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segunda-feira, 13 de março de 2017

O destino agora é Vênus: Estados Unidos e Rússia planejam missão para procurar vida no planeta


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Em uma nova corrida espacial, desta vez em parceria, cientistas da Rússia e dos Estados Unidos estão trabalhando em uma sonda chamada Venera-D que pode procurar por vida em Vênus

Com essa sonda, que é um veículo aéreo não tripulado, eles pretendem atravessar as nuvens ácidas de Vênus e analisar se as listras escuras que absorvem radiação ultravioleta podem evidenciar a existência de vida microbiana. Essa não é a primeira vez que a Rússia se interessa por Vênus. Durante os anos 1970 e 1980, quando ainda era União Soviética, cientistas enviaram algumas sondas espaciais para o planeta.

Esta missão é uma parceria entre a NASA e Roscosmos, a agência espacial russa, e se for aprovada, poderá ser lançada em 2025. Caso seja realmente lançada, os cientistas pretendem fazer medições meteorológicas para entender porque a rotação atmosférica é tão rápida em relação à superfície. Esse fenômeno é chamado de super-rotação e foi descoberto em 1960 por astrônomos e cientistas que estudavam o movimento das listras escuras da atmosfera de Vênus.

Mas, o que chama a atenção é que os cientistas não sabem exatamente do que essas listras são feitas e nem se elas realmente absorvem a luz ultravioleta. “Essas são questões que ainda não foram completamente exploradas, e eu estou gritando o mais alto possível, dizendo que precisamos explorá-las”, disse Sanjay Limaye, cientista da Universidade de Wisconsin.
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Mesmo não sabendo ao certo, alguns cientistas sugerem que essas listras contêm matéria particulada, substâncias que foram dissolvidas pelo ácido sulfúrico, cloreto de ferro ou cristalizadas.

Os pesquisadores estão animados com a hipótese de as listras conterem evidência de vida microbiana. Como existem micróbios em altitudes semelhantes na Terra, encontrar vida em grandes altitudes de Vênus pode fazer sentido. Mas, o fato da superfície de Vênus ter uma temperatura em torno dos 462° Celsius pode dificultar a formação de vida.

Por sua vez, a pressão atmosférica de Vênus é semelhante à da Terra a um registro de um quilômetro de profundidade na água. Os cientistas sugerem que pode haver locais no planeta com temperaturas mais amenas, que variam entre 30° e 70° Celsius.

“Não podemos dizer que existe vida microbiana nas nuvens de Vênus, mas isso não significa que não existe, também. A única maneira de descobrir é examinando”, disse Limaye. Para chegar à atmosfera de Vênus a ideia inicial dos Russos era que Venera-D usasse balões, mas eles não foram eficazes, portanto foram substituídos por um veículo aéreo não tripulado movido por energia solar.

A viabilidade desse projeto deve ser confirmada até o fim deste ano.


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