quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Almodóvar concorrerá ao Bafta, o 'Oscar britânico', com o longa “Julieta”


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O filme "Julieta", do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, concorrerá na 70ª edição do Bafta, o prêmio concedido pela Academia Britânica de Artes do Cinema e da TV que é considerado o 'Oscar britânico', na categoria de melhor filme em língua não inglesa, informou nesta terça-feira a organização

"Julieta" concorrerá com "Dheepan: O Refúgio", de Jacques Audiard e Pascal Caucheteux; "Cinco Graças", de Deniz Gamze Ergüven e Charles Gillibert; "O Filho de Saul", de László Nemes e Gábor Sipos; e "Toni Erdmann", de Maren Ade e Janine Jackowski.

Em Julieta, seu novo trabalho, ele repete a receita de associar um certo mistério à sua já habitual habilidade em traduzir sentimentos femininos, já utilizada com a personagem de Penélope Cruz em Abraços Partidos (a cena da escadaria, a la Hitchcock, lembra?). A diferença é que, aqui, o diretor demonstra um domínio impressionante do que tem a dizer, tanto pelo lado estético quanto de narrativa.

Reafirmação do talento de Almodóvar
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Fiel ao melodrama, Almodóvar desta vez entrega a história da personagem-título, apresentada em dois extremos da vida: na juventude e na meia idade. De comportamentos completamente distintos, há um mistério que explica tal transformação. É justamente em busca deste segredo que todo o longa-metragem é conduzido. Com uma linda trilha sonora e uma fotografia que explora bastante a variedade de cores - repare nas roupas usadas pelas mulheres! -, Julieta é uma verdadeira aula de direção, extremamente elegante. 

Não se trata do melhor filme do diretor - Tudo Sobre Minha Mãe, Volver e Fale com Ela são melhores -, e talvez nem mesmo agregue novos valores à sua carreira, mas ainda assim trata-se de um belíssimo trabalho que não apenas revisita sua filmografia, mas reafirma seu talento na condução de sentimentos femininos. Destaque também para o bom trabalho de Adriana Ugarte, mais exigida emocionalmente em cena do que sua contraparte Emma Suárez.

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