sábado, 25 de março de 2017

Tumba de Jesus foi reformada após acordo entre três grandes congregações religiosas: grega ortodoxa, armênia e católica romana


Resultado de imagem para igreja do santo sepulcro em jerusalém
Foram finalizados os trabalhos de reforma do Santo Sepulcro que foram continuamente acompanhados e documentados por um staff de cerca de trinta professores da National Technical University, de Atenas, e por especialistas do lado católico e armênio

Mesmo com séculos de disputa quanto à sua tutela, a Basílica do Santo Sepulcro, local que, segundo a fé cristã, foi enterrado o corpo de Jesus Cristo, na Cidade Antiga de Jerusalém, foi aberta no último dia 22 de março após a conclusão de reformas no túmulo de Jesus.

Apesar de a Basílica já ser um ponto antigo e tradicional de visitas por quem pisa em Jerusalém, nos últimos 10 meses ela passou por reformas para que o local do sepultamento, pela primeira vez, ficasse bem exposto ao público. A igreja é o ponto final da Via Dolorosa, um percurso que turistas fazem a pé pela cidade velha, revivendo os últimos passos de Jesus antes de ser crucificado.


Edícula de 1810Resultado de imagem para edícula igreja do santo sepulcro em jerusalém

Restauradores e cientistas trabalharam sobre uma pequena estrutura conhecida como Edícula, erguida em 1810 e modificada pelos britânicos em 1930 para proteger o local contra o desmoronamento após um terremoto, ocorrido em 1927. A missão deles era limpar e restaurar o monumento que é considerado a tumba de Jesus pelos cristãos.

A Edícula fica em uma parte central da Basílica, e por ser muito pequena, é permitido entrar no máximo três pessoas por vez, tornando o entorno aglomerado por filas de pessoas ansiosas para tocar na pedra que simboliza o local onde Jesus teria sido sepultado depois de morrer da cruz (e antes de ressuscitar).
Resultado de imagem para edícula igreja do santo sepulcro em jerusalém

Durante a reforma, partes danificadas foram substituídas, paredes e estruturas foram reforçadas, o mármore foi tratado e afrescos seculares apareceram novamente revelando inscrições originais que estavam ocultas e tons de rosa e bege. Outras partes da Basílica também receberam cuidados. É o caso do alto da cúpula que agora tem uma cruz greco-ortodoxa que, segundo os historiadores, estava no projeto original da Edícula.

Essa restauração só foi possível graças a um acordo entre três grandes congregações religiosas e seu apoio financeiro: grega ortodoxa, armênia e católica romana, que compartilham a tutela da igreja mas têm um histórico de conflitos.

Desde o dia 22 de março, a Basílica foi reaberta e o principal apelo de todos que se mobilizaram para isso é que a comunidade e os fiéis visitantes ajudem a manter o local conservado.

Uma das preocupações é evitar com que fiéis grudem velas nas paredes externas da Edícula – a cera da vela, ao longo dos séculos, causou danos ao mármore e à madeira da pequena construção.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!