sábado, 11 de fevereiro de 2017

Sebastião Salgado vaticina: a fotografia está mais viva que nunca


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Depois de preconizar o fim da fotografia para dentro de 30 anos, Sebastião Salgado, o maior fotógrafo nacional, muda de ideia de afirma: ‘mais do que nunca, a fotografia tem futuro’
Apesar do seu otimismo quanto ao futuro da fotografia, Salgado alfineta as fotos obtidas a partir dos smartfhones: “O que as pessoas fazem com seus telefones não é fotografia, são imagens”.

''A fotografia está acabando porque o que vemos no celular não é a fotografia. A fotografia precisa se materializar, precisa ser impressa, vista, tocada, como quando os pais faziam antes com os álbuns de fotos de seus filhos'', afirma.

Quem faz as afirmações é um homem que já passou dos 70 anos, olha para trás e confere tudo aquilo que viveu. E então verifica: fez valer suas ideias, praticou seus ideais, trabalhou no que realmente quis, viajou pelo mundo inteiro, teve filhos, plantou árvores e, ao longo de todo esse tempo, viveu um grande amor. Uma espécie de síntese perfeita da vida que merece ser vivida.

Foco na pessoa
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Em grande parte da sua trajetória, o trabalho de Salgado tinha sido na pessoa e era nítido o seu projeto de fotógrafo renomado. Foi assim em “Outras Américas”, em “Trabalhadores” e em “Êxodos”, obras superpremiadas mundo afora e em que, visitando tribos da Amazônia, acompanhando bombeiros ensopados de óleo em luta contra as chamas infindas em poços de petróleo no Kuwait ou vendo corpos caírem intermitentemente de uma cachoeira na África, ele maravilhou o mundo com exposições do melhor e do pior do ser humano.

Seguir os refugiados em suas rotas de desespero, em “Êxodos”, foi um duro golpe até mesmo para tão experimentado fotógrafo: “Minhas fotos foram tiradas porque pensei que o mundo inteiro devia saber. É meu ponto de vista, mas não obrigo ninguém a vê-las. Meu objetivo não é dar uma lição a ninguém nem tranquilizar minha consciência por ter despertado algum sentimento de compaixão em outrem. Fiz essas imagens porque eu tinha uma obrigação moral, ética, de fazê-las. Alguns me perguntarão: em tais momentos de desespero, o que é a moral, o que é a ética? No momento em que estou diante de alguém que está morrendo é quando decido ou não se tiro a foto.”

Do homem à natureza
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Depois dessa fase, surgiu “Gênesis”, onde Sebastião Salgado abriu mão da ideia de fotografar o homem e suas realizações positivas e negativas, e focou na natureza: praticamente metade (46%) da superfície terrestre ainda permanece intocada.

As fotos em preto e branco de Salgado possuem uma grandeza que aumenta o brutal tema de seus trabalhos, muitas vezes de pessoas na pobreza e conflitos ou ambientes ameaçados.

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