terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Biblioteca Mário de Andrade: 24 horas de cultura no centro de São Paulo


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Acostumados que estamos a ver o Brasil figurar sempre nos primeiros lugares quando se trata de um ranking negativo, é reconfortante saber que o país tem a única biblioteca com funcionamento full time do planeta

Quem passa em frente à Biblioteca Mário de Andrade e presta mais atenção percebe um movimento diferente, principalmente em dias de evento. É que agora a instituição oferece muito mais do que livros e periódicos

Depois de cinco anos de reforma, com 91 anos de idade, a biblioteca rejuvenesceu e é um novo centro cultural de São Paulo. Atualmente, a biblioteca tem uma programação cultural efervescente e gratuita que atrai um público interessado em arte, cultura, música, teatro, artes visuais e mesas literárias.

Tecnologia a serviço dos leitores
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Em total silêncio e sem o barulho típico da megalópole, os frequentadores buscam tranquilidade para estudar, ler ou usar o wi-fi gratuito, disponível desde o ano passado. Com essa mudança para período integral, a ideia é atrair ainda mais jovens em uma região que possui vida cultural efervescente, com ares de quem nunca dorme.

A impressão que se tem é que quando a noite avança não há mais vida na cidade mais maiúscula do país. Mas ela está lá, bem inteligente, silenciosa e focada. Companheira de 60 mil opções de distração ou de estudo. Mas, poder passar os olhos por um livro, sei lá, de história da arte coisa de 3h45 só foi possível quando os mais antigos funcionários da segunda maior biblioteca pública do país pararam de trabalhar.

Eles foram substituídos por um cartão moderno. A gente pega o mesmo livro de sempre, coloca numa bandeja de um totem supertecnológico e seleciona a opção empréstimo, digita as informações do cartão e uma senha pessoal, aí a máquina vai imprimir um papel, na verdade é a confirmação do empréstimo. Pronto, já pode levar o livro para casa. Desde que esse sistema foi implantado na biblioteca, tanto a carteirinha de papel quanto os carimbos puderam se aposentar. O uso deles foi suspenso no último dia 4 de julho.

Até quem recebe o livro de volta é um funcionário com cara de monitor, corpo de esteira. Pelas regras da prefeitura, os funcionários públicos de lá não podem trabalhar depois das 22h. Com as máquinas passando a fazer todo o serviço, só precisam ficar nas madrugadas os terceirizados da segurança e do balcão de entrada. Até que enfim dá para estudar todo dia - ou toda madrugada, no único horário que São Paulo com o seu pulsar intermitente permite.

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