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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

"Jackie" | Longa onde o cineasta chileno faz retrato íntimo da viúva de Kennedy

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Uma das principais estreias do fim de 2016 nos EUA, o filme de Pablo Larraín mostra os dias após o assassinato do presidente Kennedy pela perspectiva da então primeira-dama, onde ela lida com o trauma do assassinato de seu marido

Ao estrear em setembro no Festival de Cinema de Veneza, o filme Jackie foi aplaudido de pé – tanto pela excepcional interpretação da atriz principal, Natalie Portman, como para o diretor Pablo Larraín. No fim, o prêmio não foi nem para a atriz americana de origem israelense nem para o cineasta chileno: o produtor de TV e roteirista de Nova York Noah Oppenheim foi quem ganhou um Leão de Prata, de melhor roteiro.

Mas a grande surpresa acontecera já antes de o filme começar a ser rodado: ninguém esperava que um diretor chileno fosse ser encarregado dessa história intrinsecamente americana. Mas talvez tenha sido justamente essa perspectiva de fora que tornou o filme tão interessante.

Jackie, não é uma daquelas biografias opulentas, típicas de Hollywood. "Todo mundo conhece a história do assassinato de John F. Kennedy", observa Larraín. "Mas não pela perspectiva de sua esposa."

E foi precisamente essa a abordagem do diretor: ele examinou como "ambas" as Jacquelines Kennedy viveram aquele fatídico dia de novembro de 1963: o ícone da moda e viúva do presidente, e a pessoa privada em estado de luto. O que ela passou nos dias que se seguiram, afundada no luto e sendo o foco das atenções mundiais, ao lado dos filhos traumatizados?

"Rainha sem coroa"
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"Jackie era uma rainha sem coroa que perdeu trono e marido", compara Larraín. Por isso, ele optou por concentrar seu filme na perspectiva interna da protagonista, explica.

Poucos dias depois do assassinato, um repórter da revista Life perguntou a Jackie como ela estava. Essa entrevista e os flashbacks são justapostos com cenas mostrando a viúva chocada e traumatizada diretamente após o tiroteio. As sequências têm uma coisa em comum: Portman, como a primeira-dama, está na tela praticamente ininterruptamente, emprestando densidade e foco ao filme.

"A elegante, culta e amada Jacqueline Kennedy é uma das mulheres mais fotografadas do século 20. Mas sabemos muito pouco sobre ela", explica Larraín. A "mulher introvertida e impenetrável" é provavelmente a "mais conhecida desconhecida da era moderna".

Larraín confessa gostar da noção de que ninguém de fato sabe, hoje, como ela realmente era: "Nunca vamos conhecer a sua aura, o brilho em seus olhos". Consequentemente, seu filme só poderia se compor de "fragmentos, pedaços de lembranças, associações, lugares, imagens, pessoas".

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