domingo, 1 de janeiro de 2017

Após a homenagem da Orquestra Sinfônica de Santos a Gilberto Mendes, sai o CD que registra o primeiro registro do festival


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A Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS), no litoral de São Paulo, prestou homenagem ao compositor santista Gilberto Mendes, no último dia 24, no Teatro Coliseu

A apresentação incluiu no repertório a obra ‘Ponteio’, escrita por Mendes em 1955, além das peças ‘Bodas de Fígaro’, de Wolfgang Amadeus Mozart, e a ‘7ª Sinfonia’, de Ludwig Van Beethoven.

Falecido há exatamente um ano, aos 93 anos, Gilberto Mendes nasceu em Santos, cidade onde criou o Festival Música Nova, em 1962. Mendes projetou a cidade internacionalmente, promovendo no festival grandes nomes da música experimental. Foi também o porta-voz musical do grupo dos poetas concretos e um compositor da estatura de Pierre Boulez que, curiosamente, morreu quatro dias depois de Mendes.
Registro em CD
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Caso o Sesc de São Paulo não tivesse dado continuidade ao Festival Música Nova, em 2012, provavelmente teria desaparecido antes de seu criador. Lembrando o ditado ‘antes tarde do que nunca’, foi editado e saio o primeiro registro do festival, um belo CD duplo (do selo Sesc) que reúne peças ousadas de Mendes e outros compositores, amigos do mestre.

O disco reúne composições interpretadas pelo ensemble Música Nova na edição de 2014 do festival, em Ribeirão Preto, gravadas posteriormente sob a regência do maestro norte-americano Jack Fortner. Duas composições são assinadas por Gilberto Mendes, Longhorn Trio, composta em 1983, em Austin, Texas, onde o compositor deu aulas, e Ulisses em Copacabana, Surfando com James Joyce e Dorothy Lamour (1988), obra encomendada ao músico brasileiro para o Festival Internacional de Patras, na Grécia, criado há 30 anos por Thanos Mikroutsikos.

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