quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Um século depois, mistérios ainda rondam o assassinato de Rasputin

Resultado de imagem para assassinato de rasputin
Certamente você já ouviu falar a respeito do curioso personagem chamado Rasputin, um místico meio maluco do início do século XX, que ganhou fama de ser quase imortal

Pois esse homem se tornou uma figura bastante influente na corte russa ao final do período czarista, e foi o poder conquistado junto aos monarcas — e o ciúme que a sua posição inspirava — que indiretamente provocaram a sua trágica morte no inverno de 1916.

Monge ortodoxo russo, de seu verdadeiro nome Grigori Iefimovitch, nasceu em Prokrovskoie, junto a Tiumen, na Sibéria, em 1864 ou 1865, e faleceu em Petrogrado (São Petersburgo) em Dezembro1916. Proveniente de uma família de camponeses iletrados, adquiriu fama de santo homem e de curandeiro capaz de obrar milagres.

Por volta de 1905, a sua já conhecida reputação de místico introduzi-lo no círculo restrito da Corte imperial russa, onde consta que chega mesmo a salvar Alexis, o filho do czar, de hemofilia. Perante este acontecimento, a czarina Alexandra Fedorovna dedicar-lhe-á uma atenção cega e uma confiança desmedida, denominando-o mesmo de "mensageiro de Deus". Com esta proteção, rapidamente Rasputine, influenciando ocultamente a Corte e principalmente a família imperial russa, colocará homens como ele no topo da hierarquia da poderosa Igreja Nacional Russa. 

Todavia, o seu comportamento dissoluto, licencioso e devasso (orgias, envolvimento com mulheres da alta sociedade) dará azo a denúncias por parte de políticos atentos à sua trajetória poluta, entre os quais se destacam Stolypine e Kokovtsov. O czar Nicolau II afasta então Rasputine, mas a czarina Alexandra mantém a sua confiança absoluta no decadente monge.Resultado de imagem para assassinato de rasputin

A Primeira Guerra Mundial trará novos contornos à atuação de Rasputine, já odiado pelo povo, que o acusa de espionagem ao serviço da Alemanha. Escapa a várias tentativas de aniquilamento, mas acaba por ser vítima de uma trama de aristocratas da grande estirpe russa, entre os quais Yussupov. É envenenado num jantar a 16 de Dezembro de 1916. Durante um banquete, o príncipe Yussupov e os seus amigos ofereceram a Rasputine um pudim contendo cianeto de potássio em quantidade suficiente para matar várias pessoas. Embora Rasputine tenha comido grande quantidade desse pudim, ele não morreu. 

Por esse motivo, e pelo fato de serem atribuídos poderes satânicos ao monge criou-se uma lenda de sobre naturalidade . A lenda só foi desfeita em 1930, quando foi descoberto que alguns açúcares, como a glicose e a sacarose, se combinados com o cianeto, formam uma substância praticamente sem toxicidade, denominada cianidrina. 

Posteriormente, Rasputine teria sido fuzilado, sendo atingido por um total de onze tiros, tendo no entanto sobrevivido; foi castrado e continuou vivo somente quando foi agredido e o atiraram inconsciente no rio Neva onde ele morreu, não pelos ferimentos, mas por hipotermia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!