segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Estudioso da sétima arte, Rubens Ewald faz prognósticos sobre o Oscar 2017


Resultado de imagem para oscar 2017 - rubens ewald filho

Há quem diga que ver a festa do Oscar sem os pertinentes comentários de uma das maiores conhecedores de cinema do país, chega a ser frustrante e, com o seu estilo único, Rubens fala sobre preferências e aversões pelos candidatos que protagonizarão o grande evento do cinema da indústria do cinema

Com a partida de José Wilker para outra dimensão, a memória do cinema ficou mais pobre, mas o mestre maior, crítico de alta credibilidade, com mais de 27 mil filmes assistidos, Rubens Ewald Filho está aí para nos informar com a sua usual cultura da sétima arte.

Na sua nova atividade, - é secretario de cultura de Paulínia SP, a cidade, que teve vistoso festival de cinema instituído em 2008, mas que amargas duas interrupções na programação de uma festa que, em 2014, foi orçada em R$ 3,5 milhões, ele não esquece o mundo cinema.

Aos 71 anos, o também dramaturgo Rubens não faz drama, com os encargos da nova função. “Não sou político”, sublinha ele que, independentemente de vocação política, está, sim, empenhado com a tarefa de secretário e, desde já, alardeia a vontade de reavivar o festival de cinema.

32 anos de Oscar
Resultado de imagem para oscar 2017 - rubens ewald filho


Fora da esfera dos problemas burocráticos, Rubens Ewald Filho quer saber mesmo é de festa, e já preparou o smoking: no próximo domingo, comandará os comentários da cerimônia do Oscar, que chega à 89ª edição. O crítico e apresentador contabiliza 32 participações no evento que chega às tevês brasileiras. É figurinha tão marcada que chegou ao apelido de “o homem do Oscar”, além de ter publicado, há mais de década, O Oscar e eu.

Em entrevista ao Correio Braziliense, Rubens Ewald fala das expectativas com a festa, do colorido divergente previsto com o governo de Donald Trump, e de ausências sentidas na lista da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entre as quais as das atrizes Sônia Braga (notável, em Aquarius, mas ignorada no corte final do Oscar) e de Amy Adams, que teve visto para o Oscar cancelado com o exitoso A chegada. “Amy Adams é daquelas de quem todo mundo é fã. Também a vejo como uma gracinha. Ela ainda terá muitas chances, no Oscar, como todos esperam”, observa Rubens.

Amante da era dos musicais, o crítico não esconde a predileção pela produção La la land – Cantando estações, entre os finalistas a melhor filme. Respeitoso e admirador do histórico da velha guarda de Hollywood, ele não encoraja “desrespeitos” como aquele muito comum de chamá-los de “velhinhos”, quando o tema é o da seleta comissão dos pré-candidatos a melhor filme estrangeiro, que tanto castiga diretores brasileiros. “Acho ofensivo ver os criadores e grandes diretores ainda vivos serem chamados de velhinhos! (risos). Certamente, entendem muito mais de cinema do que esses imbecis que fazem um filme mais ou menos que engana os outros, e depois somem para todo sempre”, esbraveja.

A íntegra da entrevista pode ser lida no www.correiobraziliense.com.br

Referência: CB

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!