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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Em seu novo algum, Gilberto Gil homenageia João Gilberto, a bisneta Sol de Maria, sua mulher Flora Gil e Roberta Sá


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 O cantor e compositor Gilberto Gil dedicou o ano de 2016 a shows da turnê de 50 anos de parceria com Caetano Veloso e a novas composições, principalmente para homenagear sua grande família e amigos

A bisneta Sol de Maria, sua mulher Flora Gil e Roberta Sá foram presenteadas com novas músicas do cantor. E em 2017, todas essas composições, somadas a produções inéditas, vão estar em um novo disco que será lançado por ele.

Ainda sem data prevista, segundo o G1, o álbum também terá músicas de Gil que foram gravadas por outros cantores, mas não na voz dele.

Referência de gigantes

O mais recente disco de Gilberto Gil, celebra um universo que abarca o próprio Gil, outros baianos ilustres como ele (Dorival Caymmi e Caetano Veloso) e gigantes do naipe de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Carlos Lyra. É um projeto, nesse sentido da homenagem, mais ousado do que os apresentados por Gil nos discos que se baseou em Luiz Gonzaga (As Canções de Eu, Tu, Eles, 2000) e Bob Marley (Kaya N’Gan Daya, 2002).

No repertório de 12 faixas de 'Gilbertos Samba', Gil faz uma releitura de clássicos imortalizados na voz e na batida de violão percussiva inovadora – e tecnicamente desafiadoras de reproduzir – de João Gilberto. Compreende faixas como Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça), gravada pelo pai da bossa nova no seminal LP Chega de Saudade (1959), O Pato (Jayme Silva e Neuza Teixeira) e Doralice (Dorival Caymmi e Antonio Almeida), ambas de O Amor, o Sorriso e a Flor (1960), standards que, diz Gil em entrevista a Zero Hora, são pilares da sua formação musical.

A autorreferência está presente em Eu Vim da Bahia, composição de 1965 que foi o cartão de apresentação de Gil e que João Gilberto, em simbólica deferência ao pupilo, gravou em seu disco homônimo de 1973. Caymmi, de quem há poucos dias se comemorou o centenário de nascimento, é lembrado também em Milagre, gravada por João, Gil, Caetano e Maria Bethânia no disco coletivo Brasil (1981).
Releituras
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Entre outras faixas do novo disco, estão as releituras de Um Abraço no João, faixa instrumental registrada por Gil em Quanta (1997), e Desde que o Samba É Samba, de Caetano, do álbum em parceria Tropicália 2 (1993), além da inédita Gilbertos, exaltação a Caymmi, João, Caetano, Chico Buarque e Roberto Carlos (“A cada cem anos um verdadeiro mestre aparece entre nós / e entre nós alguns que o seguirão ampliando-lhe a voz e o violão”). De Vinicius e Carlos Lyra, foi incluída Você e Eu.

É Caetano quem assina o texto de apresentação de Gilbertos Samba: “Para mim, Gil era o milagre de alguém de carne e osso que podia reproduzir os acordes que João Gilberto fazia no violão. Eu próprio mal decifrava as funções de tônica e dominante. João Gilberto era uma iluminação para nós, tanto técnica quanto esteticamente. (...) Ouvir Gil fazendo com canções que se vincularam para sempre a João, o que fizera antes com Jackson do Pandeiro, Gonzaga ou Caymmi – mais: com o que ele vem fazendo com o repertório de composições próprias –, é experiência de densa textura histórica."

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