sexta-feira, 31 de março de 2017

Série sobre Nelson Rodrigues terá direção de Fernanda Montenegro


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A grande dama do teatro brasileiro, em parceria com Geraldinho Carneiro, escreveu a produção que será inspirada na vida e obra de Rodrigues, o mais carioca dos pernambucanos

Ultrapassando as seis décadas de carreira e aos 87 anos, Fernanda Montenegro vai estrear como diretora, comandando um quadro no programa dominical Fantástico sobre o escritor Nelson Rodrigues. A produção, cujo titulo provisório é 'Nelson por ele mesmo', ainda não tem data pré-determinada para estréia, mas está prevista para o segundo semestre de 2017.
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Nelson Rodrigues, nascido na capital pernambucana em 1912 e falecido no Rio de Janeiro em 1980, ficou conhecido por escrever peças de teatro como Vestido de noiva e Álbum de família. Nos cinemas, obras usaram textos de Nelson como inspiração. Mais recentemente, Bonitinha, mas ordinária ou Otto Lara Rezende, em 2009, e, em 2006, Vestido de noiva.

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Com o vigor de uma adolescente, Fernanda Montenegro também está escalada para o elenco do filme Piedade, gravado e Pernambuco pelo diretor Cláudio Assis. Além dela, Cauã Reymond, Humberto Carrão e Gabriel Leone compõem o quadro de atores. As filmagens estão sendo realizadas no Recife e em praias do Litoral Sul do estado, como a Reserva do Paiva. 

A trama envolve Dona Carminha (Montenegro), dona de um restaurante à beira-mar. Ela é mãe de Omar (Matheus Nachtergaele) e ambos estão conectados ao personagem de Reymond, Sandro, o dono de um cinema pornô na cidade em que todos estão buscando um amor.

Atraindo cada vez mais brasileiros, Canadá se firma como destino global de imigrantes


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Em um momento em que várias nações endurecem o controle migratório, o Canadá se firma como uma alternativa para brasileiros que buscam emigrar e há sinais de que a procura pelo país poderá se intensificar após a posse a política implantada por Donald Trump nos Estados Unidos
Os EUA não são mais o sonho dourado de grande parte dos brasileiros. Consultores especializados em imigração relatam um aumento no interesse pelo Canadá desde a eleição do americano, enquanto aspirantes a migrantes se dizem atraídos por suas políticas para atrair profissionais estrangeiros e possibilidades de regularização.

Mesmo antes da vitória de Trump, a migração brasileira para o Canadá já estava em alta. Segundo a agência canadense de imigração, refúgio e cidadania (CIC), 92,4 mil brasileiros pediram permissão para residir temporariamente no Canadá entre janeiro e setembro de 2016, e quase 90% das solicitações foram aprovadas.

O número é 10% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior e sobe pelo terceiro ano seguido. Nos últimos seis anos, brasileiros fizeram 549,5 mil pedidos de residência temporária no Canadá. Hoje brasileiros são a quarta nacionalidade que mais solicitam essa permissão, atrás de chineses, indianos e mexicanos.

Os pedidos de residência temporária de todas as nacionalidades somaram 2 milhões entre janeiro e setembro de 2016, alta de 13% em relação ao mesmo período de 2015 e sinal de que o Canadá se consolida como um destino global de imigrantes.

Os dados englobam pedidos de vistos de estudante, permissão de trabalho e de residência temporária, solicitados por muitos como um primeiro passo no processo de mudança definitiva. O processo, porém, pode se arrastar por vários anos e não há garantias de sucesso, o que pode forçar os requerentes a ficar renovando a permissão temporária, permanecer no país ilegalmente ou voltar ao país de origem.
Cautela com os EUA
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Na primeira semana como presidente, o americano ordenou a construção de um muro na fronteira com o México e a suspensão de verbas federais a cidades e Estados que se recusem a cooperar com a deportação de imigrantes. Trump também impôs restrições à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana e proibiu a recepção de refugiados sírios.

As ações contrastam com a postura do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que abriu as portas do país a cerca de 40 mil refugiados sírios desde que assumiu o cargo, no fim de 2015. No mesmo período, os Estados Unidos acolheram por volta de 13 mil sírios.

Após os anúncios de Trump e em clara resposta ao americano, Trudeau escreveu no Twitter que o Canadá daria as boas vindas "aos que fogem da perseguição, terror e guerra", e que os refugiados seriam acolhidos "independentemente de sua fé".
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Ainda assim, o governo canadense costuma exigir que as famílias comprovem ter recursos para custear os estudos e a permanência, o que acaba filtrando os pedidos e favorecendo quem tem mais dinheiro. Segundo a assessora Maria João Guimarães, os gastos de um casal com estudos e despesas do dia a dia giram em torno de 45 mil dólares canadenses ao ano, ou cerca de R$ 107 mil.

Referência: www.bbc.com/portuguese

quinta-feira, 30 de março de 2017

Espetáculo “2x2=5 - O Homem do Subsolo” é atração no Teatro Castro Alves de amanhã, 31, até o dia 02 de abril


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Depois de se apresentar em Belo Horizonte, chega a Salvador o espetáculo 2 x 2 = 5 - O Homem do Subsolo, com o ator Cacá Carvalho, nos dias 31 de março, sexta-feira, às 20h30, 01 de abril, sábado, às 19h e no dia 02 de abril, domingo, às 11h (Domingo no TCA), no Palco Principal do Teatro Castro Alves (Campo Grande)

A montagem é inspirada no romance “Memórias do Subsolo”, publicado em 1864 pelo escritor russo Fiódor Mikhailovich Dostoiévski (1821 - 1881) e celebra os 30 anos de parceria de Cacá Carvalho com o Teatro della Toscana da Itália, o diretor Roberto Bacci, o dramaturgo Stefano Geraci, o cenógrafo e figurinista Márcio Medina e o iluminador Fábio Retti.

“2x2=5 - O Homem do Subsolo” é um mergulho profundo no universo subterrâneo de um homem que abandona o convívio social para enfrentar sua própria consciência. Questiona o auto respeito e a sinceridade humana, numa reflexão sobre as estranhezas de cada um, guiando o espectador em direção a uma descida escura na sua consciência. 

O personagem dá vida ao homem em estágio terminal de miséria moral descrito pelo russo em sua obra, onde este homem adquire tamanha consciência de mundo que ri de si mesmo e da humanidade. Uma autoconfissão, do protagonista-narrador que golpeia com a sua dissecante crueldade as dores de um anti-herói, e representa perfeitamente a crise do homem moderno, numa época de transição e de conflitos.

A peça convoca o público para forçar a pensar a partir da condição do personagem, que sofre do fígado, o personagem apresenta questionamentos de aparência, roupas, cortes de cabelo, e nos faz refletir que nos esquecemos do que realmente precisamos para viver em paz e sermos verdadeiramente felizes. 

Em um mundo bombardeado por informações por todos os lados, não deixa de ser curioso ver um homem que se debate contra a existência humana dentro de um lugar fechado, que ora parece uma prisão, ora, um covil.

Oficina para Atores
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Também está acontecendo desde o dia 28 e vai até 03.03, a oficina “Subsolo criativo do ator”, destinada para atores profissionais, no Teatro Castro Alves. Estão sendo trabalhados os princípios da construção de uma ação física estruturada, base dos trabalhos desenvolvidos entre Cacá Carvalho e seu mestre Roberto Bacci. As aulas estão sendo ministradas pelo próprio ator.

A oficina é uma oportunidade em que atores poderão conhecer mais verticalmente a forma com que o ator Cacá Carvalho exerce o ofício, trazendo alguns exercícios práticos que usarão o romance O Homem do Subsolo. As aulas serão também um momento de reflexão sobre o fazer artístico e a performance do ator em cena.

FIÓDOR DOSTOIÉVSKI
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Fiódor Dostoiévski é considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos. É tido como o fundador do existencialismo. A obra “Memórias do Subsolo” é considerada como a “melhor proposta para o existencialismo já escrita”, segundo Walter Kaufmann [filósofo, poeta e renomado tradutor alemão]. 

Suas obras traçam um painel humano que ainda hoje ecoa pela força clássica que traz em si. Exercem uma grande influência no romance moderno, legando a Dostoiévski um estilo caótico, desordenado e que apresenta uma realidade alucinada.

Referência: TCA

15ª FLIP | De 26 a 30 de julho Paraty RJ será a capital da literatura e reverenciará a obra de Lima Barreto


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A 15ª Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre 26 e 30 de julho de 2017, homenageia o escritor Lima Barreto, nascido no Rio de Janeiro, conhecido pelo livro "Triste Fim de Policarpo Quaresma" e pelas críticas sociais e políticas ao Rio de Janeiro e ao Brasil


A edição resgatará a trajetória de um homem que se estabeleceu como escritor no Rio de Janeiro, capital da Primeira República e da cultura literária do país. Em um meio marcado pela divisão de classes e pela influência das belas letras europeias, era difícil para um autor brasileiro com as suas origens afirmar seu valor. 

Foram necessárias várias gerações para que se consolidasse o nome do criador de uma das obras mais plurais e inovadoras da literatura brasileira, que permite tanto o apreço do leitor quanto reflexões nos campos da literatura, da história e das ciências sociais.

Trajetória

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881. Perde a mãe, Amália Augusta, escrava liberta e professora, quando tinha seis anos, ficando sob os cuidados do pai, o tipógrafo João Henrique, que, poucos anos depois, é diagnosticado como neurastênico, o que o levaria a ficar recolhido pelo resto da vida. A doença do pai o obriga a deixar a Politécnica para sustentar a família como Amanuense do Ministério da Guerra.

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Inicia sua colaboração regular para a imprensa em 1905, no Correio da Manhã. O jornal, extinto em 1974, serviu de inspiração para a criação de Recordações do Escrivão Isaías Caminha, publicado em 1909. Pelas críticas à imprensa no livro, Lima Barreto é retirado do quadro de colaboradores do Correio da Manhã e tem proibida qualquer citação ao seu nome nas páginas do diário, mesmo trinta anos depois de sua morte. Passa a colaborar, sob pseudônimo, para revistas como a Fon-Fon e Revista da Época, fazendo uma crítica social e política do Rio de Janeiro e o Brasil.

Lima Barreto morreu, aos 41 anos, em 1º de novembro de 1922, Dia de Todos os Santos e, dois dias depois, faleceu também o seu pai. Clara dos Anjos, livro que foi escrito e reescrito durante quase toda a vida de Lima, é publicado em livro no mesmo ano de sua morte.

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A obra de Lima Barreto passa por um resgate e uma refundação a partir da biografia publicada por Francisco de Assis Barbosa, A vida de Lima Barreto, e da recuperação de seus escritos, feita a partir do acervo pessoal catalogado pelo próprio autor.

O autor torna-se objeto de estudo de intelectuais de referência em diversas áreas da inteligência brasileira, como Antonio Candido, Nicolau Sevcenko, Osman Lins, Alfredo Bosi, Antonio Arnoni Prado, Beatriz Resende e Lilia Schwarcz.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Séries de TV: HBO divulga cenas inéditas de suas séries para 2017, incluindo GOT!


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A HBO divulgou hoje o seu tradicional vídeo promocional de fim de ano, revelando cenas inéditas de suas séries em 2017

As atrações incluem Game of Thrones, The Leftovers, Veep, Girls, Silicon Valley, Big Little Lies, etc.

Para os que se ligam nas séries de TV, há também o anúncio da volta de Curb Your Enthusiasm, da série The Young Pope com Jude Law.

The Leftovers

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Quando 2% da população desaparecem abruptamente e sem nenhuma explicação, o mundo todo luta para entender e aceitar o que aconteceu. Terá sido o arrebatamento bíblico, levando os verdadeiros cristãos para junto de Deus no fim dos tempos? Ou um evento sobrenatural simplesmente inexplicável? Três anos depois desse evento traumático, acompanhamos a vida de quem foi deixado para trás, ou seja os “leftovers”.

Baseado no livro best-seller de Tom Perrotta, The Leftovers segue Kevin Garvey (Justin Theroux), um homem com dois filhos e chefe de polícia de uma pequena cidade nos arredores de Nova York. Ele tenta manter uma aparência de normalidade em sua vida, apesar desse termo não se aplicar a mais nada.

A série tem como principal produtor o cocriador de Lost, Damon Lindelof, enquanto o autor da história original, Perrotta, e os produtores de Friday Night Lights, Peter Berg e Sarah Aubrey, também trabalham como produtores-executivos da atração.

Circuito de teatro do Sesc completa 20 anos com apresentações em 144 cidades


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Para comemorar 20 anos de atividades, o Palco Giratório, circuito de artes cênicas do Departamento Nacional do Serviço Social do Comércio (Sesc), inicia hoje (29) visita a 144 cidades em 26 estados e ao Distrito Federal 

“O circuito, na verdade, é uma itinerância não só de grupos de dramaturgia, mas movimenta a cena contemporânea brasileira”, destacou na última terça-feira (28), em entrevista à Agência Brasil, a gerente de Cultura do Sesc Nacional, Márcia Rodrigues.

Ela informou que o projeto promove encontros entre diferentes grupos artísticos, estudantes, pesquisadores de teatro, dança, teatro de rua, teatro infantil, performances, intervenções “É um verdadeiro encontro e troca sobre o que acontece na cena cultural, na dramaturgia brasileira”, afirmou Márcia.

O Palco Giratório será aberto na cidade de Campina Grande (PB), com exibição inédita de uma releitura da obra A Tempestade, de Shakespeare, pelo diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro Augusto Boal, intitulada Caliban – A Tempestade de Augusto Boal, pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Esse grupo gaúcho é o homenageado deste ano do circuito.

Provocação
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Serão ao todo, até o início de dezembro, 685 apresentações, com a participação de 20 companhias. “São trabalhos instigantes e provocativos, uma característica do projeto”. Além de serem exibidos ao público, os trabalhos são discutidos com as comunidades. A gerente explicou que não se trata de espetáculos comerciais. São grupos experimentais e de pesquisa que vão para o palco ou para a rua “para provocar, nos desafiar em relação ao que está acontecendo no mundo contemporâneo sobre as questões humanas”.

A programação do Palco Giratório é selecionada por curadores do Sesc em todo o Brasil, que se encontram uma vez por ano e durante dez dias escolhem os grupos que vão se apresentar no ano seguinte. A seleção atende a critérios como qualidade do espetáculo, pertinência dele no cenário atual, representações do Brasil e diversidade de linguagens de dramaturgia. “Tudo isso compõe a bagagem do projeto naquele ano”, comentou Márcia.

Além dos espetáculos, são feitas oficinas do Teatro do Oprimido, criado por Augusto Boal, e exposição com a história da peça Arena Conta Zumbi, musical escrito por Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal em 1965, que relata o trabalho de resistência de Boal no Teatro de Arena, durante o período do regime militar no país. Estão previstas 1.188 horas de oficinas. Em março de 2018, começa um novo roteiro do Palco Giratório, com mais 20 grupos que vão circular pelo Brasil. “Isso já acontece há 20 anos”.

Considerado um dos maiores projetos no segmento de artes cênicas nacional, o Palco Giratório registrou nesses 19 anos de existência um total de 9.526 apresentações, envolvendo grupos de teatro de rua, circo, dança, entre outras linguagens artísticas, em instalações do Sesc e outros espaços.

Fonte: EBC

terça-feira, 28 de março de 2017

Farol da Barra | Ponto de festas, manifestações e shows em Salvador BA, é alvo do primeiro tombamento municipal


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Um dos mais emblemáticos pontos turísticos da Bahia, o Cristo da Barra será tombado nesta terça-feira (28) como parte das comemorações dos 468 anos da cidade, que será celebrado amanhã, quarta-feira (29)


É o primeiro tombamento pela Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município. Segundo informações, o monumento passará por uma requalificação, que incluirá pedestal de vidro e iluminação cênica, de forma que a escultura pareça estar flutuando. A área do entorno será revitalizada para permitir a realização de missas campais.

O Cristo será o primeiro a ser tombado pela Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município. A área da requalificação do espaço abrangerá 500 m², com renovação do piso e da alvenaria e restauro da estátua. A vegetação em torno do pedestal será mantida e o acesso feito com placas de concreto, será substituído por granito. O monumento data de 1920, sendo, portanto, 11 anos mais antigo que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro.

História

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Em 1501, durante a primeira expedição exploradora à América Lusitana, os portugueses aportaram na Barra, negociaram com os índios e instalaram seu padrão de posse no local. Era dia de Todos os Santos e batizaram, com esse nome, a grande baía.

Esse local, que marca a entrada da Baía de Todos os Santos, ficou conhecido como a Ponta do Padrão e, depois, Ponta de Santo Antônio. Nele, foi construído o Forte de Santo Antônio da Barra (século 16) e, em seu interior, um farol (século 17).

O farol foi instalado em 1698. Era uma torre quadrangular com uma lanterna de bronze envidraçada, no topo, alimentada por óleo de baleia. Foi o primeiro farol da América.Em 1839, foi inaugurado um novo farol, que substituiu o anterior instalado em 1698. Esse novo farol foi fabricado na Inglaterra e tinha alcance de 18 milhas.

Outro farol foi instalado em 1890 e, em 1937, foi eletrificado. Após a Independência foi colocado o Brasão do Império acima da entrada principal do Forte. Em 1938, o foi tombado pelo Iphan.

O conjunto do Forte e seu Farol transformou-se em um dos mais conhecidos cartões postais do Brasil. É administrado pela Marinha, abriga também o Museu Náutico da Bahia, um bar e biblioteca.

Exposição em Fortaleza reúne raridades do Arquivo Nirez


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A antiga alfândega de Fortaleza, hoje sede da Caixa Cultural, abriga até o dia 16 e abril uma exposição que mostra muitas histórias, inclusive a do próprio prédio

São fotos antigas de Fortaleza, discos de cera, rádios a válvula, microfones, revistas em quadrinhos da década de 50, caixas de fósforos, embalagens e outros itens.

A exposição tem cerca de 300 peças, de um total de 141 mil, do Arquivo Nirez, criado e mantido pelo jornalista, historiador e memorialista Miguel Ângelo de Azevedo.

“Você tem o mesmo nome da Chiquinha Gonzaga”, observou Nirez ao autografar os catálogos da exposição para a repórter da Agência Brasil. O nome completo da compositora e maestrina brasileira, que viveu entre os anos 1847 e 1935, é Francisca Edwiges Neves Gonzaga.

Ao mostrar o início do arquivo, Nerez lembrou que, aos 20 anos, ao ganhar de presente de aniversário um toca-discos (naquela época, em 1954, era chamado de picape), começou a comprar discos de cera “para deleite”.

Cada novo disco o levava a buscar outro e outro, especialmente reedições da década de 30. Em certo momento, essas reedições acabaram e, ansioso por continuar a coleção, Nirez resolveu seguir a dica de um dos lojistas de discos: procurar com as famílias de Fortaleza.

“A dificuldade era grande porque ninguém queria se desfazer dos discos”, conta. Mas, em 1957, começou a ser vendido no Ceará o LP, que reunia mais faixas de música que os discos de 78 rotações (rpm), que só tinham uma faixa de cada lado.

“Eu botava cinco LPs debaixo do braço e ia às casas das pessoas para trocá-los por discos de cera. Elas gostavam da novidade e acabavam trocando, mas como não tinham o aparelho para reproduzi-los, até os toca-discos a gente negociava em troca dos discos de 78 rotações.”

Foi assim que Nirez reuniu 22 mil discos de cera, a maior discoteca particular do Brasil. As músicas de seu acervo são mostradas aos domingos no programa Arquivo de Cera, na Rádio Universitária FM, ligada à Universidade Federal do Ceará (UFC).

Família

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A trajetória de Nirez se confunde com a história que ele busca preservar. O historiador é filho do poeta e pintor Otacílio de Azevedo e irmão do astrônomo Rubens de Azevedo, que hoje dá nome ao planetário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Quando criança, conviveu com o arquiteto húngaro Emílio Hinko, que projetou diversos prédios em Fortaleza. Alguns ainda resistem, como o Náutico Atlético Cearense, na Avenida Beira Mar.

Nirez atribui a Hinko o apelido pelo qual é conhecido. “Eu era vermelhinho e loiro, e ele me apelidou de inglês. Todo mundo passou a me chamar ‘inglês’, ‘inlês’, ‘niês’ e terminou em nirez. Como, eu não sei”, disse.

Fotografia
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A coleção de fotos do Arquivo Nirez soma hoje cerca de 30 mil. Na sala de exposições da Caixa Cultural, algumas foram reproduzidas em grandes formatos.

O engenheiro civil aposentado Benedito Madeira Sobrinho, de 71 anos, se encantou com uma foto de 1912 que mostra a jovem Odele de Paula Pessoa segurando o estandarte da Liga Feminista Pro-Ceará Livre, considerada a primeira manifestação em defesa das mulheres no estado.

“Essa foto é de 1912. As mulheres só passaram a votar em 1932 e Fortaleza já tinha uma liga feminista. Isso mostra um pouco do pioneirismo cearense.” A liga era a favor da candidatura de Franco Rabelo à presidência do Ceará e contrária à oligarquia acciolina (liderada pelo político Antônio Pinto Nogueira Acioly, que governou o estado de 1896 a 1912).

As fotos antigas da cidade são outro destaque da mostra. Entre 1975 e 1991, Nirez manteve no jornal O Povo a coluna Fortaleza Ontem e Hoje, em que trazia uma foto antiga de um ponto da cidade e outra atual do mesmo ponto, mostrando o que mudou.

A coluna deu origem a um livro com o mesmo nome, editado em 1991 e sem segunda edição até hoje. “É difícil uma atualização desse livro. Tiramos uma foto atual de um lugar em Fortaleza e, três dias depois, já mudou tudo. As mudanças hoje em dia são mais aceleradas e mais radicais”, afirmou.

O bailarino e coreógrafo Fauller conta que hoje ensaia no terceiro e último piso da edificação. “Por essas janelas, posso ver uma cidade possível e, sobretudo, humana”, afirmou.

O acervo de Nirez continua em expansão. Durante o dia, ele faz pesquisas emFortaleza, recebe doações e, à noite, recepciona as pessoas que desejam consultar o arquivo. Além disso, trabalha na organização do acervo do Instituto Moreira Salles, em São Paulo.

Fonte: EBC

segunda-feira, 27 de março de 2017

“Corteo” | Espetáculo do Cirque du Soleil chega a Brasília em agosto


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Criado em 2005, o show já foi visto por mais de seis milhões de espectadores de 40 cidades em oito países e bateu o recorde de público em Montreal onde teve a presença mais de 200 mil pessoas



Um palhaço imagina o seu próprio funeral! Diferentemente do resto dos outros mortais, em sua fantasia, o cortejo de fúnebre não teria nada… Seria uma procissão alegre, uma parada festiva observada por amáveis anjos. E assim, em um espaço misterioso entre Céu e Terra, se passa Corteo, o novo espetáculo do Cirque Du Soleil.

Com a proposta de trazer o mundo teatral de comédia, diversão e espontaneidade ao público, a atração evidencia diversos paradoxos presentes no ser humano em seus números, como, por exemplo, a força e a fragilidade do palhaço, além de sua sabedoria e ternura. Outros contrastes menos sutis também aparecem no show, como a magia da perfeição e o charme da imperfeição, o ridículo e o trágico, o grande e o pequeno e muitos outros. 

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Entre os números que compõem o espetáculo estão Corda Bamba, Malabarismo, Duelo de Adágio, Tournik, Cama Elástica, entre outros. Até Teatro Íntimo, que se trata do empilhamento de oito artistas, uns sobre os outros, para dar origem a uma miniatura de teatro onde será encenado “Romeu & Julieta”, é possível conferir em Corteo.

Já o lirismo da atração foi cuidadosamente criado, sobretudo na cenografia e decoração que trazem influências do barroco ao moderno. O designer do palco, Jean Rabasse inovou mesmo! Pela primeira vez na história da companhia canadense, o Grand Chapiteau e seu palco giratório foram divididos em duas partes. 

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O motivo? Os dois lados do público ficam voltados de frente um para o outro. Assim as pessoas não só assistem ao espetáculo, mas também podem conhecer o ponto de vista que os artistas do Cirque Du Soleil têm ao se apresentar. Como se não bastasse a experiência proposta pelo show em si, ainda rola uma empatia plateia-artista. Sensacional essa ideia, não?

Para quem pretende ver o espetáculo, ele estreará em 2 de agosto na Capital Federal, no Ginásio Nilson Nelson (próximo ao Estádio Mané Garrincha), às 21 horas. Também estão confirmadas temporadas em São Paulo e no Rio, em datas a serem anunciadas.

Coleção de 15 mil gravações dos Rolling Stones é doada a Universidade de Freiburg na Alemanha


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Uma coleção com 15 mil gravações dos Rolling Stones, além de dezenas de milhares de objetos, livros, artigos de imprensa e cartas relacionadas ao grupo britânico foi doada a Universidade de Freiburg

A doação foi realizada pela família do advogado Reinhold Karpp (1946-2012), que colecionou itens da banda durante cinco décadas, informou nesta segunda-feira o Centro de Cultura Popular e Música (ZPKM), adjunto à Universidade de Freiburg.

Os documentos serão arquivados e classificados em Freiburg, e nos próximos anos o público poderá ter acesso ao material. Karpp guardava sua coleção em sua casa, perto de Bonn (oeste da Alemanha), e após sua morte os objetos foram herdados por sua família.

Freiburg será a primeira universidade do mundo com um arquivo dos Rolling Stones, segundo o ZPKM, que foi fundado em 2014 a partir do arquivo da canção popular tradicional alemã (Deutsche Volkslieder Archiv), que teve sua origem um século antes.

A ideia visa renovar a tradição desse arquivo e dar a ele um critério mais amplo, que leva em conta também a cultura popular internacional.

Fonte: Terra


domingo, 26 de março de 2017

Giethoorn: o encantador vilarejo holandês onde não existem ruas

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Giethoorn é um vilarejo na Holanda que parece ter saído de um conto de fadas. A cidade não tem ruas, apenas vias para bicicletas, e o principal meio de locomoção são pequenas embarcações que circulam pelos canais que serpenteiam pela vila

Como se sabe, em Amsterdã existe muitos, muitos canais — que somam mais de 100 quilômetros —, o que rendeu à cidade o apelido de “Veneza do Norte”. No entanto, essa característica não é uma exclusividade da capital holandesa, pois no país existe um vilarejo chamado Giethoorn no qual não existem ruas e o acesso só ocorre através de barco.Imagem relacionada
O local é simplesmente encantador, e a população — composta por 2.600 habitantes — vive em pequeninas ilhas particulares e circula pelo vilarejo através de pequenas embarcações. Os deslocamentos também podem ser feitos a pé, e as travessias ocorrem por meio das 180 pontes de madeira que fazem a conexão ao longo dos cerca de 6,5 quilômetros de canais.
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Giethoorn foi fundado no século 13 por um grupo de fugitivos vindos da região do Mediterrâneo, que se estabeleceram ali e começaram a explorar a terra. No entanto, o vilarejo só foi se tornar conhecido em 1958, quando um famoso cineasta holandês usou o local como locação de um filme. Desde então, Giethoorn se transformou em um popular destino turístico.Imagem relacionada
Além de várias exposições e museus, aos finais de semana uma embarcação em forma de plataforma leva a banda do vilarejo pelos canais enquanto os integrantes tocam para os habitantes e visitantes. Aliás, para os que decidem conhecer Giethoorn, é possível contratar guias especializados ou alugar embarcações a motor, remo e até mesmo as do tipo gôndola, que se movem com a ajuda de varas que são usadas para empurrar o barco pelo leito do canal.
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Muitas das residências que existem hoje em Giethoorn são antigas casas rurais do século 18. As adoráveis propriedades exibem jardins bem cuidados e repletos de flores, e muitas contam com telhados feitos de palha. Mas não pense que o local é apenas visitado durante os meses mais cálidos do ano! Durante o inverno, Giethoorn se torna um popular destino para os que adoram patinar no gelo, que se divertem sobre as águas congeladas dos canais.

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Os habitantes locais não ficaram muito felizes com a invasão de turistas, alegando que o movimento tirou um pouco do sossego de todos. Já imaginou a tranquilidade de Giethoorn, por onde a circulação de veículos foi proibida e a população é superpequena! Isso sem contar que eles também reclamam (e com razão) de que não é nada agradável ter desconhecidos olhando constantemente para dentro de suas casas.


Fonte: megacurioso

Matarandiba: um pequeno paraíso pouco explorado dentro da Ilha de Itaparica

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Localizada próximo no município de Itaparica, mais especificamente na região da Praia de Catu, um passeio até a Ilha de Matarandiba revela o lado bucólico da Ilha de Itaparica, um dos cartões postais da Bahia

Quando se fala na Ilha Itaparica, pensa-se logo em Itaparica, Vera Cruz e as suas praias mais conhecidas como Ponta de Areia, Ponta da Ilha, Aratuba, Cacha Pregos, dentre outras, mas esse cartão postal da Bahia ainda guarda agradáveis surpresas para quem quiser sair da badalação e buscar algo mais bucólico.

Um desses pontos interessantes é a Ilha de Matarandiba que conta com uma esplêndida paisagem, abrigando pontos turísticos como as Dunas de Barra Falsa, o Rio do Sobrado e a Fonte do Tororó. Nesta ilha também está a Praia de Matarandiba, uma praia de pequenas dimensões, onde um córrego de água doce deságua em meio à vegetação.
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Matarandiba pertence ao município de Vera Cruz – BA e a sua vila tem aproximadamente 900 habitantes vivendo nessa pequena localidade que possui grande área de Mata Atlântica preservada, quedas d'água, fontes e lagoas, além do manguezal, riquíssimo ecossistema marinho, e das suas pequenas e belas praias.

A Ilha abriga diversos destinos dentro da Baía de Todos os Santos, entre os quais podemos destacar a Fazenda Pontal, acessível pelo mar, e através de trilhas, a Ilha do Cal, que abriga um Castelo do Século XVIII e onde só é possível chegar através do mar, a Barragem de Matarandiba, um lugar lindíssimo com águas escuras, cercado por densa floresta, a Fonte de Tororó, atração principal de Matarandiba.

Carta náutica

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A fonte de Tororo é um ponto de referência para navegadores em qualquer carta náutica do mundo. De fácil acesso pelo mar apresenta ótimo local para fundeio frente a uma pequena praia onde cai um córrego de d´água doce formando uma verdadeira fonte em meio a uma vegetação densa, semeada dentro de um vasto manguezal.

A Fonte de Tororo fica próxima à ponte do Funil, que liga a Ilha de Itaparica à Ilha de São Gonçalo (esta, já com aterro até ao continente) pela BA-026. Aos navegantes recomenda-se atenção redobrada ao transpor a Ponte do Funil com barcos cujas altura total supere 18 metros, pois este é limite máximo para realizar esta passagem com segurança.

sábado, 25 de março de 2017

Tumba de Jesus foi reformada após acordo entre três grandes congregações religiosas: grega ortodoxa, armênia e católica romana


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Foram finalizados os trabalhos de reforma do Santo Sepulcro que foram continuamente acompanhados e documentados por um staff de cerca de trinta professores da National Technical University, de Atenas, e por especialistas do lado católico e armênio

Mesmo com séculos de disputa quanto à sua tutela, a Basílica do Santo Sepulcro, local que, segundo a fé cristã, foi enterrado o corpo de Jesus Cristo, na Cidade Antiga de Jerusalém, foi aberta no último dia 22 de março após a conclusão de reformas no túmulo de Jesus.

Apesar de a Basílica já ser um ponto antigo e tradicional de visitas por quem pisa em Jerusalém, nos últimos 10 meses ela passou por reformas para que o local do sepultamento, pela primeira vez, ficasse bem exposto ao público. A igreja é o ponto final da Via Dolorosa, um percurso que turistas fazem a pé pela cidade velha, revivendo os últimos passos de Jesus antes de ser crucificado.


Edícula de 1810Resultado de imagem para edícula igreja do santo sepulcro em jerusalém

Restauradores e cientistas trabalharam sobre uma pequena estrutura conhecida como Edícula, erguida em 1810 e modificada pelos britânicos em 1930 para proteger o local contra o desmoronamento após um terremoto, ocorrido em 1927. A missão deles era limpar e restaurar o monumento que é considerado a tumba de Jesus pelos cristãos.

A Edícula fica em uma parte central da Basílica, e por ser muito pequena, é permitido entrar no máximo três pessoas por vez, tornando o entorno aglomerado por filas de pessoas ansiosas para tocar na pedra que simboliza o local onde Jesus teria sido sepultado depois de morrer da cruz (e antes de ressuscitar).
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Durante a reforma, partes danificadas foram substituídas, paredes e estruturas foram reforçadas, o mármore foi tratado e afrescos seculares apareceram novamente revelando inscrições originais que estavam ocultas e tons de rosa e bege. Outras partes da Basílica também receberam cuidados. É o caso do alto da cúpula que agora tem uma cruz greco-ortodoxa que, segundo os historiadores, estava no projeto original da Edícula.

Essa restauração só foi possível graças a um acordo entre três grandes congregações religiosas e seu apoio financeiro: grega ortodoxa, armênia e católica romana, que compartilham a tutela da igreja mas têm um histórico de conflitos.

Desde o dia 22 de março, a Basílica foi reaberta e o principal apelo de todos que se mobilizaram para isso é que a comunidade e os fiéis visitantes ajudem a manter o local conservado.

Uma das preocupações é evitar com que fiéis grudem velas nas paredes externas da Edícula – a cera da vela, ao longo dos séculos, causou danos ao mármore e à madeira da pequena construção.

Capital baiana comemora aniversário com a Exposição "Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo"


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Na próxima quarta-feira, 29, a cidade de Salvador completa mais um aniversário de fundação e, como parte das comemorações, o público poderá conferir a mostra 'Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo'

Para quem não está muito a fim dos nove dias de festa promovidos pelo poder público municipal, com atrações de gosto duvidoso, a pedida cultural é a exposição 'Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo', que se propõe a mostrar a cidade de São Salvador, primeira capital do Brasil, através de fotos e postais do acervo do Museu Tempostal (Pelourinho).

Com imagens do final do século XIX e meados do século XX, estará aberta ao público de 27 de março a 7 de abril em quatro estações do metrô de Salvador: de 27 a 29/3 na Estação Lapa; de 30 a ¼ na Estação Acesso Norte; de 2 a 4/4 na Estação Pirajá; e de 5 a 7/4 na Estação Rodoviária.

Parceria IPAC / DIMUS

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O evento é fruto de uma parceria iniciada em 2016 entre o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), a Diretoria de Museus (DIMUS) e a concessionária responsável pela construção e operação do Metrô, a CCR Metrô Bahia, que prevê a realização de uma série de atividades educativas e culturais nas estações do sistema metroviário durante o ano de 2017.

O objetivo da mostra é levar o público a fazer uma caminhada no tempo, visualizando panoramas do urbanismo e a arquitetura no passado, para uma compreensão das paisagens urbanas no presente. A exposição retrata as transformações que a cidade viveu, através das mudanças políticas e econômicas desde a Colônia aos períodos contemporâneos.

É possível visualizar transformações e a expansão de “Norte a Sul”; do Centro Antigo - o bairro do Comércio, Pelourinho - à Barra, e bairros do entorno, Nazaré e o Antigo Dique. "Um crescimento que se refletiu na evolução dos meios de comunicação e na vida cotidiana da cidade. 

Todos esses aspectos estão registrados nessas imagens o acervo que integram a mostra, para contemplação e homenagem à nossa cidade", acrescenta Luzia Ventura, coordenadora do Museu Tempostal.
A Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) é uma unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

SERVIÇO:

Exposição "Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo"
Período: de 27 de março a 7 de abril
Estações: de 27 a 29/3 Estação Lapa;
de 30 a 1/4 Estação Acesso Norte;
de 2 a 4/4 Estação Pirajá; e
de 5 a 7/4 Estação Rodoviária

Referência: cultura.ba.gov.br

Sobreviventes de Hiroshima relatam drama da bomba atômica em peça teatral em SP


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Três pessoas que sobreviveram ao bombardeio atômico na cidade de Hiroshima (Japão), em 1945, sobem ao palco hoje (25), em São Paulo, no espetáculo teatral Os Três Sobreviventes de Hiroshima 

Na peça, elas relatam suas experiências no momento do bombardeiro, além da 2ª Guerra Mundial, da imigração para o Brasil e dos dias atuais. A apresentação em São Paulo será no Centro Universitário FEI (Rua Tamandaré, 688, Liberdade), às 16h, com entrada gratuita.

O roteiro se desenvolveu a partir da coleta e organização dos relatos dos sobreviventes trabalhando com o conceito de biodrama, uma investigação cênica da biografia. Takashi Morita, Junko Watanabe e Kunihiko Bonkohara estavam em Hiroshima na manhã de 6 de agosto de 1945, quando uma bomba atômica lançada por um avião dos Estados Unidos devastou a cidade matando mais de 140 mil pessoas já no fim da 2ª Guerra Mundial.

A peça é resultado de um ano de pesquisa. “Descobri que havia mais de 100 sobreviventes em São Paulo, tanto de Hiroshima quanto Nagasaki [também no Japão]. A partir desse momento, eu já achava que era uma memória que não deveria se perder e, pelo fato também de serem discriminados pela própria colônia japonesa no Brasil, me aguçou ainda mais o interesse em trabalhar nessa peça”, disse Rogério Nagai, idealizador do projeto, ator e diretor do espetáculo.

A peça faz parte do projeto Sobreviventes pela Paz, que pretende colocar sobreviventes de grandes tragédias e genocídios em cena como forma de manter a memória desses acontecimentos para que essas histórias não se repitam, com objetivo de propagar e manter a paz.
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Para Nagai, a narrativa da peça é um fato que desperta interesse em qualquer pessoa. “O público tem reagido de diversas formas, porque o espetáculo não é só tragédia, mostra também a trama humana e os momentos de superação dos sobreviventes”, acrescentou.

Um dos sobreviventes em cena, Kunihiko Bonkohara, de 76 anos, veio para o Brasil sem saber os costumes locais nem conhecer a língua portuguesa, mas foi bem acolhido. Ele defende a importância de resgatar as histórias para tentar salvar o planeta.

“É preciso transmitir principalmente aos jovens o perigo da bomba atômica e das usinas nucleares. Os jovens não conhecem o efeito da radiação. E preciso acabar com a bomba atômica e usinas nucleares porque a radiação já está acumulada no mundo inteiro e está modificando o DNA de todos os seres que vivem no mundo.”

Para Bonkohara, o brasileiro tem um conhecimento mediano sobre a bomba atômica. “O público fica assustado e muito sentido ao saber que ainda existem pessoas sofrendo devido aos efeitos da radiação. As pessoas que assistem à apresentação dizem que pela primeira vez sentiram o que a radiação pode causar na humanidade.”

Sobreviventes

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Em maio de 1945, sobreviveu a um bombardeio incendiário em Tóquio, que matou mais de 100 mil pessoas. Por isso, voltou a Hiroshima para ficar com a família uma semana antes de cair a bomba atômica. Tinha 21 anos na época. Na hora do ataque, estava marchando com um pelotão de 13 soldados a 1,2 quilômetro (km) do epicentro da explosão. Viu um clarão, foi golpeado pelas costas e arremessado no chão a cerca de dez metros. Sofreu queimaduras e com a radiação e desenvolveu leucemia por ter recebido a chuva radioativa.

Junko Watanabe, 73 anos
Tinha 2 anos quando uma chuva radioativa a atingiu enquanto brincava com seu irmão a 18 km da explosão. Ela não se lembra do que aconteceu, e sua família escondeu o fato. Ela só descobriu que era uma sobrevivente de Hiroshima aos 38 anos. Aos 24, veio para o Brasil após se casar com um japonês que vivia aqui. Faz palestras desde 2005 contando sua história.

Kunihiko Bonkohara, 76 anos
Mudou-se para Hiroshima quatro meses antes do ataque. Tinha 5 anos e estava com o pai em seu escritório no momento do bombardeio, a 2 km do epicentro. Os dois ficaram feridos com estilhaços de vidro. O telhado do escritório foi arrancado pelo vento e calor e foram atingidos pela chuva radioativa. Sua mãe e sua irmã mais velha, que estavam no centro da cidade, morreram carbonizados e seus corpos nunca foram encontrados.

Fonte: (EBC - Juliana Andrade)

sexta-feira, 24 de março de 2017

A poucos dias de chegar ao Brasil, Elton John comemora os 70 anos com um filme sobre sua vida


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‘Aqui’, filme que faz um apanhado da vida de uma dos maiores ídolos da música pop, será lançado no sábado, em Los Angeles, em um evento de caridade organizado pela Rob Lowe 

Elton John completa 70 anos no sábado, 25, e vai comemorar com tudo. O músico anunciou o lançamento de um filme que corre ao longo de sua vida, ‘Aqui’, que estreia em Los Angeles, em um evento organizado por Rob Lowe, onde está confirmada a presença de várias estrelas como Lady Gaga.

O músico vai também celebrar os 50 anos (outro número redondo!) e também de parceria com Bernie Taupin, seu amigo e principal letrista de seus maiores sucessos. O evento irá beneficiar a Elton John Aids Foundation, a ONG que administra o cantor para ajudar pessoas com AIDS.

Após as festividades, os britânicos irão enfrentar sua turnê latino-americana, que vai trazer para a Argentina em 8 de Abril de Hipódromo Palermo, também passando por Chile e Brasil.

Brasil

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Ao lado de James Taylor, Elton John volta ao Brasil para quatro apresentações nos dias 31 de março em Curitiba (Pedreira Paulo Leminski); 01 de abril no Rio de Janeiro (Praça da Apoteose); 04 de abril em Porto Alegre (Anfiteatro Beira-Rio); e dia 06 de abril em São Paulo (Allianz Parque), o majestoso estádio da Sociedade Esportiva Palmeiras.

A turnê de Sir Elton John leva o nome do seu mais recente álbum – 'Wonderful Crazy Night, e conta não somente com algumas músicas do novo álbum, como também com os maiores hits de mais de 50 anos de carreira. O ídolo pop estará comemorando também os 70 anos de vida.

Exposição ‘Taking Punk to the Masses’ com raridades do Nirvana chega ao Brasil


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Durante os últimos seis anos, o Museum Of Pop Culture de Seattle abrigou uma exposição do Nirvana chamada Taking Punk to the Masses e ela chega ao Brasil ainda no primeiro semestre


Os fãs do Nirvana vão ter a oportunidade de ver de perto alguns dos itens que compõem a história do grupo. A exposição Nirvana: Taking Punk to the Masses vai sair em turnê mundial e tem o Brasil como destino divulgado pela organização do Museum of Pop Culture

Nessa exposição, são encontrados vários itens raros e variados da carreira do icônico grupo. As peças foram colocadas à mostra para a visitação do público, e nós, brasileiros, teremos uma chance de pela primeira vez ver tudo isso bem de perto.

Sem muitos detalhes, o museu publicou uma mensagem em sua página oficial do Facebook dizendo que, pela primeira vez, a exposição irá deixar Seattle e será levada para um outro país: o Brasil. Ainda não há confirmação de data, mas a exposição deve aportar aqui ainda no primeiro semestre do ano em curso.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Bob Dylan usa redes sociais para falar sobre o álbum “Triplicate"


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Nesta quarta-feira (23) o cantor Bob Dylan divulgou em seu site oficial uma longa entrevista para divulgar seu próximo álbum, “Triplicate”, e falar um pouco sobre o atual cenário musical

Sobre a coletânea de três discos, o músico disse que “após os dois primeiros, percebeu que havia mais naquilo do que pensava, e que aqueles discos juntos eram apenas uma parte da imagem, então foram adiante e fizeram mais um”.

Ao ser questionado sobre a reação de seus fãs ao novo trabalho, que trará versões feitas por Dylan de clássicos da música americana, não aparenta preocupação: “Essas músicas são feitas para o homem que está na rua, o homem comum, a pessoa do cotidiano. Talvez essa seja um fã de Bob Dylan, talvez não, eu não sei”.

Quando questionado sobre o significado das músicas para ele e de que forma isso mudou após a gravação do disco, Bob afirma que “elas significam muito mais, e que são algumas das músicas mais tristes para se colocar em um álbum, então ele queria fazer justiça a elas”.
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Dylan ainda falou sobre seus gostos na música, como escolher Jimmy Van Eaton e Charlie Watts entre seus bateristas favoritos, e ainda fala um pouco sobre o que anda ouvindo nos últimos dias: “”Après”, do Iggy Pop, é um bom disco. Imelda May, eu gosto dela. Valerie June, The Stereophonics. Eu gosto do Willie Nelson e do álbum da Norah Jones com Wynton Marsalis, o disco em homenagem ao Ray Charles. Eu gosto do último álbum da Amy Winehouse”.

“Triplicate” será lançado em três discos juntos com regravações de clássicos americanos e estará disponível no dia 31 de março, trazendo músicas como “Me and My Love” e “I Could Have Told You”, divulgadas anteriormente.

Fonte: nacaodamusica.com

Nordeste | A maior estiagem dos últimos 100 anos nos faz lembrar a Indústria da Seca, mas também belíssimas músicas sobre o tema


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Há mais de um século as constantes estiagens que assolam o Nordeste brasileiro e deixam em constante flagelo o seu povo, são temas de livros, poemas e, principalmente, músicas

Não é à toa que esse é um dos assuntos mais cobrados nas provas que envolvem o Sertão Nordestino, notadamente as provas do ENEM, tem bastante foco nos eixos temáticos cultural e social e, por essa razão, as questões envolvendo as mazelas dessa região do país são muito relevantes.

Luiz Gonzaga

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O Nordestino do Século XX, Luiz “Lua” Gonzaga foi um dos percussores em cantar em prosa e verso as agruras dos seus conterrâneos e fez isso até os últimos dias da sua vida.

Ainda no início da sua carreira, ele compôs ao lado do seu parceiro Humberto Teixeira a célebre “Asa Branca”, sua música mais conhecida, que já esteve presente algumas vezes em provas de vestibular. A música fala sobre a seca no sertão nordestino, sobre as consequências para aquela população e sobre a migração de pessoas do Nordeste, tendo sempre como destino o ‘eldorado’ São Paulo.`

Gonzagão voltou a abordar o tema quando o compositor Zé Dantas presenteou-lhe com “Vozes da Seca”, música que está inscrita nos anais do Congresso Nacional, por abordar com felicidade ímpar, as ‘esmolas’ que vinham do sul para amenizar o sofrimento de quem a tinha a seca como dura realidade.

Gordurinha
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Outro compositor a pintar um quadro mais que realista dos que sofrem com as estiagens no Nordeste foi Gordurinha e a sua impagável "Súplica Cearense". Na sua letra ímpar, ele

“pede com o peito cheinho de mágoa / Pro sol inclemente se arretirar” e, logo em seguida, se penitencia com o Criador:

“Oh! Deus, será que o senhor se zangou

E só por isso o sol arretirou 

Fazendo cair toda a chuva que há”

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O sertão Nordestino sempre foi e ainda é palco de conflitos políticos envolvendo a escassez de recursos hídricos, a chamada “Indústria da Seca”, onde os caciques locais e nacionais mantêm essa ‘indústria’ onde eles perpetuam os seus currais eleitorais. 

Com baixa instrução e sem o devido discernimento grande parte da população ainda troca o voto pelo caminhão pipa com água, por cestas básicas, por sacos de cimento... e assim, perpetuam-se e ainda passam de geração em geração. Exploradores e explorados.

Euriques Carneiro