domingo, 5 de março de 2017

Museu Mazzaropi reverencia um ícone do cinema nacional


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A obra do artista, cineasta e empresário Amácio Mazzaropi, considerado um dos maiores símbolos da cinematografia brasileira, pode ser conhecida no museu que leva o seu nome, o Instituto Mazzaropi, em Taubaté SP

Criado em 1992, o Museu Mazzaropi está instalado nas dependências do Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté, SP, onde, na década de 70 até meados de 80, existiam os estúdios de cinema de Mazzaropi.

Após a morte do artista e cineasta, em 1981, o patrimônio construído por ele durante uma bem sucedida carreira não teve continuidade e tudo o que havia nos estúdios – câmeras, equipamentos, figurinos, cenários, fotos, carros equipados para externas – foi leiloado, vendido ou extraviado. Nada restou além das construções.

Depois da aquisição do local, em 1985, e de sua recuperação para uso como hotel, os proprietários, antigos conhecidos de Mazzaropi, deram início ao resgate da história da PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e criaram o Museu Mazzaropi para expor o acervo que, pouco a pouco, foi sendo recuperado por meio de aquisições, doações de fãs e de pessoas que trabalharam com o cineasta.

No acervo há mais de 20.000 itens entre fotos, filmes, documentos, objetos cênicos, móveis e equipamentos que “contam” boa parte da carreira do artista. O museu é aberto à visitação e promove constantemente o atendimento aos alunos de escolas interessados em conhecer mais sobre a história do cinema nacional.

Tipo caipira
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O nome Mazzaropi está ligado à imagem de um homem desengonçado no jeito de andar e de se vestir, com a camisa xadrez sob um paletó que mais parecia ser emprestado de um irmão mais novo (com tamanho menor) e a calça acima das canelas.

Se mudo estava, o semblante já fazia rir. O bigodinho dava um ar sério em meio a uma expressão debochada, com uma pitada de “malandragem inocente”. Quando falava, as palavras eram ditas com um vocabulário típico do “caipira” do interior paulista: tonificação das vogais antecedidas da letra ‘r’. A figura, inspirada no personagem Jeca Tatu, do livro Urupês, de Monteiro Lobato, foi uma das inúmeras criações que projetaram o artista para a fama.

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