terça-feira, 7 de março de 2017

Saulo Duarte e a Unidade e a Banda Cine Ruptura faz turnê para divulgar o novo disco


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A banda paraense apresenta as composições de seu terceiro disco, Cine Ruptura (2016), trabalho que reflete a facilidade do grupo em transitar por diferentes gêneros musicais, cuja gravação teve produção de Curumin e mixagem de Victor Rice

Repleta de cearenses, com um vocalista paraense, e residente em São Paulo, Saulo Duarte e a Unidade é uma banda que, a partir dessas diferentes referências, também aposta na mistura. O movimento mangue beat e o Afrociberdelia, avalia Saulo, vocalista da banda, foram fortes influências. “Sempre que encontramos integrantes da Nação, reforço o quão importante o disco e o movimento manguebeat foram para o empoderamento do Nordeste como música”, pontua Saulo. “Isso nos deu margem para fazer música com nossas referências mais próximas e com as condições que tínhamos”.

Depois de se apresentar em São Paulo, a banda mostrou o mais recente disco, Cine Ruptura, na capital cearense. “Tocar em Fortaleza é sempre motivo de grande alegria e de ir ao encontro com a nossa história pessoal e da banda. É uma das cidades em que o nosso show tem mais energia e troca com o público. É uma cidade que tenho muito carinho, quero voltar e tocar mais, gravar, estar por perto desse momento tão luminoso que a cidade vive com suas artes e seus artistas”, conclui.
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“O roteiro amarrado por Saulo Duarte e a Unidade em “Cine Ruptura”, terceiro álbum do cantor e compositor paraense e sua banda, se desenrola em um país em completa transformação. Poderia ser Eldorado, pátria alegórica erguida por Glauber Rocha em “Terra em Transe”. Mas a terra que ele canta se parece mais com uma versão real e atualizada da obra-prima do cineasta baiano. O Brasil de 2016, por exemplo. 

Nessa nação, construções e ruínas são quase a mesma coisa e uma rouba a paisagem da outra em movimento perpétuo de destruição e recriação. A crise instalada quer quebrar tudo, mas também está guardada nela a melhor possibilidade de um futuro mais equilibrado e justo. Ideologias são questionadas pela primeira vez com tanto interesse popular. O pobre, o rico e o remediado têm de aprender a conviver na marra.


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