quinta-feira, 16 de março de 2017

Monalisa era feliz! É o que mostra o resultado de recente pesquisa

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Um sorriso toca de leve aqueles lábios. Enigmático, misterioso, dúbio. Mona Lisa é irônica e ambígua? Triste e terna ou doce e compassível? Feliz, é o que diz uma recente pesquisa

Sua face é uma multidão de expressões. Ao pintar a Gioconda, Leonardo da Vinci a circundou de músicos e bufões para apagar a melancolia de seu rosto, segundo conta Giorgio Vasari. O poeta e político Edgar Quinet apreciava nela o "sorriso semi-irônico da alma humana", enquanto o historiador Jules Michelet a considerava um "mal hipnótico". Para o ensaísta inglês Walter Pater, trata-se da própria eternidade, "imersa em mares profundos, conservando em torno de si a luz dos seus crepúsculos".

As especulações sobre o estado de espírito de "Monalisa", a famosa pintura do gênio italiano Leonardo da Vinci, tiveram fim: a "Gioconda" não é ambígua ou enigmática como é afirmado há séculos, mas simplesmente feliz. É o que aponta um experimento realizado pela pesquisadora italiana Emanuela Liaci na universidade alemã de Friburgo.

"Ficamos muito surpresos ao descobrir que a 'Monalisa' foi sempre vista como feliz. Isso coloca em discussão a opinião comum entre os historiadores da arte", afirmou o coordenador do grupo de pesquisa, Jurgen Kornmeier.

Para decifrar o sorriso da "Gioconda", os estudiosos mostraram a um grupo de voluntários o quadro de Da Vinci junto a outras oito versões "retocadas", nas quais os ângulos da boca da mulher foram ligeiramente curvados para cima ou para baixo para dar uma expressão mais feliz ou triste.

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A pintura original e mais outras quatro versões com as expressões mais positivas foram percebidas como "felizes" em quase 100% dos casos e o seu reconhecimento aconteceu com maior rapidez e facilidade em relação às expressões mais tristes. "É como se o nosso cérebro conseguisse reconhecer melhor as expressões faciais positivas", comentou Liaci.

Já em um segundo experimento, os pesquisadores mostraram aos voluntários a "Monalisa" junto a outras sete versões, mas todas elas melancólicas. Neste contexto, todas as imagens foram julgadas como "tristes", sendo que o quadro original foi considerado o menos infeliz de todos. "Os dados demonstram que a nossa percepção de quem é triste ou feliz não é absoluta, mas sim adaptada com uma velocidade impressionante", explicou Kornmeier.

Os resultados dos testes feitos pela equipe, que foram publicados na revista "Nature", indicaram, portanto como a percepção das emoções não é absoluta, mas que pode ser influenciada pelo contexto no qual nos encontramos.


Referência: diversão.terra

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