbólicos pelo Papa João Paulo II, mas não fez uso da ferrovia para deixar Roma até 24 de janeiro de 2002.

História



Os primeiros vagões do trem papal entraram para o acervo permanente da Central Montemartini, de Roma. O museu, que fica no edifício da primeira usina elétrica da capital italiana, abriu as portas com as novas aquisições em novembro último.

Os vagões da primeira ferrovia papal, que foram construídos e doados à Igreja durante o pontificado do papa Pio IX por uma companhia francesa, estão expostos na segunda sala das caldeiras da usina, levantada em 1921 para suprir a crescente necessidade de energia elétrica de uma Roma totalmente voltada para a industrialização.

Os três vagões são um exemplo do uso das ferrovias como meio de transporte das altas autoridades e monarquias de toda a Europa. Foi no pontificado de Giovanni Maria Mastai, papa Pio IX, de 1846 a 1878, com a unificação da Itália e a secularização de Roma, ou seja, a separação entre Estado e Igreja, que surgiu a necessidade de um meio de transporte moderno.

O Pontífice, mesmo sem prever a transformação da Santa Sé em Estado independente, ordenou a construção de três linhas ferroviárias. Os ramais ligavam os principais pontos do território onde hoje fica o Vaticano a diversas zonas de Roma, como a Porta Maior e o bairro de Cecchina. Depois de 1910, quando as linhas foram fechadas, os vagões foram alojados na estação Termini, onde alguns ornamentos foram furtados e depredados. Em 1911, eles participaram de uma exposição comemorativa pelo cinquentenário da Itália no Castel Sant’Angelo e lá ficaram guardados até o fim da Segunda Guerra.
Imagem relacionada


Já em 1951, os vagões foram transportados em um desfile triunfal por Roma até o Palazzo Braschi. Agora a expectativa é que as relíquias da história do Vaticano fiquem definitivamente na Central Montemartini, junto com esculturas antigas que combinam com as enormes turbinas desse esplêndido exemplo da arqueologia industrial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!