terça-feira, 31 de janeiro de 2017

AQUARELAS DE CARYBÉ COMPÕEM A EXPOSIÇÃO ‘AS CORES DO SAGRADO’


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As imagens foram produzidas ao longo de 30 anos de pesquisas, entre 1950 e 1980, e são registros de vivências pessoais do artista nos terreiros que frequentava

A exposição As cores do Sagrado reúne 50 obras do artista Carybé registrando principalmente as tradições do candomblé da Bahia com curadoria da filha dele, Solange Bernabó. São imagens produzidas entre 1950 e 1980 baseadas em sua vivência nos terreiros que frequentava, entre os mais tradicionais da religião afro-brasileira.

Além de belas imagens, elas podem ser consideradas registros históricos importantes, pois Carybé se preocupava em retratar as cerimônias (ritos de iniciação, festas, incorporação dos orixás e rituais fúnebres) com exatidão e riqueza de detalhes.

Essas 50 obras, aliás, fazem parte das 128 incluídas no livro “Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia“, de 1981, com introdução de Jorge Amado e textos de Pierre Verger e Waldeloir Rego – esgotado e, hoje em dia, item de colecionador. Ou seja, oportunidade única de ver esse trabalho bem de pertinho.

Serviço:


Carybé – As Cores do Sagrado. Caixa Cultural São Paulo. Praça da Sé, 111, Centro, SP. Aberta de terça a domingo, das 9h às 19h. Entrada gratuita. Até 28/02/17.

Arquiteto português é tema de exposição no Museu da Casa Brasileira


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O Museu da Casa Brasileira recebe a exposição sobre um dos arquitetos portugueses mais relevantes da atualidade: João Luís Carrilho da Graça

A mostra é uma oportunidade única de conhecer a obra do arquiteto, com projetos construídos e não-construídos na capital portuguesa, desde alguns mais conhecidos, como a Escola Superior de Comunicação Social (1987-1993), quanto outros menos publicados, como o plano estratégico do programa Valis (Valorização de Lisboa) e seus projetos que concorreram para os pavilhões de Portugal na Expo’98.

Carrilho da Graça tem a peculiaridade de priorizar o território e sua topografia como suporte de suas obras e é este olhar o principal foco da exposição Carrilho da Graça: Lisboa. A abertura acontece na quarta-feira (1º), às 19h30, com presença e palestra do arquiteto sobre seus projetos e seu modo de trabalho. Não é necessário agendamento prévio e a entrada é gratuita.

As obras selecionadas mostram como o arquiteto pensa seus projetos a partir de sua “teoria do território”, que relaciona a influência da topografia com os percursos humanos e suas construções.

A exposição já passou por Lisboa, em Portugal e por Bogotá, na Colômbia, entre 2015 e 2016. A curadoria é da arquiteta e colaboradora do escritório Carrilho da Graça, Susana Rato, e da professora e pesquisadora na Universidade de Évora, Marta Sequeira.

Carrilho da Graça
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O português trabalha em escritório próprio desde que se formou, em 1977, na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa. Ao conjunto da sua obra foram atribuídos diversos prêmios, como o prêmio Aica (Associação Internacional dos Críticos de Arte) em 1992, a Ordem de Mérito da República Portuguesa em 1999, o prêmio da Bienal Internacional da Luz – luzboa em 2004 e o título de Chevalier des arts et des lettres pela república francesa em 2010.

Museu da Casa Brasileira

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração e promove debate sobre temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. 

Dentre suas iniciativas, destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país, realizado desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

Serviço:

Carrilho da Graça: Lisboa
Abertura: dia 1º de fevereiro, quarta-feira às 19h30 (entrada gratuita)
Visitação: De terça a domingo, das 10h às 18h, até dia 19 de março
Local: Museu da Casa Brasileira - Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano
Ingressos: R$ 8 e R$ 4 (meia-entrada) Gratuito aos finais de semana e feriados


Fonte: EBC

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Protestos contra Trump marcam a premiação do SAG Awards 2017 que destaca a excelente safra de atores negros


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Atores se manifestaram sobre decisão do Presidente dos EUA que restringe drasticamente a entrada de imigrantes de países de maioria muçulmana

A cerimônia foi ontem, domingo (29), em Los Angeles, do premio SAG Awards 2017, promovido pelo Sindicato de Atores de Hollywood. Os atores negros ficaram em destaque com vitórias de Viola Davis, Denzel Washington, Mahershala Ali e do elenco de Estrelas Além do Tempo, protagonizado por Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe.

Representando o elenco, Taraji ressaltou a importância de reconhecer o trabalho das cientistas Katherine G. Johnson, Dorothy Vaughan, e Mary Jackson, que elas interpretam no filme.

— Essa é uma história de união, é uma história sobre o que acontece quando colocamos nossas diferenças de lado e nos unimos como raça humana. Nós ganhamos. O amor ganha. Todas as vezes.

O ator Mahershala Ali, vencedor do prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por Moonlight: Sob a Luz do Luar, fez um emocionante discurso falando sobre como sua mãe, que é pastora, reagiu quando ele se converteu ao islã há 17 anos.

Muitos atores se manifestaram contra a medida de Donald Trump, Presidente dos EUA, contra a entrada de imigrantes de países de maioria muçulmana.

Ashton Kutcher, primeiro apresentador da noite, falou dos imigrantes que estão nos aeroportos sem poder sair. 
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— Todos que estão nos aeroportos fazem parte da minha América. Vocês são parte da essência de quem nós somos, e nós amamos vocês, e nós damos boas vindas a vocês.

Ao vencer o prêmio de Melhor Atriz de Comédia, por seu papel na série Veep, Julia Julia Louis-Dreyfus falou de sua família.

— Quero que vocês saibam que sou filha de um imigrante. Meu pai fugiu da perseguição religiosa em uma França ocupada por nazistas, e eu sou uma americana patriótica e amo este país. E é porque amo este país que estou horrorizada por suas manchas. Esta proibição contra os imigrantes é uma mancha e é antiamericana.

Confira a relação dos principais premiados:

Melhor Elenco

Capitão Fantástico
Um Limite Entre Nós
Estrelas Além do Tempo
Manchester à Beira-Mar
Moonlight: Sob a Luz do Luar

Melhor Ator

Casey Affleck — Manchester à Beira-Mar
Andrew Garfield — Até o Último Homem
Ryan Gosling — La La Land — Cantando Estações
Viggo Mortensen — Capitão Fantástico
Denzel Washington — Um Limite Entre Nós

Melhor Atriz

Amy Adams — A Chegada
Emily Blunt — A Garota no Trem
Natalie Portman — Jackie
Emma Stone — La La Land — Cantando Estações
Meryl Streep — Florence: Quem é Essa Mulher?

Melhor Ator Coadjuvante

Mahershala Ali — Moonlight: Sob a Luz do Luar
Jeff Bridges — A Qualquer Custo
Hugh Grant — Florence Quem é Essa Mulher?
Lucas Hedges — Manchester à Beira-Mar
Dev Patel — Lion — Uma Jornada Para Casa

Melhor Atriz Coadjuvante

Viola Davis — Um Limite Entre Nós
Nicole Kidman — Lion — Uma Jornada Para Casa
Naomie Harris — Moonlight: Sob a Luz do Luar
Octavia Spencer — Estrelas Além do Tempo
Michelle Williams — Manchester à Beira-Mar

domingo, 29 de janeiro de 2017

Roger Federer: mais que mito, ele se torna lenda


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Em julho de 2012,quando Roger Federer acabava de levantar em Wimbledon a sua 17ª taça de Grand Slam,formatei e publiquei aqui no Artecultural, uma matéria sobre o ídolo do tênis, onde destacava não só o seu lado atleta, mas também a atuação do suíço em ações sociais

Roger esteve ausente das quadras por cerca de 6 meses, mas sua atuação fora delas não sofreu solução de continuidade. Ele esteve empenhado na promoção de sua fundação, a qual tem como objetivo investir em ações educativas para a infância, em projetos que ofereçam serviços educacionais e ações de sustentabilidade que garantam a permanência das crianças em primeira infância nesses projetos, na África do Sul, Zâmbia e na Suíça, principalmente. 

A meta audaciosa de Federer é atender 1 milhão de crianças até 2018, por meio de sua fundação e, mesmo com a agenda lotada, Roger visita regularmente a África para acompanhar cada um desses programas.

Austrália Open 2017
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Ninguém discorda que Roger Federer já é uma unanimidade e tem o seu nome gravado no hall dos grandes tenistas da história, com seu estilo clássico, limpo, um esgrimista capaz de golpear com eficiência única e elegância ímpar.

O ano de 2017 seria, para muitos, difícil para o suíço. Parado havia seis meses para se submeter a uma cirurgia no joelho, Federer entrou no Australian Open sem ter disputado sequer uma partida oficial no começo de temporada. Mas ninguém é gênio, um dos melhores de todos os tempos (para muitos, o melhor) à toa.


E o jogo foi um épico digno de dois dos maiores tenistas da história, com dois sets para cada um, o que forçou o quinto set. E foi a partir do quinto game do set decisivo que Roger Federer elevou o nível, vestiu seu fraque preto e começou a tirar coelhos de sua mágica cartola. Jogando o fino do tênis, o suíço simplesmente ganhou cinco games seguintes, sendo dois no saque do adversário, fechando o set em 6-3. 

Após 3 horas e 40 de uma aula de tênis, a lenda Roger Federer conquistou seu quinto Australian Open, seu 18° Grand Slam e sua vaga definitiva no Olimpo do Tênis.
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O suíço deixou ainda mais à distância os segundos classificados, o espanhol Rafael Nadal e o norte-americano Pete Sampras, que têm nos seus currículos 14 títulos de Grand Slam, cada um.

Federer tem sete títulos em Wimbledon (2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2012), cinco nos Estados Unidos (2004, 2005, 2006, 2007 e 2008) e agora cinco na Austrália (2004, 2006, 2007, 2010 e 2017), sendo, por isso, o primeiro jogador da história a vencer pelo menos cinco títulos em três Grand Slam diferentes.

O antigo número um mundial completou também o Slam de carreira, ao conquistar Roland Garros, em 2009.

Abaixo, o ranking de vitórias em torneios do Grand Slam:

1. Roger Federer, Sui 18 (7 Wimbledon, 5 Open da Austrália, 5 Open dos Estados Unidos e 1 Roland Garros)

2. Rafael Nadal, Esp 14 (9 Roland Garros, 2 Wimbledon, 2 Open dos Estados Unidos e 1 Open da Austrália)

. Pete Sampras, EUA 14 (7 Wimbledon, 5 Open dos Estados Unidos e 2 Open da Austrália)

4. Novak Djokovic, Sbr 12 (6 Open da Austrália, 3 Wimbledon, 2 Open dos Estados Unidos e 1 Roland Garros)

. Roy Emerson, Aus 12 (6 Open da Austrália, 2 Wimbledon, 2 Open dos Estados Unidos e 2 Roland Garros)

6. Rod Laver, Aus 11 (4 Wimbledon, 3 Open da Austrália, 2 Open dos Estados Unidos e 2 Roland Garros)

. Björn Borg, Sue 11 (6 Roland Garros e 5 Wimbledon)

8. Bill Tilden, EUA 10 (7 Open dos Estados Unidos e 3 Wimbledon)

9. Fred Perry, GB 8 (3 Wimbledon, 3 Open dos Estados Unidos, 1 Open da Austrália e 1 Roland Garros)

. Ken Rosewall, Aus 8 (4 Open da Austrália, 2 Wimbledon e 2 Open dos Estados Unidos)

. Jimmy Connors, EUA 8 (5 Open dos Estados Unidos, 2 Wimbledon e 1 Open da Austrália)

. Ivan Lendl, Che 8 (3 Open dos Estados Unidos, 3 Roland Garros e 2 Wimbledon)

. Andre Agassi, EUA 8 (4 Open da Austrália, 2 Open dos Estados Unidos, 1 Wimbledon e 1 Roland Garros)

sábado, 28 de janeiro de 2017

Em 2017 o mundo da literatura comemora o meio século do lançamento do livro “Cem anos de Solidão”


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A obra mais famosa do Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez (1927- 2014), "Cem anos de solidão", completa 50 anos de sua primeira publicação e contará com uma série de comemorações

A primeira celebração teve início na última quinta-feira (26) com uma leitura coletiva do livro em Cartagena, na Colômbia. Durante o dia de hoje, sábado (28), cerca de 60 pessoas leram, em ciclos de duas horas, trechos do romance.

"A leitura contará com a participação de 20 personalidades que comparecem ao Hay Festival, 20 autoridades de Cartagena, e 20 cidadãos escolhidos após uma convocatória pública dos organizadores", disse Cristina Fuentes, diretora do Hay Festival.

Cartagena foi escolhida como lugar de abertura das comemorações por ser considerada a cidade de García Márquez.

Influência dos avós
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“Cem anos de Solidão” é considerada a obra mais importante escrita em língua hispânica depois de “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes, um sucesso absoluto com mais de 50 milhões de exemplares vendidos. Um clássico da literatura mundial.

Escritor, jornalista, editor e ativista político, Gabriel García Márquez nasceu no dia 6 de março de 1927, em Aracataca, Colômbia. Com a mudança dos pais para Barranquilla, conviveu intensamente com os avós maternos, que o criaram em sua primeira infância, e de quem recebeu intensa influência.

Do avô, um veterano da Guerra dos Mil Dias, escutou histórias que muito influenciaram suas obras literárias. Estudou Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas não chegou a se graduar.

Assim como Daniela Mercury, Carlinhos Brown pode não desfilar no Carnaval de rua de SP e fala em discriminação


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Comentando sobre o decreto do prefeito de São Paulo taxando blocos ‘estrangeiros’, Brown afirmou: "O que soou para nós é até como se não fôssemos bem-vindos [em São Paulo]"

O multifacetado compositor e músico baiano, tido o como o mestre dos timbales, Carlinhos Brown não sabe mais se tocará no Carnaval de rua de São Paulo. Depois de Daniela Mercury informar que não deve se apresentar na folia por causa da taxa cobrada a blocos não-paulistanos, Brown informou que se os R$ 240 mil estipulados pelo prefeito João Doria não forem revistos, o desfile do Black Rock será cancelado.

O músico explicou em entrevista que esta taxa não estava prevista e, portanto, não é coberta pelos patrocinadores. "Nesse momento, não tenho nenhuma condição de participar", completou. Brown também considerou a taxa discriminatória.

"Em Salvador não tem uma coisa de um bloco de fora ser mais caro do que o de dentro. A gente recebe todo mundo. O que soou para nós é até como se não fôssemos bem-vindos [em São Paulo]". O Black Rock desfilaria no dia 18 de fevereiro, com as tradicionais participações das bandas Sepultura e Angra, enquanto Daniela desfilaria no encerramento do carnaval, no dia 5 de março, entre as avenidas Rebouças e Consolação.

‘Pontes no lugar dos muros’
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Jurado do The Voice, Brown alega que as receitas geradas com o Carnaval são “muito maiores do que essas taxas”. “É preciso pensar na cultura brasileira. O Carnaval não tem bairrismo. Chega de muros! Vamos abrir pontes.” O cantor ainda defende interferência do Ministério da Cultura no impasse.

Procurada, a secretaria municipal de Cultura informou que a taxa é cobrada apenas para os blocos de fora de São Paulo, que vão desfilar pela primeira vez na cidade e têm previsão de atrair milhares de pessoas. A pasta explicou ainda que a cobrança acontece quando os blocos estão programados para sair no período de pré-Carnaval.

A capital cearense abriu a programação do carnaval 2017 na última sexta-feira


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Não é só na Bahia que o Carnaval 2017 já se encontra em pela efervescência com turistas e locais aguardando ansiosamente a folia de Momo. Fortalezenses e visitantes da Terra de Iracema já estão com o bloco na rua oficialmente desde ontem, 27

A abertura do Carnaval em Fortaleza foi feita com o lançamento do Ciclo Carnavalesco 2017. Ao todo, a folia vai se estender por 33 dias, reunindo blocos, afoxés, escolas de samba, cordões, maracatus e outras atrações em diversos bairros.

No ano passado, segundo a Secretaria da Cultura Municipal (Secultfor), a cidade recebeu 90 mil visitantes no período e a expectativa para 2017 é superar esse número. Nesta noite, os foliões poderão se dividir entre a Praça do Ferreira, com o bloco Luxo da Aldeia, e o Mercado dos Pinhões, com o samba Batuque da Gente. Os dois locais ficam no centro de Fortaleza.

Hoje (28), na Praia de Iracema, as atrações são a Velha Guarda e a bateria da escola de samba Mangueira. O estilo musical é o grande homenageado da programação, comemorando os 100 anos da gravação do samba “Pelo telefone”, de Donga. Outra homenagem que o carnaval de Fortaleza presta é ao memorialista Miguel Ângelo de Azevedo, conhecido como Nirez, um dos maiores pesquisadores da música popular brasileira e guardião de um amplo acervo sobre a cidade de Fortaleza.

Parceria Prefeitura / Iniciativa privada
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No total, este início de Ciclo Carnavalesco vai contar com 58 blocos de rua. A prefeitura de Fortaleza investiu R$ 530 mil em editais públicos de incentivo a esses grupos. Há também uma chamada pública para patrocínio da iniciativa privada, que prevê uma cota única de, no mínimo, R$ 400 mil.

A prefeitura estima que o período gere mais de R$ 200 milhões em toda a cadeira produtiva do turismo. Na última terça-feira, o prefeito reeleito Roberto Cláudio anunciou uma série de medidas de contenção de custos com o objetivo de reduzir as despesas da máquina pública em R$ 250 milhões por ano.

Já no âmbito do governo do estado, pelo terceiro ano seguido, o governador Camilo Santana determinou por decreto que nenhum órgão da administração repasse verbas para patrocinar festejos de carnaval. O motivo, segundo a Casa Civil, é a priorização de gastos públicos nas áreas de saúde, segurança e recursos hídricos, devido à seca prolongada no estado. A medida não afeta o edital da Secretaria da Cultura (Secult), que destina R$ 1,2 milhão para projetos tradicionais de carnaval em todo o estado. As inscrições neste dia 28.

Referência: EBC

ÚLTIMO DIA DA MOSTRA DE TIRADENTES TEM COMO DESTAQUE ‘A CIDADE ONDE ENVELHEÇO’ E PREMIAÇÕES DO JÚRI DA CRÍTICA E JÚRI POPULAR MARCAM


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Na cerimônia de encerramento da 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes, na noite deste sábado, às 22h30, serão revelados os vencedores em seis categorias do evento com as escolhas da crítica e do júri popular


A 20ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que se encerra hoje (28), será lembrada por um fato digno de comemorações: essa é a edição que recebeu o maior número de inscrições de filmes dirigidos por mulheres. Foram 37 longas-metragens, o que representa 19% do total de inscritos

Trabalhos que levam o Troféu Barroco: melhor curta da Mostra Foco e melhor longa da Mostra Aurora pelo Júri da Crítica; o Prêmio Helena Ignez para um destaque feminino dos filmes das duas mostras, dado pelo Júri da Crítica; o Prêmio Carlos Reichenbach dado pelo Júri Jovem para o melhor título da Mostra Olhos Livres; e os prêmios do Júri Popular para um longa e um curta dentre os exibidos na programação. Antes da premiação, no Cine Tenda, será exibido A Cidade onde Envelheço, de Marília Rocha.

Programação variada
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Todo o dia de sábado segue vasto de programação, iniciando com a série Encontro com a Crítica, Diretor e Público no Cine Teatro. Às 10h, será debatido Guerra do Paraguay, com a presença do crítico José Geraldo Couto. Às 11h15, Corpo Delito será comentado pela jornalista Camila Vieira. Por fim, às 12h30, Eu não Sou Daqui tem bate-papo com o professor Cezar Migliorin.

As sessões de cinema iniciam às 15h no Cine Tenda, com a Mostra Jovem, reunindo quatro curtas-metragens de realizadores iniciantes. No mesmo horário, no Cine Teatro, o Cine Debate exibe Sutis Interferências, de Paula Gaitán, que participa de bate-papo logo depois da sessão. Às 17h, de volta ao Cine Tenda, o documentário Entre os Homens de Bem acompanha o cotidiano do deputado federal Jean Wyllys. Os diretores Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros participam de roda de conversa sobre o filme no Sesc Cine Lounge, às 19h.

A Mostra Formação, às 18h no Cine Tenda, exibe quatro curtas realizados por estudantes. Às 20h, tem o documentário Guarnieri, sobre o ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, no Cine BNDES na Praça. Logo depois, o diretor Francisco Guarnieri estará presente para uma conversa com o público.

Fechando a noite, depois do encerramento, acontecem as performances multimídia de Sentidor e Reallejo, no Sesc Cine Lounge.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Bolo do Bixiga volta para a festa de aniversário de São Paulo após 9 anos de ausência


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Tradição iniciada em 1986, o famoso bolo gigante, que acaba sendo consumido em minutos por centenas de pessoas, ficou 9 anos fora da comemoração por falta de patrocinadores, mas no retorno, foi confeccionado por moradores e comerciantes da Bela Vista e do Bixiga

O tradicional Bolo do Bixiga voltou a ser oferecido no aniversário de São Paulo neste dia 25 de janeiro de 2017. O famoso bolo gigante, que acaba sendo consumido em minutos por centenas de pessoas, ficou nove anos fora da festa por falta de patrocinadores.

Este ano, o bolo foi confeccionado por moradores e comerciantes da Bela Vista e do Bixiga, região central de São Paulo. “A cada ano a gente espera mais organização, e que o pessoal colabore, para curtir mais o aniversário dessa cidade linda que amo”, afirmou a auxiliar técnico em enfermagem Áurea Amélia Caviquioli, moradora do Bixiga há 37 anos. Ela também colaborou na montagem da mesa do bolo, que começou logo cedo na Rua Rui Barbosa.

O objetivo é igualar a quantidade de metros de bolo com a idade de cidade, mas, infelizmente, não foi possível alcançar os 463 metros. Thaís, entretanto, não perde a esperança. “É um primeiro passo para essa retomada, e ano que vem será melhor e maior.”

Com a proximidade da chuva, o bolo foi cortado pouco antes do meio-dia, após o “Parabéns pra você” tocado pela Banda da Polícia Militar, regida pelo maestro subtenente Edgar.

Tradição desde 1986
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A história do Bolo do Bixiga começou em 1986, quando São Paulo completou 432 anos. Idealizado por Armandinho Puglisi, inicialmente a festa era feita pela comunidade do bairro e cada morador levava um bolo. A ideia era que a cada ano o bolo igualasse em metros a idade da cidade.

O bolo do Bixiga entrou para o Guiness, o livro dos recordes, por conta de sua extensão e por ser consumido em cerca de 30 segundos.

Menescal e Donato ressaltam ligação com a natureza em obra de Tom Jobim


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Os versos iniciais de Samba do Avião - “minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro” – são a trilha sonora perfeita para quem chega à cidade por via aérea 

E se desembarcar no principal aeroporto carioca, tem ali a primeira de muitas referências ao maestro Antônio Carlos Jobim, que estaria completando ontem 25, 90 anos de idade.

Diariamente, milhares de pessoas transitam pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, centenas de moradores do Rio e turistas tiram fotos junto à estátua do compositor, no Arpoador, e outras tantas visitam o Jardim Botânico. Lá, o Espaço Tom Jobim exibe uma exposição permanente do acervo do compositor e o banco onde ele costumava sentar para observar o canto dos pássaros e sua árvore preferida – uma sumaúma – é uma das principais atrações do parque.
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Autor de uma obra mundialmente reconhecida como uma das mais importantes da música popular do século 20, o carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994) - brasileiro até no nome – era profundamente ligado, na vida e na criação musical, à natureza. Mar, rios, chuva, matas, árvores, flores, pássaros e pedras são temas recorrentes em grande parte das cerca de 400 canções compostas por Tom, e tiveram sua síntese na obra-prima Águas de Março (1972).

Amigo de Tom e também ligado ao ambiente musical que nos anos 50 resultou na Bossa Nova, o pianista, compositor e arranjador João Donato define a música de Jobim como a tradução do “frescor da manhã”. Para ele, havia uma relação automática entre a natureza e a criação melódica na obra do compositor.

"Outro dia eu estava no quintal da casa de uma amiga minha e ouvi o canto de um pássaro que parecia os acordes iniciais de Garota de Ipanema. Era o canto de uma sabiá, quando tem filhote no ninho, um canto de alegria”, conta Donato. O sabiá, aliás, foi um dos pássaros que serviu de inspiração para Jobim, na úsica do mesmo nome, composta em 1968 em parceria com Chico Buarque.


Caçador submarino nos anos 60, Roberto Menescal guarda outra história que demonstra o ecologista que Tom Jobim era antes do tema entrar para a agenda do planeta. Um dia ele encontrou na então deserta Barra da Tijuca o amigo pescando com duas varas.Também um dos grandes nomes da Bossa Nova, o compositor, violonista e arranjador Roberto Menescal concorda com Donato e afirma que o "frescor da manhã" tinha a ver com o período do dia em que Tom costumava criar. “Pouca gente sabe disso, mas o Tom acordava muito cedo, antes das 7h, ia comprar o pão lá embaixo no Jardim Botânico, subia para tomar o café e depois começava a compor. Compunha até às 11h e depois voltava a dormir. Acordava às 15h e ia pro 'escritório', como ele chamava seu bar preferido no Leblon”, lembra Menescal.

Para sua surpresa, quando Tom puxou os molinetes não havia iscas nos anzóis. “Menesca, eu não uso isca. Eu não quero pegar os peixes. Eu só quero jogar no mar esse material bonito, mas não quero pegar peixe nenhum não.”, disse Tom. “Ele queria a natureza”, define o amigo Menescal.

Referência
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Vinte e três anos após sua morte, ocorrida em 8 de dezembro de 1994, em Nova Iorque, Tom Jobim está presente no cenário musical brasileiro, com suas composições interpretadas e regravadas por novas gerações de músicos e cantores. Além de biografias e livros que contam a história da Bossa Nova, vídeos na internet e documentários, como A música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos, lançado em 2012, asseguram a eternidade da obra do “maestro soberano”.

E quem transita a partir de ontem no aeroporto que leva o nome do compositor poderá ouvir uma hora diária de clássicos de Tom, incluindo o Samba do Avião. Iniciativa da concessionária RioGaleão, a programação A Hora do Tom será apresentada pela locutora Íris Lettieri, a célebre voz das chamadas no aeroporto carioca.

Fonte: EBC

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Athos Bulcão | Fotomontagens do artista brasiliense ganham exposição em Brasília


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Nus e matrizes de fotomontagens são exemplares únicos e raros, que ressaltam o aspecto da geometria como um dos aspectos mais conhecidos da obra de Athos Bulcão

Os padrões de azulejos estampam as paredes de Brasília e são facilmente reconhecíveis. Em seguida, vêm as máscaras, aqueles rostos de lábios grossos e olhos marcados esculpidos em relevo sobre as telas. É um aviso do apreço do artista pelo carnaval, um sentimento que fica mais forte nos desenhos de figuras surreais entrelaçadas, de brincantes fantasiados de Pierrot e Arlequim e nas pinturas. 
Há nus no meio de toda essa folia, mas eles não são tão explícitos quanto aqueles que o artista realizava no ateliê. Athos gostava de desenhar modelo vivo. E gostava de nus. Não fez muitos, mas o suficiente para despertar a curiosidade para o tema. Resultado de imagem para ATHOS BULC - FOTOCOLAGEM brasilia df
As matrizes ficaram guardadas durante anos com o fotógrafo Carlos Moscovics, que realizou as fotografias finais. Athos não chegou a considerar esse primeiro passo das fotomontagens como obras acabadas, por isso nem fez questão de ficar com os originais. Há seis anos, quando Moscovics morreu, o filho Luís resolveu se desfazer do material. 
Déborah ficou encantada. Conhecia algumas fotomontagens porque havia visto os exemplares em exposição e sempre achou curiosa a maneira como o artista trabalhava. “Na hora que ele colava as imagens, já buscava uma interação entre a imagem e o papel. E criava essa coisa meio onírica, de um sonho”, conta a arquiteta.
Criadas durante a década de 1950, as fotomontagens de Athos conversam com o surrealismo em uma série inusitada de colagens feitas a partir de recortes de revistas da época, colados em um fundo comum. O resultado era fotografado pelo artista logo após o feito.


Máquinas icônicas! A participação das motocicletas na história do cinema


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A história do cinema está recheada de motos que se transformaram em verdadeiras lendas, desde a Aircraft que Steve McQueen pilotava no filme “Fugindo do Inferno” até a inigualável Harley-Davidson guiada por Peter Fonda em “Sem Destino”.


A relação motocicletas x cinema é longa e duradoura e algumas das motos mais importantes da sétima arte que dividiram cenas com atores como Marlon Brando, Tom Cruise e Arnold Schwarzenegger, mostram a atuação dessas maquinas que fizeram parte de verdadeiros clássicos do cinema. 

Nessa lista de máquinas que se tornaram sonho de consumo de inúmeros aficionados pelo motociclismo, tem a lendária Harley-Davidson Fat Boy, Kawasaki Ninja entre outras…

Quando o diretor László Benedek estava dirigindo as cenas de “O Selvagem” (eterno filme que consagrou Marlon Brando como ídolo dos jovens da época ao interpretar Johnny Stabler), não imaginaria que também estaria eternizando um clássico, a Triumph Bonneville. A moto possui suspensão hidráulica e se transformou um dos ícones da marca nos anos 50.
easy rider big pic 10241 Quais são as motos mais famosas do cinema?

O filme “Sem Destino” (Easy Rider), além de eternizar a música de Steppenwolf (Born To Be Wild), que mais tarde tornou-se um hino dos motociclistas, o longa transformou a Harley-Davidson Choppe e a Panhead Engine em referencias da marca, sendo que ambas possuem réplicas no museu Barber Vintage Motorsports Museum, na Alemanha. A máquina de Peter Fonda foi a moto mais cara do mundo a ser vendida em um leilão no mundo, arrematada por mais de US$ 1 milhão.

Top Gun
023697795 EX00 Quais são as motos mais famosas do cinema?
Outra motocicleta que roubou a cena no cinema foi a Kawasaki Ninja 900 que Tom Cruise usou em Top Gun — Ases indomáveis. A moto foi desenvolvida em segredo ao longo de seis anos, sendo a primeira do mundo com motor tetracilíndrico de 16 válvulas com refrigeração líquida que o piloto de avião Maverick (Tom Cruise) teve o prazer de pilotar.Filme03 imagem Quais são as motos mais famosas do cinema?

Já o ex-governador do Estado da Califórnia e ex-ator, Arnold Schwarzenegger, pilotava uma Harley-Davidson “Fat Boy” no longa Exterminador do Futuro 2, fortalecendo ainda mais a imagem da motocicleta, como “símbolo dos sonhos americanos”.

Bruce Willis também teve seus momentos de gloria com uma Harley-Davidson, no filme Pulp Fiction de Quentin Tarantino, o ator encena do lado de uma FXR Super, colaborando para uma das cenas mais clássicas do cinema.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Líbia apreende livros de Paulo Coelho, Dan Brown e Nietzsche


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Um grupo de escritores e intelectuais líbios denunciaram ontem (23) que as autoridades do país apreenderam dezenas de livros

Um grupo de escritores e intelectuais líbios denunciaram ontem (23) que as autoridades do país apreenderam dezenas de livros considerados “eróticos” ou contra o Islã, na cidade de Al Marj, no leste da Líbia.

Livros de Paulo Coelho, Dan Brown, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche e do egípcio Naguib Mahfuz, Nobel de Literatura, foram confiscados na Líbia.

Entre as obras confiscadas, em árabe e importados do Egito, estão títulos do brasileiro Paulo Coelho, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do romancista norte-americano Dan Brown e do egípcio Naguib Mahfuz, prêmio Nobel de Literatura.

Durante o fim de semana, circularam vídeos com dezenas de livros sendo colocados em um caminhão. Autoridades religiosas e de segurança alegaram que os volumes também promovem a difusão do xiismo, cristianismo e bruxaria, e denunciaram uma “invasão cultural” no país.

Após o acontecido, os escritores, entre eles Azza Maghur, Idriss Al Tayeb e Radhuan Bushwisha, denunciaram a apreensão de livros e afirmaram que a atitude é “uma tentativa de amordaçar as vozes e confiscar a liberdade de opinião e de pensamento”.

Em sua conta no Twitter, Paulo Coelho afirmou ter entrado em contato com a embaixada do Brasil na Líbia. “Não há muito que eles possam fazer, mas não posso ficar sentado vendo meus livros serem queimados”, escreveu.

Referência: EBC

"Silêncio"| Filme de Scorsese sobre os jesuítas portugueses no Japão, bastante cotado para o Oscar 2017


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O Oscar não seria o mesmo sem a participação de um trabalho do mestre Martin Scorsese e ‘Silence’, o novo filme do monstro sagrado, é uma das apostas para o prêmio maior do cinema mundial
"Silêncio", o filme que Martin Scorsese manteve na gaveta durante quase 20 anos, posiciona-se na corrida para os Óscares com a antecipação da data de estreias nos Estados Unidos, onde está sendo exibido desde 23 de Dezembro.

Baseado no romance homônimo de Shusaku Endo, "Silêncio" acompanha os padres jesuítas portugueses perseguidos durante a sua missão no Japão, no século XVII.

O épico religioso (que encerra uma espécie de trilogia espiritual iniciada com "A Ultima Tentação de Cristo" (1988) e "Kundun" (1998) conta com Liam Neeson no papel do Padre Cristóvão Ferreira e Andrew Garfield como o Padre Sebastião Rodrigues.
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O argumento, de Jay Cocks, colaborador de Scorsese em "Gangues de Nova Iorque" e "A Idade da Inocência", lança um olhar sobre sobre a tumultuosa história do cristianismo no Japão, no século XVII.

A história, acompanha Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garrpe (Adam Driver), dois padres jesuítas vindos de Portugal que viajam até ao Japão, sob ordens da igreja, na esperança de encontrarem o seu mentor, o padre Cristóvão Ferreira (Liam Neeson), que alegadamente cometeu apostasia.

Nas terras nipônicas, sob o regime Xogunato Tokugawa, que baniu o catolicismo e quase todo o contacto com o estrangeiro, os dois jovens religiosos testemunham a perseguição dos japoneses cristãos pela mão do seu próprio governo. Eventualmente, o par separa-se, com Rodrigues a viajar até ao campo, interrogando-se sobre o silêncio de Deus face ao sofrimento dos seus filhos.

Scorsese foi 12 vezes nomeado para os Óscares, tendo ganho o prêmio de melhor realizador com o filme "Os Infiltrados", em 2006.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Os mistérios, segredos e a suposta maldição de Oak Island


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Boa parte das pessoas nunca ouviu falar de Oak Island, uma ilha localizada no extremo norte da América do Norte e que guarda um dos maiores segredos de toda a humanidade, desde que um rumor do século 18 sobre um tesouro secreto iniciou o mistério que persiste até hoje

De OVNIS a segredos bíblicos, passando por atividades paranormais, tesouros enterrados por piratas e tenebrosas armadilhas subterrâneas, a ilha de Oak Island carrega consigo o peso de ser o local com maior incidência de acontecimentos misteriosos.

E, justamente por estas características, é que pesquisadores foram em busca dos segredos que giram em torno desta ilha, para jogar uma luz sobre os fatos mais sombrios e intrigantes, nas entranhas de Oak Island.

Vamos aos resultados:
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1. A Oak Island (“Ilha do Carvalho”) fica na Nova Escócia, no Canadá, e tem 570 mil m2 (cerca de 60 campos de futebol). Em 1795 começaram a circular rumores de que, motivados por luzes estranhas, três proprietários no sudeste da ilha escavaram por cerca de 10 m, encontrando pedras com inscrições estranhas a cada 3 m. Em 1803, uma companhia marítima adquiriu o lote e reiniciou o trabalho

2. Aos 27 m de profundidade, a empresa encontrou uma grande pedra com inscrições e símbolos. No dia seguinte, a escavação foi inundada até o nível de 10 m, sem explicação aparente. Os escritos receberam várias “traduções” diferentes ao longo dos anos, e, ampliando o mistério, em 1910 ou 1911 a rocha desapareceu do museu na cidade de Halifax, onde estava em exibição

3. A imprensa começou a prestar atenção no caso a partir de 1856. Cinco anos depois, rolaram as primeiras mortes. Cinco operários faleceram quando o solo cedeu na obra, pouco depois de supostamente avistarem baús de tesouro. Surgiram suspeitas de que o lugar tinha uma armadilha e uma maldição – o segredo de Oak Island só seria revelado quando sete pessoas morressem

4. Durante décadas, as escavações continuaram falindo empresas e empresários. Até 1967, o lugar já havia passado por nove donos diferentes. O máximo de profundidade a que se chegou nessa época foi 55 m. Nada de tesouro milionário: o que mais se encontrou, supostamente, foram ferramentas antigas e corpos em decomposição

5. Os atores John Wayne e Errol Flynn e até o presidente Franklin Roosevelt se arriscaram investindo no mistério. Em 2006, após anos de batalhas judiciais, a maior parte da ilha ficou com os irmãos Marty e Rick Lagina. Eles protagonizam o reality show investigativo A Maldição de Oak Island, do History Channel

6. Mas, afinal, o que está enterrado lá? As teorias são das mais variadas, quase sempre baseadas em rumores. Uma diz que é a grana guardada por marinheiros espanhóis de um galeão naufragado ou de um navio britânico. Outra fala que engenheiros militares franceses esconderam o tesouro da fortaleza de Louisbourg antes de ela ser dominada pelos ingleses na Guerra dos Sete Anos

7. Também há lendas envolvendo o butim dos piratas Capitão Kidd ou Edward Teach, o Barba Negra. Este último dizia que sua fortuna estava tão bem escondida que só seria encontrada por ele ou pelo diabo. Uma história ainda mais surreal é a de que uma das amas de Maria Antonieta teria levado para lá as joias da rainha, antes da invasão de Versalhes durante a Revolução Francesa

8. O cientista e filósofo britânico do século 16 Francis Bacon aparece em duas teorias. Segundo um livro de 1953,Oak Island abrigaria os manuscritos perdidos de Shakespeare, na verdade escritos por Bacon. Ou então haveria na ilha uma sala oculta construída por ele e membros da sociedade secreta de Rosacruz, repleta de obras de arte, objetos de valor e documentos históricos

9. Outro livro,Oak Island Secrets, de Mark Finnan, aponta para outra sociedade fechada: a Maçonaria. Marcações cifradas descobertas nas escavações fariam referências a rituais desse grupo. E, se tudo isso parece pequeno para você, há ainda uma teoria de que, em túneis subterrâneos ligados ao mar, há nada menos que um drácar – um barco viking

UM OLHAR CIENTÍFICO
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- Segundo pesquisadores pouco dados a lendas, a “maldição” pode ser apenas um misto de fraqueza geológica e obsessão da cultura pop

– Especialistas apontam que a ilha é repleta de câmaras de lençóis de água, que cedem quando são escavadas. E elas podem até possuir ramificações por cavernas subterrâneas que ligam a água doce dos lençóis com a água do mar vinda da costa

– Os supostos objetos arqueológicos encontrados podem ser ferramentas e operários de escavações anteriores

– Com a popularidade da lenda,Oak Island motivou vários livros. Mas a maioria é de ficção e suas “teorias” têm mera função narrativa, com quase nenhum embasamento científico

– Muitas das supostas evidências, como as pedras com marcações e o grande monolito desaparecido, nunca foram devidamente analisadas ou tiveram sua legitimidade comprovada

– As pistas encontradas nas duas temporadas iniciais do programa do History nunca foram avaliadas por especialistas fora da série

domingo, 22 de janeiro de 2017

Com um número cada vez maior de adeptos, o vegetarianismo não é um modismo contemporâneo


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O vegetarianismo surgiu há cerca de 5 milhões de anos atrás e o nosso antepassado mais antigo, o Australopithecus Anamensis, alimentava-se de frutas, folhas e sementes, vivendo em perfeita harmonia com os animais menores, que poderia facilmente apanhar para se alimentar

Mas a índole destes hominídeos era pacífica e assim continuou até ao Australopithecus Boesei (existiu há cerca de 2,4 - 1 milhão de anos).

Com o domínio do fogo e o desenvolvimento das armas, o Homo Neanderthalensis, nosso antepassado mais recente (127.000 - 30.000 anos), caçava, em grupos de 10 a 15, animais de grande porte como os mamutes e outros menores como os veados, dos quais tudo era meticulosamente aproveitado. 

Mais tarde, as populações humanas foram criando culturas de vegetais fixas, que começaram a atrair animais como porcos selvagens, ovelhas, cães, cabras, aves, ratos e pequenos felinos, que foram sendo domesticados. Alguns animais começaram a ser mortos para consumo. Foi então que o Homem se tornou sedentário e começou a encarar os animais como alimentos.

Nas civilizações antigas
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Por volta de 3200 AC, o vegetarianismo foi adotado no Egito por grupos religiosos, que acreditavam que a abstinência de carne criava um poder kármico que facilitava a reencarnação.
Na China e Japão Antigos (século III, AC), o clima e os terrenos eram propícios à prática do vegetarianismo. O primeiro profeta-rei chinês, Fu Xi, era vegetariano e ensinava às pessoas a arte do cultivo, as propriedades medicinais das ervas e o aproveitamento de plantações para roupas e utensílios. 

Gishi-wajin-den, um livro de história da época, escrito na China, relata que no Japão não existiam vacas, cavalos, tigres ou cabras e que os povos viviam das plantações de arroz, do peixe e dos crustáceos que apanhavam. Muitos anos mais tarde, com a chegada do Budismo, a proibição da caça e da pesca foi bem recebida pelas populações japonesas.

Na Índia, animais como as vacas e macacos foram adorados ao longo dos anos por simbolizarem a encarnação de divindades. O rei indiano Asoka, que reinou entre 264-232 AC, converteu-se ao Budismo, chocado com os horrores das batalhas. Ele proibiu os sacrifícios animais e o seu reino tornou-se vegetariano. 

A Índia, ligada ao Budismo e Hinduísmo, religiões que sempre enfatizaram o respeito pelos seres vivos, considerava os cereais e os frutos como a melhor forma (mais equilibrada) de alimentar a população. Juntamente com estas práticas religiosas, certos exercícios, como o Yoga, associaram-se ao não consumo de carne, para alcançar a harmonia e ascender a níveis espirituais superiores.

No século XX
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Com o virar do século XX, a população britânica encontrava-se ainda num estado de pobreza. A Sociedade Vegetariana, durante a crise de 1926, distribuía alimentos às comunidades mais carentes - o vegetarianismo e o humanitarismo estiveram sempre proximamente relacionados.

Devido à escassez de alimentos durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos foram encorajados a “Escavar para a Vitória” (Dig For Victory), para cultivarem os seus próprios vegetais e frutas. A dieta vegetariana manteve a população, e a saúde das pessoas melhorou muito durante os anos em guerra.

Nos anos 50 e 60 do século XX, muitas pessoas tomaram consciência do que se passava nas unidades de produção intensiva, introduzidas após a guerra. O vegetarianismo tornou-se muito apelativo quando as influências orientais se espalharam pelo mundo ocidental.

Durante as décadas de 80 e 90, o vegetarianismo ganhou um maior ímpeto, quando o desastroso impacto que a população humana estava a causar no planeta se tornou mais evidente. Os assuntos ambientais dominaram os noticiários e estiveram durante muito tempo em primeiro plano na política. O vegetarianismo foi encarado como parte do processo para a conservação dos recursos.

Atualmente
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Mais recentemente, assuntos como as importações de gado foram motivo de oposição ao consumo de carne por parte de muitas pessoas, por todo o Reino Unido. Preocupações em relação à saúde surgiram quando as pessoas se aperceberam de que os animais para consumo estavam infectados com doenças como a “doença das vacas loucas” (BSE), listeria e salmonelas.

Desde os anos 80 do século XX, a consciência popular tem-se focado cada vez mais num regime de vida saudável. O vegetarianismo passou então a ser associado à saúde e dados cada vez mais concretos apontaram a carne como causa de inúmeras doenças. Consequentemente, o não consumo de carne e outros produtos animais foi associado à não-violência e ao respeito pelos animais. Desde então organizações de defesa animal e promoção do vegetarianismo/veganismo começaram a ganhar cada vez mais força e a desenvolver ações mundiais.

Os benefícios do vegetarianismo têm sido evidentes ao longo de todas as culturas, e uma dieta exclusivamente à base de vegetais tem mantido a população humana desde há milhões de anos atrás.
Com a população global a crescer de forma exaustiva e os recursos a decrescerem de forma assustadora, o vegetarianismo/veganismo é considerado por muitos como a solução para todos os problemas da humanidade e irá influenciar grandemente o futuro das gerações que se seguem.

ONU declara 2017 o Ano Internacional do Turismo Sustentável


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Com mais de um bilhão de turistas viajando pelo mundo, o turismo é uma força econômica poderosa e transformadora que está fazendo a diferença na vida de milhões de pessoas

O potencial do turismo para o desenvolvimento sustentável é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos principais setores de geração de emprego do mundo. A atividade oferece oportunidade de subsistência, ajuda a reduzir a pobreza e direciona as atividades produtivas para o desenvolvimento e inclusão social. A meta da Organização Mundial do Turismo (OMT) ao designar 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável é ampliar a compreensão e conscientização da importância do turismo no compartilhamento do patrimônio natural, cultural e distribuição da riqueza proporcionada pelas viagens.

O turismo sustentável também valoriza as diferenças culturas e contribui para o fortalecimento da paz no mundo. A sustentabilidade tem como base três pilares: econômico, social e ambiental. O turismo, se bem concebido e gerido, proporciona emprego e renda em harmonia com a natureza, a cultura e a economia dos destinos. O consumo responsável dos serviços turísticos também minimiza impactos negativos ambientais e socioculturais e, ao mesmo tempo, promove benefícios econômicos para as comunidades locais e no entorno dos destinos.

Na adoção dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU, o turismo foi inserido em três deles: 8º) Promover crescimento econômico sustentável e inclusivo, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; 12º) Consumo e produção sustentável; e 14º) Conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e fontes marinhas para o desenvolvimento sustentável.

Com esses três objetivos, o ano de 2017 será oportuno para a sensibilização de viajantes e destinos sobre a contribuição do turismo sustentável para o desenvolvimento econômico e social. A mobilização conjunta torna a atividade um catalisador de mudanças positivas com ações políticas, práticas de negócios e comportamento de consumo que contribuem para o desenvolvimento racional do destino.

Em 2015, o Ministério do Turismo apresentou o Mapa da Sustentabilidade com um guia para consultas que promove e incentiva turistas a visitarem destinos que avançam na implementação de boas práticas para a sustentabilidade do turismo. “O Ministério do Turismo está sensível a esse tema, tanto que tem apoiado importantes iniciativas no sentido de reconhecer as experiências bem-sucedidas no segmento para incentivar que o setor aposte cada vez mais no Turismo Sustentável”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Além disso, com o apoio do Ministério do Turismo, o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, realizado em novembro do ano passado, contou com 50 concorrentes com propostas inovadoras e soluções de práticas sustentáveis para o mercado do turismo. Entre as várias categorias premiadas, o Cambará Eco Hotel, de Aparados da Serra, em Cambará do Sul (RS) foi o destaque pelas práticas sustentáveis aplicadas em todas as etapas dos serviços de hospedagem, envolvendo hospedes, servidores e a comunidade.

Fonte: http://www.turismo.gov.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Chapada Diamantina, um lugar mágico, graças à sua diversidade geográfica, também se destaca na culinária criativa e saborosa


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Joia do turismo baiano, a Chapada Diamantina não é só aventura e belezas naturais, já que a culinária regional é bastante rica, servindo diversos pratos típicos que agradam aos locais e aos turistas dos mais variados pontos do planeta que visitam a região


Os principais pratos servidos na Chapada Diamantina e região são o Godó de banana é um ensopado com carne do sol e banana verde, o Cortado de Palma, que é um tipo de cacto do sertão nordestino e é servido refogado e em cubos, a Farofa de garimpeiro, que é feita com carne do sol frita e temperada, depois prensada, como paçoca.
As receitas incluem ainda o Pastel de Palmito e a Moqueca de Jaca. Algumas destas iguarias podem parecer estranhas à primeira vista, mas logo caem no gosto dos turistas que visitam o Vale do Capão. O café é outra especialidade da Chapada Diamantina e é conhecida como café gourmet especial, sendo os grãos considerados de altíssima qualidade graças à altitude acima de 1300 metros, a maior do Brasil.Imagem relacionada
E o que dizer então do Pirão de Parida? E o cortadinho de mamão? Isso sem falar na batata da serra, um tipo de tubérculo que, segundo fala-se, só nasce lá, no alto da serra, livre leve e solta. Não é cultivada, é apenas colhida por dois ou três remanescentes de garimpeiros, que se encarregam de trazer a estranha batata, que pode chegar até sete quilos, para os restaurantes da região. 

A batata é comida crua, em saladas, e até como sobremesa, acompanhando o doce de banana feito na região. É praticamente água pura e, nas priscas eras dos diamantes, além de servir de sustento para os garimpeiros, hidratava o pessoal. O gosto assemelha-se a uma melancia salgada. Ficou curioso?Imagem relacionada

O mel orgânico é um dos principais produtos da região e já foi premiado nacionalmente. Seu nome é mel Flor Nativa e pode ser encontrado em algumas capitais do Brasil. Isso tudo sem esquecer a cachaça da região da Chapada Diamantina, que é considerada uma das menores cachaças nacionais e por isso é exportada para diversos países.

Em Manchester by the Sea, Kenneth Lonergan mostra um longa sobre perda, que apresenta aos poucos o passado


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Depois da morte de seu irmão mais velho, Lee Chandler é forçado a voltar para casa para cuidar do seu sobrinho de 16 anos e se vê obrigado a lidar com um passado trágico que o separou de sua família e do lugar onde nasceu e foi criado

Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

O início como roteirista, de filmes como Mafia no Divã e Gangues de Nova York, poderia ser um indício do que esperar do novo filme do nova-iorquino Kenneth Lonergan. O início como roteirista, de filmes como Mafia no Divã e Gangues de Nova York, poderia ser um indício do que esperar do novo filme do nova-iorquino Kenneth Lonergan. Mas Manchester by the Sea é mais centrado no silêncio e no que não é dito do que efetivamente nos diálogos e momentos de impacto.

Há cinco anos sem dirigir, Lonergan realiza aqui um longa sobre perda, que apresenta aos poucos o passado. A maneira como ele o monta, sem excessos ou qualquer afetação, joga aos poucos alguma luz nas relações difíceis e existência solitária que acompanhamos do protagonista, Lee Chandler.
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Casey Affleck vive o personagem, um zelador em seu cotidiano monótono e depressivo. Um dia, recebe a notícia do falecimento de seu irmão (Kyle Chandler) e se vê forçado a retornar à cidade que deixou para trás - como uma fuga de sua própria existência - a pequena e litorânea Manchester. é mais centrado no silêncio e no que não é dito do que efetivamente nos diálogos e momentos de impacto.


Fatos interessantes sobre o filme:
· Casey Affleck venceu o Globo de Ouro 2017 de Melhor Ator de Drama.

· Matt Damon foi sondado para estrelar o filme.

· O roteiro da produção figurou na Blck List 2014, dos melhores roteiros não filmados.

· O título em inglês do filme é o mesmo de uma cidade do estado do Massachusetts, nos Estados Unidos.

· Kara Hayward e Lucas Hedges trabalharam em Moonrise Kingdom (2012).


A crise carcerária no Brasil: presídios em ilhas seria a solução?


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Nada repercutiu no noticiário nas últimas semanas do que a crise no sistema carcerário brasileiro que vem resultando em mortes violentas e motins quase que diários

As brigas entre facções rivais, as rebeliões, as barbáries, a falta do controle do Estado sobre os detentos, a superlotação das prisões e as constantes fugas viraram tema de discussão, e ficou muito claro que muitas coisas devem mudar. Rápido.

Nas redes sócias, está sendo constantemente lembrada uma afirmação de Darcy Ribeiro de mais de duas décadas atrás, onde ele adverte: “Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”.

Esse descalabro chegou ao ponto do governo do RN negociar diretamente com uma facção criminosa, uma trégua nos motins e na morte de presos, atestando a falência das instituições nacionais. 
Essa crise generalizada fez com que muita gente venha questionando o motivo de não haver mais prisões em locais isolados, como ilhas, por exemplo, onde os prisioneiros sejam obrigados a encontrar uma forma de conviver sem matar uns aos outros, e de onde seria muito difícil escapar.

Na verdade, existem várias razões pelas quais as ilhas-prisão estão se tornando cada vez mais raras, como as próprias dificuldades de acesso, o alto custo de manutenção, questões relacionadas com os Direitos Humanos etc. No entanto, existem vários exemplos de penitenciárias que já funcionaram em ilhas isoladas.

Vamos conferir algumas delas:

1 – Ilha do Diabo


Localização: Guiana Francesa

A Ilha do Diabo, situada no litoral da Guiana Francesa, foi uma colônia penal estabelecida por Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte) em 1854, e funcionou até 1938, quando a atividade foi oficialmente encerrada no país. Na verdade, o termo “Ilha do Diabo” era usado em referência a várias cadeias construídas nas ilhas Île Royale, Île Saint-Joseph e Île du Diable, assim como na cidade de Cayenne que, mais tarde, se transformou em capital.

Ao longo do período em que esteve em atividade, a colônia penal recebeu cerca de 80 mil convictos franceses — entre eles, presos políticos, criminosos perigosos e espiões —, e a maioria era punida com a realização de trabalhos forçados. Alguns eram enviados para trabalhar na construção de uma estrada, conhecida entre os detentos como “Rota Zero”, uma via que ligava nada a lugar nenhum, ou para cortar árvores.

Mas a colônia também era conhecida entre os presos como “Guilhotina Seca” por conta do alto índice de mortalidade devido a doenças, às terríveis condições de trabalho, e ao fato de muitos passarem fome no local — já que os que não cumpriam as metas de trabalho não recebiam comida. A estimativa é de que por volta de 50 mil prisioneiros tenham morrido na Ilha do Diabo.

2 – Ilha Robben
Localização: África do Sul

Antes de se tornar o primeiro presidente da África do Sul, em 1994, Nelson Mandela passou 27 anos encarcerado por conta de seu ativismo político e luta contra o Apartheid. Pois parte da pena — 18 anos — de Mandela foi cumprida na Ilha Robben, uma pequena ilha com cerca de cinco quilômetros quadrados situada logo na entrada da baía da Mesa, a pouco mais de 10 quilômetros da Cidade do Cabo.

A ilha começou a abrigar presos e indivíduos “indesejáveis” no final do século 17, e chegou a ser utilizada também como hospital para leprosos e doentes mentais, e como base militar. A prisão de segurança máxima para presos políticos encerrou suas atividades em 1991, e o pavilhão para criminosos de média periculosidade foi fechado cinco anos depois. Em 1999, a Ilha Robben foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e hoje serve de museu e santuário natural.

3 – Ilha Pianosa


Localização: Itália

Situada no Mediterrâneo, no arquipélago Toscano, a Ilha Pianosa serviu de prisão de segurança máxima entre os anos de 1858 e 1998, e recebeu vários chefões da máfia em seus últimos anos de funcionamento. Se bem que o local não cortou os laços com o sistema penitenciário italiano completamente!

Hoje a ilha consiste em uma área ambiental protegida e recebe apenas um número limitado em 100 visitantes por dia. Além disso, existe um programa de reintegração social no qual 200 presos da cadeia de Elba, uma das ilhas do arquipélago, são empregados em um hotel construído em Pianosa. Para serem elegíveis, os detentos devem ter cumprido pelo menos dois terços da pena e ter comportamento exemplar.

4 – Penitenciária Federal de Alcatraz


Localização: Estados Unidos

A Ilha de Alcatraz, situada na Baía de São Francisco, na Califórnia, recebeu esse nome graças a um explorador espanhol que a chamou de “Isla de Alcatraces”, e foi convertida na temida prisão em 1934. O local recebia os criminosos mais perigosos e incorrigíveis de outras prisões, e um total de 1.545 pessoas — entre elas o infame Al Capone — foram encarceradas em Alcatraz durante os quase 30 anos em que ela esteve em atividade.

A “Rocha”, como também era chamada, ficava a cerca de 2,5 quilômetros de distância de São Francisco, e rodeada por águas gélidas com correntes pra lá de perigosas. No entanto, isso não impediu que alguns prisioneiros tentassem escapar de Alcatraz — 34 no total. Desses, a maioria morreu na tentativa ou foi recapturada, embora cinco continuem sendo listados como desaparecidos.

As atividades na penitenciária foram encerradas em 1963, devido aos altos custos de operação, e a ilha foi invadida por nativos norte-americanos em duas ocasiões durante essa mesma década. Em 1971, os ocupantes foram expulsos por agentes federais e, em 1972, Alcatraz passou a fazer parte da Área de Recreação Nacional Golden Gate. Hoje, a ilha recebe mais de um milhão de visitantes por ano.

5 – Ilha Santa Margarida
Localização: França

A Île Saint-Marguerite — no idioma original — fica situada a pouco mais de um quilômetro de Cannes, no litoral da Riviera Francesa, e abriga a famosa prisão de Fort Royal, local onde o Homem da Máscara de Ferro teria sido mantido como prisioneiro no século 17. A estrutura esteve em funcionamento até o século 20, e abrigou diversos presos famosos, como o marquês de Jouffroy D'Abbans, inventor do barco a vapor, e o líder rebelde argelino Abdel Kadir.

Mas a ilha tem uma longa história, já que ela contou com ocupação humana desde a época do antigo Império Romano. Hoje em dia, a Ilha Santa Margarida abriga um hostel e um museu dedicado à arqueologia marinha, assim como um pequeno cemitério para soldados que morreram durante a Guerra da Crimeia e para militares norte-africanos que lutaram junto aos aliados na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os turistas podem visitar as antigas celas do Fort Royal e visitar antigas estruturas deixadas pelos antigos romanos.

Referência: Mega curioso (SMITHSONIAN.COM/KAREN LARKINS)